segunda-feira, 20 de maio de 2013

O efeito platô: as oito causas e antídotos para sair do marasmo rumo ao sucesso

Você já ouviu falar em 'efeito platô'?  Trata-se de uma força da natureza e bastante comum na vida da gente. Significa que entramos na zona de conforto, que paramos de crescer em função de uma rotina.  No efeito platô, ainda nos esforcemos mais para alcançar determinados resultados,  parece que não saímos do lugar.  Quem já fez algum tipo de dieta sabe - perde-se muito num primeiro momento, mas depois, parece que a balança persiste em continuar no mesmo lugar, ainda que suemos mais para mudar este status.
Segundo Bob Sullivan eHugh Thompson, autores do recentíssimo livro "O efeito platô,  da mesmice ao sucesso" (tradução livre), são oito os motivos que estão por trás dessa força - conhecê-los pode ajudar-nos a sair do estado de marasmo. 
  1. Imunidade:  acontece quando pessoas, relacionamentos, negócios e mesmo processos físicos tornam-se imunes às mesmas técnicas, approaches e soluções. Pode ser frustrante porque o que funcionou tão bem no passado, simplesmente, não faz o menor efeito hoje.  A solução é usar e abusar da diversidade;  dar uma mexida  nas coisas e ser radical, tentando diferentes formas de lidar com as coisas, técnicas e procedimentos. 
  2. Algoritmo ambicioso:  o conceito é emprestado da matemática. É quando buscamos soluções de curto prazo, atalhos, e ignoramos o processo pelo qual eventualmente deveríamos passar para obter resultados melhores de longo prazo.   A solução para isso está em pensar em estender o horizonte de recompensas.   Algo como estudar para entender e poder usar o que aprendeu a longo prazo e não somente usar fórmulas batidas para passar no vestibular.
  3. Tempo ruim:  pode significar que é hora de dar uma parada básica. É a teoria do ócio criativo. Da mesma forma que o silêncio entre as notas é parte da música, períodos de descanso fazem parte do sucesso.  
  4. Problemas de fluxo: podem ter a ver com dinheiro, mas inclui mau uso do tempo, de fornecedores  ou ferramentas de trabalho .  É preciso contrabalançar usando recursos diferentes dos que você usa, descobrindo pontos de estrangulamento de uma atividade que esteja impactando o todo.
  5. Dados distorcidos: é quando você está baseando suas decisões em medições erradas ou avaliando equivocadamente seu risco. Para isso é importante rever as lentes com as quais você olha para seus processos, negócios ou técnicas.
  6. Distração:  é a inimiga da adaptação e pode te levar direto a um platô. Contra ela o antídoto é a escuta radical, um modo de engajamento ativo em que você fica em sintonia com seu entorno, ouvindo o que ele tem a dizer e se adaptando a ele.
  7. O lento processo da falha: tem a ver com o fato de que podemos não perceber quando uma situação está realmente piorando - seu agravamento acontece de forma mais lenta do que podemos enxergar. Podemos evitar isso ao estabelecer métricas claras de resultados. Assim, dá para saber se estamos progredindo ou se é hora de consertar a rota e seguir em frente.
  8. Por fim, o perfeccionismo - não adianta, o perfeito é inimigo do bom e o desejo de perfeição acaba matando os bons resultados que os começos proporcionam. Aceite que errar faz parte de um lançamento que pode estar em beta, e você poderá consertar algo mais adiante, inclusive com a ajuda de clientes e colaboradores.
O efeito platô nos ensina a perceber que nada dura para sempre, e que é necessário de tempos em tempos rever nossos conceitos, atitudes e procedimentos.  Achei que o assunto era totalmente cabível neste mosaico de temas tratados aqui, e que têm a ver com o lidar com o mundo rápido e exigente em que vivemos especialmente como seres sociais. Você concorda? 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os melhores horários para se relacionar em mídias sociais


Este post complementa o Boletim Mosaico Social desta semana, da rádio Mega Brasil online, sobre os melhores horários para postar em mídias sociais. A dica é de Brianna Smith, que escreveu para o site Social Media Today, com base em um infográfico, que reproduzo a seguir, para quem prefere acompanhar o assunto visualmente.  Apenas para constar, conforme disse no Boletim Mosaico Social - o que vale é o bom senso e você sempre adequar qualquer dica ao seu tipo de negócio, o conteúdo e a mídia escolhida. O que vale para uns pode não ser ideal para outros.

