segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dez verdades que refletem os impactos sem volta no Jornalismo Mundial



Jornalista aprende na prática. Então, foi lendo (e não somente em Português, mas principalmente em Inglês), baixando arquivos, vídeos, livros inteiros, entrevistas etc., ouvindo, vendo, trocando informações com pessoas mais experientes, entrevistando os “geeks” (que passaram a entender e falar deste mundo, defendendo suas ideias e dando conselhos a respeito), jornalistas - brasileiros e do exterior -, escritores, pessoal da área de pesquisa, “evangelistas” (outra categoria destes novos tempos de pessoas que, como diz o nome, literalmente visam a catequizar sobre determinada marca) e, principalmente, escrevendo, que venho me relacionando com este mundo das chamadas mídias sociais ou socialcast, em uma contraposição ao broadcast.

Grande parte do que vim aprendendo foi dividida entre podcasts (no meu caso, dicas de como usar ferramentas – e apenas para a Rádio Mega Brasil), textos aqui no blog ou mesmo em vídeos – que não gravo, mas desço de fontes que considero fidedignas para meus estudos – e, agora, estão compartilhados no You Tube. Haverá outra, em forma de livro – este todo meu – ainda em fase final de construção.

De qualquer forma, como desafio e tentando dar uma palha do que acredito ter aprendido no ano que chamei de sabático, busquei sintetizar, especialmente para os jornalistas, um pouco deste fantástico mundo. Ele envolve diferentes tipos de ambientes, plataformas, aplicativos, linguagens, gírias e “tribos”, interagindo e trocando informações e experiências como nunca antes. Depois de 11 meses imersa ou flutuando nesta imensa nuvem, ao qual, inclusive, me linkei de forma inexorável, quase como um vício, eu destacaria 10 verdades que refletem os impactos sem volta no jornalismo.


Pluralidade

Antes, porém de entrar nelas, queria ressaltar um dos fatores mais espetaculares desse mundo, aliás, uma das exigências intrínsecas à participação dele: sua pluralidade. Ela está na forma de se relacionar com e por meio das mídias sociais.

Além da diversidade de formas de relacionamento, há um caráter de simultaneidade muito louco que cria o que o jornalista Manoel Fernandes (em posts anteriores - aqui mesmo - já chamou de "atenção parcial continuada" e que eu chamaria de "meia-atenção" ou síndrome da leitura pela metade". Isso porque trata-se de uma leitura na diagonal, que, não raro, induz ao erro. (Esta parte do texto não entrou em nenhum dos demais até agora - ver nota ao final deste post) Mas, vamos lá, aos impactos que as mídias já causaram ao Jornalismo em todo o Mundo. Claro que aqui é um resumo bem básico - ou você acha que eu entregaria tudo num só post com um livro no forno?

As mídias sociais são inexoráveis. Não tem aquela de “não adianta bater, eu não deixo você entrar”, como refrão do jingle do comercial de Casas Pernambucanas. Por isso, os jornais impressos migraram seu conteúdo para a web e diariamente – twittam, se não por meio de seus portais, via seus colunistas, as manchetes e principais notícias para manter os leitores linkados aos seus conteúdos. O diretor editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour não se cansa de repetir a cada evento para o qual é convidado a palestrar: “Nosso conteúdo nunca foi tão lido, mas, ao mesmo tempo, nunca se pagou tão pouco pelo nosso conteúdo”.

Sem qualquer conotação política, a frase do diretor patronal é o sintoma mais cruel das mídias sociais sobre nossa atividade. Por que ao ver o jornalista Daniel Piza perguntar todos os dias, na Tevê – “qual o valor do conhecimento”, ele está, na verdade, colocando sua cara à tapa também, para questionar, subliminarmente, “quanto vale o meu trabalho” – e o de tantos colegas – que detêm conhecimento, discernimento e todos os outros requisitos para diariamente imprimir a qualidade de conteúdo que o Estadão (só para citar um veículo de comunicação impresso) traz diariamente aos seus leitores? E, como ele, os demais profissionais que sustentam a cadeia de um modelo de negócios que, até o surgimento das mídias sociais, era o que garantia grande parte dos empregos que já não existem mais...

Porque é fato 1: O jornalismo impresso perdeu e ainda não achou um novo modelo de negócio que conviva de forma amigável com as novas mídias. E mais – se achar, cada jornal encontrará o seu.

A pluralidade das mídias sociais acabou de vez com modelos semelhantes para os mesmos mercados. Somente no jornalismo impresso, por exemplo, as seguintes propostas ainda estão em discussão:
a. Há quem aposte no fim do papel e quem continue achando que haverá os que pagarão pelo papel por hábito.
b. Há quem espera que se pague pelo conteúdo completo de matérias cujo material à disposição na web seja apenas um chamariz.
c. Há outras opções...

