Por que as empresas precisam entender as mídias sociais e aprender sobre elas?
Meu perfil no tweeter @mosaicosocial é bem claro. Sou eterna aprendiz das mídias sociais, porque "o tempo não pára" e elas também não. Uma vez dentro deste mundo, você vira um aluno para sempre. Descobri isso desde o primeiro instante em que comecei a me interessar por elas e estudá-las a fundo, ao decidir que 2009 seria meu "ano sabático" - dedicado exclusivamente a elas.
Mas, por que esta história de aprendiz para sempre? A simples razão está no fato de que a criação de tecnologia, seja ela científica, robótica, de automóveis, para levar o ser humano a ir a outras galáxias... é o que move o ser humano a ser... humano. E isso não pára nunca - a não ser por questões políticas.
É da nossa natureza querer descobrir "de onde viemos, para onde vamos, como se faz isso?". Desde bebês, queremos desmontar e remontar, abrir, saber o que significa isso e aquilo, ou no que dá se misturarmos substâncias químicas, que novos elementos - radioativos ou não - ainda podemos incluir na tabela periódica de Química?
Isso nos faz humanos pela nossa (ir)racionalidade. E foi isso que nos trouxe até onde chegamos. Por um lado, convivemos com um fantástico nível de desenvolvimento de fazer o Iron Man do delicioso Robert Downey Junior (sim, nós mulheres tamnbém achamos os atores deliciosos, não é só os homens que podem falar de Angelina Jolie ou Scarlett Johansson!) se tornar realidade em muito pouco tempo.
Entretanto, como toda moeda tem dois lados, o mais triste é que nos lamentamos por ainda termos que conviver com Etiópias, Chernobyls (já escrito aqui neste blog, num emblemático post intitulado 'Quanto você quer pagar pelo século XXI?'), desastres ecológicos os quais, por toda a tecnologia que detemos, nos questionamos. Como pudemos deixar isso acontecer? Como não tivemos controle sobre as tsunamis, as chuvas, as enchentes, as nevascas?
Não tenho dúvidas de que o Manifesto Cluetrain tenha sido um ato revolucionário em si. E que a Internet tenha sido "vazada" a partir de questionamentos como estes, por pessoas como as que fizeram do Ficha Limpa o primeiro movimento político viral realmente dar certo aqui. Nada acontece por acaso e se as mídias sociais estão no mercado, é por uma razão também. Eu vou falar sobre isso durante o Workshop 3 deste que está sendo chamado de "congresso 3 em 1", por todas as características divulgadas em vários locais.
Até lá, os já inscritos e os que ainda podem se inscrever, ficam com esta outra palha! ;o)
Jornalismo, mídia social e comunicação corporativa convergente, passando por mosaico (mesmo!) e outras artes e causas...
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
terça-feira, 31 de março de 2009
Mídias sociais bombam e I trimestre acaba. A previsão? Preparem-se: a web 3.0 vem aí

Hoje termina o primeiro trimestre de 2009. O saldo? As mídias sociais estão literalmente bombando; todos os dias há seminários, workshops, oficinas, fóruns e congressos sobre as mídias sociais. São promovidos por entidades, empresas, mas, especialmente, por veículos de comunicação. Só este mês, devem ter ocorrido uns três – em São Paulo, só dos que eu tenho conhecimento, fora os que vêm pela frente.
O site/blog/portal mundorp.com.br possui vasto material de divulgação. Há pouco mais de duas semanas, foi o pessoal da Converge Comunicações, editora da TI Inside, Tela Viva, entre outras revistas especializadas em mídias e tecnologias realizar o Web Expo Forum 2009 (http://www.webexpoforum.com.br), que o mosaico social cobriu e ainda deve discutir, sob outro prisma, a partir de amanhã. E ontem, foi a vez da revista INFO (http://info.abril.com.br/seminariosinfo/midias-sociais/cobertura/) realizar seu seminário, cuja cobertura está sob o comando do colega Max Gonzalez.
Maior valorização que qualquer ativo financeiro
Nunca se falou tanto dessas mídias, porque o assunto realmente está na ordem do dia. A proporção de importância é tanta que, passados apenas quatro meses, um curso de Master em Jornalismo Digital, cujo programa sofreu poucas modificações, mas que, ao invés de ser feito em um único mês diretamente, acaba de ser diluído pelas últimas semanas durante quatro meses ao longo de um semestre, passou a custar mais que o dobro. Isso mesmo; sofreu uma valorização maior que qualquer outro ativo de mercado – muito mais de 100% em quatro meses.
Este é o verdadeiro poder das mídias sociais, caso alguns empresários ainda não tenham atentado para o que elas representam no início de 2009. Em setembro de 2007, o assunto ainda era quase um tabu, com apenas duas agências anunciando novidades em suas palestras em alguns poucos eventos. O tal Vincent Ferrari, que se tornou celebridade ao gravar sua conversa de 20 minutos com o responsável do callcenter da AOL ainda era um desconhecido. E, ao tentar trazer a novidade à mesa de meus clientes, eu era tida como a jornalista que estava “tendo alucinações”, diante de uma realidade ainda muito distante do Brasil.
Mas, hoje, passado pouco mais de um ano, eu digo: professores, diretores, estudantes, senhores do Governo, prezados stakeholders: se os senhores não abrirem os olhos para este movimento avassalador, hoje e agora, daqui a pouco vem a Web 3.0 e será tarde demais.
Porque é o que está acontecendo hoje lá fora. A discussão da web 3.0, de como aplicativos agregados a programas existentes poderão otimizar sozinhos escolhas e ações a partir de perfis de usuários e, com isso, mudar ainda mais o relacionamento dentro da web. O papo da tsunami, sobre o qual a turma que criou a www mencionou em seu Manifesto Cluetrain não é nenhuma viagem de “Lucy no Céu de Diamantes”, não. A economia de agora é a de nichos; o consumidor é único e quer ser ouvido. Um faz a diferença, sim, e a opinião de cada um importa.
O saldo...
No mais, ouvi no rádio um instituto prever que o PIB brasileiro deve cair “um bocadinho” mesmo este ano, independente do otimismo que ronda o Palácio do Planalto; que, quem tiver sistemas piratas não deve abrir seus computadores amanhã, porque pode ser um desastre, já que hackers adoram criar pegadinhas no dia 1º. De Abril, dia da Mentira, o mesmo escolhido (por que será, eu me faço esta pergunta dia após dia) pelo STF para julgar a resolução acerca da validade do diploma do jornalista e sobre a regulamentação da profissão; e uma ex-estagiária me mandou e-mail dizendo que esta vida de trabalhar por jobs é muito complicada, porque, a um mês de acabar seu contrato, ela, já está desesperada, sem saber como pagar contas a partir de Maio. Então, eu pergunto: O saldo? Não tenho a mínima idéia. E você, tem?
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