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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como gerenciar seu Mix de Mídias Sociais


Quem nunca passou pela situação de sentir-se atolado pelo envio de vários tipos de comunicação para um sem número de mídias sociais, que não tem tempo para parar, respirar e criar uma estratégia de comunicação eficaz ou um Mix de Mídias Sociais?   O crescimento das mídias sociais e a pressão da demanda pelas empresas, de estar dentro delas, têm feito alguns profissionais de comunicação e marketing, os gestores de marcas, literalmente pirarem.      
Mas, da mesma forma que existe o termo Mix de Marketing, que considera como uma empresa deve investir seus recursos a partir dos 4 Ps do Marketing - praça, preço, produto e promoção, o Mix de Mídias Sociais usa este mesmo princípio de alocação de recursos ao meio social para determinar como uma companhia deve distribuir e compartilhar no Twitter, blogs, Facebook, e-mail e outras plataformas sociais.   
Em setembro do ano passado, a Oracle lançou um White Paper com oito passos para ajudar as empresas na criação do melhor Mix de Mídias Sociais, evitando o estresse que tem sido a tônica de quem cuida de contas de terceiros.  A Oracle ensina que é possível tomar decisões sobre estratégia de comunicação online e o Mix de Mídias Sociais que melhor se adequa aos seus negócios.  Clique aqui para ter acesso ao documento original, em inglês.
1.  Crie seu portfólio: faça um rápido inventário dos canais de mídias sociais nos quais sua empresa já está.  Escreva o nome de cada um num pedaço de papel.  A ideia é montar uma tabela concreta.  
2. Liste seu conteúdo: inventarie todo o tipo de informação que você distribui pelos canais de mídias sociais em que sua empresa já está. Inclua atualizações de status, informação sobre eventos, press releases, estudos de caso, informações de serviço ao cliente, discussões, tudo.  Liste cada tipo de conteúdo para fazer uma primeira coluna de uma tabela. À medida que sua lista vai crescendo, você vai perceber que está tentando promover diferentes tipos de conversação com cada peça de comunicação. 
3. Olhe através das quatro lentes sociais:  
3.1 A lente da relação frequência x formalidade, por exemplo, permite estabelecer a frequência com que uma comunicação é enviada, enquanto a de formalidade envolve o investimento de recursos que uma comunicação requer, o quão convencional ela é ou ainda como dirigir-se a uma audiência estratégica, suas respostas e resultados.  São duas forças inversas; geralmente quanto mais formais as mensagens, menos frequentemente elas são enviadas.  Voltando ao nosso joguinho de papéis, procure ranquear todo seu conteúdo tendo em vista estas duas forças, ainda que você obtenha uma escala relativa. Decidir se os e-mails são mais formais que uma comunicação via blog pode ser um bom começo de discussão de estratégia com sua equipe.   
A segunda lente é a do funil condensador.   Ele permite definir, por exemplo, se a empresa pode twittar sobre tudo, se o blog deve falar apenas sobre tendências da indústria, e se um boletim criado especialmente para promoções, ai ser enviado por  e-mail. Pense  que ao colocar seu conteúdo num funil você estabelece um objetivo de negócio - destacando como e onde o conteúdo será redistribuído. Na sequência, use a terceira lente social, a do uso da informação em cascata. Algo como  alguns tweets podem levar a posts do blog, que, por sua vez levam a links de relatórios. Você vai precisar destacar esse fluxo, porque será ele o responsável pela geração de um melhor conteúdo. 
Por fim, a lente do tamanho da sua comunidade: ranqueá-la por número der seguidores tem também um grande impacto na estratégia de comunicação.  A migração de uma rede para outra exige esforço e tempo, se isso tem que fazer parte de sua estratégia. Da mesma forma  que você fez com cada rede, escreva num pedaço de papel a quantidade de pessoas envolvidas com sua marca em cada uma das redes trabalhadas. 
4. Ligue conteúdo aos canais:  Neste passo, a ideia é descobrir qual conteúdo se adequa melhor a que rede.  Escreva também cada um em um pedaço de papel e distribua da forma como você acredita ser a melhor forma. Se um conteúdo casar com várias plataformas sociais, escreva-o num pedaço de papel e distribua-o por até três plataformas diferentes - resista à urgência de colocar todo tipo de conteúdo debaixo de cada canal. As pessoas respondem melhor quando recebem informação específica de um canal específico. Muitas organizações usam o Twitter para enviar informações sobre eventos, links e fazer pesquisa, mas o Twitter  pode ser mais eficaz se usado de forma consistente para uma finalidade, oferecendo uma experiência na qual os assinantes podem confiar.
5.  Separe a essência de cada canal:  agora você deve ter grupos de conteúdo em todos os canais de comunicação. Junte o ranking e calcule a formalidade e o valor médios de frequência para cada grupo de conteúdo. Organize os grupos de conteúdo, pelas suas médias, com mais informal à esquerda e  mais formal à direita. Se houver duas classificações iguais, coloque-as num grupo com maior frequência de classificação, à esquerda. Como fica difícil visualizar, vamos aos exemplos;
• No Twitter, sua empresa  pode essencialmente postar informações sobre a indústria; 
• No blog, pode fazer posts que expliquem as características de um  produto, analisem publicações do setor, e contem histórias;   
• Uma newsletter pode apresentar resumos e links para melhorar a organização de conteúdo. 
Agora, destile um objetivo ou valor de comunicação e aplique-a  a cada canal. Por exemplo:  o Twitter deve "promover a comunidade"; o  Blog: "reforçar a notoriedade da marca", e o Boletim informativo: "estabelecer a credibilidade". 
Uma vez que você organizar seus canais,  de formal a informal, e rotulados com as descrições acima, é hora de compará-los para sobreposição. Se você encontrar uma sobreposição significativa, você deve considerar combinar os dois canais em apenas um.
Você pode achar que a frequência e a formalidade não são os melhores critérios de organização, e que organizar por descrição pode funcionar melhor para encontrar oportunidades de consolidação. De qualquer maneira, ao consolidar os canais, você economiza recursos que podem ser aplicados em outros processos de comunicação com sua comunidade - por isso conhecer seu tamanho é fundamental.  Sabe por que?  Porque pode não fazer sentido ter dois canais comunitários se houver uma grande quantidade de sobreposição, especialmente se a base de assinantes é significativamente maior em um canal. Você provavelmente vai ter mais retorno sobre o investimento se usar o menor canal para direcionar as pessoas para o canal mais ativo e gradualmente se livrar do primeiro. 
Agora, o seu Mix de Mídias Sociais está começando a tomar forma.  Então, aproveite para promover pesquisas online e amarrar melhor seus conteúdos e formas a partir de seus resultados:  • Quais são os tipos de conteúdo nos quais seus assinantes estão interessados? • Eles estão conscientes de seus outros canais? • Será que eles se inscreveram para mais de um?  • Será que eles consideram a migração de um canal para outro? 
6. Preencha as lacunas: tendo ouvido as pistas dadas pelos próprios leitores e comparando-as com sua tabela de consolidação, você poderá trocar ideias com sua equipe e convergir as ideias que melhor se aplicam à marca e ao relacionamento social.  Ao final, você deve ter uma boa lista de ideias para seu Mix de Mídia Social. O próximo passo é priorizá-los e estruturá-los.
7. Construa a sua estratégia:  aloque seus recursos, priorizando as atividades que gerarem o maior ROI ao longo do tempo (e ROI pode ser o retorno sobre investimento ou sobre o engajamento, de acordo com o objetivo maior de uso das mídias sociais).  
Duas ferramentas de estratégia podem ajudar nesta hora:    
     1)  Priorização: permite visualizar possíveis iniciativas estratégicas com base na sua viabilidade e importância. Liste todas as suas iniciativas na coluna da esquerda de uma tabela e atribua uma classificação de viabilidade e importância para cada uma. Use um orçamento padrão de pontos para cada coluna e faça um gráfico dos resultados para entender que passos priorizar. 
     2) Gestão Estratégica: ajuda a descobrir quais objetivos estratégicos de curto prazo vão avançar em sua estratégia de longo prazo. Visualize as táticas que você pode usar para apoiar cada passo estratégico, entender como elas dependem umas das outras e que recursos são necessários para completá-las.  Estratégia é o plano global que orienta o esforço organizacional para definir e avançar em direção a um objetivo da maneira mais eficiente possível. As táticas são o conjunto de etapas interligadas que contribuem para o progresso em direção à meta. 
8. Esboce o seu fluxo de conteúdo: este é o último e mais importante passo de todo o processo e, à medida que você faz isso, vai alcançando o objetivo de mantê-lo acessível, de forma permanente para a sua comunidade, melhorando o SEO e o gerenciamento do Mix de Mídias Sociais.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Mundo online: um por todos e todos pela vitória