Fato 2: Hoje, do Oiapoque ao Chuí, de Nova Iorque a Londres, passando por outras cidades de países mais longínquos, todas as Redações trabalham com menos da metade dos profissionais que costumavam contratar há cerca de 10 anos.
As habilidades dos colegas também devem ser outras e, mesmo aqui no Brasil, uma ampla discussão envolvendo a mudança da grade do currículo foi realizada. Ser multiprocessado é qualidade sine qua non para qualquer jornalista trabalhar. Em síntese, ele deve:
a. Saber dirigir (veículo de verdade, não necessariamente de comunicação!),
b. Escrever o melhor Português – porque erro é fator de unfollow e, num processo de seleção, de fator de escolha.
c. Fotografar - se não também filmar.
d. Fazer o texto para matérias impressas, além de blogs, podcasts etc.

Além disso, as Redações passaram a contar com a figura do repórter-cidadão – enviando material via You Tube, Twitter e outras plataformas – graças à crescente mobilidade e convergência digitais.

E não devemos nos esquecer dos blogueiros. Eles têm representado uma fatia cada vez mais importante e representativa no mundo das mídias sociais – e sem essa de achar que são concorrentes. Convidados para eventos criados especialmente para eles reverberam notícias e opiniões sobre as mais novas sensações tecnológicas, entre outros importantes fatos.

Furos jornalísticos tão importantes no passado não superam a relevância da credibilidade de conteúdo nas mídias sociais. Quantidade de seguidores nem sempre significa qualidade de conteúdo. E novos medidores de resultados surgem a cada dia para provar aos investidores em mídias sociais que isso é verdade. Nas mídias sociais, faltando credibilidade, sobrarão posts negativos, tweets tipo “mimimis” além de outros resultados que, para melhorar a marca, só com muito trabalho de PR (e aí, entramos na seara da Comunicação Empresarial, que merece, por si só um artigo!).

Não confunda nuvem com fumaça. As mídias sociais são mais um mundo onde se pode ser bem sucedido, mas não é para todos, não. O conselho de que “o que é bom para uns pode não ser para muitos outros”, vale para empreendedores e jornalistas. Como já abordei em vários podcasts, sem saber objetivo, público, mensagem etc., melhor pensar duas vezes antes de se aventurar com blogs corporativos, perfis em twitter e facebook e campanhas visando viralização. Ainda que um dos bordões dos defensores das novas mídias seja o de que “se você errar, dá para consertar rapidamente e de forma barata”. Vai correr o risco?

O material deste post foi criado em primeira mão para o blog Mídias Sociais e depois, resumido para o podcast da rádio Mega Brasil online.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O início do fim



Sem pânico! Este post não tem nada a ver com desgraceiras de fim de mundo anunciadas por eras de Aquário, civilização maia ou filmes hollywoodianos. Trata-se apenas do óbvio. O ano começa a acabar.

E, ao despontar, Dezembro tem ar de epílogo. Isso porque suas atenções se voltam para as celebrações das realizações do ano e as expectativas do que será 2010. Se para as empresas americanas isso já era fato desde Outubro, por causa do ano fiscal, obrigando as áreas de Marketing a criarem seus planos estratégicos para o ano seguinte já por volta daquele mês, aqui, pelo menos, a coisa é mais ou menos assim, de última hora, mesmo - coisa de brasileiro.

Vejamos a imprensa. Se não estiver quase toda embrenhada na elaboração acelerada de seus programas de retrospectiva - televisionados ou impressos - também está, por meio de algumas publicações, premiando os maiores e melhores nas várias categorias existentes e novas, estas últimas surgidas na esteira das mídias que aconteceram com a web 2.0 e que se consolidaram ao longo do ano.

Eu, em fase final de ano sabático, encontro-me naquela fase de edição de todo o material "downlodeado", lido, impresso, estudado, rabiscado, entrevistado, anotado, gravado e (ufa!) fotografado. Resumindo: numa crise total, ampla e irrestrita. Se pudesse hibernar, fechar-me em copas, tornando-me apenas escritora, seria o Paraíso. Mas, além de multiprocessada, sou #mulher,#donadecasa, #provedora,#maecomfilhos etc..

Assim, seja para o livro das mídias sociais - que poderia virar uma enciclopédia em fascículos (rs!), de tanta coisa que cada assunto permite discorrer -, quanto para o outro, o do meu lado Vany anormal, a verdadeira personagem, em carne e osso, que teve um dia um namorado Rui, com quem não viveu as peripécias da outra - a da série - mas, certamente, tem muito em comum em micos e situações dantescas e até inéditas - e que, pelo menos, se não virar livro, pode se transformar mesmo em roteiro para continuação da série imortalizada pela fantástica dupla Torres & Guimarães (quem sabe?), o fato é que ainda tenho um caminho árduo até que o parto de cada um seja feito como quero, e não a fórceps, como são capazes, ambos, de saírem, por cumprimento de prazo. Pior, com aquela sensação de que "ai gente, será que não dava ainda pra fazer um último copy antes do prelo?".

