Jornalismo, mídia social e comunicação corporativa convergente, passando por mosaico (mesmo!) e outras artes e causas...
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Como gerenciar seu Mix de Mídias Sociais
Quem nunca passou pela situação de sentir-se atolado pelo envio de vários tipos de comunicação para um sem número de mídias sociais, que não tem tempo para parar, respirar e criar uma estratégia de comunicação eficaz ou um Mix de Mídias Sociais? O crescimento das mídias sociais e a pressão da demanda pelas empresas, de estar dentro delas, têm feito alguns profissionais de comunicação e marketing, os gestores de marcas, literalmente pirarem.
Mas, da mesma forma que existe o termo Mix de Marketing, que considera como uma empresa deve investir seus recursos a partir dos 4 Ps do Marketing - praça, preço, produto e promoção, o Mix de Mídias Sociais usa este mesmo princípio de alocação de recursos ao meio social para determinar como uma companhia deve distribuir e compartilhar no Twitter, blogs, Facebook, e-mail e outras plataformas sociais.
Em setembro do ano passado, a Oracle lançou um White Paper com oito passos para ajudar as empresas na criação do melhor Mix de Mídias Sociais, evitando o estresse que tem sido a tônica de quem cuida de contas de terceiros. A Oracle ensina que é possível tomar decisões sobre estratégia de comunicação online e o Mix de Mídias Sociais que melhor se adequa aos seus negócios. Clique aqui para ter acesso ao documento original, em inglês.
1. Crie seu portfólio: faça um rápido inventário dos canais de mídias sociais nos quais sua empresa já está. Escreva o nome de cada um num pedaço de papel. A ideia é montar uma tabela concreta.
2. Liste seu conteúdo: inventarie todo o tipo de informação que você distribui pelos canais de mídias sociais em que sua empresa já está. Inclua atualizações de status, informação sobre eventos, press releases, estudos de caso, informações de serviço ao cliente, discussões, tudo. Liste cada tipo de conteúdo para fazer uma primeira coluna de uma tabela. À medida que sua lista vai crescendo, você vai perceber que está tentando promover diferentes tipos de conversação com cada peça de comunicação.
3. Olhe através das quatro lentes sociais:
3.1 A lente da relação frequência x formalidade, por exemplo, permite estabelecer a frequência com que uma comunicação é enviada, enquanto a de formalidade envolve o investimento de recursos que uma comunicação requer, o quão convencional ela é ou ainda como dirigir-se a uma audiência estratégica, suas respostas e resultados. São duas forças inversas; geralmente quanto mais formais as mensagens, menos frequentemente elas são enviadas. Voltando ao nosso joguinho de papéis, procure ranquear todo seu conteúdo tendo em vista estas duas forças, ainda que você obtenha uma escala relativa. Decidir se os e-mails são mais formais que uma comunicação via blog pode ser um bom começo de discussão de estratégia com sua equipe.
A segunda lente é a do funil condensador. Ele permite definir, por exemplo, se a empresa pode twittar sobre tudo, se o blog deve falar apenas sobre tendências da indústria, e se um boletim criado especialmente para promoções, ai ser enviado por e-mail. Pense que ao colocar seu conteúdo num funil você estabelece um objetivo de negócio - destacando como e onde o conteúdo será redistribuído. Na sequência, use a terceira lente social, a do uso da informação em cascata. Algo como alguns tweets podem levar a posts do blog, que, por sua vez levam a links de relatórios. Você vai precisar destacar esse fluxo, porque será ele o responsável pela geração de um melhor conteúdo.
Por fim, a lente do tamanho da sua comunidade: ranqueá-la por número der seguidores tem também um grande impacto na estratégia de comunicação. A migração de uma rede para outra exige esforço e tempo, se isso tem que fazer parte de sua estratégia. Da mesma forma que você fez com cada rede, escreva num pedaço de papel a quantidade de pessoas envolvidas com sua marca em cada uma das redes trabalhadas.
4. Ligue conteúdo aos canais: Neste passo, a ideia é descobrir qual conteúdo se adequa melhor a que rede. Escreva também cada um em um pedaço de papel e distribua da forma como você acredita ser a melhor forma. Se um conteúdo casar com várias plataformas sociais, escreva-o num pedaço de papel e distribua-o por até três plataformas diferentes - resista à urgência de colocar todo tipo de conteúdo debaixo de cada canal. As pessoas respondem melhor quando recebem informação específica de um canal específico. Muitas organizações usam o Twitter para enviar informações sobre eventos, links e fazer pesquisa, mas o Twitter pode ser mais eficaz se usado de forma consistente para uma finalidade, oferecendo uma experiência na qual os assinantes podem confiar.
5. Separe a essência de cada canal: agora você deve ter grupos de conteúdo em todos os canais de comunicação. Junte o ranking e calcule a formalidade e o valor médios de frequência para cada grupo de conteúdo. Organize os grupos de conteúdo, pelas suas médias, com mais informal à esquerda e mais formal à direita. Se houver duas classificações iguais, coloque-as num grupo com maior frequência de classificação, à esquerda. Como fica difícil visualizar, vamos aos exemplos;
• No Twitter, sua empresa pode essencialmente postar informações sobre a indústria;
• No blog, pode fazer posts que expliquem as características de um produto, analisem publicações do setor, e contem histórias;
• Uma newsletter pode apresentar resumos e links para melhorar a organização de conteúdo.
Agora, destile um objetivo ou valor de comunicação e aplique-a a cada canal. Por exemplo: o Twitter deve "promover a comunidade"; o Blog: "reforçar a notoriedade da marca", e o Boletim informativo: "estabelecer a credibilidade".
Uma vez que você organizar seus canais, de formal a informal, e rotulados com as descrições acima, é hora de compará-los para sobreposição. Se você encontrar uma sobreposição significativa, você deve considerar combinar os dois canais em apenas um.
Você pode achar que a frequência e a formalidade não são os melhores critérios de organização, e que organizar por descrição pode funcionar melhor para encontrar oportunidades de consolidação. De qualquer maneira, ao consolidar os canais, você economiza recursos que podem ser aplicados em outros processos de comunicação com sua comunidade - por isso conhecer seu tamanho é fundamental. Sabe por que? Porque pode não fazer sentido ter dois canais comunitários se houver uma grande quantidade de sobreposição, especialmente se a base de assinantes é significativamente maior em um canal. Você provavelmente vai ter mais retorno sobre o investimento se usar o menor canal para direcionar as pessoas para o canal mais ativo e gradualmente se livrar do primeiro.
Agora, o seu Mix de Mídias Sociais está começando a tomar forma. Então, aproveite para promover pesquisas online e amarrar melhor seus conteúdos e formas a partir de seus resultados: • Quais são os tipos de conteúdo nos quais seus assinantes estão interessados? • Eles estão conscientes de seus outros canais? • Será que eles se inscreveram para mais de um? • Será que eles consideram a migração de um canal para outro?
6. Preencha as lacunas: tendo ouvido as pistas dadas pelos próprios leitores e comparando-as com sua tabela de consolidação, você poderá trocar ideias com sua equipe e convergir as ideias que melhor se aplicam à marca e ao relacionamento social. Ao final, você deve ter uma boa lista de ideias para seu Mix de Mídia Social. O próximo passo é priorizá-los e estruturá-los.
7. Construa a sua estratégia: aloque seus recursos, priorizando as atividades que gerarem o maior ROI ao longo do tempo (e ROI pode ser o retorno sobre investimento ou sobre o engajamento, de acordo com o objetivo maior de uso das mídias sociais).
Duas ferramentas de estratégia podem ajudar nesta hora:
1) Priorização: permite visualizar possíveis iniciativas estratégicas com base na sua viabilidade e importância. Liste todas as suas iniciativas na coluna da esquerda de uma tabela e atribua uma classificação de viabilidade e importância para cada uma. Use um orçamento padrão de pontos para cada coluna e faça um gráfico dos resultados para entender que passos priorizar.
2) Gestão Estratégica: ajuda a descobrir quais objetivos estratégicos de curto prazo vão avançar em sua estratégia de longo prazo. Visualize as táticas que você pode usar para apoiar cada passo estratégico, entender como elas dependem umas das outras e que recursos são necessários para completá-las. Estratégia é o plano global que orienta o esforço organizacional para definir e avançar em direção a um objetivo da maneira mais eficiente possível. As táticas são o conjunto de etapas interligadas que contribuem para o progresso em direção à meta.
