terça-feira, 15 de junho de 2010

Pessoas são pessoas ... e nenhuma tecnologia vai substitui-las



O inverno nem começou...e o meu blog está mesmo em ritmo de hibernação. Em parte porque a gente - que lida com estudo, avaliação, análise e até aconselhamento sobre uso, contratação, planejamento e aplicação de ações de novas mídias no ambiente corporativo - também vive problemas do dia a dia como todos os nossos assessorados.

Por mais preparados que sejamos em nossos planejamentos, orçamentos, agendas ou detalhistas e precisos, devemos ter em conta que lidamos e somos invariavelmente pessoas.

Sim, eu aguardava que meu próximo post, depois de todo o barulho feito antes do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 - ocasião em que modestamente ainda lancei o press-release sobre as mudanças da Mosaico Pró-Comunicação, que passou a ser +Mosaico Negócios & Comunicação -,pudesse já estar embalado num novo enquadramento visual, alegre como a cara da +Mosaico, a exemplo do novo site e do novo twitter corporativo, anunciado também no press-release.

Aquele post deveria ter sido divulgado, no máximo, no dia 28 de maio. Eu me preparei para isso. Com atencedência ímpar. Planejamento, datas, tudo. Obviamente o post traria o link para a apresentação feita após o #congresso3em1, bem como o pequeno folder distribuído, com dicas adicionais aos que foram pessoalmente me ouvir no Workshop, que nunca será a mesma coisa que apenas baixar o powerpoint.

Bem, como a realidade mostrou, apresentação e folder foram colocados à disposição via outras mídias: twitter, Linked-in pessoal, Facebook pessoal e via a página nova criada para a +Mosaico também, mas não via blog.

Pessoas são pessoas

O que aconteceu? Simples, como Sherlock Holmes diria a Watson. É que o processo de migração para a nova cara que a esta altura do campeonato deveria estar pronta e que hoje foi propositalmente trocada para preta não rolou porque tanto do lado de cá, na ponta do emissor, quanto do lado de lá, na ponta do receptor das mensagens deste processo que envolve Comunicação existem pessoas. E também no meio deste grupo, quando você ainda depende de outro grupo para integrar informações e finalizar detalhes.

Por mais que afeitas às novas tecnologias, por mais competentes e brilhantes que emissores e receptores sejam em suas especialidades, somos ora cada um alternando-se numa função, pessoas. E como tais, somos constantemente acometidas de:

* Sentimentos obtusos,
* Problemas de entendimento,
* Problemas que interferem no entendimento em determinado momento,
* Facilidades e competências para algumas questões fantásticas
* Dificuldades extremas para outras
* E um rol de outras variáveis que se listadas, encherá mais que um blog inteiro.

Mas que, toda a tecnologia empregada, seja teleconferência, skype, sms, e-mail, twitter, o raio-que-nos-parta não será suficiente se qualquer das variáveis citadas ou não interferir na Comunicação por todo o processo, de mão dupla, contínuo e, que, por isso, mesmo, pode travar o todo, tornando-o inexequível em determinado momento.

Será o fim da linha? Que nada. Longe de entregar os pontos e continuamente estudando as mídias sociais, seu impacto sobre meu trabalho e as pessoas, e, tendo vivido recentemente uma outra experiência, de um mal entendido terrível no twitter por um erro de leitura que me remeteu novamente à questão do emissor->receptor é que pensei exatamente no fato de poder constatar que acima de mídias, métricas, tecnologias e o que vier para mudar a "ordem mundial econômica e social" que vem provocando tsunamis, mimimis, mal-entendidos e novas pazes em ambientes tão díspares quanto antes inimgináveis, ainda e "graças a Deus" somos pessoas por detrás de máquinas.

Com todos os nossos defeitos, pluralidades, limites e mazelas para melhorar todos os dias, se quisermos, se pudermos, se for de nossa intenção, somos gente. O que as tecnologias talvez estejam fazendo seja exacerbar o que temos de melhor e pior. Eu continuo no time de quem está dentro do bonde - a sair dele e perdê-lo de vez. Quem nunca se "machucou", que jogue a primeira pedra.

6 comentários:

Iara disse...

São os famosos 'ruídos' na comunicação. Gostei do post, parece um grande desabafo, acertei?

mosaicosocial disse...

Iara, obrigada pelo seu comentário. Fico feliz quando alguém faz algum, porque é coisa que computo como rara ainda aqui no Brasil. Na verdade, mais que um desabafo, trata-se de um mea culpa também. Ao mencionar os dois lados da ponta do processo de emissão e recepção da mensagem, lembre-se, me inclui "dentro" dessa... ;o) E, como seguidora minha no twitter, você acompanhou meu "papelão" com o @roneymau sobre o #botequeiro que levou a troca de sílabas da titia aqui a gerar um "mimimi" completamente sem funfamento... Coisas de ... pessoas! Precisa falar (escrever) mais? rs! Beijo e, uma vez mais, obrigada! Vany

Havaianomaniacos disse...

A tecnologica tenta minimizar esses "ruídos" na comunicação, citado no comentário da Iara. Mas sempre serão pessoas a espinha dorsal de todo processo. Adorei o post Vany.

Isabel disse...

Pena, venho aqui de vez em quando pra te ler e aprender coisas novas. Se te chateia não comentar, prometo que não sairei mais daqui muda(rs). Quanto as dificuldades de lidar com o ser humano, se tudo desse certo seria um tédio. Pensa: não é à toa que o número de suicídios em países onde tudo funciona como deveria é tão elevado.Esses dias descobri que no Japão são mais de 100 suicídios por dia. Dá pra imaginar? Toca o barco, amiga. Relaxa! Pelo menos tenta. Bj

mosaicosocial, o blog da + Mosaico Negócios & Comunicação disse...

Dudu, valeu pelo seu comentário. Vc sempre prestigia aqui este modesto local ;o) Vlw!

mosaicosocial, o blog da + Mosaico Negócios & Comunicação disse...

Isabel, pode e deve comentar sempre. Na verdade, eu acho ótimo que haja pessoas por detrás das máquinas - porque me assombra ver filmes como os que as máquinas tomam o poder e os homens ficam reféns delas - e toda vez que eu faço um balanço de um dia em que passei mais de 70% do tempo em função da máquina, eu me questiono sobre a eficácia do meu tempo, a efetividade da vida, se vamos chegar aos 80, velhinhas como a Maude (lembra, do Ensina-me a viver) e poder fazer escolhas, ou se, porque estamos "fazendo estas escolhas agora", não teremos escapatória... Se eu escrever mais, este comentário vai se tornar outro post rs, como nossas conversas, não? Super prazer te rever aqui, Capa.. saudade imensa! Beijo no coração, na alma e na sua cabeleira prateada que vc insiste em mantê-la assim. ;o)