Neste caminho, que envolveu organizar toda a sorte de material apurado, decidi compartilhar o acervo de vídeos que me inspiraram em meus estudos e, claro, nas horas de recreio também. Quase ao apagar das luzes de 2009, surge mais um canal de mídia social meu: o You Tube. E agora queria convidar você para conhecê-lo. Mas por que?

Compartilhar é uma das palavras-chave das mídias sociais e por isso este convite ou, até, presente. Lá está uma importante parte das fontes nas quais bebi de uma água pura, criada por gente muito boa, que me abasteceu durante estes meses (grande parte do material em inglês!).

São materiais riquíssimos, que, complementados com a série de entrevistas, eventos, livros e outros tantos outros textos e trocas de informações, vão dar no que der e espero ter competência para passar tudo o que aprendi e apreendi. De qualquer forma, achei que seria bacana oferecer as video-aulas para quem se interessar!

A este endereço de You Tube incluem-se os demais. Se você ainda não tem, aqui vão:

PR 2.0 (o primeiro blog - a gente também nunca esquece)

Linked In - a rede social mais profissional - Em inglês

Facebook
Twitter (que pode ser visto aqui, ao lado!)
Plaxo - Começou como uma caderneta de endereços virtual e hoje está integrada graças à semântica das redes
last.fm - rede social de música
... (aqui estão outras sem número às quais acabamos nos inscrevendo por força de circunstâncias e dos estudos, não necessariamente por uso constante)
Mosaico Pró-comunicação (o site da empresa!)
(foto gentilmente cedida por Helton Kuhnen)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Convergência - você sabe em que pé ela está?

O tempo de criação entre um vídeo e outro está cada vez menor. E toda vez que o comentário sobre o assunto surge em roda de parentes ou amigos que não twittam, olham enviezado para as mídias sociais e vêem no computador um concorrente contumaz, eu fico me achando a marciana, como se eu falasse de OVNIs, tabelas periódicas atualizadas com elementos radioativos ou a "jornerdlista" da turma.

O fato é que a convergência está aí. As informações, bombando. O blog - que tem outros vídeos sobre a evolução das mídias sociais - somente neste ano - traz a mais nova versão das tecnologias que estão revolucionando o mundo, transformando-o nos conectados e naqueles que ficarão, para sempre à margem da loucura paralela que é o mundo virtual! Acompanhe e dê sua opinião ou deixe um recado sobre como você está em relação a este mundo!

Mídias sociais: a pororoca entre reacionários e revolucionários. O caso da aluna da Uniban e os anônimos defensores de Lula no blog do Noblat

Parafraseando o "colega de redes" e especialista em Marketing para Mídias Sociais, Nino Carvalho "quando passamos grande parte do tempo twittando, estamos trabalhando, sim". Provocamos reações ou estamos buscando respostas, retwittando informações e links de notícias importantes, acompanhando eventos, conversando com pessoas com as quais não teríamos a chance de "conhecer" se não fosse o twitter, fazendo pontes entre outras que querem se "falar" ou apenas... estamos observando! Isso eu faço o tempo todo - faz parte do processo final pelo qual meus estudos sobre as mídias sociais está passando agora. Observo as pessoas e seus comportamentos no twitter e em outras mídias também - até porque o twitter é ponte para várias outras.

Liberdade de expressão e responsabilidade sobre o conteúdo

Já abordei a liberdade de expressão várias vezes aqui neste espaço, mas nunca sob este ângulo: a tomada de consciência da possibilidade de interação por gente que antes não falava, não reclamava, não opinava, não reagia e que, de repente, está fazendo tudo isso, mas de uma forma muito estranha. Este divulgar, escrever, está virando um gritar e até "vomitar" como se toda esta carga de opinião estivesse, mesmo, contida por muito tempo. E isso tem ocorrido de uma forma tão avassaladora e descontrolada, que assusta.

Não se trata apenas daquelas dimensões hiperbólicas, superlativas, tsunâmicas, das quais falavam os autores do livro Groundswell não. É mais que isso - é um movimento local, brasileiro porque envolve o tão propalado acesso das classes C e D à internet - com a inclusão social promovida pelo governo Lula. Nada contra, diga-se de passagem, desde que se mantenha o respeito. E não é o que eu tenho visto, ouvido, acompanhado em eventos, noticiários e agora vídeos, blogs, twitter e outros locais da chamada mídia social.

Geisy x 2 mil alunos reacionários da Uniban

O caso da moça do vestido rosachoque justo da Uniban é emblemático. Tomou proporções acima de qualquer expectativa. E a onda começou com os próprios alunos, quem diria. Numa atitude reacionária, dentro da faculdade, eles começaram a atacá-la. De lá para filmes de celulares postados no YouTube e logo retransmitidos em Orkut, Facebook e Tweeter, foi um espirro.