Não existem fronteiras quando o assunto é o desenvolvimento de estratégias de comunicação e negócios no ambiente social. Na verdade, a vibe que o Brasil vive - com as dificuldades em encontrar a fórmula ideal de entrar e se dar bem no mundo online, aumentando as vendas, mantendo os clientes engajados e falando bem da gente, da nossa marca, de nossos produtos - está na mesma frequência da dos países desenvolvidos. E nem mesmo outras distâncias - políticas, econômicas, de cultura, de língua, de ambiente - que talvez nos fizessem pensar que estejamos no jardim de infância do movimento social gerado pelo casamento da internet com a tecnologia - e que tornou a web um ambiente social engajado - fazem diferença quando o assunto é como sobreviver no mundo online.
Hoje, como uma das 1300 pessoas inscritas num webinário gratuito, promovido por um dos grupos a quem sigo, recomendo e do qual tiro vários ensinamentos, o Social Media Today, pude fazer mais tranquila esta constatação, que, acredito, pode ser um alento a empresários e colegas que me questionam a respeito, com medo de perder o bonde da história. O que escrevo a seguir vale como suíte do último post - no qual resumi a entrevista concedida pela Martha Gabriel, por conta de sua participação no Congresso Mega Brasil de Comunicação 2013, que acontece na semana que vem, aqui em São Paulo.  
O desafio do painel Social Marketing & The Resourcing Challenge: Outsourcing vs. In-House foi discutir se o Marketing Social deve ser terceirizado, contratando-se agências especializadas, ou se a fórmula é usar e abusar do time interno, que certamente está cheio de talentos. Patrocinado pela #Oracle e moderado pela fundadora e membro do conselho do Social MediaToday, Maggie Fox, foi um papo de uma hora com o colunista da Forbes, autor e conselheiro empresarial Mikal E. Belicove, e com os executivos de agências Rob Key (CEO da Converseon) e Chris Vaughn (Diretor de Marketing da DigitalSherpa).
O que eles falaram serviu como luva para ratificar o pensamento que a Martha Gabriel vai levar ao #congresso4em1.  Independentemente da briga de egos que rola nos bastidores deste cenário corporativo, montar equipes multidisciplinares trabalhando em conjunto para transformar toda a nova comunicação e o engajamento advindo dela em leads de venda e em fidelização de marca, como consequência de um trabalho bem feito - esse parece ser o maior desafio que deveremos enfrentar se quisermos virar a página e seguir em frente nesta nova ordem mundial de se fazer negócios e sobreviver. Nós aqui e o mundo lá fora. 
Ainda que ao final deste post, eu cite os tweets divulgados pelos próprios participantes durante o evento, a conclusão é que ninguém sabe mais sobre seu próprio  negócio do que o time interno de marketing - que deve envolver internamente outras competências (leia-se a turma da Assessoria de Imprensa, do RH, de Vendas etc.) para essa comunicação dar certo (ai, ai, ai) - conforme disse Mikal Belicove.  Por outro lado, como bem pontuado pelo Rob Key, como falta maturidade nas empresas, é justamente nas agências que o cliente vai encontrar os consultores e especialistas que farão a ponte entre seus objetivos (como empresa/marca) e o como lidar com toda a gama social de relacionamento que o Marketing Social envolve. "É muito trabalho para o time interno lidar sozinho se o objetivo é drive the change (gerar a mudança)", disse.  Por fim, ainda que as universidades se atualizem para formar especialistas, isso não é algo que vai acontecer de um dia para outro, levantou Chris Vaughn.  
O melhor a se fazer, então, é ter todo mundo jogando em time como em final de campeonato - ainda que cada um seja de uma bandeira específica da Comunicação ou da área interna da empresa envolvida no jogo.  De uma coisa ninguém discordou:  conteúdo educacional de qualidade,  que eduque ouvintes, leitores, participantes sobre seu mercado para proporcionar a melhor experiência cliente/marca, isso é a pedra filosofal do processo de comunicação engajada.   A seguir, o webinário pelos próprios protagonistas:
@Belicove Truly understanding brands and their goals is often harder than creating content #smtlive@Belicove The best clients are ones who realize they have a digital presence and want to know how to use it well #smtlive
@digitalsherpas the less esoteric agencies are, the more customers will trust them to create content #smtlive
@digitalsherpas consultancies and agencies should share their best practices #smtlive
@robkey Sometimes the world's best experts live in agencies and consultancies #smtlive
@robkey lot of science and plumbing to social intelligence, but still finding stories is still art
@Belicove Good content creation needs a willing partner in clients. Much easier to edit than create. 
@robkey External forces are often still needed to drive change 
@Belicove someone in-house is likely to have more passion for your brand than I ever will 
@Belicove I truly believe I'm doing my job correctly when clients start moving in-house 
@digitalsherpas "engagement" is overused. the goal should be "conversion"
@digitalsherpas small biz expects (and deserves) content marketing expertise 
@robkey social can often technically be easy, but culturally difficult 
@robkey 4 stages to social for business: ad hoc, stovepipe, enterprise, enablement (when social becomes oxygen)
@robkey Future is about orgs doing much of the heavy lifting themselves
 @Belicove There are 5 "P"s to marketing--participation



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pew Research Center: 31% dos adultos nos EUA não lêem mais jornais

Acaba de sair a décima edição do relatório anual do Pew Research Center sobre o Estado da Imprensa norte-americana.  E ele não traz exatamente boas novas para jornalistas, de forma geral.

Além do fato de as redações de jornais norte-americanos terem hoje 30% menos profissionais do que em 2000 - porque a mídia  tem perdido cada vez mais anunciantes para espaços digitais, com crescimento da publicidade móvel e de redes como Google e Facebook- parece que entre os que ficaram, há um sentimento de inadequação e falta de preparo para cavar boas histórias ou simplesmente questionar os dados que lhe são passados.

O público, responde à altura. Da pesquisa de opinião que acompanha o relatório, 31% dos respondentes (adultos morando nos Estados Unidos) disseram  não buscam mais notícias na imprensa tradicional. O motivo? A mídia já não entrega mais as notícias e as informações com as quais cresceram acostumados a lerem. Com o uso da tecnologia digital e das mídias sociais crescendo e as redações ficando cada vez mais enxutas, outros players começam a ter sua produção de conteúdo mais valorizada.  Exemplo disso são as publicações criadas por marcas para suprir nichos de informação - como o caso da Kaiser Health News, da Kaiser Family Foundation. Suas matérias são tão bem escritas, que mesmo o Washington Post publica vários artigos tendo ela como fonte. Para as empresas de mídia, está cada vez mais complicado distinguir o que é informação de alta qualidade e interesse do público e o que é notícia agendada.