8. Esboce o seu fluxo de conteúdo: este é o último e mais importante passo de todo o processo e, à medida que você faz isso, vai alcançando o objetivo de mantê-lo acessível, de forma permanente para a sua comunidade, melhorando o SEO e o gerenciamento do Mix de Mídias Sociais.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
“Papos na Rede”: um projeto crowdsourcing
Periodicidade do programa passará a ser quinzenal
O
nome já foi criado em ritmo social, demonstrando o potencial da primeira iniciativa de se criar um encontro virtual para
discutir temas referentes ao mundo digital. Passados dois anos, o
pioneirismo deu lugar a uma existência marcada pela consistência
de conteúdos, periodicidade e fidelidade de seus participantes. Hoje, o "Papos na Rede" é uma experiência bem-sucedida de crowdsourcing e co-working.
Por trás da ação de aprofundar a discussão sobre o frenético lançamento de
novidades que pululam nas redes desde ainda antes de 2010 estão a tenacidade, a disciplina, a obstinação e a dedicação da
jornalista Marcia Ceschini, de Araraquara. No aniversário de dois anos do
programa, ela reforçou a preocupação de “alimentar nossos seguidores de novidades e
boas dicas de artigos, cursos, livros e tudo mais que possam acrescentar em
nossa busca constante por comunicação digital e cibercultura”. Por meio de um rápido pingue-pongue, Marcia contou a este blog um pouco sobre a história do programa que, com certeza vale #RF #RT!
Afinal, o programa se chama mesmo “Papos
na Rede”? Conte um pouco da história dele.
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A
ideia surgiu como um encontro para discutir comunicação digital e
cibercultura e evoluiu para um projeto crowdsourcing. Cada um dos envolvidos
cedeu e/ou continua participando com sua expertise: o Treina TOM entrou com a
plataforma do encontro; a agência SocialTag/Setesys, com o blog; a SmartIs, que
nos cedeu o domínio na web passou a hospedar o site, que, durante o primeiro
ano, foi um patrocínio do Grupo Connection Sud. Além disso, a Vilage Marcas e Patentes está finalizando o processo do registro da marca – “Papos na Rede”.
Cada membro da equipe doa seu tempo para twittar ou escrever no blog. O diferencial
do projeto é ser 100% free e baseado na troca mesmo de expertise, para que os
participantes tenham informações sobre comunicação digital e cibercultura. Apesar
de pioneiro, quando o criei, hoje o programa não é o único. Existem vários
podcasts atuando na mesma direção, mas o que é bacana é perceber que o “Papos
na Rede” também gerou ideias para outras pessoas/empresas criarem seus
espaços de discussão e até cursos pagos online de comunicação digital.
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Hoje vocês
são uma equipe de 16 pessoas, você e mais 15, e se apresentam como um projeto
de crowdsourcing e co-learning. Mas quando você idealizou este projeto, ele
era um encontro virtual para disseminar a experiência dos convidados entre os
players e interessados nessa nova forma de fazer negócios usando a internet.
Como foi que o “Papos na Rede” foi se tornando o que ele hoje é?
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Muito do “Papos na Rede” vem de uma vontade minha de que o projeto
se mantenha. Da escolha dos palestrantes, passando pelo conteúdo do blog, sou
eu quem organiza o chat e a equipe do twitter e faz o resumo do webinar. Destas 16 pessoas, seis se revezam nos twittes,
daí cada hashtag ser a inicial de quem twittou. O Alex Camillo escreve posts para o blog e o
Thiago Acioli transpõe as gravações dos webinares em mp3. Assim, quem não pôde
participar, pode baixar o papo da rede.
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Como acontece os encontros?
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Inicialmente eram quinzenais, mas além
dos pedidos para que ele fosse semanal, houve uma boa demanda para que isso
acontecesse. Foi em janeiro de 2011, quando também passamos a usar o Treina TOM, por sugestão do Israel Degasperi. Ele conhecia a ferramenta e nos
colocou em contato com os criadores, a empresa E-Genial. Hoje em dia, com a grande oferta de iniciativas
similares em hangouts e podcasts, o volume de participantes tem diminuído. Minha
intenção é voltá-lo quinzenal a partir de julho.
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Vários
nomes e assuntos passaram pelo “Papos na Rede” em dois anos de vida. Qual
destes nomes/ conteúdos mais te impressionou e por que?
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Todos os nomes que passam pelo projeto são pessoas as quais admiramos
profissionalmente, os participantes e eu. Costumo dizer que fazemos uma
colcha de retalhos digital com a colaboração de cada um. Mas vou citar especialmente
o fato de ter tido o Luli Radfahrer como palestrante. Fiquei muito feliz,
porque ele não somente já conhecia o projeto quando fui convidá-lo, como foi extremamente
atencioso com os participantes durante o encontro. E, claro, existem aqueles
que, além de participar do webinar, como palestrantes, sempre ajudam, como o Tarcízio
Silva, o Estevão Soares e o Bruno Scartozzini. O Tarcízio, por exemplo, já lançou, em
primeira mão para nossos participantes, três dos ebooks que organizou, e vai lançar aqui também, em julho, o seu
mapeamento dos profissionais de Social Media. O Estevão Soares, por sua vez, faz
questão de citar o programa e a mim em todas as suas palestras. O Bruno me
ajuda na sugestão e convite dos nomes a serem entrevistados. Há outros nomes, e a jornalista Samantha
Shiraishi, além de ter palestrado, também sempre cita o projeto. Eu a
considero uma madrinha digital do Papos.
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Conte uma
história ou uma passagem inusitada criada em função do programa. Ou o relato
de quem participou do projeto e mudou sua vida... abraçou a causa das mídias
sociais e hoje é sucesso...
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O fato mais inusitado foi quando participei
do Social Media Brasil ano passado. Fui tratada como “celebridade” pelos
participantes do evento. Não tinha noção do alcance do meu nome e do “Papos
na Rede”. A maioria já conhecia o projeto e teve quem pediu para tirar foto
comigo. Outro registro interessante é o de que jovens profissionais como o
Kauê Krischnegg Pereira e Myla Connor, entre outros, sempre citam o “Papos na
Rede” como fator de mudança em seus rumos de estudos e profissionais. Isso é
muito bom.
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E, claro, pegando carona com a pergunta de cima, em como este
projeto mudou sua vida profissional e pessoalmente?
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Profissionalmente me ajudou e tem me
ajudado muito, pois além de aprender muito com todos durante os chats, por me
tornar uma referência na iniciativa, sou convidada para palestrar em várias
universidades e até em eventos de comunicação digital, como aconteceu no
Digital Arena e no Social Media Vale do Paraíba e Social Media São Paulo.
O Papos fortaleceu minha imagem e tornou-me conhecida. Pessoalmente me
permitiu estar próxima de autores e palestrantes de renomes que admiro muito.
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Quais os próximos passos?
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Sobreviver aos novos concorrentes, trazer
novos palestrantes e manter o interesse dos participantes. Obviamente quero
poder manter sua ideia original de não ser cobrado, do conteúdo continuar
sendo compartilhado de maneira crowd e co-learning.
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Web Expo Forum dedica sua 6a edição às redes sociais
Hoje começa mais uma edição do Web Expo Forum, promoção e organização da Converge Comunicações. Em sua 6ª. edição, o evento de 2012, que costuma ser acompanhado pela tag #webexpoforum e pode ser seguido no twitter pelo @webexpoforum, terá como principal foco as Redes Sociais. Serão dois dias completos dedicados à discussão dos aspectos mais importantes relativos ao tema, além, claro, das inovações que surgiram nos últimos anos depois do advento da web 2.0.
Novamente, o blog Mosaico Social vai acompanhar o evento para inteirar aos mais de 200 assinantes deste espaço sobre que é in, o que será out e o que vai bombar, muito em breve.
O WebExpo Forum 2012 será ainda uma ótima oportunidade para que profissionais de diversas áreas do ambiente corporativo possam trocar experiências, via debates e encontros em abiente zero.zero (=pessoalmente). Não perca o evento; ele vai ajudar você a compreender melhor o fenômeno das #SM e a chegar a novas conclusões sobre como as redes sociais estão transformando os negócios, as corporações e a sociedade, ajudando a todos a atingir uma maturidade digital. Paineis, keynotes speakers, palestras e workshops de estratégias e negócios, com a participação de profissionais e especialistas que possam trazer novas experiências e cases relevantes não faltarão.
Novamente, o blog Mosaico Social vai acompanhar o evento para inteirar aos mais de 200 assinantes deste espaço sobre que é in, o que será out e o que vai bombar, muito em breve.
O WebExpo Forum 2012 será ainda uma ótima oportunidade para que profissionais de diversas áreas do ambiente corporativo possam trocar experiências, via debates e encontros em abiente zero.zero (=pessoalmente). Não perca o evento; ele vai ajudar você a compreender melhor o fenômeno das #SM e a chegar a novas conclusões sobre como as redes sociais estão transformando os negócios, as corporações e a sociedade, ajudando a todos a atingir uma maturidade digital. Paineis, keynotes speakers, palestras e workshops de estratégias e negócios, com a participação de profissionais e especialistas que possam trazer novas experiências e cases relevantes não faltarão.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Storytelling: as redes sociais no Brasil
Este infográfico lembrou-me antigos memes de comparação entre manchetes de jornais... muito bom! :P
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A convergência, os e-mails e as previsões sobre o fim do mundo. E agora, José, qual é a sua praia?