A mídia tradicional acompanhou o desenrolar a semana toda, até que a aluna acabou expulsa da universidade, gerando nova onda de protestos, desta vez da sociedade civil. Agora, jornalistas, artistas, professores, advogados profissionais liberais, todos unidos ou sozinhos - passaram a opinar sobre a reação desenfreada dos alunos, a decisão claramente machista da universidade e sobre o direito de defesa da vítima, a moça. No dia seguinte a sua expulsão, até artigo de repúdio à decisão da universidade já circulava na Internet com mais de 2 mil assinaturas, quando eu mesma linkei o documento para referendar meu desagravo, lá pelas 15h, já usando minha fita rosachoque em meus apelidos no Twitter e no Facebook.

Manifestos a favor e contra vinham de todos os lados. O clima que se formou foi o de uma guerra civil midiática. E um cidadão, que chamou os alunos de revolucionários, aproveitou o episódio para atacar os professores que incitam os alunos ao comunismo (!?), bem na data em que se comemora os 20 anos de queda do Muro de Berlim! Está tudo aqui, neste vídeo, também postado no Youtube.



Sobre este caso, o que fica? A gente ainda não sabe - a Uniban, que hoje mesmo teve outro caso divulgado no BlueBus, parece estar voltando atrás na decisão da expulsão.

A moça, por sua vez, teve sua auto-estima abalada. Quem a viu em sua primeira entrevista no Fantástico, firme em seu direito de vestir o que bem lhe caísse no gosto, e ontem, de preto até o pescoço, assumindo certa dose de responsabilidade sobre o ocorrido, deve ter tido pena dela.

Minha opinião é a de que ela não foi pelada, não atentou contra o pudor, não foi sequer de biquini. Foi com uma roupa colada, sim. Imprópria? Talvez. Mas, e daí? E o que falar dos homens que se coçam na frente de todos ajeitando o "bráulio" sabe-se lá por que motivos não mais de uma vez? Ou que literalmente abrem suas braguilhas e fazem da rua mictório público em qualquer hora, do dia ou da noite, para se aliviar? Que falso moralismo é esse? Homem pode pôr o dito cujo para fora, mas mulher não pode vestir nada colado? Gente, Marilyn Monroe foi mito e isso nos anos 50, 60... e estamos no século XXI!


Sobre sermos chamados de "eles" por Lula

Muda a cena - entra o artigo que li da Danuza Leão no Blog do Noblat, sobre sua decepção acerca do primeiro governo Lula, de como ela votou nele (ela, eu, todo mundo e o Zaqueu e aí...se arrependeu!) e o artigo, bem ao estilo Danuza-de-sempre, não tinha nada demais, estava muito bem escrito e retratava, com bastante fidelidade, o que havia acontecido com o nosso Presidente e como ele passou a tratar a imprensa que começou a censurar e as pessoas que deixaram de segui-lo, e bla bla bla. Eis que o que me chama a atenção é a quantidade de comentários sobre ele (artigo!) - 145. Curiosa, me pus a lê-los. Credo, o que era aquilo! Quem se dispuser a fazê-lo vai se horrorizar - é de ficar chapado/a, como eu fiquei e transmiti o recado esta manhã ao jornalista, via twitter. As pessoas se xingam, trocam verdadeiras ameaças. Aquele espaço virou mesmo um palanque político quando, duvido, tenha sido esta a intenção, pelo menos da Danuza ao escrevê-lo - já não sei a do Noblat, de divulgá-lo em seu blog.

O fato é que esta coisa de o poder da comunicação estar cada vez mais na mão das pessoas tem - como toda moeda - os dois lados da questão: as reações sejam revolucionárias ou reacionárias, se encontram e formam a pororoca nas mídias sociais interativas! E tornam-se estratosféricas, barulhentas, sem controle. No que isso vai dar, especialmente se estamos às vésperas de ano eleitoral? Eu não sei.

O que eu sei é que nas mídias tradicionais e mesmo nos blogs, como os de Noblat, artigos e matérias têm assinaturas, rostos. As pessoas assinam suas matérias, responsabilizam-se pelos seus conteúdos. Agora, e quanto aos que comentam? Muito do que eu li são ataques originários de apelidos como "Liga da Justiça", "A Bem da Verdade"... por que estas pessoas não se mostram, não aparecem, continuam no obscurantismo?

A democracia no Brasil tem muito o que crescer. O bullying está por toda parte. E a retórica está no auge. Se todas as pessoas têm realmente têm o que dizer e "na maior moral", por que se escondem atrás de um pseudônimo?

O Brasil tem que mostrar a cara! Usar as mídias sociais, sim, mas se for para comentar, falar de peito aberto, com nome, sobrenome, CPF e fotografia também. "Sem medo de ser feliz" - ou não é esse o bordão que Lula usou para chegar lá?

domingo, 25 de outubro de 2009

Google + Twitter = velocidade + acesso instantâneo vão desbancar qualquer jornalista no front



Enquanto meu lado “adivinha” não me faz sonhar com a sequência exata das dezenas vencedoras daquele superprêmio acumulado da Mega-Sena, eu vou praticando meus exercícios de futurologia de outras formas.