O relatório está recheado de informações, entre elas um especial sobre as mudanças nos telejornais, uma reportagem em vídeo sobre lições da cobertura eleitoral americana de 2012 e a pesquisa de opinião sobre como as pessoas buscam notícias. Para conhecê-lo integralmente, clique na imagem (em inglês).


terça-feira, 2 de abril de 2013

Coisas em que acredito

O mundo muda, a fila anda, mas tem coisas as quais a gente nunca abre mão, como nossos princípios e valores. Quem nunca assistiu a um vídeo do TED, está perdendo a oportunidade de conhecer novos pontos de vista, de pessoas que estão fazendo a diferença aqui e acolá.  Numa destas minhas andanças pelo site, deparei-me com o Bono, vocalista do U2, numa palestra que considero antológica e que, sem a tecnologia e a internet, a gente teria muito mais dificuldade de conhecer. Bono fala sobre as boas novas sobre a pobreza - porque existem boas novas a respeito.



Qual sua opinião sobre tudo isso?

sexta-feira, 9 de março de 2012

ESPM: um dia internacional da mulher pra ninguém botar defeito (até chocolate teve)

Mulheres falam, logo existem. E quanto mais compartilham, mais agregam – aos outros e a elas próprias, em uma onda de frequência diferente da de qualquer grupo masculino. Alguém duvida? Crescemos, saimos da toca, nos engajamos em causas e tornamo-nos femininas, graciosas, guerreiras porque, desde pequenas, falamos. Se em rodas de chás ou de bordado (como nossas avós), academias de esporte, cabelereiros e/ou toiletes (luluzinha que se preza conta a vida num banheiro), fato é que nos comunicamos literalmente ao conversar e prestar atenção uma nas outras, não importa lugar ou época. Com independência para trabalhar, ter nosso próprio sustento (senão o de outros), melhor ainda.  Liberdade ainda que tardia, se considerarmos questões históricas envolvendo nós, mulheres.  


Côncavas, convexas, negativo e positivo, somos todas pluralidades mescladas em chocolate. E foi como acabou ontem, no Dia Internacional da Mulher (#dim), o encontro promovido pela Coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Profa. Rose Mary A. Lopes para falar de nossas trajetórias empreendedoras. Findo o painel, que se iniciou com a apresentação de uma pesquisa sobre a mulher empreendedora, pela profa. Dra. Vânia Nassif, seguido pelo depoimento das empreendedoras Ana Fontes (Elogie Aki), Gica Mesiara (Quadro Vivo) e eu, cada uma de nós saiu de lá com uma caixa contendo pães de mel em forma de uma torta em pedaços... coberta de chocolate.


Diferença no detalhe

Parêntesis, porque blog permite, e isso é um post! São Paulo acordou ainda sob os transtornos da falta de gasolina, causada pela greve dos caminhoneiros. Dia de rodízio, a decisão foi madrugar, porque era isso ou não chegar a tempo.  Ainda que tudo isso pudesse predizer um dia estressante, na ESPM, o local parecia encantado. Já na entrada, a surpresa de encontrar uma dupla feminina tocando violão e cantando, como que recepcionando os alunos. Pode ser meu olhar, mas as mulheres, todas, da competente recepcionista que já tinha todas as informações sobre minha participação, passando pela linda e simpática Siomara  Boihagian, supervisora de eventos que me resgatou no centro de estudos para um café da manhã na sala de reunião, todas #ahazaram em competência, gentileza, feminilidade, ingredientes que fazem uma diferença em qualquer ocasião. 


O resultado não poderia ter sido outro senão sucesso, demonstrando que na ESPM se faz o que se ensina! Nem detalhes como uma toalha de mesa de organza com rosas finamente bordadas e pétalas vermelhas de veludo displicentemente jogadas entre os pratos de mini-quiches, sanduíches de queijo minas em pão de forma integral e um delicioso bolo de aipim coberto com lascas de coco foram esquecidos. A cada "bom dia", acompanhado pelo “parabéns pelo seu dia”, um sorriso se abria em cada mulher que passava, secretária, executiva, responsável pela limpeza... numa generosa cumplicidade que tomou conta do local.  


Bottom-line


Da esquerda para a direita: Gica Mesiara, Vany Laubé, Rose Mary Lopes, Vânia Nassif e Ana Fontes
Fomos lá para falar de como optamos por empreender, as facilidades e dificuldades que enfrentamos e o que poderíamos recomendar para uma turma de primeiro semestre.  Tudo isso em apenas 10 minutos, tempo respeitado entre as painelistas preocupadas em passar seu recado sem prejuízo da próxima. Foi tudo perfeito. Acredito que o conteúdo completo da apresentação sobre mulheres empreendedoras poderá ser solicitado diretamente a Vânia Nassif, que resumiu-a em uma única mensagem, que, em minhas palavras, geraram o que segue: "Há que se priorizar a sensibilidade em tudo o que empreendemos para alcançarmos um mundo melhor para nós e os outros, sem deixar que a tecnologia nos robotize e as dificuldades inerentes ao sermos empreendedoras nos endureça”.  De mais a mais, nem a diferença de idades ou realidades nos distanciaram muito em nossa experiência de como encarar o empreendedorismo, com seus altos e baixos; incertezas e vitórias.  Um viva a todas as mulheres! (Imagens: Nelson Peixoto)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Convite


Hoje, diante do computador, bateu branco, dúvida mesmo. O que trazer para o Boletim Mosaico Social desta semana?  Poderia reverberar os assuntos comentados aqui e acolá que fervilharam por toda a semana passada nas mídias online: a discussão de como a lei tem agido no ambiente social gerando jurisprudência, abordando o copyright e atuando sobre os novos criminosos de uma terra que pretende "dar a César o que é de César", entre outros temas. Poderia ainda discutir o impacto da decisão de algumas empresas de tecnologia sobre parar de fabricar tablets... tem informação que pode interessar a todo mundo.

Por outro lado, criar uma lista seria abrir várias possibilidades para os ouvintes. Mas fiquei na dúvida sobre escrever sobre os melhores sites de mídias socais ou jornalismo online... e há tantas outras coisas a quantificar depois de qualificar...      

A verdade é que hoje, para o primeiro podcast deste já segundo mês de 2012, percebi que, passadas mais de 120 apresentações do Boletim Mosaico Social é hora de dar um rumo mais focado ao seu conteúdo. 

Ainda que aberto o leque de temas, abordando desde como usar o twitter para um ou outro objetivo, conforme foi o foco inicial deste espaço, ou falando sobre a influência das mídias digitais e das novas tecnologias na especialização do jornalismo online, passando pelas novidades de mercado e tutoriais, com dicas de aplicativos para usar em medição de resultados de ações e relacionamentos em mídias sociais e bla bla bla, percebi que está mesmo na hora de departamentalizar, de organizar o conteúdo deste informativo semanal.

E, para estabelecer novos objetivos e metas para aumentar o relacionamento com os ouvintes, usei o espaço desta semana para dirigir a você um convite...

Se você tiver um assunto específico cujo conhecimento queira aprofundar, ou mesmo um tema para trocar experiências, escreva para mim e dê sua dica para o Boletim Mosaico Social.   