Imagina! Chego de férias de onde sequer podia fazer ou
receber ligações via celular (sem qualquer estresse sobre abstinência de
internet e outros tipos de contatos), e, em apenas 10 minutos de uma rápida corrida
pelos e-mails e Facebook me deparo com, pelo menos, três novidades valiosas
para um boletim, um texto no blog, comentários...
Percebo o quanto, em segundos, sou capaz de retomar o
contato e os posts interrompidos e, ainda mais, o quando torno-me, assim, polinizadora de
inform(ações) – tomando partidos,
categorizando-me dentro do vasto espectro de temas e posições que nos fazem
pluripartidários (ou não!), ao dividi-las com meus grupos no Facebook, junto a blogueiros,
twitteiros, pessoal do Linked In, Skype... (está tudo cada vez mais conectado, #nénão?)
e gente com quem troco... Ao disseminar,
divulgar e opinar torno-me agente político que, queiramos (ou não), é resultado
inexorável de cada postagem, de cada curtição, de cada comentário.
Mais uma vez, fica óbvia uma recente atualização que fiz do conteúdo de um dos
mais conhecidos bordões criados pelo imortal Antoine de Saint-Exupéry. “Tu de tornas eternamente responsável por
aquilo que postas”. E volto a pensar que a paráfrase em si não aconteceu por
acaso – permitindo, somente aqui, abrir mais um parêntesis sociológico sobre as
necessidades de afeto e compartilhamento de todo ser humano... somos seres sociais, nos responsabilizamos pelas coisas se temos consciência de nossa existência, queremos ser cativados e - também - pelo que falamos, escrevemos, postamos...
Meu de(vany)eio vai além. Após a leitura rápida daqueles
três conteúdos, me pergunto o quanto e como esta ação de ler, repassar,
comentar, querer escrever a respeito, alimentando, com minha história, meus
pensamentos e crenças o que foi dito, escrito, criado. Como isso é capaz de mexer
com o mundo a cada segundo. E mais... o que nos leva a diariamente chegar
às novidades que nos interessam e nos fazem focar em determinados assuntos em
detrimento de outros?
(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este? Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)
(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este? Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)
Pausa. Menos, Vany, volta ao que você se propôs a
escrever: como a gente pode chegar aonde queremos? De verdade? A retrospectiva ao como cheguei a estas
três novidades, apenas hoje, é a chave (ou uma delas, claro).
1.
Convergência de redes: Abro o computador e logo
sou avisada via Skype do aniversário do #twigo Marcelo Negrini, a quem
entrevistei por conta de um #webexpoforum alguns anos atrás. Vou, então, para o
Facebook, onde deixo meu parabéns a ele. Aproveito para dar uma “espiadinha” (ahá!) em sua timeline. E não é que
encontro a primeira novidade, #tudodebom?
Foi postado na semana passada, mas é muito bacana o curso que ele
recomendou da Social Media Marketing Fast Track - MarketingProfs University http://bit.ly/xdQ7AG.
2.
E-mails #r4ever: tendo lido sobre o
curso e pensando em recomendá-lo a um amigo, abro meu gmail pra encaminhar o link, mas, claro, dou antes uma checada básica nos mais de 200 que recebo diariamente - cuja metade, sem sacanagem, vai pra cesta do lixo. É lá que encontro outra novidade, enviada pela turma do Summify,
sobre sua compra pelo Twitter. De lá para um twitter do criador, que respondeu
a alguns colegas sobre a operação e a pelo menos dois textos de blog a respeito
para me informar completamente do fato foram alguns milésimos de segundo (#cazuzafeelings). Taí o assunto pro Boletim Mosaico Social da
semana!
A terceira novidade entrou também via e-mail, de alguém cuja credibilidade é ilibada, e, por isso, me deixou com a maior pulga atrás da orelha sobre para onde vamos com todas as coisas que lemos? Trata-se disso aqui: Skyquakes: Warnings From Earth's Destabilizing Core | Before It's News http://bit.ly/x6dvJ9. Ainda não sei se resolvo cair de cabeça nessa que parece, a princípio, mais uma das previsões apocalípticas. Como não sou nenhum Nostradamus ou estudiosa de tais previsões... leio com cautela, procurando me manter distante o suficiente para avaliá-la com o pouco de conhecimento de física que tenho. O máximo que me permito concluir é que pode ser... Mas a dúvida permanece, porque sobre esta coisa de o mundo começar a se esfacelar por conta de movimentos magnéticos já apresentados em filmes (por sinal o 2012, quem não viu?), eu realmente não quero pensar... E volto para minhas leituras, estudos sobre #socialmedia, meus textos, podcasts e de(vany)eios menos pesados... afinal, amanhã terá mais notas, e-mails, fotos, posts... pra trocar, avaliar, pensar a respeito, aprender... são tantas emoções (e ações)... E agora, José... penso, qual é a tua praia?
Marcadores:
convergência,
credibilidade,
educação,
facebook,
internet,
mosaico social,
pluralidade,
tecnologia,
twitter,
webexpoforum
quinta-feira, 7 de julho de 2011
QuatroxUM: Martha Gabriel, KakaMachine, Perestroika e Porto Alegre. O que tudo isso tem a ver...comigo
A musa Martha Gabriel vem por toda uma comissão de frente, bateria, enredo de primeira, alas impecáveis – basta checar o que esperar no PDF do curso – e alegorias complementares. E, para fechar, um Happy Hour exclusivo, com Perestroika. Tudo isso com o inestimável apoio da DMI, Altos Eventos, CoWorking e Fajers. É o primeiro Curta4x1 de 2011, idealizado pelo Oscar Ferreira, a quem me associei não por acaso. Poderia ser melhor?
Admiração coletiva e a reunião de expertises específicas que, juntas, deram liga. Só isso pode explicar o parágrafo acima. Para criar interesse em desenvolver um trabalho conjunto, do nada, só havendo magnetismo, respeito, reconhecimento do que cada um sabe e pode fazer pelo outro – mutuamente - e dedicação conjunta no momento necessário.
Marcar presença de forma positiva em Porto Alegre - centro de excelência com os melhores índices de longevidade, educação e renda do Brasil, segundo o censo de 2000 - foi o que motivou a conexão entre os talentos Martha Gabriel e Oscar Ferreira e a deste com todos os demais parceiros nesta empreitada, inclusive eu. Associada a ele no Instituto QuatroxUM desde o mês passado, oficialmente coordenando as atividades de comunicação, mas, na verdade, como acontece em toda start up company, fazendo de tudo um pouco.
Como tudo o que tem sido quase regra neste admirável mundo das mídias sociais, tanto minha relação com Oscar Ferreira como a dele com Rodrigo Hurtado e sua equipe incrível (beijo para Milena Tavares), Fernanda e Mariana, da Altos Eventos e demais citados, a aproximação com a Martha Gabriel começou virtualmente.
Máquina
Kaká Machine, assim conhecido por motivos óbvios, é jovem visionário de ideias disruptivas, avesso a adjetivos comuns ao mundo corporativo, rebelde com causa e sede de mudança revolucionária na forma de pensar e fazer o mundo. Fosse Martha Gabriel engenheira, pós-graduada em Marketing e mestre em Artes, quase um mito quando o assunto são conexões humanas, novas mídias e inteligência coletiva, interatividade social etc., nada seria empecilho para Kaká Machine. Por isso, convidá-la para seu Circuito4x1, único evento circulante do Brasil de caráter sócio-educacional, o que poderia ser um problema para muitos, para ele foi... simples. Com o objetivo de incentivar um ambiente de desconstrução de pensamentos, teses e teorias em prol do pensamento criativo digital brasileiro e interativo para troca de idéias e experiências entre profissionais, o evento viria a acontecer em seis cidades em sua primeira edição, abrangendo áreas de marketing digital, comunicação, vídeo web, mobile, empreendedorismo e comércio eletrônico. Um encontro gratuito, democrático, aberto para diferentes públicos, mas com objetivos iguais. Quando da edição do evento em São Paulo, em junho, Kaká não teve dúvidas ao incluir o nome da diva momento como palestrante. Aceito o convite, criou-se o relacionamento, que foi crescendo ao longo do tempo, especialmente depois do feito dele ter, sozinho, juntado mais de 2 mil pessoas com sua iniciativa desconstrutiva.