O Boletim Mosaico Social é veiculado todas as segundas-feiras, às 9h30, e repetido às terças (15h30) e quartas-feiras (17h30). 

Se você tem alguma dúvida especifica ou sugestão para o Boletim Mosaico Social ou mesmo para este espaço, entre em contato comigo pelo Facebook.  Se gostar, divulgue, se preferir, comente.
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Facebook: porque você precisa descer para o playground e aprender a brincar


O Facebook desponta como maior rede de relacionamentos - via site e dispositivos móveis -  e maior mercado online, deixando no chinelo redes como Twitter e todas as demais.  Em mais um webinário promovido pelo Social Media Today, ouvi dicas de como gerar impacto neste playground, para onde todo mundo tem que descer e aprender as regras para brincar e ser feliz.  Os convidados de hoje foram Zach Mangum, cofundador da GroSocial, Douglas Karr, autor de Corporate Blogging for Dummies e CEO da DK New Media, e Dennis Yu, CEO da BlitzMetrics. A moderação coube a Paul Dunay, Global VP de Marketing da Maxymiser, escritor de cinco livros para Dummies. 
Dennis Yu foi quem realmente fez uma apresentação, mais tarde discutida pelos demais. Quem tuitou, usou a tag #smtlive. Portanto, o que eu não tiver coberto aqui pode ser acessado por lá. 
Entre as métricas bastante interessantes que apresentou, ele disse que 23% do tempo gasto em engajamento via aplicativos móveis é da rede de Mark Zuckerberg, que lidera um ranking seguido pelo Instagram, Gmail, YouTube e outros aplicativos da Google - nada de Twitter ou Linked In, que sequer aparecem entre as cinco primeiras.  
Ainda segundo Yu, visitamos o Facebook via aplicativos ou site uma média de 13,8 vezes por dia, com cada visita durando, pouco mais de  2 minutos. São quase 420 visitas mensais, ou 15 horas por mês gastas somente nas páginas do Facebook, ou seja, é muita coisa para se deixar passar em brancas nuvens. Trocando em miúdos, essas métricas servem para chacoalhar empresários de todos os portes. Se todo mundo desceu para o playground do FB, é bom aprender a brincar lá dentro se seu objetivo é fazer negócios e crescer. Até porque, durante o dia, o uso do Facebook responde por quase metade (varia de 46% a 48%) de todas as atividades sociais de usuários de internet.  Comparados a ele, Twitter e Linked In amargam meros entre 7% e 9% do movimento social (Twitter) e entre 1% e 2% (Linked In). 
Com 15% dos consumidores usando a rede para encontrar negócios locais, o Facebook é um mercado que merece mais do que apenas frases de efeito ou pedidos para Likes. A geração de leads que se transformem em vendas deve ser o foco. O desafio está em oferecer um conteúdo de qualidade e consistente, considerando que o que costuma motivar usuários a dar seus Likes a uma empresa tem a ver com receber descontos (40%), mostrar que simpatiza e apoia a marca (39%), ganhar algo (36%), estar informado (34%), para ter informação atual sobre produtos (34%), para ter informação atual sobre vendas futuras (30%), por entretenimento (29%), acesso a conteúdo exclusivo (25%), porque alguém me recomendou (22%), para saber mais sobre a empresa (21%), para educar sobre alguns tópicos referentes à empresa (13%), para interagir (compartilhar ideias, dar feedbacks etc.) (13%). 
Para Yu, devemos romper organicamente o Edgerank, que suprime 99,8% dos posts do Facebook. Como fazer?  "Publicar anúncios dá um impulso orgânico ao algoritmo da rede, aumentando o engajamento com a marca", ensinou. E existe bastante lugar para crescer, já que 3 em 4 marcas ainda não estão usando os FB ads (77%),  Segundo ele, o trabalho das mídias sociais deve seguir os seguintes passos: 

  1. Processo de geração de conhecimento: ele amplifica o que realmente dá certo em mídias sociais para engajar fãs;
  2. O engajamento: uma vez que os fãs estejam engajados, o objetivo é coletar seus e-mails para aumentar as conversões; 
  3. As conversões: que acontecem quando você, a partir dos dois primeiros, consegue aumentar as visitas ao seu site para aumentar as vendas. 