É isso, assim, objetivo e conciso. Conto com você! Obrigada.

Campus Party BRA começa hoje


  • Preparar as malas,
  • Apontar para as tags que ajudarão o evento a se tornar trend topic nas redes sociais e
  • Camping!
Esta semana, São Paulo será palco de um dos mais importantes eventos da atualidade: a 5a edição da Campus Party Brasil (CPBR5, #campuspartybra).  Apresentado como maior acontecimento de tecnologia e internet nas áreas de ciência, inovação, cultura e entretenimento digital do mundo, o evento já faz parte da agenda cultural da capital paulista e também do País.  Vale a pena acompanhar, ainda que virtualmente. E opções para tal não faltam. Anote aí:

Site: www.campusparty.com.br
Campus Live – Transmissão ao Vivo: http://live.campus-party.org
Blog: http://www.campus-party.com.br/blogoficial
Twitter: http://twitter.com/CampuspartyBRA
Youtube: www.youtube.com/campusparty
Facebook: www.facebook.com/campuspartybrasil 


Pra quem quer saber tudo em detalhes, de uma só fonte... segue o link para o press-kit excepcionalmente bem elaborado!  #carpeomnium



sábado, 28 de janeiro de 2012

As 10 profissões + odiadas, + felizes e as + estressantes


O qualitativo sobre o quantitativo

Que o mundo gira e a fila anda todo mundo sabe. Nesta carruagem da vida, desempenhamos vários papéis, entre eles o de profissionais. Com novos títulos e trabalhos surgindo em meio à demanda criada pelas novas tecnologias, o mundo começa a “rankear” as profissões, mas não apenas pelo lado quantitativo – como as que têm mais profissionais ou que promovem mais status e/ou remuneram mais. Parafraseando Titãs, “a gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro, diversão e arte”.


Hoje, o que importa é o aspecto qualitativo da relação homem/trabalho. Daí saber quais as que trazem mais felicidade, as mais estressantes e as mais odiadas – como fatores decisivos para manter um profissional motivado e feliz é um diferencial cada vez mais buscado e divulgado mundo afora.  Mas, o que se pode concluir ao juntar todas as listas?  Eu saí devanyeando (surprise, surprise!). E você, que conclusões ou pensamentos vai tirar do que segue?

As mais felizes

Existe certa obviedade ao concluir que trabalhos altruístas e criativos são os que propiciam maior felicidade ao ser humano. Há controvérsias. Ainda que isso tenha sido o que mostrou uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, publicada pela Forbes, ao final do ano passado, acredito que toda sorte de localização deva ser considerada. Porque não adianta você ser altruísta faminto. Esta relação só existe onde estes profissionais são bem remuderados pelos serviços que realizam. Ninguém pode ser feliz sendo bombeiro, mas devendo o aluguel, não?
  1. Clérigos
  2. Bombeiros
  3. Fisioterapeutas
  4. Escritores
  5. Professores de educação especial
  6. Professores
  7. Artistas
  8. Psicólogos
  9. Vendedores de serviços financeiros
  10. Engenheiros de operação

Observação: reparou que nem enfermeiros ou médicos figuraram entre as mais felizes, apesar de muitos médicos se auto-remunerarem muito bem? Por outro lado, fisioterapeutas e psicólogos parecem estar felizes... okay, então!

As mais odiadas

Entre as profissões mais odiadas estão a de uma lista veiculada pela CNBC ainda em agosto – e bastante noticiada aqui e acolá, ao final do ano. Minha leitura disso é a de que em quase seis meses, não houve empresa que aprofundasse o tema apresentando qualquer contraponto.   

Desta vez, a pesquisa foi realizada pela CareerBliss, que traz, entre as dez mais odiadas, algumas das profissões mais valorizadas, de altíssimo grau de responsabilidade e bem pagas.
  1. Diretor de tecnologia da informação
  2. Diretor de vendas e marketing
  3. Gerente de produto
  4. Desenvolvedor web sênior
  5. Especialista técnico
  6. Técnico em eletrônica
  7. Secretário judicial
  8. Analista de suporte técnico
  9. Operador de CNC 
  10. Gerente de marketing

Segundo a pesquisa, a maioria das respostas negativas citou falta de espaço para crescer e de posicionamento da alta direção como fatores mais importantes de sua infelicidade.

Entendido, novamente, mas nada disso serve realmente para que a gente possa fazer um estudo mais aprofundado. O que acontece, por exemplo, quando inserimos o componente de estresse nas listas ou mesmo fora delas? Como fica a felicidade e o ranking? Podemos ser felizes, no geral, no que escolhemos para fazer e garantir nossa sobrevivência.  Mas, diariamente, podemos odiar estar em um determinado trabalho porque ele é extremamente estressante. E agora, José?  

Não encontrei nenhum estudo brasileiro que pudesse avaliar estas “métricas” juntas. Aliás, estudo brasileiro mesmo, encontrei apenas (sem uma pesquisa mais aprofundada) sobre as profissões que as pessoas mais odeiam não por quem está nelas, mas porque avaliaram as outras. 

As mais estressantes

A CareerCast, que anualmente pesquisa as profissões mais estressantes com base em aspectos como viagens, potencial de crescimento, trabalhar em público, prazos apertados, insalubridade e alguns outros, revelou as posições mais estressantes tendo como cenário os Estados Unidos:  
  1. Soldado militar 
  2. Bombeiro
  3. Comandante (avião)
  4. General militar
  5. Policial
  6. Coordenador de evento
  7. Executivo de Relações Públicas (que, nos Estados Unidos, inclui a turma que faz Assessoria de Imprensa)
  8. CEO
  9. Jornalista fotográfico
  10. Motorista de taxi

A realidade na qual a pesquisa foi realizada é bastante diferente de uma em CNTPS. No Brasil, por exemplo, não tivemos um enorme contingente de militares sendo enviados para Iraque e outras fronteiras. Acredito que as profissões ligadas ao alistamento militar sequer seriam citadas, penso.  

Em contrapartida, nem gerente ou diretor de marketing entraram, ainda tendo sido “substituídos” por duas profissões pertencentes ao mesmo departamento: a de RP e a de coordenador de eventos. E aqui, o Diretor de TI nem entrou - quem acabou com o estresse foi o CEO, mesmo. E o que dizer do repórter fotográfico? Será que seu trabalho é mais estressante ainda que o do repórter? Imagino que a categoria correta deveria ser jornalistas profissionais, ou que ambos tivessem que ser listados quase que na mesma posição. Pelo menos, é o que deveria, pelo que se pode constatar do  recentíssimo estudo divulgado pela entidade Repórteres sem Fronteira sobre a liberdade de imprensa estar diretamente ligada ao grau de democracia dos países em que atua.  De novo, só posso considerar que as profissões mais amadas, odiadas, estressantes e seja lá que adjetivo tiverem, devam ser estudadas e apresentadas sob uma ótica mais local. Por fim, surpreendeu-me a classe médica não ter entrado nesta relação. Me parece óbvio, mas, ou não entrevistaram muitos médicos ou... vai entender.
  
Num momento em que o País se apresenta como um dos emergentes mais bem sucedidos no cenário econômico mundial valia a pena levantar as listas locais daqui também e repensar modelos, remunerações, colocações.  Fica a provocação... acho mesmo que o Brasil merecia mais atenção quanto a psique de seus funcionários. Será que somos, profissionalmente, como já se falou de forma geral, um país realmente feliz?  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A convergência, os e-mails e as previsões sobre o fim do mundo. E agora, José, qual é a sua praia?