O instituto
Consolidado o evento, era hora de partir para o que seria seu maior sonho; montar o instituto de ensino que serviria como base para que o projeto de mudança compartilhado com outros colegas criasse forma e tornasse realidade diante da revolução informacional pela qual o mundo passa, ele não tem dúvidas. “Não será o alto clero que irá desenvolver inovação ou espírito de criatividade dentro de uma empresa; talvez o espírito até seja influenciado, mas quando a massa cefálica tiver que funcionar, e as mãos a trabalhar é a base da pirâmide que terá que agir”, escreveu uma vez em seu perfil no Facebook.
Descontrução
Para quem “a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso”, não é de se espantar que ele, com apenas 22 anos, seja exatamente uma máquina de descontruções e performances de deixar cair o queixo de pessoas como o jornalista e Doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, uma das 50 pessoas mais inovadoras do País, que, em prol de admiração mútua foi o primeiro profissional da área a apostar no sucesso da iniciativa do Instituto QuatroxUM. “Percebi que havia uma necessidade latente do mercado de estudos verticais sobre a influência das tecnologias digitais na vida do ser humano. A proposta da QuatroxUM é desenvolver eventos, cursos, grupos de estudos, desconferências e workshops por todo o Brasil, levando um pensamento inovador e questionador”, explica Oscar Ferreira. “Oscar me pegou de jeito numa entrevista, a melhor que dei em muito tempo”, escreveu em seu blog, antes de ser trazido por duas ocasiões para aplicar em São Paulo seu Grupo de Estudos Estratégia 2.0: onde estamos, para onde vamos?, a primeira em junho e a última no dia 2 de julho, ambas com resultados bastante positivos, na opinião de Nepô. “Locais, pessoas, discussões tudo foi muito bom”, disse.
E eu?
Como eu conheci Kaká? Ele convidou-me para um café depois de acompanhar meus tweets e perceber que eu poderia reverberar suas ideias disruptivas – talvez ele seja em parte um Chaplin reencarnado, porque seu conhecimento sobre o ser humano vai além de leituras ou estudos. É poder intrínseco ao seu existir. Comemos sal? Sim, estamos todos os dias enfrentando as adversidades de uma empresa em início de carreira, mas conscientes e respeitosos da dor e delícia do processo de cada um no que concerne às responsabilidades sobre o todo, especialmente em relação aos "nossos Danis", ambos do dia 18 de março – dá-lhe coincidência! #nadaaconteceporacaso
Porto Alegre
O evento envolverá um dia repleto de informação e conhecimento digital com formadores de opinião e professores do mercado. Durante todo o dia, Martha Gabriel dará, no auditório Talento Empreendedor, da FAJERS, o curso Marketing na Era Digital. E, das 19h às 22h, Oscar Ferreira, Tiago Mattos e Felipe Anghinoni, os dois últimos diretores de Whatever da Perestroika, serão os anfitriões de um debate no Curta 4x1 (evento pocket do Circuito 4x1), que acontecerá no espaço Nós Coworking.
O Curta 4x1 é GRATUITO e o curso pode ser adquirido em até 10 vezes no cartão. As informações sobre endereço, preços, conteúdo do curso, perfil dos convidados e formas de pagamento podem ser acessadas diretamente do hot-site criado para tal: www.curta4x1.com.br.
Uma experiência para ficar na memória da cidade de Porto Alegre, depois que o próprio prefeito retwittou o evento, para os inscritos e para a história do instituto QuatroxUM, que passa a ter parte de sua origem balizada pela pluralidade de identidades que marcou o início da civilização de Porto Alegre. Bem ao estilo @kakamachine.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
O Brasil não conhece o Brazil: no dia mundial da saúde e do jornalista, um retrato do verdadeiro País
Não poderia ser pior. Apesar de o dia do jornalista estar lá, nos Trend Topics do Brasil, o que bombou mesmo foram as tags #realengo, #tragedianorio e, como consequencia, os pedidos de doação de sangue para ajudar os sobreviventes.
Já adianto que o que escreverei resulta apenas da reflexão do que li e troquei com #twigos em minutos pela cada vez mais lisérgica e pirada timeline do #twitter.
Pois quando se comemoraria mais um dia do jornalista - pelo menos aqui - e, mundialmente, o da saúde, um maluco, ao pior exemplo do que acontece nos Estados Unidos, entrou armado em uma escola do Realengo, bairro da zona Oeste da cidade, e resolveu atirar. Em meninas.
Um dia após a ficha cair na minha cabeça sobre os jornalistas daquele primeiro mundo barrarem os daqui na nova network criada para discutir o futuro do jornalismo - por mais que o Brasil tenha tido várias conquistas cá e lá, que todos lemos ao longo dos últimos oito anos como "nunca antes na história deste País" - o que aconteceu e pegou-nos de surpresa só mostrou que o Brasil não conhece o Brazil. E vice-versa.
Sem entrar no mérito dos detalhes da notícia que abalou a todos - aqui e lá fora (mais motivos para mostrar o lado negro do Rio de Janeiro, país sede das Olimpíadas e da Copa do Mundo - o rapaz, ao copiar um modelito "consagrado" nos Estados Unidos, importado pelas famosas séries CSI, NCIS, Law & Order etc., fez o Brasil ser lembrado na agenda do primeiro mundo - como país de porta dos fundos. Por que?
Sobra corrupção para fazê-lo chegar a um ato desesperado deste. Dizem os especialistas que humilhação constante e longos períodos de baixa estima levam à insanidade mental. Se falta saúde mental, é responsabilidade do Estado garantir, com o dinheiro que enche cuecas e meias de políticos corruptos, os postos de atendimento e outros hospitais que evitem que a saúde do povo esteja sempre por um fio - orgânica e mental.
Quanto aos jornalistas? Todos - de todas as plataformas - tevês, rádios, blogs, jornais etc., na rua. Há os jornalistas profissionais, que vão informar; afinal, todos foram honrar a profissão, com a melhor matéria, imagem, ângulo, testemunho.
Mas, no meio da desgraça, deste horror, o tema também virou pauta para vender espaço publicitário; transformou-se num show daquelas perguntas macabras que ainda teremos o desprazer de ouvir até domingo, nas revistas televisivas dominicais "o que a senhora sentiu ao saber da morte da sua filha?" enquanto a câmera se aproxima da mãe, desesperada, chorando, sentada à cama da filha, que nunca mais alegrará a casa...
Aos demais jornalistas que têm que cobrir esta outra agenda, caberá fazer do seu trabalho, um circo de horrores. E quem, também no meio disso tudo, ainda escarafunche, vá fundo na coisa para, quem sabe, transformar o seu trabalho em algo elegível a um prêmio Esso, não é mesmo? É... o Brazil não conhece... o Brasil.
Já adianto que o que escreverei resulta apenas da reflexão do que li e troquei com #twigos em minutos pela cada vez mais lisérgica e pirada timeline do #twitter.
Pois quando se comemoraria mais um dia do jornalista - pelo menos aqui - e, mundialmente, o da saúde, um maluco, ao pior exemplo do que acontece nos Estados Unidos, entrou armado em uma escola do Realengo, bairro da zona Oeste da cidade, e resolveu atirar. Em meninas.
Um dia após a ficha cair na minha cabeça sobre os jornalistas daquele primeiro mundo barrarem os daqui na nova network criada para discutir o futuro do jornalismo - por mais que o Brasil tenha tido várias conquistas cá e lá, que todos lemos ao longo dos últimos oito anos como "nunca antes na história deste País" - o que aconteceu e pegou-nos de surpresa só mostrou que o Brasil não conhece o Brazil. E vice-versa.
Sem entrar no mérito dos detalhes da notícia que abalou a todos - aqui e lá fora (mais motivos para mostrar o lado negro do Rio de Janeiro, país sede das Olimpíadas e da Copa do Mundo - o rapaz, ao copiar um modelito "consagrado" nos Estados Unidos, importado pelas famosas séries CSI, NCIS, Law & Order etc., fez o Brasil ser lembrado na agenda do primeiro mundo - como país de porta dos fundos. Por que?
Sobra corrupção para fazê-lo chegar a um ato desesperado deste. Dizem os especialistas que humilhação constante e longos períodos de baixa estima levam à insanidade mental. Se falta saúde mental, é responsabilidade do Estado garantir, com o dinheiro que enche cuecas e meias de políticos corruptos, os postos de atendimento e outros hospitais que evitem que a saúde do povo esteja sempre por um fio - orgânica e mental.
Quanto aos jornalistas? Todos - de todas as plataformas - tevês, rádios, blogs, jornais etc., na rua. Há os jornalistas profissionais, que vão informar; afinal, todos foram honrar a profissão, com a melhor matéria, imagem, ângulo, testemunho.