Foi eu escrever sobre a ferramenta de buscas do Twitter, no post da “Message in a Bottle” e pimba, na mesma semana o Google e a empresa Twitter anunciaram sua parceria baseada na integração do que? Dela, a mesma ferramenta. Com o acordo, o mundo vai finalmente entender algumas das estranhas músicas cantadas pelo passarinho azul que tanto movem as pessoas que investem seu tempo em frases de-todo-tipo e para-todo-tipo-de-público com as siglas mais estranhas, antecipadas por sinais de jogo-da-velha (as hashtags) e outras gírias criadas especialmente para quem é “twitteiro”.

Jargões e siglas de usuário da plataforma à parte, o fato é que os próprios sócios que a criaram – entre eles um que esteve aqui na semana passada, o Biz Stone – assumiram total espanto sobre o sucesso estrondoso que o pio vem obtendo em apenas três anos de existência (e disseram que mesmo o nome Twitter lhes parecia ridículo, a princípio). Mas, passada a fase do oba-oba agora é a hora de mostrar qual é a nota mais alta que o pio deste pássaro alcança, que altura seu vôo atinge, enfim, todas as metáforas cabíveis. Biz Stone mencionou algo como estar trabalhando para fazer a ferramenta gerar renda e que existem empresas dispostas a pagar para receber uma análise de performance de resultados.

Mas, concentrando apenas na parceria com o Google, a gente pode prever o quanto ela será muito boa para o Twitter – sim, mais para o Twitter que para o Google. Ao publicar os posts de twitteiros sobre um assunto procurado por um indivíduo em sua página de buscas, o Google complementa sua pesquisa, ok. Mas... só isso. A partir daí, todo o mérito do que virá a mais com isso será dos twitteiros que postarem seus pios em tempo real, confere? O que o Google será, na verdade, é um grande facilitador ao democratizar ainda mais o uso do Twitter, e, claro, amplificar o que dizem sobre marcas e pessoas neste universo até então "paralelo" - especialmente em locais nos quais a ferramenta ainda é desconhecida ou... vista de soslaio, como acontece em alguns setores da economia, ou em faixas etárias bem específicas.

O Brasil neste contexto

Pensemos na realidade brasileira. Quem twitta aqui são estudantes ou pessoas de nichos – tecnologia, mais especificamente, jornalistas, blogueiros, artistas, os políticos, agora movidos pelo incentivo das proximidades das eleições, e... curiosos.

Quando se fala em empresários, são contados nos dedos – porque, inclusive, raros são os que realmente curtem tecnologia e, se twittam, o fazem – em sua maior parte – como o Mano Menezes. Se não é via filha ou assessora, é por meio da agência, web-partner, evangelista ou web-qualquer-coisa. Afinal, a cada dia cria-se um novo codinome para um cargo cheio de bossa de alguém com background sabe-se lá de que formação, que vai estruturar toda a estratégia e cuidar do conteúdo das mídias sociais pelo tal executivo. (Eu já vi de tudo - gerente de sistemas, uma turma legal e auto-didata superesforçada mas sem qualquer canudo que justifique um background de Comunicação, Marketing, RP ou alguma relação com estas cadeiras e que escreve "para mim fazer", " a nível de", "enquanto empresário" e coloca crase antes de verbo... enfim, de tudo um pouco - e fecha, parêntesis.

Tudo em função de uma verdade que não muda no mundo dos negócios, muito pelo contrário, é cada vez mais vital: “Tempo é dinheiro”. Imagina se o próprio empresário vai ficar diante de um TweetDeck ou algum aplicativo para twittar sobre sua empresa/marca etc.. No Brasil, o Google não mudará muito porque já é unanimidade entre os pesquisadores. Representa, segundo pesquisa feita pela Serasa Experian Hitwise, 95% das pesquisas feitas na internet, conforme notícia divulgada esta semana e twittada pelo @mosaicosocial. Acho que todos se lembram quando o jornalista Paulo Henrique Amorim o chamou de oráculo, não?

Tempo real = vida pulsante = notícia ao vivo

Agora, imagine começarem a pipocar no meio destas pesquisas os pios twittados no site de microblog. Será “uma loucura”. Os usuários do Google terão acesso a situações em tempo real sobre os temas pesquisados e isso pode gerar vários cenários.

Como eterna otimista, acredito em uma mudança de comportamento para o bem. Numa forma de pesquisar na Internet, que tornará as pesquisas muito mais interativas e criativas do que são hoje. Pode até acabar com o famoso Control chups/control cusps de trabalhos inteiros a partir do momento em que, por exemplo, um estudante se deparar com um jornalista ou pesquisador, ou mesmo artista twittando sobre algo mais novo e começar a trocar figurinhas com aquela figura “em carne e osso”. Sonho? Poesia? Baixou a Polliana?

