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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Facebook: porque você precisa descer para o playground e aprender a brincar


O Facebook desponta como maior rede de relacionamentos - via site e dispositivos móveis -  e maior mercado online, deixando no chinelo redes como Twitter e todas as demais.  Em mais um webinário promovido pelo Social Media Today, ouvi dicas de como gerar impacto neste playground, para onde todo mundo tem que descer e aprender as regras para brincar e ser feliz.  Os convidados de hoje foram Zach Mangum, cofundador da GroSocial, Douglas Karr, autor de Corporate Blogging for Dummies e CEO da DK New Media, e Dennis Yu, CEO da BlitzMetrics. A moderação coube a Paul Dunay, Global VP de Marketing da Maxymiser, escritor de cinco livros para Dummies. 
Dennis Yu foi quem realmente fez uma apresentação, mais tarde discutida pelos demais. Quem tuitou, usou a tag #smtlive. Portanto, o que eu não tiver coberto aqui pode ser acessado por lá. 
Entre as métricas bastante interessantes que apresentou, ele disse que 23% do tempo gasto em engajamento via aplicativos móveis é da rede de Mark Zuckerberg, que lidera um ranking seguido pelo Instagram, Gmail, YouTube e outros aplicativos da Google - nada de Twitter ou Linked In, que sequer aparecem entre as cinco primeiras.  
Ainda segundo Yu, visitamos o Facebook via aplicativos ou site uma média de 13,8 vezes por dia, com cada visita durando, pouco mais de  2 minutos. São quase 420 visitas mensais, ou 15 horas por mês gastas somente nas páginas do Facebook, ou seja, é muita coisa para se deixar passar em brancas nuvens. Trocando em miúdos, essas métricas servem para chacoalhar empresários de todos os portes. Se todo mundo desceu para o playground do FB, é bom aprender a brincar lá dentro se seu objetivo é fazer negócios e crescer. Até porque, durante o dia, o uso do Facebook responde por quase metade (varia de 46% a 48%) de todas as atividades sociais de usuários de internet.  Comparados a ele, Twitter e Linked In amargam meros entre 7% e 9% do movimento social (Twitter) e entre 1% e 2% (Linked In). 
Com 15% dos consumidores usando a rede para encontrar negócios locais, o Facebook é um mercado que merece mais do que apenas frases de efeito ou pedidos para Likes. A geração de leads que se transformem em vendas deve ser o foco. O desafio está em oferecer um conteúdo de qualidade e consistente, considerando que o que costuma motivar usuários a dar seus Likes a uma empresa tem a ver com receber descontos (40%), mostrar que simpatiza e apoia a marca (39%), ganhar algo (36%), estar informado (34%), para ter informação atual sobre produtos (34%), para ter informação atual sobre vendas futuras (30%), por entretenimento (29%), acesso a conteúdo exclusivo (25%), porque alguém me recomendou (22%), para saber mais sobre a empresa (21%), para educar sobre alguns tópicos referentes à empresa (13%), para interagir (compartilhar ideias, dar feedbacks etc.) (13%). 
Para Yu, devemos romper organicamente o Edgerank, que suprime 99,8% dos posts do Facebook. Como fazer?  "Publicar anúncios dá um impulso orgânico ao algoritmo da rede, aumentando o engajamento com a marca", ensinou. E existe bastante lugar para crescer, já que 3 em 4 marcas ainda não estão usando os FB ads (77%),  Segundo ele, o trabalho das mídias sociais deve seguir os seguintes passos: 

  1. Processo de geração de conhecimento: ele amplifica o que realmente dá certo em mídias sociais para engajar fãs;
  2. O engajamento: uma vez que os fãs estejam engajados, o objetivo é coletar seus e-mails para aumentar as conversões; 
  3. As conversões: que acontecem quando você, a partir dos dois primeiros, consegue aumentar as visitas ao seu site para aumentar as vendas. 