Mas, no meio da desgraça, deste horror, o tema também virou pauta para vender espaço publicitário; transformou-se num show daquelas perguntas macabras que ainda teremos o desprazer de ouvir até domingo, nas revistas televisivas dominicais "o que a senhora sentiu ao saber da morte da sua filha?" enquanto a câmera se aproxima da mãe, desesperada, chorando, sentada à cama da filha, que nunca mais alegrará a casa...
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| imagem: www.impaonline.com.br |
Aos demais jornalistas que têm que cobrir esta outra agenda, caberá fazer do seu trabalho, um circo de horrores. E quem, também no meio disso tudo, ainda escarafunche, vá fundo na coisa para, quem sabe, transformar o seu trabalho em algo elegível a um prêmio Esso, não é mesmo? É... o Brazil não conhece... o Brasil.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mosaico Social: definitivamente pluralista. Até arte tem
A pedidos, assumo peremptoriamente! O Mosaico Social passa a ser, com este post, um blog mais pluralista em conteúdo estratégico e... nem tanto.
Com isso, prova o que seu rico nome e meus múltiplos interesses e atividades significam: um mosaico social pelas atividades diversas, a maior parte delas vividas e cobertas socialmente, e o mosaico, porque parte do princípio básico que norteia o trabalho de comunicação levado ao nome da +Mosaico Negócios & Comunicação, auto-explicativo naquele espaço. E, por que mosaico?
- Arte milenar decorativa, utiliza diversos tipos de materiais como cacos de vidro, fragmentos de rochas, esmaltes e pedras, entre outros. Agrupados e colados, formam um desenho único e intrigante.
- Ícone artístico do século XX, o europeu Maurits Cornelis Escher (1898-1972), nascido nos Países Baixos, é mais conhecido por suas famosas estruturas imposssíveis, além de suas pinturas de transformação, como as três a que chamou de Metamorfose – todas formam diferentes mosaicos, transformadores e intrigantes. Em seu site, vários trabalhos em diferentes "leituras" de mosaico deste artista incrível.
- Um dos mosaicos mais famosos e ricos são os bizantinos, notadamente os da italiana Ravena. Cubos/pedras de esmalte de vidro eram agrupadas com muito ouro; muitos experts dizem que os mosaicos bizantinos constituem das mais altas riquezas desta arte.
- Por fim, Barcelona, obra viva tridimensional em mosaico. O extravagante arquiteto catalão Antonio Gaudí (1852-1926) é o exemplo da versatilidade da técnica do mosaico ao extremo.
| bandeja em madeira e mosaico |
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| porta-retrato recondicionado |
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| bandeja em madeira com técnica em decoupage e acabamento em cola-mosaico |
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| Porta-sachê de café e bandeja, e descansos |
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| porta-jóias - pintura e decoupage |
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| caixa de costura |
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| porta-guardanapo |
Caixas para Páscoa, dia das mães - seja para guardar guloseimas não calóricas, jóias, cartas, ou mesmo aqueles mini-ovos de chocolate, balas ou bombons já fizeram o maior sucesso, bem como sacolinhas de madeira com alças de couro - que viram porta-cartões bem diferentes e bandejas. Porém - coisa de principiante - não fotografei e aí... ficou na saudade. Encomendas podem ser feitas pelo twitter mesmo, ou por aqui. Tem muita coisa em mosaico para terminar; quem sabe logo não posto mais novidades? Se você gostou, marque aqui e #RF #RT. E faça seu pedido. Será um prazer atender você.
domingo, 13 de março de 2011
Jornalismo e Comunicação: porque o #twitter é cool
Facebook, Friendster, Orkut, Linked In, My Space, Ning, Quepasa, Sonico, Skype, Peabirus, Vimeo, Youtube, Twitter etc.. A finitude das redes parece não existir, tanto que há até um diretório de redes disponíveis, no qual uma Ameba, voltada para o público jovem japonês, está listada. Onde? Na Wikipedia.
O valor desta forma de atuação sobre a internet é tamanha, que não importam os milhões jogados fora primeiro com a Wave e, depois, com o Buzz. Insistente, a Google desmente, mas é iminente o lançamento de mais uma tentativa de se lançar como rede social. Ela quer entrar no bolo até agora dividido entre fãs do Facebook e seguidores e seguidos do Twitter.
No final do processo de migração do nickname @mosaicosocial para o @maismosaico, o primeiro criado para me relacionar de forma pessoal, e agora, para trocar informações mais jornalísticas e sobre comunicação e mídias sociais, gostaria de reforçar os motivos pelos quais acredito no Twitter como ferramenta que deve ser considerada por todo jornalista e profissional de Comunicação Corporativa:
O que será a nova investida do Google em rede é uma incógnita. Eu continuo fechando com o Twitter. O que virá depois, será sempre... apêndice!
O valor desta forma de atuação sobre a internet é tamanha, que não importam os milhões jogados fora primeiro com a Wave e, depois, com o Buzz. Insistente, a Google desmente, mas é iminente o lançamento de mais uma tentativa de se lançar como rede social. Ela quer entrar no bolo até agora dividido entre fãs do Facebook e seguidores e seguidos do Twitter.
No final do processo de migração do nickname @mosaicosocial para o @maismosaico, o primeiro criado para me relacionar de forma pessoal, e agora, para trocar informações mais jornalísticas e sobre comunicação e mídias sociais, gostaria de reforçar os motivos pelos quais acredito no Twitter como ferramenta que deve ser considerada por todo jornalista e profissional de Comunicação Corporativa:
* É mancheteiro – ainda que aplicativos permitam esticar os 140 caracteres, escrever um bom tweet é exercício de concisão similar ao de criar um título chamativo para fazer o leitor se interessar por conhecer seu perfil; o link provavelmente anexo ao texto etc.. Com um conteúdo estratégico e bem escrito, as chances de #RT serão enormes.
* É instantâneo – as mídias sociais roubaram dos veículos de comunicação tradicionais o “furo jornalístico” (não importa em que País mais ou menos) #truefacts. Nenhuma rede é mais instantânea e contagiosa que o Twitter, que tem um canal só dedicado a jornalistas sobre como melhor utilizar a plataforma. Saiu no Twitter, a notícia até pode ser validada em outros sites da grande imprensa (menos lá fora, mais aqui no Brasil), entre eles o do Huffington Post, The New York Times, aqui no G1, R7, dependendo do contexto, em sites de conteúdos específicos. Mas, pelo caráter de tempo real, confirmado o fato, o Twitter é a rede!
* É mundial, além fronteira – abrange do Oiapoque ao Chuí, do Alaska ao Polo Sul; onde houver sinal que chegue via qualquer dispositivo pelo qual se possa conectar. Ao permitir carregamento de links de vídeos, textos, imagens, vozes, não tem como fazer nenhum poder público negar um fato.
* É monitorável e permite pesquisa – possui o Twitter search que, se não é ponto de partida para pautas, ajuda a monitorar resultados do fato divulgado. Possibilita até suitar o assunto, dependendo dos desdobramentos.
* É listável - E, por causa disso, também, permite achar colegas jornalistas - em toda parte do mundo - para troca de informações. Os colegas montam sua rede de conexão, informantes, parceiros, listas prontas - criadas até por terceiros (e, na tal página de mídia do Twitter existe uma dica de como baixar as listas usando-se um código especial) sobre os mais diversos perfis. Está tudo lá. Basta saber pesquisar para conseguir as respostas certas.
* É possível de arquivar – ainda não é ideal, porque não existe aplicativo que permita incluir nos arquivos em PDF o conteúdo dos links anexos, mas ajuda bastante caso o jornalista seja suficientemente organizado e, a cada trimestre, dependendo da quantidade de tweets que divulga e favorita (para pesquisa), consiga gravar seus livros. Volta e meia, novos aplicativos para isso também são criados.
O que será a nova investida do Google em rede é uma incógnita. Eu continuo fechando com o Twitter. O que virá depois, será sempre... apêndice!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
#Twitter: os bastidores da troca de avatar que, ao deixar todo mundo perplexo e pedindo explicações, tornou-se #case
O caminho poderia ser outro, mais simples até, quase instantâneo, como chegaram a sugerir em #DM alguns colegas que lidam com as mídias sociais há mais tempo que eu. Mas não seria honesto, muito menos justo com os #twigos de @mosaicosocial. A semana que passou – decidido o fato de que meu perfil no #twitter será mais profissional, devido aos objetivos traçados e a necessidade de focar mais nos compromissos assumidos para 2011 – causei um rebuliço ao pedir aos meus seguidores que me dessem unfollow, me tirassem das mais de 311 listas em que estava. Ao mesmo tempo, ia fazendo o mesmo com meus queridos seguidos, não sem antes convidá-los em mensagens abertas, algumas fechadas, para me seguir no @maismosaico, o avatar corporativo.