Imagina! Chego de férias de onde sequer podia fazer ou receber ligações via celular (sem qualquer estresse sobre abstinência de internet e outros tipos de contatos), e, em apenas 10 minutos de uma rápida corrida pelos e-mails e Facebook me deparo com, pelo menos, três novidades valiosas para um boletim, um texto no blog, comentários...

Percebo o quanto, em segundos, sou capaz de retomar o contato e os posts interrompidos e, ainda mais, o quando torno-me, assim, polinizadora de inform(ações) –  tomando partidos, categorizando-me dentro do vasto espectro de temas e posições que nos fazem pluripartidários (ou não!), ao dividi-las com meus grupos no Facebook, junto a blogueiros, twitteiros, pessoal do Linked In, Skype... (está tudo cada vez mais conectado, #nénão?) e gente com quem troco... Ao  disseminar, divulgar e opinar torno-me agente político que, queiramos (ou não), é resultado inexorável de cada postagem, de cada curtição, de cada comentário.

Mais uma vez, fica óbvia uma recente atualização que fiz do conteúdo de um dos mais conhecidos bordões criados pelo imortal Antoine de Saint-Exupéry.  “Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que postas”. E volto a pensar que a paráfrase em si não aconteceu por acaso – permitindo, somente aqui, abrir mais um parêntesis sociológico sobre as necessidades de afeto e compartilhamento de todo ser humano... somos seres sociais, nos responsabilizamos pelas coisas se temos consciência de nossa existência, queremos ser cativados e - também - pelo que falamos, escrevemos, postamos...
  
Meu de(vany)eio vai além. Após a leitura rápida daqueles três conteúdos, me pergunto o quanto e como esta ação de ler, repassar, comentar, querer escrever a respeito, alimentando, com minha história, meus pensamentos e crenças o que foi dito, escrito, criado. Como isso é capaz de mexer com o mundo a cada segundo.  E mais... o que nos leva a diariamente chegar às novidades que nos interessam e nos fazem focar em determinados assuntos em detrimento de outros?

(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este?  Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)

Pausa. Menos, Vany, volta ao que você se propôs a escrever: como a gente pode chegar aonde queremos? De verdade?  A retrospectiva ao como cheguei a estas três novidades, apenas hoje, é a chave (ou uma delas, claro).

1.      Convergência de redes: Abro o computador e logo sou avisada via Skype do aniversário do #twigo Marcelo Negrini, a quem entrevistei por conta de um #webexpoforum alguns anos atrás. Vou, então, para o Facebook, onde deixo meu parabéns a ele. Aproveito para dar uma “espiadinha” (ahá!) em sua timeline. E não é que encontro a primeira novidade, #tudodebom?  Foi postado na semana passada, mas é muito bacana o curso que ele recomendou da Social Media Marketing Fast Track - MarketingProfs University http://bit.ly/xdQ7AG.
2.      E-mails #r4ever: tendo lido sobre o curso e pensando em recomendá-lo a um amigo, abro meu gmail pra encaminhar o link, mas, claro, dou antes uma checada básica nos mais de 200 que recebo diariamente - cuja metade, sem sacanagem, vai pra cesta do lixo. É lá que encontro outra novidade, enviada pela turma do Summify, sobre sua compra pelo Twitter. De lá para um twitter do criador, que respondeu a alguns colegas sobre a operação e a pelo menos dois textos de blog a respeito para me informar completamente do fato foram alguns milésimos de segundo (#cazuzafeelings).  Taí o assunto pro Boletim Mosaico Social da semana!


      A terceira novidade entrou também via e-mail, de alguém cuja credibilidade é ilibada, e, por isso, me deixou com a maior pulga atrás da orelha sobre para onde vamos com todas as coisas que lemos?  Trata-se disso aqui: Skyquakes: Warnings From Earth's Destabilizing Core | Before It's News http://bit.ly/x6dvJ9Ainda não sei se resolvo cair de cabeça nessa que parece, a princípio, mais uma das previsões apocalípticas. Como não sou nenhum Nostradamus ou estudiosa de tais previsões... leio com cautela, procurando me manter distante o suficiente para avaliá-la com o pouco de conhecimento de física que tenho. O máximo que me permito concluir é que pode ser... Mas a dúvida permanece, porque sobre esta coisa de o mundo começar a se esfacelar por conta de movimentos magnéticos já apresentados em filmes (por sinal o 2012, quem não viu?), eu realmente não quero pensar... E volto para minhas leituras, estudos sobre #socialmedia, meus textos, podcasts e de(vany)eios menos pesados... afinal, amanhã terá mais notas, e-mails, fotos, posts... pra trocar, avaliar, pensar a respeito, aprender... são tantas emoções (e ações)... E agora, José... penso, qual é a tua praia?




quinta-feira, 7 de julho de 2011

QuatroxUM: Martha Gabriel, KakaMachine, Perestroika e Porto Alegre. O que tudo isso tem a ver...comigo

A musa Martha Gabriel vem por toda uma comissão de frente, bateria, enredo de primeira, alas impecáveis – basta checar o que esperar no PDF do curso – e alegorias complementares. E, para fechar, um Happy Hour exclusivo, com Perestroika. Tudo isso com o inestimável apoio da DMI, Altos Eventos, CoWorking e Fajers. É o primeiro Curta4x1 de 2011, idealizado pelo Oscar Ferreira, a quem me associei não por acaso. Poderia ser melhor?

Admiração coletiva e a reunião de expertises específicas que, juntas, deram liga. Só isso pode explicar o parágrafo acima. Para criar interesse em desenvolver um trabalho conjunto, do nada, só havendo magnetismo, respeito, reconhecimento do que cada um sabe e pode fazer pelo outro – mutuamente - e dedicação conjunta no momento necessário.  

Marcar presença de forma positiva em Porto Alegre -  centro de excelência com os melhores índices de longevidade, educação e renda do Brasil, segundo o censo de 2000 - foi o que motivou a conexão entre os talentos Martha Gabriel e Oscar Ferreira e a deste com todos os demais parceiros nesta empreitada, inclusive eu. Associada a ele no Instituto QuatroxUM desde o mês passado, oficialmente coordenando as atividades de comunicação, mas, na verdade, como acontece em toda start up company, fazendo de tudo um pouco.

Como tudo o que tem sido quase regra neste admirável mundo das mídias sociais, tanto minha relação com Oscar Ferreira como a dele com Rodrigo Hurtado e sua equipe incrível (beijo para Milena Tavares), Fernanda e Mariana, da Altos Eventos e demais citados, a aproximação com a Martha Gabriel começou virtualmente.  

Máquina

Kaká Machine, assim conhecido por motivos óbvios, é jovem visionário de ideias disruptivas, avesso a adjetivos comuns ao mundo corporativo, rebelde com causa e sede de mudança revolucionária na forma de pensar e fazer o mundo. Fosse Martha Gabriel engenheira, pós-graduada em Marketing e mestre em Artes, quase um mito quando o assunto são conexões humanas, novas mídias e inteligência coletiva, interatividade social etc., nada seria empecilho para Kaká Machine. Por isso, convidá-la para seu Circuito4x1, único evento circulante do Brasil de caráter sócio-educacional, o que poderia ser um problema para muitos, para ele foi... simples.