Não sei. Acredito na interatividade da internet. Não era este o objetivo da Tevê Digital que tanto se propalou por aí e que na verdade, não rolou – ainda? Os posts de twitteiros podem ainda tornar trabalhos escolares discussões atuais sobre o que está acontecendo agora, no minuto em que a pesquisa estiver em andamento – e por que não – em sala de aula, com a participação dos twitteiros? Super!

Estou dando o exemplo da pesquisa escolar porque sou #jornalista e #maecomfilhos (como vários leitores daqui que me seguem no Twitter já me viram escrever!). Mas há uma infinidade de outras variantes para estas buscas, se voltarmos alguns parágrafos acima e relermos o perfil do twitteiro, só no Brasil – de nichos.

O que cabe discutir é que este acordo Google/Twitter vai muito além do exemplozinho pueril sobre condições do tempo numa estação de esqui sugerido pelo Google para apresentar sua proposta ao ‘honolável público’. Pode fazer com que pessoas comuns tenham acesso imediato aos horrores do Irã no momento em que balas perdidas na multidão pacífica estejam pipocando em pescoços inocentes ou helicópteros policiais abatidos por armamento bélico pesado nas mãos de traficantes em morros do Rio de Janeiro. Ou, por que não, revelar que uma determinada cura de uma rara doença acaba de ser descoberta?

Novidades antes na mão de muito poucos passarão a ser instantaneamente conhecidas por muitos em pouquíssimo tempo, criando uma velocidade e disseminação sem precedentes – sobre pessoas, coisas, empresas, marcas, tudo, absolutamente tudo. A verdadeira tsunami sobre a mídia tradicional. Sem dúvida, uma parceria que traz benefícios para as duas empresas, mas sobretudo, ainda mais aos usuários, garantindo velocidade e acesso às informações que circulam no Twitter e na internet. Ao ler sobre este acordo, estas perspectivas de notícias te passaram pela cabeça?
(foto: http://proavirtualg11.pbworks.com/f/1165355432/imagem7.JPG)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O SOS to the world dado por um jornalista e como eu encontrei no Twitter sua "Message in a bottle"


Uma das razões do Twitter ser um poderoso concorrente no âmbito das mídias sociais reside no fato dele reconhecidamente ter uma ferramenta de busca extremamente eficaz. O Facebook se rói de inveja. Pode ter mais usuários, ter até criado uma versão lite para aumentar sua capacidade de adeptos, buscando integrar a turma do Orkut para sua plataforma, mas, não adianta. Está aquém do que mantém os sócios da plataforma do pássaro azul ser avaliado em US$ 1 bilhão e literalmente bancado, mesmo sem trazer para casa o outro ROI - o Retorno sobre O Investimento.

O Twitter se mantém na preferência porque é muito mais do que um meio de troca de mensagens, quizzes engraçadinhos ou de jogadas ao ar de sentimentos obtusos entre colegas, amigos, desconhecidos ou pseudo-intelectuais, dentre outras ações a ele atribuídas diariamente por geeks – como eu, não vou negar – que curtem a plataforma e a utilizam das mais diversas formas. Pode ser jornalismo de serviço, teaser de campanha ou diversão apenas, como recentemente admitiu o jornalista William Bonner, que em muito pouco tempo se tornou um fenômeno do espaço com suas interativas para escolher a cor da gravata com a qual ele apresentará o JN da noite.

Graças ao seu poder de ferramenta de busca, o Twitter pode pautar a mídia tradicional e criar histórias como esta, que aconteceu comigo e foi mote do podcast semanal que tenho desde Abril, com exclusividade, na Rádio Mega Brasil online, às 2as feiras (13h30), com reprises às 3ª.s (11h30) e 4as- feiras (21h30).

Redirecionamento profissional

Redirecionamento profissional? Que responsabilidade! Mas foi exatamente este o feedback que recebi de um colega uns 20 anos mais jovem que eu depois de uma ajuda dada a partir de um twitte seu, um SOS to the world, encontrado, assim, como uma "Message in a bottle".

Primeiro parêntesis: ‘cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...’

Cada um encontra na vida a sua forma de marcar sua existência. Eu achei a minha. Em parte, isso envolve certa dose de gentileza (sem modéstia alguma, de verdade!). Ora, ela tem a ver com um estender a mão a alguma pessoa – o que, não raro, é mal interpretado e me faz pagar altos preços.

O que eu sei é que eu não vejo nada demais em ajudar as pessoas e esta característica é genética, mamãe era assim, minha irmã gêmea também, acabou formando-se enfermeira – quem sabe aí não resida o fato de eu ter escolhido o Jornalismo e abandonado a Química Industrial e, nas mídias sociais, este viés de jornalista de servição, vez por outra twittando sobre que ruas evitar quando uma tempestade cai sobre São Paulo, que já me engoliu um carro, quase comigo dentro?