Me sentia diante de um novo “case” pessoal de mídias sociais e um ótimo exercício para pôr em prática o que venho estudando, lendo apreendendo nos últimos dois anos. Afinal, quem não garante que dia destes uma marca venha a precisar deste mesmo expediente?
Se eu estivesse migrando de avatares de mesmo objetivo, valeria a dica do próprio #twitter, de criar um terceiro avatar para fazer a migração de seguidores e seguidos e depois matá-lo. Mas, no meu caso, seria promover uma espécie de “Escravos de Jó” que, no curtíssimo prazo, até poderia fazer minha marca, a @maismosaico pular de 140 e poucos seguidores para mais de 2700, em pouco menos de duas horas. Mas... e depois? Em menos de uma semana, ela certamente não só perderia tudo por “falsidade ideológica” (forte, né?) como por apropriação indébita (melhor!) de um direito de seguir que não lhe pertencia. O avatar corporativo já existia, tinha pouco mais de 140 seguidores e seguidos – é muito novo e está tendo sua imagem construída. Já @mosaicosocial conquistou sua relevância, estava com sua imagem consolidada. Ainda que “uma figuraça”, “sapeka”, meus seguidores de fora e tantos daqui do Brasil, sabiam que podiam contar comigo, que meu lado mãe era forte, que eu poderia – abraçando uma causa e tendo tempo para tal – mergulhar de cabeça.
Como @mosaicosocial criei um relacionamento com cada um de meus #twigos, a maioria dos quais me relacionei chamando-os pelo nome, lembrando de fatos pessoais da vida de cada um que trocou comigo. Sem ter nada anotado. A isso se dá o nome de relacionamento em rede. Seja como for, não foi uma decisão fácil e nem o que se seguiu a ela, já que tornou-se uma verdadeira operação, com estratégia, ações táticas etc.. A seguir, divido com quem passe pelo mesmo dilema, o que eu fiz.
Claro que o trabalho continua, porque tudo isso eu fiz sozinha em uma semana. Minha caixa de mensagens de twitter tem mais de 200 DM, resultados deste processo. De 140 e poucos seguidores, por causa deste processo, o @maismosaico subiu para 600. Quanto à @mosaicosocial, perdeu apenas 200 e pouco – talvez os mesmos cujas mensagens estão lá, em DM. Não sei o que meus colegas de mídias sociais vão dizer. Eu considero o resultado #bomdemais – porque a galera que migrou é muito bacana e entendeu que minha mudança não tem conotações pessoais. Brinquei muito, me diverti demais, fiz muitos #twigos, mas preciso focar. Quando as coisas ficarem menos punks, quem sabe eu possa voltar a brincar novamente, mas agora, preciso muito da ajuda e compreensão de todos meus #twigos. Muito obrigada a todos pelo tempo delicioso em que #twittei como @mosaicosocial. Em #DM, estarei à disposição para um olá ou outro. Mas, em aberto... a conversa será #profissional!
#beijonocoração de cada um de vocês.
Me sentia diante de um novo “case” pessoal de mídias sociais e um ótimo exercício para pôr em prática o que venho estudando, lendo apreendendo nos últimos dois anos. Afinal, quem não garante que dia destes uma marca venha a precisar deste mesmo expediente?
Se eu estivesse migrando de avatares de mesmo objetivo, valeria a dica do próprio #twitter, de criar um terceiro avatar para fazer a migração de seguidores e seguidos e depois matá-lo. Mas, no meu caso, seria promover uma espécie de “Escravos de Jó” que, no curtíssimo prazo, até poderia fazer minha marca, a @maismosaico pular de 140 e poucos seguidores para mais de 2700, em pouco menos de duas horas. Mas... e depois? Em menos de uma semana, ela certamente não só perderia tudo por “falsidade ideológica” (forte, né?) como por apropriação indébita (melhor!) de um direito de seguir que não lhe pertencia. O avatar corporativo já existia, tinha pouco mais de 140 seguidores e seguidos – é muito novo e está tendo sua imagem construída. Já @mosaicosocial conquistou sua relevância, estava com sua imagem consolidada. Ainda que “uma figuraça”, “sapeka”, meus seguidores de fora e tantos daqui do Brasil, sabiam que podiam contar comigo, que meu lado mãe era forte, que eu poderia – abraçando uma causa e tendo tempo para tal – mergulhar de cabeça.
Como @mosaicosocial criei um relacionamento com cada um de meus #twigos, a maioria dos quais me relacionei chamando-os pelo nome, lembrando de fatos pessoais da vida de cada um que trocou comigo. Sem ter nada anotado. A isso se dá o nome de relacionamento em rede. Seja como for, não foi uma decisão fácil e nem o que se seguiu a ela, já que tornou-se uma verdadeira operação, com estratégia, ações táticas etc.. A seguir, divido com quem passe pelo mesmo dilema, o que eu fiz.
1. Aviso prévio: começar a fazê-lo é importante e nestas horas usar e abusar das ferramentas de agendamento de twitter pode ser uma boa sacada (só usei nesta ocasião e, claro para receber novos seguidores)
2. Colocar um avatar diferente e mudar a mensagem de perfil: Havendo curiosidade do leitor, ele checa o que está acontecendo dando um pulinho no seu perfil, eventualmente pegando carona numa conversa aberta que você possa ter tido com algum #twigo
3. Revogar acesso aos aplicativos: estando no settings, aproveite e vá em conexões para deixar funcionando apenas os aplicativos imprescindíveis até o final da utilização do avatar.
4. Comece a migração pelos seguidores. Em #DM, informe sobre a mudança e peça para unfollow e tb das listas, e que você adotará um perfil diferenciado. Dependendo do seguidor, você explica mais ou menos de acordo com o interesse em tê-lo como seguidor no outro avatar ou não. Se ele já te segue lá, não vai gastar tempo à toa. Fique apenas com a primeira parte. Se você esquecer, peça desculpas em aberto. Afinal, ainda que você tenha Memória de elefante, tendo mais de 2700 seguidores, vai mesmo alguém ficar de fora. #fato Esta retirada das listas é importante para o caso de você querer colocar o nome à disposição de outrem. No caso do nome @mosaicosocial – existe uma ONG com este nome. Até que eu possa oferecer este nome a ela, é primordial que todos os seguidores me tirem das atuais listas. Coisas de SEO.
5. Unfollow os seguidores: à medida que você avisa seus seguidores que será outro avatar e o convida para lá, vá dando unfollow nele também. Este é um processo demorado, mas é a única forma de garantir que ele receberá sua mensagem e entenderá o recado. Porque ele deve ter um serviço de aviso e vai dar unfollow também, mais dia, menos dia, e, se quiser saber o motivo, aí, sim, pode ser que ele vá ler a mensagem (isso se o seguidor tiver mais de 40 mil seguidos).
6. Por último, unfollow os seguidos: aí fica mais fácil porque existem ferramentas como o Friend or Follow ou o TwUnfollow e ainda o Unfollow Finder, entre mil outras, em que é possível parar de seguir até 100 avatares de uma só vez. Com as mensagens em aberto a cada três/quatro horas sobre a mudança, avatar e perfil trocados, as pessoas vão entender. E sempre dá para você, ao entrar no #twitter, explicar eventualmente os motivos você mesma.
7. Hora do adeus: Parou de seguir todo mundo? Ainda que você tenha muitos seguidores, hora de dar tchau. Como nem todos deixaram de seguir, não deu para matar o @mosaicosocial.
Claro que o trabalho continua, porque tudo isso eu fiz sozinha em uma semana. Minha caixa de mensagens de twitter tem mais de 200 DM, resultados deste processo. De 140 e poucos seguidores, por causa deste processo, o @maismosaico subiu para 600. Quanto à @mosaicosocial, perdeu apenas 200 e pouco – talvez os mesmos cujas mensagens estão lá, em DM. Não sei o que meus colegas de mídias sociais vão dizer. Eu considero o resultado #bomdemais – porque a galera que migrou é muito bacana e entendeu que minha mudança não tem conotações pessoais. Brinquei muito, me diverti demais, fiz muitos #twigos, mas preciso focar. Quando as coisas ficarem menos punks, quem sabe eu possa voltar a brincar novamente, mas agora, preciso muito da ajuda e compreensão de todos meus #twigos. Muito obrigada a todos pelo tempo delicioso em que #twittei como @mosaicosocial. Em #DM, estarei à disposição para um olá ou outro. Mas, em aberto... a conversa será #profissional!
#beijonocoração de cada um de vocês.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Precisa jogar pedra?

Nas #SM mídias sociais, a recíproca nem sempre é verdadeira. #FATO
“Follow-me, I will follow you back”. Que atire a primeira pedra ao chão quem nunca recebeu um pedido destes, em qualquer das mídias sociais que pululam mundo afora. Pois bem: há duas semanas, o portal Social Media Today lançou o contundente artigo da jovem autora, Amber Naslund “A falácia da reciprocidade da mídia social”.