Estes três passsos devem acontecer em função do aumento do conhecimento sobre a marca, da geração de interesse que você vai criar sobre seu público, que vai desejar comprar seu produto e agir para isso. Se você quiser mais detalhes, aqui tem um post bacana de como aumentar o engajamento no Facebook com promoções.
Porque tudo começa com o crescimento da base de fãs, e isso deve ser algo crescente - que aumenta em cerca de 50% quando há uma ação própria para isso, mas deve manter-se em 7% de crescimento em momentos de pausa. Yu ensinou ainda que o engajamento deve representar cerca de 20% do orçamento ou crescer gradualmente e, claro, que este orçamento será diretamente proporcional à quantidade de fãs que deverão ser impactados por uma ação - que, via de regra, deve gerar conversões, sempre. A figura ao lado mostra o ciclo viral do processo. Os anúncios devem gerar tráfego, aplicativos devem ser direcionados aos usuários engajados e o uso do Analytics deve otimizar os objetivos.  
O assunto não se esgotou aqui, mas acho que dá uma boa pincelada em como você pode pensar em aumentar sua presença social pelo Facebook.  Se você gostou, compartilhe, se você tem dúvidas, comente.  

terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma única métrica pode ajudar a calcular ROI de Marketing e definir estratégias


Victor Ho é CEO e co-fundador da Five-Stars, uma startup responsável pela criação da primeira plataforma de automação de fidelidade para empresas localizadas nos Estados Unidos. Ex-consultor da McKinsey & Co., em Nova Iorque, ajudou várias empresas da Fortune 500 com seus programas de retenção de clientes.  É dele a dica de hoje, que tirei de um artigo que ele escreveu para o portal Inc.com.  
Para quem ainda busca sua forma de definir estratégias de marketing nas mídias sociais, Victor Ho ensina uma simples métrica, capaz de determinar todo o Retorno sobre o Investimento (ROI) em Marketing - simples e eficaz. Essa métrica ajuda a encontrar ideias que vão trazer impacto significativo aos negócios.  Como é sabido, o ROI em finanças define-se pelo lucro líquido de um investimento, menos seu custo dividido pelo custo do investimento. Complicado? Nem tanto. Mas, como em Marketing é difícil determinar se o lucro líquido dependeu apenas de uma campanha, a dica do especialista é direcionar as atenções para a receita em relação ao custo. Assim: a receita incremental gerada pela campanha de Marketing dividida pelo custo. Se usada corretamente, a métrica permitirá a qualquer empreendedor saber que decisões tomar para fazer crescer seus resultados. 
Ele exemplificou com um cliente - um restaurante - que gastou 6 dólares numa campanha de mensagens de texto enviadas para cerca de 100 membros de seu programa de fidelidade. Quatro porcento dos leitores do texto vieram à loja e consumiram US$ 110, o que quer dizer que a receita  em relação ao custo da campanha foi 18 x maior. Isso teria sido um bom resultado? Regra de ouro para a maioria das empresas é a de que 5x representam um retorno decente, e 10x, uma corrida à loja. Considerando que o restaurante teria que arcar apenas com o custo dos alimentos, em torno de US$ 30, e gastou US$ 6 dólares no investimento da comunicação com seus potenciais clientes, para obter um lucro de US$ 80, o resultado foi incrível. A recomendação de Victor Ho para este cliente foi a de expandir o programa de fidelidade, enviando mensagens quinzenalmente. 
Se considerarmos apenas esta métrica, podemos concluir que, com investimento menor que US$ 600 por ano, o aumento de receita do restaurante seria de US$ 10 mil. "Uma vez entendida a relação receita x custo", explicou Ho,  "a decisão sobre investir em anúncio em jornal, pagar para anunciar no Facebook ou mesmo fazer promoções fica bem mais fácil porque cada uma delas permitirá que você faça uma estimativa antecipada. Ainda que não seja esta a sua decisão, mas investir em cada uma delas separadamente, você passará a ver qual delas melhor se encaixa para aumentar resultados".