Com o objetivo de incentivar um ambiente de desconstrução de pensamentos, teses e teorias em prol do pensamento criativo digital brasileiro e interativo para troca de idéias e experiências entre profissionais, o evento viria a acontecer em seis cidades em sua primeira edição, abrangendo áreas de marketing digital, comunicação, vídeo web, mobile, empreendedorismo e comércio eletrônico. Um encontro gratuito, democrático, aberto para diferentes públicos, mas com objetivos iguais.  Quando da edição do evento em São Paulo, em junho, Kaká não teve dúvidas ao incluir o nome da diva momento como palestrante. Aceito o convite, criou-se o relacionamento, que foi crescendo ao longo do tempo, especialmente depois do feito dele ter, sozinho, juntado mais de 2 mil pessoas com sua iniciativa desconstrutiva.

O instituto

Consolidado o evento, era hora de partir para o que seria seu maior sonho; montar o instituto de ensino que serviria como base para que o projeto de mudança compartilhado com outros colegas criasse forma e tornasse realidade diante da revolução informacional  pela qual o mundo passa, ele não tem dúvidas. “Não será o alto clero que irá desenvolver inovação ou espírito de criatividade dentro de uma empresa; talvez o espírito até seja influenciado, mas quando a massa cefálica tiver que funcionar, e as mãos a trabalhar é a base da pirâmide que terá que agir”, escreveu uma vez em seu perfil no Facebook.

Descontrução

Para quem “a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso”, não é de se espantar que ele, com apenas 22 anos, seja exatamente uma máquina de descontruções e performances de deixar cair o queixo de pessoas como o jornalista e Doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, uma das 50 pessoas mais inovadoras do País, que, em prol de admiração mútua foi o primeiro profissional da área a apostar no sucesso da iniciativa do Instituto QuatroxUM. “Percebi que havia uma necessidade latente do mercado de estudos verticais sobre a influência das tecnologias digitais na vida do ser humano. 

A proposta da QuatroxUM é desenvolver eventos, cursos, grupos de estudos, desconferências e workshops por todo o Brasil, levando um pensamento inovador e questionador”, explica Oscar Ferreira.  “Oscar me pegou de jeito numa entrevista, a melhor que dei em muito tempo”, escreveu em seu blog, antes de ser trazido por duas ocasiões para aplicar em São Paulo seu Grupo de Estudos Estratégia 2.0: onde estamos, para onde vamos?, a primeira em junho e a última no dia 2 de julho, ambas com resultados bastante positivos, na opinião de Nepô. “Locais, pessoas, discussões tudo foi muito bom”, disse.  

E eu?

Como eu conheci Kaká?  Ele convidou-me para um café depois de acompanhar meus tweets e perceber que eu poderia reverberar suas ideias disruptivas – talvez ele seja em parte um Chaplin reencarnado, porque seu conhecimento sobre o ser humano vai além de leituras ou estudos. É poder intrínseco ao seu existir.  Comemos sal? Sim, estamos todos os dias enfrentando as adversidades de uma empresa em início de carreira, mas conscientes e respeitosos da dor e delícia do processo de cada um no que concerne às responsabilidades sobre o todo, especialmente em relação aos "nossos Danis", ambos do dia 18 de março – dá-lhe coincidência! #nadaaconteceporacaso

Porto Alegre

O evento envolverá um dia repleto de informação e conhecimento digital com formadores de opinião e professores do mercado.  Durante todo o dia, Martha Gabriel  dará, no auditório Talento Empreendedor, da FAJERS, o curso Marketing na Era Digital. E, das 19h às 22h, Oscar Ferreira, Tiago Mattos e Felipe Anghinoni, os dois últimos diretores de Whatever da Perestroika, serão os anfitriões de um debate no Curta 4x1 (evento pocket do Circuito 4x1), que acontecerá no espaço Nós Coworking. 

O Curta 4x1 é GRATUITO e o curso pode ser adquirido em até 10 vezes no cartão.  As informações sobre endereço, preços, conteúdo do curso, perfil dos convidados e formas de pagamento podem ser acessadas diretamente do hot-site criado para tal: www.curta4x1.com.br.  

Uma experiência para ficar na memória da cidade de Porto Alegre, depois que o próprio prefeito retwittou o evento, para os inscritos e para a história do instituto QuatroxUM, que passa a ter parte de sua origem balizada pela pluralidade de identidades que marcou o início da civilização de Porto Alegre. Bem ao estilo @kakamachine.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pessoas são pessoas ... e nenhuma tecnologia vai substitui-las



O inverno nem começou...e o meu blog está mesmo em ritmo de hibernação. Em parte porque a gente - que lida com estudo, avaliação, análise e até aconselhamento sobre uso, contratação, planejamento e aplicação de ações de novas mídias no ambiente corporativo - também vive problemas do dia a dia como todos os nossos assessorados.

Por mais preparados que sejamos em nossos planejamentos, orçamentos, agendas ou detalhistas e precisos, devemos ter em conta que lidamos e somos invariavelmente pessoas.

Sim, eu aguardava que meu próximo post, depois de todo o barulho feito antes do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 - ocasião em que modestamente ainda lancei o press-release sobre as mudanças da Mosaico Pró-Comunicação, que passou a ser +Mosaico Negócios & Comunicação -,pudesse já estar embalado num novo enquadramento visual, alegre como a cara da +Mosaico, a exemplo do novo site e do novo twitter corporativo, anunciado também no press-release.

Aquele post deveria ter sido divulgado, no máximo, no dia 28 de maio. Eu me preparei para isso. Com atencedência ímpar. Planejamento, datas, tudo. Obviamente o post traria o link para a apresentação feita após o #congresso3em1, bem como o pequeno folder distribuído, com dicas adicionais aos que foram pessoalmente me ouvir no Workshop, que nunca será a mesma coisa que apenas baixar o powerpoint.

Bem, como a realidade mostrou, apresentação e folder foram colocados à disposição via outras mídias: twitter, Linked-in pessoal, Facebook pessoal e via a página nova criada para a +Mosaico também, mas não via blog.

Pessoas são pessoas

O que aconteceu? Simples, como Sherlock Holmes diria a Watson. É que o processo de migração para a nova cara que a esta altura do campeonato deveria estar pronta e que hoje foi propositalmente trocada para preta não rolou porque tanto do lado de cá, na ponta do emissor, quanto do lado de lá, na ponta do receptor das mensagens deste processo que envolve Comunicação existem pessoas. E também no meio deste grupo, quando você ainda depende de outro grupo para integrar informações e finalizar detalhes.

Por mais que afeitas às novas tecnologias, por mais competentes e brilhantes que emissores e receptores sejam em suas especialidades, somos ora cada um alternando-se numa função, pessoas. E como tais, somos constantemente acometidas de:

* Sentimentos obtusos,
* Problemas de entendimento,
* Problemas que interferem no entendimento em determinado momento,
* Facilidades e competências para algumas questões fantásticas
* Dificuldades extremas para outras
* E um rol de outras variáveis que se listadas, encherá mais que um blog inteiro.

Mas que, toda a tecnologia empregada, seja teleconferência, skype, sms, e-mail, twitter, o raio-que-nos-parta não será suficiente se qualquer das variáveis citadas ou não interferir na Comunicação por todo o processo, de mão dupla, contínuo e, que, por isso, mesmo, pode travar o todo, tornando-o inexequível em determinado momento.

Será o fim da linha? Que nada. Longe de entregar os pontos e continuamente estudando as mídias sociais, seu impacto sobre meu trabalho e as pessoas, e, tendo vivido recentemente uma outra experiência, de um mal entendido terrível no twitter por um erro de leitura que me remeteu novamente à questão do emissor->receptor é que pensei exatamente no fato de poder constatar que acima de mídias, métricas, tecnologias e o que vier para mudar a "ordem mundial econômica e social" que vem provocando tsunamis, mimimis, mal-entendidos e novas pazes em ambientes tão díspares quanto antes inimgináveis, ainda e "graças a Deus" somos pessoas por detrás de máquinas.

