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terça-feira, 15 de abril de 2014

#Jornalismo: a vez do otimismo


No último dia 7 de abril, data em que o Brasil comemorou o dia do Jornalista, um artigo do Nieman Journalism Lab sobre o  o 15º Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ), que aconteceu no Texas, realizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, me chamou a atenção. A reportagem baseou-se na apresentação feita pelo editor executivo do The Washington Post, Marty Baron, um dos mais importantes jornalistas dos Estados Unidos, tendo já estado à frente do The Boston Globe e do The Miami Herald. Ele falou sobre a compra do Post pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, trazer um novo senso de otimismo sobre o futuro do jornal e, quem sabe, do jornalismo em geral - e esse otimismo eu compartilho aqui com vocês.

A palestra foi bem extensa e o artigo também traz em detalhes o que Baron disse. Mas, como um resumo, o próprio jornalista reduziu-a em alguns pontos-chave. Numa tradução livre, torno-os claros aqui, numa tentativa de trazer alguma luz para colegas de Redação e donos de jornais que, aqui no Brasil, ainda lutam por dias melhores em relação à tsunami causada pela web 2.0 e suas nefastas consequências...

1. No geral, o jornalismo tem sobrevivido. Ainda estamos aqui.

2 . Os novos proprietários de jornais estão trazendo novo capital necessário e uma série de ideias diferentes; eles estão repensando modelos de negócio.

3. É importante olhar para o desabrochar de novas organizações jornalísticas.


4. Novas formas de contar histórias surgiram, e elas provaram ser particularmente eficazes no processo de fazer os veículos conectarem-se com os leitores. 

5. As pressões sobre a nossa indústria nos obrigaram a prestar uma atenção enorme aos nossos clientes - leitores, telespectadores , ouvintes.

6. As condições atuais do nosso setor estão abrindo um vasto leque de novas oportunidades.

7 . Agora estamos vendo uma nova geração de jornalistas com diferentes e mais completas habilidades entrar em nosso campo. Isso é extremamente encorajador.

8 . Talvez o mais importante: No meio de toda a agitação na nossa área, em meio à ansiedade persistente e generalizada entre os jornalistas , nós estamos fazendo um trabalho forte e importante. Estamos continuando a cumprir a missão jornalística.

Sem ser Polyana, mas um otimista insatisfeito, como ele mesmo se definiu ao reforçar estes pontos, Marty Baron disse que sabe que o jornalismo enfrenta enormes desafios pela frente, mas que não há outra alternativa que não seja o ser  otimista. Afinal, as oportunidades são enormes e é preciso aproveitá-las, todas. "Eu também escolho ser otimista, porque apenas assim eu posso vislumbrar um caminho para o sucesso. Só com o otimismo eu posso ter fé que a nossa importante missão jornalística será sustentada. É essa a convicção que me leva a trabalhar todos os dias. 

A apresentação completa do editor do the Washington Post  pode ser acompanhada em inglês, no site do Nieman Lab, sob o título Optimism is the only option: The Washington Post’s Marty Baron on the state of the news media.  

Este texto foi apresentado originalmente no programa Ponto de Encontro, que desde março deste ano venho apresentando na Rádio Mega Brasil online. Se você não conseguiu me acompanhar pela grade de programação, faça download aqui dos programas apresentados. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Facebook: porque você precisa descer para o playground e aprender a brincar