Ela começa com a frase: “Você não tem direito à atenção.” E, continua. “Você não tem direito a ser seguido de volta no Twitter apenas porque você segue alguém.” De fato e direito ela está coberta de razão. Não é porque uma pessoa, uma marca, uma mídia que você como marca, ou pessoa segue, necessária e obrigatoriamente vai ou deve segui-la apenas por causa disso. Se esta foi uma causa que o motivou a entrar no ambiente das mídias sociais, te venderam o peixe errado.
Ter estipulado ser parte de uma etiqueta ou educação social politicamente correta seguir de volta para criar uma ambiência favorável ao crescimento de uma relação naquela “sociedade” pode ter sido a estratégia para fazer aquele grupo emplacar e, em alguns casos, vale como, aliás, em qualquer grupo, mesmo presencialmente. Mas apenas se aproximar, para fazer número, demonstra que você ou sua marca carece de auto-estima, como, aliás, está no texto da jovem VP de Estratégia Social da Radian6, que sugiro ler, por dois motivos:
* para não repetir o óbvio
* para, também a exemplo do que ela escreveu, lembrar que, socialmente, há formas de escrever a mesma coisa, sem perder a ternura.
Aos vinte e poucos anos, eu devo ter dito coisas no mesmo tom - não nego. Mas nada como a maturidade para reavaliar a forma. Mais que isso, social e estrategicamente, ajustar o excelente conteúdo a um jeito menos "punk", menos "rascante", menos "ácido". A moça, provavelmente protesta porque não aguenta mais a quantidade de pedidos, mas ao fazê-lo assim mantém uma outra corrente.
De um lado, beggars, do outro, os bullies, hulligans, stalkers. Onde tudo isso vai nos levar? E quem é que vai aguentar? (Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDDn8XM_evNiJL4aHo7t-8YXkwH6_TMS-IkRdXpScGWtyJr32xZnBZt-uAx1DlEQLavHiRCszEfm8no9enTd7xea94_S75-lf3fo5FN-TgYuRsCkMGyhYoT0O8QU1LXELDhqYYcPIoZzr8/s1600/protesto.jpg)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O Haiti é aqui

Desde as primeiras matérias envolvendo a tragédia das chuvas na serra fluminense, sabia ser questão de dias largar tudo em São Paulo - onde nasci e voltei a morar faz 12 anos - e partir para o Rio de Janeiro - minha terra do coração, onde fiz questão de ter meu filho.
Sentimento parecido já havia me atingido no ano passado, quando do terremoto no Haiti. Acontece que era outro País e, por exigir burocracia, custos e decisões alheias à minha vontade, não me foi possível ser voluntária como agora. Meu desejo de ir pessoalmente ajudar aquelas pessoas restringiu-se ao envio uma pequena verba via ONG Médicos sem Fronteiras, e do abraçar fervoroso da campanha de divulgação via twitter em prol de donativos ao País mais pobre das Américas, repetindo, quase como num coro uníssono, “O Haiti não é aqui!” Ledo engano.
Como joio e trigo das lavouras, o resgate e a ajuda aos sobreviventes da maior tragédia do Estado do Rio e do Brasil, tem de tudo um pouco. Exemplos de solidariedade viram manchetes nas Tevês, mídias impressa e sociais. Mas falta muita coisa: organização das instituições políticas, um bom plano de contingência e mesmo gente com autoridade para coordenar ou supervisionar as várias atividades que, aos olhos mais leigos, parecem sem eira nem beira.
Minha ansiedade em ver donativos chegarem aos necessitados logo se transformou em frustração. Não foram poucas as cenas que presenciei em apenas dois dias de trabalho como voluntária da Secretaria do Trabalho e Assistência Social e Cidadania de Itaipava - SECRAT, localizada no centro do município pertencente à prefeitura de Petrópolis, onde trabalhamos, meu filho e eu, desde o dia 21 de janeiro.
Antes de ir para o Rio, a partir do que vinha conversando com @bdugin, o estudante de jornalismo que se tornou celebridade no twitter pelo belo trabalho realizado em Nova Friburgo, imaginava ver carros saindo em comboio dos centros de apoio para levar pequenas caixas e sacos contendo roupas e material de limpeza e higiene pessoal aos necessitados. Mas o que vi foi exatamente o contrário. Uma Kombi estacionou no pátio do CIEP, ao lado da SECRAT, de onde todos os sacos contendo material de higiene pessoal estavam sendo retirados.
Sem entender nada, fiquei horrorizada com a forma com que o material foi tratado pelos homens do Exército responsáveis pela ação. Entre sete e dez militares – fizeram uma corrente para passar os sacos até que o último jogava-os sobre uma pilha. Com a força da queda, muitos dos sacos se rasgavam e sabonetes, desodorantes, papel higiênicos iam se perdendo no meio do monte que se formava no enorme galpão. Os recrutas? Nem aí com o resultado catastrófico daquela operação mal supervisionada. Avisei, apontei, gritei, e nada. Ainda parei um senhor vestindo uma camiseta “oficial” escrito Prefeitura, o que, em tese, poderia garantir alguma ascendência. Ele dirigiu-se até a metade do caminho, mas desistiu. Nem eu, nem ele, mas, então, quem? A quem cabe a autoridade numa situação desta? E o bom senso, onde foi parar?
À primeira vista, tudo leva a crer que há uma grande união, que as forças estaduais e municipais estão coesas para o bem comum. Como jornalista, é dever apoiar as iniciativas! Mas é no detalhe que o caos é gritante, pior, grotesco, revelando muito mais que inexperiência e ineficácia. Revela um descaso e um jogo de poder que também não podem ficar no vácuo.
Quem trafega pelas ruas de Itaipava vê guardas controlando o trânsito. Os caminhões da Prefeitura jogam água de tempos em tempos para limpar as ruas e evitar que o pó da terra que desceu com as chuvas, já seca pelo sol abrasador, suba e torne irrespirável o ar. Louvável, mas é o mínimo esperado. Agora, o que dizer da falta de uma planilha de controle de escalas de voluntários como no caso do meu filho e eu? De distribuição de tarefas por aptidão, por exemplo, já que houve um esforço de cadastramento, no qual nossa profissão foi consultada? E o que falar de todo um árduo processo de separação de roupas que, após o dia trabalhado, é totalmente desperdiçado? Isso mesmo! Durante o dia, apesar de aos montes, nenhum policial, guarda ou homem do Exército controla o fluxo das pessoas que sobem e descem as rampas para os andares onde estão os donativos “trabalhados” pelos voluntários.
Meninos e crianças em férias, mulheres sem trabalho ou apenas curiosos ficam zanzando pelos andares do CIEP, entrando nas salas para saber quem é a pessoa responsável, ainda não sei se para intimidar ou com qual finalidade. Ao final do dia, depois que saímos, estas pessoas literalmente abrem os sacos de roupas separadas por gênero, tipo etc. e então “escolhem” o que querem. Como verdadeiras “aves de rapina”, roubam o que separamos e espalham sobre o chão as peças que não lhes interessam. No dia seguinte, só nos resta recomeçar o que já tínhamos feito. Tudo porque além do que já escrevi, também não há chaves nas salas ou esquema de guarda da sala para onde são transferidos os sacos de roupas.
Por tudo isso, quando fui instada a assumir uma sala, neste segundo dia, fiz questão de entregar um relatório completo de quantos sacos fechamos de cada tipo de roupa etiquetada. Assim passei o turno. O que terá acontecido depois? Não tenho ideia, sinceramente. O máximo que posso me permitir é deitar no travesseiro, achando que fiz o meu melhor pelas pessoas que, um dia, podem vir a receber as minhas, as suas e as doações de tantas pessoas que, como eu, acreditam que o trabalho que fizemos tem um objetivo maior do que servir de plataforma política e esvaziar estoques de comidas por vencer e vencidas– apenas para melhorar o marketing de algumas marcas – de pessoas desonestas.
Infelizmente, não posso me responsabilizar por este trabalho porque sou uma parte muito pequena e sem poder de uma enorme cadeia. Fui proibida de seguir com meu carro para entregar pessoalmente minhas próprias doações aos necessitados, quiçá aquelas roupas, que procurei separar como se fosse dar a meu filho. Ser voluntária no Brasil só me deu uma certeza. O Haiti é, sim, aqui! (Foto de Kevin Carter, que ganhou o Pullitzer pela imagem e, por não ter aguentado o peso de tal "sucesso", aparentemente, matou-se após o feito, conforme a reportagem em inglês daqui.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Voltando à vaca fria
Nada acontece por acaso. E foi assim, por acaso, que este vídeo do René de Paula veio até mim, caindo como luva para ratificar algumas decisões - como resgatar algumas vacas frias e finalizar projetos paralisados pela distração da sociabilização em demasia nas mídias sociais - entre outras.