SOS to the world

Parêntesis à parte, – estava eu lendo sobre jornalismo no tal espaço de busca do Twitter, onde vou de vez em quando buscar outros assuntos... Era meado de Agosto, uma tarde. De repente, uma frase solta me chama particular atenção. “Alguém sabe onde encontro um bom curso de pós-graduação de jornalismo fora do Brasil?” Coincidência, justamente quando eu acabara de terminar um extenso trabalho de pesquisa a respeito disso e não mais usaria as informações colhidas em noites e mais noites em claro pulando de links em links na Europa e nos Estados Unidos?

Outro parêntesis: Nada acontece por acaso

Se existe algo no que eu realmente acredito é que religião não é necessariamente o seguir de uma relação de dogmas - mas uma energia maior que existe sobre a Humanidade – que cria uma carga positiva quando estamos atrás de alguma coisa que faz com que todo o cosmos conspire a favor. As coisas acontecem ou se fazem acontecer.

Alguém esteve à procura de uma informação e resolveu se ajudar ou tentar ver “qual era a das mídias sociais” ao jogar a esmo, “no mar da tsunami que se tornou a web 2.0” sua “message in a bottle”, parafraseando Sting e sua banda The Police, não? Ou apenas como faziam os náufragos de antigamente, sozinhos na ilha diante da imensidão do mar, a espera de um... milagre. A diferença era a de que, desta vez, fui eu quem achou a garrafa.



Louco? Bizarro? Sinistro? Esta é a maravilha da vida e o melhor da humanidade! Ou como outras pessoas pensam - Aquele Lá de Cima falando ou agindo por meio das pessoas, simplesmente e que moveu-as para a web 2.0, conforme tentaram dizer os autores do Ground Swell ao explicar a vontade das pessoas se acharem e buscarem alternativas de comunicação para resolver questões para as quais não tinham respostas.

Virtualmente, o Twitter fez o trajeto da mensagem da garrafa deste jornalista e serviu a sua causa. Do meu lado, ao deparar-me com ela, pensei apenas em colocar todo o trabalho de noites investidas em algo que não mais me serviria à disposição de alguém que pudesse torná-lo útil. Apesar de não conhecê-lo, ele não seria a única pessoa a quem eventualmente ajudaria, mas a primeira que o faria assim, via mídias sociais... por que não? E logo em seguida veio outro... mas aí é outra história. Afinal, não é essa, de alguma forma, a ação por trás das mídias sociais?
(foto: http://www.crestahouse-cornwall.co.uk/images/message-in-bottle.jpg)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Casa de ferreiro com espeto de ferro


Hoje, 23 de setembro, 2o. dia da primavera, apesar da chuva que insistentemente caía sobre esta capital sinônimo de garoa, lá fui, bastante animada, prestigiar o que acredito poderia se chamar a última peça da trilogia empresarial que o jornalista pernambucano Manoel Fernandes fincou em sua jornada curricular, depois de anos dedicados ao jornalismo impresso convencional.

Indicado pela Rede Globo, segundo se dizia à boca pequena, ainda nos momentos que anteciparam-se à abertura do evento promovido pela Endeavor para empreendedores, o dono da W3 Geoinformação Editora foi chamado para ministrar não uma palestra sobre estratégias de uso da web para RPs - como eu o conheci, há cerca de um ano - ou sobre a ferramenta queridinha do momento, o Twitter corporativo. Desta vez, ele foi falar única e exclusivamente sobre como fazer negócio na web, sob o tema "Planejamento Estratégico Web 2.0".

Fora a já manjada quebra-de gelo de se dizer oriundo do Rio Grande do Sul com aquele fortíssimo "sutaque du Ricifi", Fernandes demonstrou que vem se aprimorando na técnica de se apresentar para plateias cada vez maiores e mais críticas. Mostrou também que os estudos e vídeos que vem assistindo ao longo dos últimos três anos, não somente lhe valeram conhecimento para ele agora repassar de forma bem estruturada aos outros, como para refazer seu próprio negócio.

De revista impressa a empresa multi-tarefa


Como jornalista, o currículo de Manoel Fernandes fala por si só. Com apenas 40 anos, ele já soma em sua carteira os cargos de colunista da seção Hipertexto de Veja, editor-assistente, chefe de sucursal em Salvador e repórter da publicação por oito anos. Foi também editor de Ciência e Tecnologia da Forbes Brasil durante dois anos, entre 2000 e 2002, tendo depois assumido a editoria de E-Commerce da revista Istoé Dinheiro. Em 2005, passou a comandar a direção de redação da RNT - que, comentou, pensou em adquirir depois.

Em 2006 fundou a revista BITES - a primeira publicação no Brasil dedicada ao mundo dos negócios da web 2.0 - tornando-se sócio da W3 Geoinformação Editora. "Mas, como as coisas mudam, minha empresa também mudou", disse ele, ao apresentar um chart de seu negócio envolvendo ainda uma promotora de eventos, uma unidade de análises e estudos estratégicos de novas mídias e a consultoria, que atende grandes marcas do mundo empresarial brasileiro, como Editora Abril, Cisco, NEC, Yahoo!, Leo Burnett, TV Globo, Editora Record.