O Facebook desponta como maior rede de relacionamentos - via site e dispositivos móveis -  e maior mercado online, deixando no chinelo redes como Twitter e todas as demais.  Em mais um webinário promovido pelo Social Media Today, ouvi dicas de como gerar impacto neste playground, para onde todo mundo tem que descer e aprender as regras para brincar e ser feliz.  Os convidados de hoje foram Zach Mangum, cofundador da GroSocial, Douglas Karr, autor de Corporate Blogging for Dummies e CEO da DK New Media, e Dennis Yu, CEO da BlitzMetrics. A moderação coube a Paul Dunay, Global VP de Marketing da Maxymiser, escritor de cinco livros para Dummies. 
Dennis Yu foi quem realmente fez uma apresentação, mais tarde discutida pelos demais. Quem tuitou, usou a tag #smtlive. Portanto, o que eu não tiver coberto aqui pode ser acessado por lá. 
Entre as métricas bastante interessantes que apresentou, ele disse que 23% do tempo gasto em engajamento via aplicativos móveis é da rede de Mark Zuckerberg, que lidera um ranking seguido pelo Instagram, Gmail, YouTube e outros aplicativos da Google - nada de Twitter ou Linked In, que sequer aparecem entre as cinco primeiras.  
Ainda segundo Yu, visitamos o Facebook via aplicativos ou site uma média de 13,8 vezes por dia, com cada visita durando, pouco mais de  2 minutos. São quase 420 visitas mensais, ou 15 horas por mês gastas somente nas páginas do Facebook, ou seja, é muita coisa para se deixar passar em brancas nuvens. Trocando em miúdos, essas métricas servem para chacoalhar empresários de todos os portes. Se todo mundo desceu para o playground do FB, é bom aprender a brincar lá dentro se seu objetivo é fazer negócios e crescer. Até porque, durante o dia, o uso do Facebook responde por quase metade (varia de 46% a 48%) de todas as atividades sociais de usuários de internet.  Comparados a ele, Twitter e Linked In amargam meros entre 7% e 9% do movimento social (Twitter) e entre 1% e 2% (Linked In). 
Com 15% dos consumidores usando a rede para encontrar negócios locais, o Facebook é um mercado que merece mais do que apenas frases de efeito ou pedidos para Likes. A geração de leads que se transformem em vendas deve ser o foco. O desafio está em oferecer um conteúdo de qualidade e consistente, considerando que o que costuma motivar usuários a dar seus Likes a uma empresa tem a ver com receber descontos (40%), mostrar que simpatiza e apoia a marca (39%), ganhar algo (36%), estar informado (34%), para ter informação atual sobre produtos (34%), para ter informação atual sobre vendas futuras (30%), por entretenimento (29%), acesso a conteúdo exclusivo (25%), porque alguém me recomendou (22%), para saber mais sobre a empresa (21%), para educar sobre alguns tópicos referentes à empresa (13%), para interagir (compartilhar ideias, dar feedbacks etc.) (13%). 
Para Yu, devemos romper organicamente o Edgerank, que suprime 99,8% dos posts do Facebook. Como fazer?  "Publicar anúncios dá um impulso orgânico ao algoritmo da rede, aumentando o engajamento com a marca", ensinou. E existe bastante lugar para crescer, já que 3 em 4 marcas ainda não estão usando os FB ads (77%),  Segundo ele, o trabalho das mídias sociais deve seguir os seguintes passos: 

  1. Processo de geração de conhecimento: ele amplifica o que realmente dá certo em mídias sociais para engajar fãs;
  2. O engajamento: uma vez que os fãs estejam engajados, o objetivo é coletar seus e-mails para aumentar as conversões; 
  3. As conversões: que acontecem quando você, a partir dos dois primeiros, consegue aumentar as visitas ao seu site para aumentar as vendas. 

Estes três passsos devem acontecer em função do aumento do conhecimento sobre a marca, da geração de interesse que você vai criar sobre seu público, que vai desejar comprar seu produto e agir para isso. Se você quiser mais detalhes, aqui tem um post bacana de como aumentar o engajamento no Facebook com promoções.
Porque tudo começa com o crescimento da base de fãs, e isso deve ser algo crescente - que aumenta em cerca de 50% quando há uma ação própria para isso, mas deve manter-se em 7% de crescimento em momentos de pausa. Yu ensinou ainda que o engajamento deve representar cerca de 20% do orçamento ou crescer gradualmente e, claro, que este orçamento será diretamente proporcional à quantidade de fãs que deverão ser impactados por uma ação - que, via de regra, deve gerar conversões, sempre. A figura ao lado mostra o ciclo viral do processo. Os anúncios devem gerar tráfego, aplicativos devem ser direcionados aos usuários engajados e o uso do Analytics deve otimizar os objetivos.  
O assunto não se esgotou aqui, mas acho que dá uma boa pincelada em como você pode pensar em aumentar sua presença social pelo Facebook.  Se você gostou, compartilhe, se você tem dúvidas, comente.  

terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma única métrica pode ajudar a calcular ROI de Marketing e definir estratégias