Com todos os nossos defeitos, pluralidades, limites e mazelas para melhorar todos os dias, se quisermos, se pudermos, se for de nossa intenção, somos gente. O que as tecnologias talvez estejam fazendo seja exacerbar o que temos de melhor e pior. Eu continuo no time de quem está dentro do bonde - a sair dele e perdê-lo de vez. Quem nunca se "machucou", que jogue a primeira pedra.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010, Workshop 3:

Por que as empresas precisam entender as mídias sociais e aprender sobre elas?

Meu perfil no tweeter @mosaicosocial é bem claro. Sou eterna aprendiz das mídias sociais, porque "o tempo não pára" e elas também não. Uma vez dentro deste mundo, você vira um aluno para sempre. Descobri isso desde o primeiro instante em que comecei a me interessar por elas e estudá-las a fundo, ao decidir que 2009 seria meu "ano sabático" - dedicado exclusivamente a elas.

Mas, por que esta história de aprendiz para sempre? A simples razão está no fato de que a criação de tecnologia, seja ela científica, robótica, de automóveis, para levar o ser humano a ir a outras galáxias... é o que move o ser humano a ser... humano. E isso não pára nunca - a não ser por questões políticas.

É da nossa natureza querer descobrir "de onde viemos, para onde vamos, como se faz isso?". Desde bebês, queremos desmontar e remontar, abrir, saber o que significa isso e aquilo, ou no que dá se misturarmos substâncias químicas, que novos elementos - radioativos ou não - ainda podemos incluir na tabela periódica de Química?

Isso nos faz humanos pela nossa (ir)racionalidade. E foi isso que nos trouxe até onde chegamos. Por um lado, convivemos com um fantástico nível de desenvolvimento de fazer o Iron Man do delicioso Robert Downey Junior (sim, nós mulheres tamnbém achamos os atores deliciosos, não é só os homens que podem falar de Angelina Jolie ou Scarlett Johansson!) se tornar realidade em muito pouco tempo.

Entretanto, como toda moeda tem dois lados, o mais triste é que nos lamentamos por ainda termos que conviver com Etiópias, Chernobyls (já escrito aqui neste blog, num emblemático post intitulado 'Quanto você quer pagar pelo século XXI?'), desastres ecológicos os quais, por toda a tecnologia que detemos, nos questionamos. Como pudemos deixar isso acontecer? Como não tivemos controle sobre as tsunamis, as chuvas, as enchentes, as nevascas?

Não tenho dúvidas de que o Manifesto Cluetrain tenha sido um ato revolucionário em si. E que a Internet tenha sido "vazada" a partir de questionamentos como estes, por pessoas como as que fizeram do Ficha Limpa o primeiro movimento político viral realmente dar certo aqui. Nada acontece por acaso e se as mídias sociais estão no mercado, é por uma razão também. Eu vou falar sobre isso durante o Workshop 3 deste que está sendo chamado de "congresso 3 em 1", por todas as características divulgadas em vários locais.

Até lá, os já inscritos e os que ainda podem se inscrever, ficam com esta outra palha! ;o)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

WebExpoForum cria premiação para melhores cases com conceito web 2.0 de 2009: vencedores serão escolhidos por internautas



Há pouco mais de uma semana, este blog vem divulgando, apenas com o banner e os pios do meu twitter, ambos à direita, o evento Web Expo Forum, promovido pela Converge Comunicações e um dos mais disputados eventos de internet do País.

Isso quer dizer que, pela segunda vez consecutiva, os leitores daqui poderão acompanhar as tendências para o mercado sobre o futuro da internet e as experiências de sucesso compartilhadas por profissionais brasileiros e internacionais que vão se apresentar em sua 4ª edição – notadamente com foco sobre #midiassociais, #comunicação e #tecnologia.

Este ano, duas novidades devem sacudir o último andar do Shopping Frei Caneca – no Centro de Convenções, em São Paulo, onde, de praxe, o evento é realizado, novamente de 17 a 19 de março: uma delas é o Prêmio Converge de Inovação Digital, uma sacada de mestre da Diretoria da Converge, porque se trata da primeira vez em que o mercado vai homenagear as campanhas publicitárias e iniciativas que mais se destacaram com o conceito web 2.0 em 2009. A segunda boa nova é ainda mais bacana, porque incentiva empreendedores a se lançarem no mercado, É o Pitching para empresas Start-Ups.

O Prêmio Converge de Inovação Digital

As inscrições para concorrer ao prêmio terminaram em 10 de fevereiro e envolveram as categorias “Comunidade/Rede social”, “Música”, “Cultura”, “Game”, “Interatividade com mídia”, “Mobile marketing”, “Mídia”, “Empreendedorismo”, “Educação”, “Projetos sociais”, “Governo digital”, “Corporativo B2C”, “Corporativo B2B” e “Varejo digital”. Um prêmio especial, englobando todas as categorias, que a empresa chamou de Grand Prix, foi criado, assim como a melhor agência digital também será contemplada.

O júri é formado por gente da área, responsável pela escolha de três melhores de cada categoria. Agora, quem vai dar a palavra final serão os internautas – numa espécie de #BBB ao contrário, porque aqui, o voto é para escolher os preferidos. A data limite é 10 de março.

A lista dos vencedores será divulgada durante o primeiro dia de atividades no Web Expo Forum e os premiados vão receber troféus e diplomas, além de terem seus trabalhos divulgados nas disputadas publicações da Converge Comunicações (TI Inside, Teletime e Tela Viva).

Pitching

Para incentivar o crescimento das empresas em começo de atividades (as start-ups), o Web Expo Forum também terá um pitching inteiramente dedicado aos participantes que queiram apresentar a executivos do segmento ideias e projetos com soluções 2.0. Funciona assim: empresas ou profissionais poderão submeter um projeto, que deve ser inédito e estar ainda em desenvolvimento. Os interessados devem se inscrever até o dia 5 de março. A apresentação será no dia 19, quando o(s) apresentador(es) terá(ao) cinco minutos para fazer a defesa oral de sua ideia. Ao término, o júri já escolherá o vencedor.

Vale a pena conferir as informações sobre o Prêmio Converge de Inovação Digital e o Pitching Web Expo Forum, disponíveis no site oficial do evento: Até porque, lá também estão sendo atualizadas as informações sobre os figurões, as palestras e as participações especiais.

A partir de hoje, o blog Mosaico Social abre seu espaço para material exclusivo sobre o evento – pelo menos até ele começar. Aguarde em breve e se quiser, comente! (Foto: nem1e99.files.wordpress.com/2009/04/internet1.jpg)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sai o resultado do #BBB dos jornalistas que só usaram #Twitter e #Facebook para fazer matérias




As mídias sociais são bastante competentes ao complementar e, em casos já provados, até furar a grande imprensa. O recente terremoto do #Haiti, a passeata no #Irã, sem falar na morte do astro #MichaelJackson , provaram que elas podem ser mais ágeis que os jornais tradicionais.

O que isso pode revelar, de verdade? Que há espaço para todos nesta mudança de paradigma por que o mundo passa e atinge a profissão de quem participa de todas as etapas do fazer jornalismo – e aí incluo os RPs, os jornalistas, os repórteres-cidadãos, todo mundo. Por que competir?