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como gerenciar seu Mix de Mídias Sociais


Quem nunca passou pela situação de sentir-se atolado pelo envio de vários tipos de comunicação para um sem número de mídias sociais, que não tem tempo para parar, respirar e criar uma estratégia de comunicação eficaz ou um Mix de Mídias Sociais?   O crescimento das mídias sociais e a pressão da demanda pelas empresas, de estar dentro delas, têm feito alguns profissionais de comunicação e marketing, os gestores de marcas, literalmente pirarem.      
Mas, da mesma forma que existe o termo Mix de Marketing, que considera como uma empresa deve investir seus recursos a partir dos 4 Ps do Marketing - praça, preço, produto e promoção, o Mix de Mídias Sociais usa este mesmo princípio de alocação de recursos ao meio social para determinar como uma companhia deve distribuir e compartilhar no Twitter, blogs, Facebook, e-mail e outras plataformas sociais.   
Em setembro do ano passado, a Oracle lançou um White Paper com oito passos para ajudar as empresas na criação do melhor Mix de Mídias Sociais, evitando o estresse que tem sido a tônica de quem cuida de contas de terceiros.  A Oracle ensina que é possível tomar decisões sobre estratégia de comunicação online e o Mix de Mídias Sociais que melhor se adequa aos seus negócios.  Clique aqui para ter acesso ao documento original, em inglês.
1.  Crie seu portfólio: faça um rápido inventário dos canais de mídias sociais nos quais sua empresa já está.  Escreva o nome de cada um num pedaço de papel.  A ideia é montar uma tabela concreta.  
2. Liste seu conteúdo: inventarie todo o tipo de informação que você distribui pelos canais de mídias sociais em que sua empresa já está. Inclua atualizações de status, informação sobre eventos, press releases, estudos de caso, informações de serviço ao cliente, discussões, tudo.  Liste cada tipo de conteúdo para fazer uma primeira coluna de uma tabela. À medida que sua lista vai crescendo, você vai perceber que está tentando promover diferentes tipos de conversação com cada peça de comunicação. 
3. Olhe através das quatro lentes sociais:  
3.1 A lente da relação frequência x formalidade, por exemplo, permite estabelecer a frequência com que uma comunicação é enviada, enquanto a de formalidade envolve o investimento de recursos que uma comunicação requer, o quão convencional ela é ou ainda como dirigir-se a uma audiência estratégica, suas respostas e resultados.  São duas forças inversas; geralmente quanto mais formais as mensagens, menos frequentemente elas são enviadas.  Voltando ao nosso joguinho de papéis, procure ranquear todo seu conteúdo tendo em vista estas duas forças, ainda que você obtenha uma escala relativa. Decidir se os e-mails são mais formais que uma comunicação via blog pode ser um bom começo de discussão de estratégia com sua equipe.   
A segunda lente é a do funil condensador.   Ele permite definir, por exemplo, se a empresa pode twittar sobre tudo, se o blog deve falar apenas sobre tendências da indústria, e se um boletim criado especialmente para promoções, ai ser enviado por  e-mail. Pense  que ao colocar seu conteúdo num funil você estabelece um objetivo de negócio - destacando como e onde o conteúdo será redistribuído. Na sequência, use a terceira lente social, a do uso da informação em cascata. Algo como  alguns tweets podem levar a posts do blog, que, por sua vez levam a links de relatórios. Você vai precisar destacar esse fluxo, porque será ele o responsável pela geração de um melhor conteúdo. 
Por fim, a lente do tamanho da sua comunidade: ranqueá-la por número der seguidores tem também um grande impacto na estratégia de comunicação.  A migração de uma rede para outra exige esforço e tempo, se isso tem que fazer parte de sua estratégia. Da mesma forma  que você fez com cada rede, escreva num pedaço de papel a quantidade de pessoas envolvidas com sua marca em cada uma das redes trabalhadas. 
4. Ligue conteúdo aos canais:  Neste passo, a ideia é descobrir qual conteúdo se adequa melhor a que rede.  Escreva também cada um em um pedaço de papel e distribua da forma como você acredita ser a melhor forma. Se um conteúdo casar com várias plataformas sociais, escreva-o num pedaço de papel e distribua-o por até três plataformas diferentes - resista à urgência de colocar todo tipo de conteúdo debaixo de cada canal. As pessoas respondem melhor quando recebem informação específica de um canal específico. Muitas organizações usam o Twitter para enviar informações sobre eventos, links e fazer pesquisa, mas o Twitter  pode ser mais eficaz se usado de forma consistente para uma finalidade, oferecendo uma experiência na qual os assinantes podem confiar.