Victor Ho é CEO e co-fundador da Five-Stars, uma startup responsável pela criação da primeira plataforma de automação de fidelidade para empresas localizadas nos Estados Unidos. Ex-consultor da McKinsey & Co., em Nova Iorque, ajudou várias empresas da Fortune 500 com seus programas de retenção de clientes.  É dele a dica de hoje, que tirei de um artigo que ele escreveu para o portal Inc.com.  
Para quem ainda busca sua forma de definir estratégias de marketing nas mídias sociais, Victor Ho ensina uma simples métrica, capaz de determinar todo o Retorno sobre o Investimento (ROI) em Marketing - simples e eficaz. Essa métrica ajuda a encontrar ideias que vão trazer impacto significativo aos negócios.  Como é sabido, o ROI em finanças define-se pelo lucro líquido de um investimento, menos seu custo dividido pelo custo do investimento. Complicado? Nem tanto. Mas, como em Marketing é difícil determinar se o lucro líquido dependeu apenas de uma campanha, a dica do especialista é direcionar as atenções para a receita em relação ao custo. Assim: a receita incremental gerada pela campanha de Marketing dividida pelo custo. Se usada corretamente, a métrica permitirá a qualquer empreendedor saber que decisões tomar para fazer crescer seus resultados. 
Ele exemplificou com um cliente - um restaurante - que gastou 6 dólares numa campanha de mensagens de texto enviadas para cerca de 100 membros de seu programa de fidelidade. Quatro porcento dos leitores do texto vieram à loja e consumiram US$ 110, o que quer dizer que a receita  em relação ao custo da campanha foi 18 x maior. Isso teria sido um bom resultado? Regra de ouro para a maioria das empresas é a de que 5x representam um retorno decente, e 10x, uma corrida à loja. Considerando que o restaurante teria que arcar apenas com o custo dos alimentos, em torno de US$ 30, e gastou US$ 6 dólares no investimento da comunicação com seus potenciais clientes, para obter um lucro de US$ 80, o resultado foi incrível. A recomendação de Victor Ho para este cliente foi a de expandir o programa de fidelidade, enviando mensagens quinzenalmente. 
Se considerarmos apenas esta métrica, podemos concluir que, com investimento menor que US$ 600 por ano, o aumento de receita do restaurante seria de US$ 10 mil. "Uma vez entendida a relação receita x custo", explicou Ho,  "a decisão sobre investir em anúncio em jornal, pagar para anunciar no Facebook ou mesmo fazer promoções fica bem mais fácil porque cada uma delas permitirá que você faça uma estimativa antecipada. Ainda que não seja esta a sua decisão, mas investir em cada uma delas separadamente, você passará a ver qual delas melhor se encaixa para aumentar resultados".

sexta-feira, 9 de março de 2012

ESPM: um dia internacional da mulher pra ninguém botar defeito (até chocolate teve)

Mulheres falam, logo existem. E quanto mais compartilham, mais agregam – aos outros e a elas próprias, em uma onda de frequência diferente da de qualquer grupo masculino. Alguém duvida? Crescemos, saimos da toca, nos engajamos em causas e tornamo-nos femininas, graciosas, guerreiras porque, desde pequenas, falamos. Se em rodas de chás ou de bordado (como nossas avós), academias de esporte, cabelereiros e/ou toiletes (luluzinha que se preza conta a vida num banheiro), fato é que nos comunicamos literalmente ao conversar e prestar atenção uma nas outras, não importa lugar ou época. Com independência para trabalhar, ter nosso próprio sustento (senão o de outros), melhor ainda.  Liberdade ainda que tardia, se considerarmos questões históricas envolvendo nós, mulheres.  


Côncavas, convexas, negativo e positivo, somos todas pluralidades mescladas em chocolate. E foi como acabou ontem, no Dia Internacional da Mulher (#dim), o encontro promovido pela Coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Profa. Rose Mary A. Lopes para falar de nossas trajetórias empreendedoras. Findo o painel, que se iniciou com a apresentação de uma pesquisa sobre a mulher empreendedora, pela profa. Dra. Vânia Nassif, seguido pelo depoimento das empreendedoras Ana Fontes (Elogie Aki), Gica Mesiara (Quadro Vivo) e eu, cada uma de nós saiu de lá com uma caixa contendo pães de mel em forma de uma torta em pedaços... coberta de chocolate.