O que se precisa fazer é agregar – trazer o que há de melhor do complexo sistema jornalístico que se aprende nos bancos universitários – para a formação ética, a questão de se ouvir os dois lados e buscar a verdade para que este profissional seja o mediador dos interesses legítimos da sociedade – e o que tecnologia + mídias sociais estão proporcionando com a ajuda de repórteres-cidadãos em todo o mundo.

Foi o que aconteceu com a experiência “Behind closed doors on the net”, patrocinada por uma rede de rádios que, no twitter teve a chancela @HuisClosNet, envolvendo cinco jornalistas que falam francês confinados numa fazenda de endereço desconhecido na França, para evitar qualquer tipo de acesso, com computadores que tivessem apenas conexão a Twitter e Facebook.

O resultado revelou o que já sabíamos. Um dos repórteres entrevistados pela BBC de Londres, Janic Tremblay, do Canadá, contou que o #Twitter funciona como um grande e espetacular radar. Sua maior vantagem foi a de entrevistar fontes às quais ele jamais chegaria pelos meios tradicionais. Quanto ao #Facebook, ele mencionou que em poucas horas mais de cinco mil pessoas mencionavam um barulho de explosão numa cidade quando, no dia seguinte, se revelou o fato de que um avião ter ultrapassado a velocidade do som. Vale a pena ouvir a materinha na íntegra.

Mas vale mais a pena avaliar. Acabamos de sair da 3ª. Edição do maior evento de mídias sociais do mundo, o #Cparty, com #tudodebom que rolou e que pôde ser acompanhado online por quem não pôde ir. O #BBB10 teve um paredão recorde com uma pessoa sendo enviada duas vezes consecutivas e retornado à casa – não pelo jogador, mas por causa do efeito #tessalia, um factoide totalmente criado pelas #mídiassociais – personagem que entrou e saiu do programa por causa das novas mídias - mais especificamente o #Twitter - e que, apesar da relação amor/ódio – vem aumentando em progressão algorítmica os seus seguidores - os mesmos que a defenestraram.

Tudo isso qualquer um pode acompanhar, tornou-se #trendtopic no #Twitter. E por que? Porque foi na semana passada que a empresa Twitter lançou os #Trend topics local e regional, revelando mais uma de suas facetas jornalísticas. Afinal, jornalisticamente falando, os assuntos mais importantes são os de “primeira página” – de interesse global. Com o lançamento dos #trendtopics regionais (por País) e até locais (por cidade), dá para se ter uma ideia de como vive cada comunidade, o que mais lhe interessa e afeta – como fazem os jornais de cada uma.

Juntando tudo, fica o desafio... Quem sabe algum jornal de grande circulação queira fazer também esta experiência. Quem sabe estarão nos resultados um novo modelo de negócios – que possa até ser o “Ovo de Colombo” que responderá a todos os problemas até agora enfrentados pela mídia? Quem sabe usar o exemplo do BBB e imitar os colegas franceses para um experimento que vire pesquisa universitária, possa ser um caminho para melhores dias para professores, colegas e empresários? Fica a dica! O que abunda, não prejudica!

sábado, 9 de janeiro de 2010

O eterno recriar das mídias sociais como resultado da tecnologia e da criatividade

Uma das coisas que mais me surpreende neste mundo das mídias sociais é a infindável capacidade de geração de coisas novas seja sobre tecnologia, arte etc, ou a junção de várias delas para gerar um novo olhar sob algo que já foi estrondosamente edificante em outro século, em outra era. Um ângulo antropológico, que acrescente graça, um colorido diferente, que une gerações e gostos diversos, perpetuando a música, fazendo-a ecoar e viralizar.

Como neste mundo, um post no twitter pode levar a um vídeo no Youtube, que, por sua vez, gera uma curiosidade que nos faz pesquisar em outros locais, eu encontrei este material, relativamente recente (de dezembro). Arte pura, magia, emoção. Brincadeira para crianças de todas as idades feita por adulto de verdade, seriamente comprometido com tempo, qualidade, todos os quesitos de direção e arte.

E como este blog tem agora de tudo um pouco, por que não, pensei? Entre um post e outro, segue um breve e delicioso recreio, do qual, tenho certeza, Fred Mercury teria orgulho e certamente entraria na roda dos muppets para curtir com eles esta Bohemian Rhapsody. Curta e, se quiser, deixe seu comentário.

domingo, 7 de junho de 2009

O perigo de ignorar as tendências da tecnologia está em deixar de existir

As últimas duas semanas têm sido de muita absorção de novos conteúdos, todos eles ligados à crescente intromissão das mídias sociais em todos os aspectos que permeiam a vida do ser humano. No último post, o assunto foi o efeito devastador desta onda gigante no meio jornalístico, com o fim da Gazeta Mercantil, aqui em São Paulo. O de hoje traz um de meus - e de tantos outros - gurus da tecnologia, "Sir" Ethevaldo Siqueira, alertando as empresas a abrirem os olhos para este tsunami sob a pena de não mais sobreviver - assim, nua e cruamente. A dica é uma contribuição de Renato Raposo, publicitário, jornalista e amigo, que por seguir o blog, sugeriu este podcast para os leitores deste espaço.

Quem ouvir ao podcast de sua entrevista a outro ícone do jornalismo, Heródoto Barbeiro, na CBN, vai constatar que, mesmo aqui, as empresas jornalísticas não foram esquecidas. Em outro podcast no site da CBN, Ethevaldo Siqueira chega a falar que, como modelo de negócios, os Portais de Conteúdo, na era da Web 2.0, estão investindo em compra de direitos de transmissão de grandes eventos esportivos, porque as Tevês vão perder gradativa e inexoravelmente mais lugar para as transmissões via web, com a também crescente transmissão de banda larga que o Brasil começa a experimentar.

Sustentabilidade

Na semana em que o Meio Ambiente foi destaque no mundo inteiro, o link foram novamente as mídias sociais e a sustentabilidade do planeta. Como convidada do Portal Nós da Comunicação, participei da primeira iniciativa do pessoal de Marketing em juntar estes assuntos e o resultado foi fantástico. Uma das matérias já foi ao ar, intitulada Novas Tecnologias, velocidade e poder no centro do debate do Unomarketing, que convido os seguidores do blog a lerem porque a visão de outro tecnicista - aliás um dos mais respeitados do Brasil, Abel Reis - é de uma lucidez incrível, digna de roteiro de filme. Amanhã, o Portal sai com a outra matéria, que faz o apanhado geral dos oito painéis de altíssima qualidade de conteúdos e de casos práticos apresentados pelos palestrantes convidados.

Nota da editora

Este post foi editado - por problemas de revisão - graças à revisão da superamiga e irmã de fé, Paula Barifouse. Mas, nesta manhã do dia 19 de junho, depois de várias situações "saia-justas" e, finalmente, a pedido do primo Vitor Rolf Laubé, uma solução alternativa foi tomada para que o podcast contendo o podcast passasse a entrar apenas a partir do desejo dos leitores e não automaticamente - como imposição(?) da CBN, ao colocar à disposição desta forma na receita embbeded aos interessados em colocar a matéria em seus blogs e sites.

A matéria ainda pode ser ouvida. Basta que o leitor agora clique no link. Temos Heródoto e Ehevaldo na maior conta pelas suas contribuições jornalísticas, mas, convenhamos, entrar com o áudio automaticamente estava, realmente, tornando-se um problema sério - não por culpa deles ou aqui do Mosaico Social - mas, já resolvida a questão, pedimos também desculpas pelo inconveniente, que não mais se repetirá. Obrigada a todos os que colaboaram com este post.