5.  Separe a essência de cada canal:  agora você deve ter grupos de conteúdo em todos os canais de comunicação. Junte o ranking e calcule a formalidade e o valor médios de frequência para cada grupo de conteúdo. Organize os grupos de conteúdo, pelas suas médias, com mais informal à esquerda e  mais formal à direita. Se houver duas classificações iguais, coloque-as num grupo com maior frequência de classificação, à esquerda. Como fica difícil visualizar, vamos aos exemplos;
• No Twitter, sua empresa  pode essencialmente postar informações sobre a indústria; 
• No blog, pode fazer posts que expliquem as características de um  produto, analisem publicações do setor, e contem histórias;   
• Uma newsletter pode apresentar resumos e links para melhorar a organização de conteúdo. 
Agora, destile um objetivo ou valor de comunicação e aplique-a  a cada canal. Por exemplo:  o Twitter deve "promover a comunidade"; o  Blog: "reforçar a notoriedade da marca", e o Boletim informativo: "estabelecer a credibilidade". 
Uma vez que você organizar seus canais,  de formal a informal, e rotulados com as descrições acima, é hora de compará-los para sobreposição. Se você encontrar uma sobreposição significativa, você deve considerar combinar os dois canais em apenas um.
Você pode achar que a frequência e a formalidade não são os melhores critérios de organização, e que organizar por descrição pode funcionar melhor para encontrar oportunidades de consolidação. De qualquer maneira, ao consolidar os canais, você economiza recursos que podem ser aplicados em outros processos de comunicação com sua comunidade - por isso conhecer seu tamanho é fundamental.  Sabe por que?  Porque pode não fazer sentido ter dois canais comunitários se houver uma grande quantidade de sobreposição, especialmente se a base de assinantes é significativamente maior em um canal. Você provavelmente vai ter mais retorno sobre o investimento se usar o menor canal para direcionar as pessoas para o canal mais ativo e gradualmente se livrar do primeiro. 
Agora, o seu Mix de Mídias Sociais está começando a tomar forma.  Então, aproveite para promover pesquisas online e amarrar melhor seus conteúdos e formas a partir de seus resultados:  • Quais são os tipos de conteúdo nos quais seus assinantes estão interessados? • Eles estão conscientes de seus outros canais? • Será que eles se inscreveram para mais de um?  • Será que eles consideram a migração de um canal para outro? 
6. Preencha as lacunas: tendo ouvido as pistas dadas pelos próprios leitores e comparando-as com sua tabela de consolidação, você poderá trocar ideias com sua equipe e convergir as ideias que melhor se aplicam à marca e ao relacionamento social.  Ao final, você deve ter uma boa lista de ideias para seu Mix de Mídia Social. O próximo passo é priorizá-los e estruturá-los.
7. Construa a sua estratégia:  aloque seus recursos, priorizando as atividades que gerarem o maior ROI ao longo do tempo (e ROI pode ser o retorno sobre investimento ou sobre o engajamento, de acordo com o objetivo maior de uso das mídias sociais).  
Duas ferramentas de estratégia podem ajudar nesta hora:    
     1)  Priorização: permite visualizar possíveis iniciativas estratégicas com base na sua viabilidade e importância. Liste todas as suas iniciativas na coluna da esquerda de uma tabela e atribua uma classificação de viabilidade e importância para cada uma. Use um orçamento padrão de pontos para cada coluna e faça um gráfico dos resultados para entender que passos priorizar. 
     2) Gestão Estratégica: ajuda a descobrir quais objetivos estratégicos de curto prazo vão avançar em sua estratégia de longo prazo. Visualize as táticas que você pode usar para apoiar cada passo estratégico, entender como elas dependem umas das outras e que recursos são necessários para completá-las.  Estratégia é o plano global que orienta o esforço organizacional para definir e avançar em direção a um objetivo da maneira mais eficiente possível. As táticas são o conjunto de etapas interligadas que contribuem para o progresso em direção à meta. 
8. Esboce o seu fluxo de conteúdo: este é o último e mais importante passo de todo o processo e, à medida que você faz isso, vai alcançando o objetivo de mantê-lo acessível, de forma permanente para a sua comunidade, melhorando o SEO e o gerenciamento do Mix de Mídias Sociais.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Mundo online: um por todos e todos pela vitória