Diferença no detalhe

Parêntesis, porque blog permite, e isso é um post! São Paulo acordou ainda sob os transtornos da falta de gasolina, causada pela greve dos caminhoneiros. Dia de rodízio, a decisão foi madrugar, porque era isso ou não chegar a tempo.  Ainda que tudo isso pudesse predizer um dia estressante, na ESPM, o local parecia encantado. Já na entrada, a surpresa de encontrar uma dupla feminina tocando violão e cantando, como que recepcionando os alunos. Pode ser meu olhar, mas as mulheres, todas, da competente recepcionista que já tinha todas as informações sobre minha participação, passando pela linda e simpática Siomara  Boihagian, supervisora de eventos que me resgatou no centro de estudos para um café da manhã na sala de reunião, todas #ahazaram em competência, gentileza, feminilidade, ingredientes que fazem uma diferença em qualquer ocasião. 


O resultado não poderia ter sido outro senão sucesso, demonstrando que na ESPM se faz o que se ensina! Nem detalhes como uma toalha de mesa de organza com rosas finamente bordadas e pétalas vermelhas de veludo displicentemente jogadas entre os pratos de mini-quiches, sanduíches de queijo minas em pão de forma integral e um delicioso bolo de aipim coberto com lascas de coco foram esquecidos. A cada "bom dia", acompanhado pelo “parabéns pelo seu dia”, um sorriso se abria em cada mulher que passava, secretária, executiva, responsável pela limpeza... numa generosa cumplicidade que tomou conta do local.  


Bottom-line


Da esquerda para a direita: Gica Mesiara, Vany Laubé, Rose Mary Lopes, Vânia Nassif e Ana Fontes
Fomos lá para falar de como optamos por empreender, as facilidades e dificuldades que enfrentamos e o que poderíamos recomendar para uma turma de primeiro semestre.  Tudo isso em apenas 10 minutos, tempo respeitado entre as painelistas preocupadas em passar seu recado sem prejuízo da próxima. Foi tudo perfeito. Acredito que o conteúdo completo da apresentação sobre mulheres empreendedoras poderá ser solicitado diretamente a Vânia Nassif, que resumiu-a em uma única mensagem, que, em minhas palavras, geraram o que segue: "Há que se priorizar a sensibilidade em tudo o que empreendemos para alcançarmos um mundo melhor para nós e os outros, sem deixar que a tecnologia nos robotize e as dificuldades inerentes ao sermos empreendedoras nos endureça”.  De mais a mais, nem a diferença de idades ou realidades nos distanciaram muito em nossa experiência de como encarar o empreendedorismo, com seus altos e baixos; incertezas e vitórias.  Um viva a todas as mulheres! (Imagens: Nelson Peixoto)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A aula magna: Randy Pausch foi professor. Do que? De vida!

Last Lecture: Achieving Your Childhood Dreams é o nome deste vídeo que achei por acaso na madrugada passada. Mexeu com minhas estruturas as mais internas, depois de um dia de muita discussão e trabalho.

Ontem, dia 25 de agosto dois anos e 1 mês depois deste magnífico professor partir para o andar de cima (e as razões ele explica no início de sua apresentação) - como eu poderia saber disso, não tenho a menor ideia - numa destas viagens que se começa a fazer pela web, ao se perder em links que te levam a outros, achei este diamante.

Como em uma vida, passei por todas as emoções que um ser humano é capaz de produzir ao ouvi-lo. Ri, seriamente o ouvi, aprendi, me emocionei, lembrei-me de situações saia-justas, dos que me fecharam portas, das pessoas de quem reclamei e quem reclamaram de mim, das que ajudei e elogiei também e, claro, chorei de empapuçar o teclado.

Acabo de postar o seu link no #twitter, por razões mais que óbvias, e no Facebook. Mas, como não blogo há tempos, e porque sempre digo em meus podcasts, a internet é para sempre, faço questão de que este vídeo fique no meu blog querido, como referência para meu filho e leitores de #liçãodevida, #honra, #empreendedorismo, #resultados, #imaginação, #divertimento, #realização, #sonho, #determinação, #exemplo do que um Homem - no sentido da #Humanidade, com H maiúsculo deve e ainda pode ser.



Acredito que somos capazes de mudar, sem vínculo a qualquer partido, apenas com nossa determinação. E sem ter sobrenome Guanaes, Jobs, Turner, Murdoch ou Gates. Eu fico com o recado de Pausch! E, quem sabe, um dia, eu consiga escrever o meu próprio, para deixar para meu filhote, um autêntico Laubé... Bom dia!