Após isso tudo, ainda mencionar que Manoel Fernandes também foi vencedor por duas vezes da seção nacional e regional do Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Economia, de três edições do Prêmio Abril de Jornalismo e de prêmios de instituições públicas e privadas é apenas fechar esse quadro com o que ele tem de mérito próprio para estar no palco e ensinar ao auditório lotado como fazer sucesso na Web 2.0.

Três escolhas


Então, depois de repórter e editor, depois publisher e agora empresário de grupo, Manoel Fernandes explicou que pessoas como ele têm três escolhas quando se fala em Web 2.0:

"A primeira é ignorar este novo mundo. O problema apenas residirá no fato de ter sua marca acachapada pelo povo que já está falando sobre seus produtos e simplesmente não se pronunciar a respeito.

Mas, este mesmo empresário pode buscar entender e monitorar este mesmo espaço. Neste caso, ele pelo menos não se finge de morto e ao buscar conhecer o que se fala sobre sua marca e seus produtos, pode estudar as melhores práticas de como lidar com o público.

O recomendável mesmo é interagir com a Web 2.0, porque é onde seu consumidor está. Não se pode ignorar o consumidor, o seu público." Em sua opinião é claro que há muito lixo e material irrelevante no ambiente web, mas a grande sacada da internet e diferencial desta para o ambiente jornalístico e publicitário convencional é que o material produzido nela é indexável - e de permanência constante. "Além de irreversível, a web 2.0 acabou com aquela coisa de "não falem de mim" e sobre o controle que cada empresário tem sobre seu produto, sua marca e sobre a atenção do seu pretenso cliente", complementou. Com o surgimento de novidades tecnológicas a cada dia, as pessoas adquiriram uma forma diferente de lidar com o mundo, o que ele chamou de "atenção parcial continuada".

Para onde ir?

Ainda que não se trate de abarcar a internet, abraçando-a em todos os seus nichos e tipos de mídia, Manoel Fernandes recomendou que os empresários busquem reconhecer em quais nós ou grupos de influência eles se encaixam dentro do universo internético para relacionar-se com seu público, a partir da resposta a uma pergunta que, na verdade, norteia as relações comerciais desde os primórdios, independentemente de plataformas ou mídias disponíveis: "Para onde você quer ir como empresário?" Trocando em miúdos, qual é seu plano de negócios? Ou ainda, sua estratégia, de onde sairão as táticas e as ferramentas...

É quase como a história da galinha e do ovo. O que o publisher de bites, que transformou sua revista impressa num império de três frentes de negócios complementares, ampliando sua capacidade de geração de resultados disse, foi: "A Web 2.0 é uma mídia a mais. Deve sim, ser estudada e trabalhada, mas dentro de uma estratégia de negócios e de Comunicação e Marketing amplamente trabalhada e não apenas porque é modismo."

Jornalismo de indexação



Defensor do jornalismo de resultados, Fernandes sugeriu aos que aderirem à internet lembrarem-se de que se 80% de todo o conteúdo desta é indexado pelo Google, que seus conteúdos sejam produzidos para serem indexados naturalmente pela ferramenta, não importam os links patrocinados que venham a ser integrados como ações táticas adicionais em suas estratégias de negócios. "Sou bastante atacado por isso, mas defendo que se escreva de forma a que se consiga estar entre os primeiros no Google, por que não?"

Sabendo que as palavras-chave "conteúdo gerado pelo consumidor" levam um blog a subir de posições, ele acha mais que normal recomendar isso a seus clientes e que isso não tem nada a ver com pasteurizar o jornalismo, mas de não perder oportunidades que outros, certamente o farão. Para Fernandes, se a internet é um imenso banco de dados e os seres humanos os agentes geradores dos conteúdo, então, basta ser inteligente e gerar o melhor conteúdo para que o banco de dados esteja à disposição do seu cliente e acione o empresário diante do grande oráculo da internet. "É tudo uma questão de associação", resumiu.

Frases que marcaram a apresentação:

1) Se você tem uma empresa de assistência técnica? Eu não montaria um blog para enaltecer o quanto você é bom, mas para dar dicas do que fazer para evitar buscar uma assistência técnica.
2) Os jornalistas e publicitários devem usar as mídias sociais como mais canais para aplicar táticas certas de ações para geração de resultados - o que vai ditar qual será a melhor tática é a estratégia e o mailing dos clientes.
3) Não deixe de anunciar nas mídias tradicionais para abraçar a Web 2.0. Não estamos falando de Web 2.0 x Web 1.0, mas de Web 2.0 + Web 1.0 e mídias tradicionais. Isso aqui é complemento da estratégia de Comunicação e Marketing.
4) O viral é uma tática que pode se tornar muito boa e cair no gosto de todos. Caso contrário, terá sido mais um vídeo no Youtube.
5) A grande vantagem da Web 2.0 é que tudo nela é mensurável.