Estes três passsos devem acontecer em função do aumento do conhecimento sobre a marca, da geração de interesse que você vai criar sobre seu público, que vai desejar comprar seu produto e agir para isso. Se você quiser mais detalhes, aqui tem um post bacana de como aumentar o engajamento no Facebook com promoções.
Porque tudo começa com o crescimento da base de fãs, e isso deve ser algo crescente - que aumenta em cerca de 50% quando há uma ação própria para isso, mas deve manter-se em 7% de crescimento em momentos de pausa. Yu ensinou ainda que o engajamento deve representar cerca de 20% do orçamento ou crescer gradualmente e, claro, que este orçamento será diretamente proporcional à quantidade de fãs que deverão ser impactados por uma ação - que, via de regra, deve gerar conversões, sempre. A figura ao lado mostra o ciclo viral do processo. Os anúncios devem gerar tráfego, aplicativos devem ser direcionados aos usuários engajados e o uso do Analytics deve otimizar os objetivos.  
O assunto não se esgotou aqui, mas acho que dá uma boa pincelada em como você pode pensar em aumentar sua presença social pelo Facebook.  Se você gostou, compartilhe, se você tem dúvidas, comente.  

terça-feira, 16 de abril de 2013

Mundo online: um por todos e todos pela vitória


Não existem fronteiras quando o assunto é o desenvolvimento de estratégias de comunicação e negócios no ambiente social. Na verdade, a vibe que o Brasil vive - com as dificuldades em encontrar a fórmula ideal de entrar e se dar bem no mundo online, aumentando as vendas, mantendo os clientes engajados e falando bem da gente, da nossa marca, de nossos produtos - está na mesma frequência da dos países desenvolvidos. E nem mesmo outras distâncias - políticas, econômicas, de cultura, de língua, de ambiente - que talvez nos fizessem pensar que estejamos no jardim de infância do movimento social gerado pelo casamento da internet com a tecnologia - e que tornou a web um ambiente social engajado - fazem diferença quando o assunto é como sobreviver no mundo online.
Hoje, como uma das 1300 pessoas inscritas num webinário gratuito, promovido por um dos grupos a quem sigo, recomendo e do qual tiro vários ensinamentos, o Social Media Today, pude fazer mais tranquila esta constatação, que, acredito, pode ser um alento a empresários e colegas que me questionam a respeito, com medo de perder o bonde da história. O que escrevo a seguir vale como suíte do último post - no qual resumi a entrevista concedida pela Martha Gabriel, por conta de sua participação no Congresso Mega Brasil de Comunicação 2013, que acontece na semana que vem, aqui em São Paulo.  
O desafio do painel Social Marketing & The Resourcing Challenge: Outsourcing vs. In-House foi discutir se o Marketing Social deve ser terceirizado, contratando-se agências especializadas, ou se a fórmula é usar e abusar do time interno, que certamente está cheio de talentos. Patrocinado pela #Oracle e moderado pela fundadora e membro do conselho do Social MediaToday, Maggie Fox, foi um papo de uma hora com o colunista da Forbes, autor e conselheiro empresarial Mikal E. Belicove, e com os executivos de agências Rob Key (CEO da Converseon) e Chris Vaughn (Diretor de Marketing da DigitalSherpa).
O que eles falaram serviu como luva para ratificar o pensamento que a Martha Gabriel vai levar ao #congresso4em1.  Independentemente da briga de egos que rola nos bastidores deste cenário corporativo, montar equipes multidisciplinares trabalhando em conjunto para transformar toda a nova comunicação e o engajamento advindo dela em leads de venda e em fidelização de marca, como consequência de um trabalho bem feito - esse parece ser o maior desafio que deveremos enfrentar se quisermos virar a página e seguir em frente nesta nova ordem mundial de se fazer negócios e sobreviver. Nós aqui e o mundo lá fora. 
Ainda que ao final deste post, eu cite os tweets divulgados pelos próprios participantes durante o evento, a conclusão é que ninguém sabe mais sobre seu próprio  negócio do que o time interno de marketing - que deve envolver internamente outras competências (leia-se a turma da Assessoria de Imprensa, do RH, de Vendas etc.) para essa comunicação dar certo (ai, ai, ai) - conforme disse Mikal Belicove.  Por outro lado, como bem pontuado pelo Rob Key, como falta maturidade nas empresas, é justamente nas agências que o cliente vai encontrar os consultores e especialistas que farão a ponte entre seus objetivos (como empresa/marca) e o como lidar com toda a gama social de relacionamento que o Marketing Social envolve. "É muito trabalho para o time interno lidar sozinho se o objetivo é drive the change (gerar a mudança)", disse.  Por fim, ainda que as universidades se atualizem para formar especialistas, isso não é algo que vai acontecer de um dia para outro, levantou Chris Vaughn.  
O melhor a se fazer, então, é ter todo mundo jogando em time como em final de campeonato - ainda que cada um seja de uma bandeira específica da Comunicação ou da área interna da empresa envolvida no jogo.  De uma coisa ninguém discordou:  conteúdo educacional de qualidade,  que eduque ouvintes, leitores, participantes sobre seu mercado para proporcionar a melhor experiência cliente/marca, isso é a pedra filosofal do processo de comunicação engajada.   A seguir, o webinário pelos próprios protagonistas:
@Belicove Truly understanding brands and their goals is often harder than creating content #smtlive@Belicove The best clients are ones who realize they have a digital presence and want to know how to use it well #smtlive
@digitalsherpas the less esoteric agencies are, the more customers will trust them to create content #smtlive
@digitalsherpas consultancies and agencies should share their best practices #smtlive
@robkey Sometimes the world's best experts live in agencies and consultancies #smtlive
@robkey lot of science and plumbing to social intelligence, but still finding stories is still art
@Belicove Good content creation needs a willing partner in clients. Much easier to edit than create. 
@robkey External forces are often still needed to drive change 
@Belicove someone in-house is likely to have more passion for your brand than I ever will 
@Belicove I truly believe I'm doing my job correctly when clients start moving in-house 
@digitalsherpas "engagement" is overused. the goal should be "conversion"
@digitalsherpas small biz expects (and deserves) content marketing expertise 
@robkey social can often technically be easy, but culturally difficult 
@robkey 4 stages to social for business: ad hoc, stovepipe, enterprise, enablement (when social becomes oxygen)
@robkey Future is about orgs doing much of the heavy lifting themselves
 @Belicove There are 5 "P"s to marketing--participation