Não existem fronteiras quando o assunto é o desenvolvimento de estratégias de comunicação e negócios no ambiente social. Na verdade, a vibe que o Brasil vive - com as dificuldades em encontrar a fórmula ideal de entrar e se dar bem no mundo online, aumentando as vendas, mantendo os clientes engajados e falando bem da gente, da nossa marca, de nossos produtos - está na mesma frequência da dos países desenvolvidos. E nem mesmo outras distâncias - políticas, econômicas, de cultura, de língua, de ambiente - que talvez nos fizessem pensar que estejamos no jardim de infância do movimento social gerado pelo casamento da internet com a tecnologia - e que tornou a web um ambiente social engajado - fazem diferença quando o assunto é como sobreviver no mundo online.
Hoje, como uma das 1300 pessoas inscritas num webinário gratuito, promovido por um dos grupos a quem sigo, recomendo e do qual tiro vários ensinamentos, o Social Media Today, pude fazer mais tranquila esta constatação, que, acredito, pode ser um alento a empresários e colegas que me questionam a respeito, com medo de perder o bonde da história. O que escrevo a seguir vale como suíte do último post - no qual resumi a entrevista concedida pela Martha Gabriel, por conta de sua participação no Congresso Mega Brasil de Comunicação 2013, que acontece na semana que vem, aqui em São Paulo.  
O desafio do painel Social Marketing & The Resourcing Challenge: Outsourcing vs. In-House foi discutir se o Marketing Social deve ser terceirizado, contratando-se agências especializadas, ou se a fórmula é usar e abusar do time interno, que certamente está cheio de talentos. Patrocinado pela #Oracle e moderado pela fundadora e membro do conselho do Social MediaToday, Maggie Fox, foi um papo de uma hora com o colunista da Forbes, autor e conselheiro empresarial Mikal E. Belicove, e com os executivos de agências Rob Key (CEO da Converseon) e Chris Vaughn (Diretor de Marketing da DigitalSherpa).
O que eles falaram serviu como luva para ratificar o pensamento que a Martha Gabriel vai levar ao #congresso4em1.  Independentemente da briga de egos que rola nos bastidores deste cenário corporativo, montar equipes multidisciplinares trabalhando em conjunto para transformar toda a nova comunicação e o engajamento advindo dela em leads de venda e em fidelização de marca, como consequência de um trabalho bem feito - esse parece ser o maior desafio que deveremos enfrentar se quisermos virar a página e seguir em frente nesta nova ordem mundial de se fazer negócios e sobreviver. Nós aqui e o mundo lá fora. 
Ainda que ao final deste post, eu cite os tweets divulgados pelos próprios participantes durante o evento, a conclusão é que ninguém sabe mais sobre seu próprio  negócio do que o time interno de marketing - que deve envolver internamente outras competências (leia-se a turma da Assessoria de Imprensa, do RH, de Vendas etc.) para essa comunicação dar certo (ai, ai, ai) - conforme disse Mikal Belicove.  Por outro lado, como bem pontuado pelo Rob Key, como falta maturidade nas empresas, é justamente nas agências que o cliente vai encontrar os consultores e especialistas que farão a ponte entre seus objetivos (como empresa/marca) e o como lidar com toda a gama social de relacionamento que o Marketing Social envolve. "É muito trabalho para o time interno lidar sozinho se o objetivo é drive the change (gerar a mudança)", disse.  Por fim, ainda que as universidades se atualizem para formar especialistas, isso não é algo que vai acontecer de um dia para outro, levantou Chris Vaughn.  
O melhor a se fazer, então, é ter todo mundo jogando em time como em final de campeonato - ainda que cada um seja de uma bandeira específica da Comunicação ou da área interna da empresa envolvida no jogo.  De uma coisa ninguém discordou:  conteúdo educacional de qualidade,  que eduque ouvintes, leitores, participantes sobre seu mercado para proporcionar a melhor experiência cliente/marca, isso é a pedra filosofal do processo de comunicação engajada.   A seguir, o webinário pelos próprios protagonistas:
@Belicove Truly understanding brands and their goals is often harder than creating content #smtlive@Belicove The best clients are ones who realize they have a digital presence and want to know how to use it well #smtlive
@digitalsherpas the less esoteric agencies are, the more customers will trust them to create content #smtlive
@digitalsherpas consultancies and agencies should share their best practices #smtlive
@robkey Sometimes the world's best experts live in agencies and consultancies #smtlive
@robkey lot of science and plumbing to social intelligence, but still finding stories is still art
@Belicove Good content creation needs a willing partner in clients. Much easier to edit than create. 
@robkey External forces are often still needed to drive change 
@Belicove someone in-house is likely to have more passion for your brand than I ever will 
@Belicove I truly believe I'm doing my job correctly when clients start moving in-house 
@digitalsherpas "engagement" is overused. the goal should be "conversion"
@digitalsherpas small biz expects (and deserves) content marketing expertise 
@robkey social can often technically be easy, but culturally difficult 
@robkey 4 stages to social for business: ad hoc, stovepipe, enterprise, enablement (when social becomes oxygen)
@robkey Future is about orgs doing much of the heavy lifting themselves
 @Belicove There are 5 "P"s to marketing--participation