Acredito que o vídeo sirva, sobretudo, para alguns colegas que me procuraram com a mesma problemática abordada. Vale a pena investir um tempo para assisti-lo. #RF!
Com este material e mais este outro aqui post (em inglês)- cujo link #RT esta manhã dizendo que seria redundante no conteúdo e no título "Qual a coisa mais importante que você aprendeu sobre mídias sociais este ano?", se resolvesse escrever um post de fim de ano, encerro as atividades do blog Mosaico Social em 2010.
Nem tanto o céu, nem tanto o mar, fiquemos com a linha do horizonte, na qual eles se encontram e tentemos o equilíbrio de forças, com responsabilidade, honestidade, ética, visando ao bem comum de casa, do condomínio, do bairro, da cidade, do Estado, do País.
Um Feliz Natal, obrigada por ter você aqui, pelos comentários deixados ao longo do ano, e um ótimo 2011 também. :0)
Acredito que o vídeo sirva, sobretudo, para alguns colegas que me procuraram com a mesma problemática abordada. Vale a pena investir um tempo para assisti-lo. #RF!
dica pra quem vende digital: o que da pra comprar? from renedepaula on Vimeo.
Com este material e mais este outro aqui post (em inglês)- cujo link #RT esta manhã dizendo que seria redundante no conteúdo e no título "Qual a coisa mais importante que você aprendeu sobre mídias sociais este ano?", se resolvesse escrever um post de fim de ano, encerro as atividades do blog Mosaico Social em 2010.
Nem tanto o céu, nem tanto o mar, fiquemos com a linha do horizonte, na qual eles se encontram e tentemos o equilíbrio de forças, com responsabilidade, honestidade, ética, visando ao bem comum de casa, do condomínio, do bairro, da cidade, do Estado, do País.
Um Feliz Natal, obrigada por ter você aqui, pelos comentários deixados ao longo do ano, e um ótimo 2011 também. :0)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O mundo vivendo em paz: utopia ou realidade?

Com um forte sotaque argentino, Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena, resumiu "a década visionária", tema da última reunião que coroou os trabalhos realizados pela instituição vinculada à Unesco para promover a Cultura de Paz e a Não Violência em benefício das crianças do Mundo.
"Um professor americano foi ensinar esportes em uma tribo africana. Um dia, trouxe uma cesta de guloseimas e postou-a perto de uma linha que desenhou no chão atrás de onde postou todas as crianças de seu time. Ele queria mostrar que, para ganhar, um time precisava entender o espírito de competição. Cerca de 500 metros da linha havia uma árvore. O professor, então, disse ao time que ganharia a cesta de guloseimas quem, ao final de uma contagem de um a três, chegasse em primeiro lugar até à árvore.
Entendida a mensagem, o professor começou a contagem. 1...2...3!
Sem uma palavra sequer, os jovens, em movimento único, se deram as mãos e, juntos, caminharam em direção à árvore."
Foi com esta história, que, segundo seu próprio testemunho, Lia repete em salas de aula e auditórios, como o do MASP, palco do 85o. e último dos fóruns do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz, que ela comentou: "Ainda que tenhamos muito a ensinar - e o fizemos, neste tempo todo - temos muito a aprender."
De patinho feio a cisne

Após esta fala, estava oficialmente lançado o livro 2000/2010 - Cultura de Paz: da reflexão à ação. Inicialmente projetado para ser "apenas um relatório burocrático grampeado, tornou-se algo muito maior", reconheceu a uma plateia que o recebeu à chegada do evento e não somente lotou o auditório, como ainda teve, entre Ongistas, políticos, jornalistas e representantes de entidades que marcaram todos os trabalhos realizados durante a década, o rabino Henry Sobel, que presidiu a Congregação Israelita em São Paulo por anos, e o ex-secretário da Unesco no Brasil, Jorge Werthein.
Sobre o evento, em si, creio que minha querida editora e #twiga Elisabete Santana, venha a postá-lo brilhantemente, como já o adiantou aqui. Sobre a experiência que tornou o burocrático relatório nesta viagem incrível, ela também o fez aqui, o que já dividi com vários de vocês, pelo #twitter, e acho que em post, também.

Houve reivindicações que cabem mais a ela e toda a sua equipe levar adiante do que a mim. O que importa, realmente importa, é saber que nesta década se realizou muito em prol da paz no mundo e aqui também. Que é possível e viável. Havendo vontade política, de crianças, jovens, adultos, de todos, deixa de ser utopia para virar... realidade! #vQv... porque mais décadas vêm por aí... :D
domingo, 24 de outubro de 2010
Viciada no #twitter. Mas... quem não é?
Sim, eu sou, admito. Acabo de fazer este teste, tanto para saber meu índice de dependência do #Facebook, quanto do #Twitter. Deu #twitter disparado na cabeça, claro.

Contra os 93% de dependência cibernética da plataforma, ferramenta e rede do pássaro azul, a rede do Facebook ficou com 36%, um índice maior certamente do que teria sido se fizesse o teste uns três, quatro meses atrás. Somente nestes últimos 15 dias resolvi alguns bugs, e hoje, depois da #oficinaimprensa, o imbroglio de postar meus #tweets apenas quando quero. Imagino que tenha sido um bug resolvido com a nova versão do Tweetdeck recentemente baixada. Estou pensando até em reintegrar a conta to Linked In a ele para saber se os posts mais comporativos volto a duplicar para saber se também este bug foi resolvido...
Como a vida em redes é um beta constante, #vqv. Dá-lhe #Pandora!

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Contra os 93% de dependência cibernética da plataforma, ferramenta e rede do pássaro azul, a rede do Facebook ficou com 36%, um índice maior certamente do que teria sido se fizesse o teste uns três, quatro meses atrás. Somente nestes últimos 15 dias resolvi alguns bugs, e hoje, depois da #oficinaimprensa, o imbroglio de postar meus #tweets apenas quando quero. Imagino que tenha sido um bug resolvido com a nova versão do Tweetdeck recentemente baixada. Estou pensando até em reintegrar a conta to Linked In a ele para saber se os posts mais comporativos volto a duplicar para saber se também este bug foi resolvido...
Como a vida em redes é um beta constante, #vqv. Dá-lhe #Pandora!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O dia da criança no #twitter
Pronto, Joélida, agora você não vai mais precisar ficar com saudade...
Se disser que fui eu quem começou com a brincadeira, vai ter gente dizendo que não foi bem assim, mas na minha #TL foi, sim, inclusive entre meus amigos e familiares do #Facebook! Se a mania se espalhou e acabou virando trend topic, #tudodebom #salvesalve!
Se a ideia foi minha ou não, o que está por trás dela é o que realmente importa (rs!). Ao mostrar suas carinhas deliciosas, bochechudas, risonhas ou nem tanto, tomando suas mamadeiras, com laços de fita ou uniformes, cada qual revelando a sua criança não esquecida, cada #twigo ou não - porque a Miriam Leitão não é minha #twiga e deliciosamente também aderiu à ideia - investiu seu tempo em dar uma parada.
Ao buscar o álbum, abri-lo e se deixar levar por alguns minutos ou horas, em viagens ao passado de há pouco ou muito tempo, fazendo lembranças voltarem ao presente e escolherem a sua melhor foto, se deram o direito de voltar a ser... criança. De curtir algo que o nosso cotidiano tão multiprocessado e atarefado raramente nos permite.
Se não deu para postar sua melhor foto, foi a que deu para representar sua "persona" durante esta semana que antecedeu o #diadacriança. E, que, hoje, por outros tantos motivos, acabou levando #todos que aqui piam a tornar o dia um trend topic no #twitter.
Isso é também resultado da força de uma rede social voltada para o bem. Porque resgatar nossa criança pode nos fazer pensar no que fomos, ainda que tenhamos perdido a ingenuidade; manter o sentimento em alta, pensarmos no presente para escolher o melhor que queremos para o futuro. :O)
Feliz #diadascrianças para você e, para quem participou da "brincadeira".
Certamente que em duas horas, não seria capaz de abrir todos os perfis dos #tuitteiros e de arrumar espaço para todos aqui. Sigo tanta gente, mas aqui entraram os que trocaram mensagens nos últimos dias... Aos demais que eventualmente ficaram de fora e não são menos importantes, um supermegamaxiblasterbeijo e #carpediem! Ainda são 18h30 e o dia não acabou! :O)
PS: Agradecimento especial de todos a @JoelidaVentura, que, por causa de seu tweet, me inspirou a criar esta pequena homenagem :O)
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