segunda-feira, 15 de abril de 2013

O mundo online não é mais "wannabe", mas "must" para as empresas. E o tempo não pára


Já parou pra pensar que o que o Brasil esbanja em criatividade, peca em inovação?  Falta disciplina e processos, ainda que não exista uma receita certa para conseguir ser inovador. E, de acordo com Martha Gabriel, uma das profissionais mais conceituadas em Marketing no mundo online, ainda são poucas as empresas (normalmente as grandes) que têm desenvolvido processos de fomento à inovação incorporados ao seu DNA. Mas ela acredita que da mesma forma que tivemos a era da "Qualidade Total" no final do século passado, que disseminou a qualidade nas empresas, nos próximos anos o mesmo processo vai acontecer em relação à inovação nas empresas.  Até que isso aconteça, ela busca enfatizar o quão importante é a vida no mundo digital. "Em alguns anos não será possível sobreviver sem o digital da mesma forma que não é possível sobreviver hoje sem eletricidade. O ON e o OFF co-existem e dialogam o tempo todo. As empresas que permanecerem apenas no off-line estarão limitadas e mancas, conforme as pessoas comecem a usar o online como parte inseparável de suas vidas."  

Martha Gabriel já esteve neste blog e continua sendo um dos posts mais lidos deste espaço eclético, que fala sobre o mundo web, a tecnologia, a comunicação e outras cositas más, vai palestrar pela primeira vez durante o Congresso Mega Brasil de Comunicação, que, pela 16a vez acontece em São Paulo, tendo, como palco, o Centro de Convenções  Rebouças.  Será no dia 24 de abril, das 17h às 18h10. Sua responsabilidade será falar sobre Inovação e Crowdsourcing, duas tendências sem volta do mercado em geral e que  já são realidade no Brasil.  

Portanto, não importa se a empresa é pequena, média ou grande, a presença digital não pode mais ser encarada como wanna be, mas um must, sem a qual não vai sobreviver.  "Por ser um assunto ainda novo e que muda o tempo todo, o digital acrescenta complexidade ao ambiente e ao marketing. No entanto, a existência e sucesso das empresas depende cada vez mais de sua atuação simultânea e integrada entre as plataformas online e off-line." E a areia da ampulheta está quase  acabando.  

Time multidisciplinar

A sugestão de Martha para que a entrada das empresas neste mundo seja bem-sucedida é trabalhar com profissionais multidisciplinares, com maior colaboração e integração de áreas. "Se bem planejada, a comunicação incluindo o ambiente digital pode trazer uma relação custo/benefício muito melhor do que a utilização apenas das mídias tradicionais', disse. O melhor dos mundos é ter agências especializadas no operacional (monitoramento em mídias sociais, design e desenvolvimento de peças digitais, etc.) e o time interno de comunicação de marketing na função estratégica para fazer o planejamento e determinar as táticas e gerir o conteúdo, que depende do posicionamento, da estratégia, da missão, da visão e dos valores da empresa. "Isso não deveria ser delegado a terceiros", concluiu.