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Web Expo Forum: momento é das empresas trabalharem seus dados para sobreviver

Tendência do mundo dos negócios da internet para 2013, o BIG DATA, que se define como a quantidade exponencial de informações agregadas no meio virtual, vai nortear o relacionamento entre marcas e consumidores daqui pra frente, como uma evolução do próprio processo da internet. Isso quer dizer que todos rastros que vimos deixando sempre que nos cadastramos em cada passagem por sites, plataformas de rede, via computadores, tablets, smartphones e outras parafernálias eletrônicas que vão incorporar cada vez mais o acesso online, são a bola da vez para as empresas não somente nos ouvirem como consumidores, considerando nossas sugestões para melhorar seus produtos e gerar nossa fidelidade, mas para garantir a própria razão de existir.  

O tom do primeiro dia da 7a edição do Web Expo Forum, que a Converge Comunicações realiza no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, foi o social de um ponto de vista mais maduro, consolidadas as bases e as plataformas para o relacionamento entre pessoas, empresas e mercado.  Falou-se de social commerce, social media, social business, do conceito de VoC (Voice of Consumer) e até mesmo do bom e velho e-mail, que ainda é a  ferramenta de marketing digital mais bem sucedida e parece que terá vida longa, se cuidado comme il fault para desempenhar seu papel e garantir sustentabilidade aos seus usuários. Por fim, os caminhos para uma economia compartilhada, com exemplos de bons resultados que já mexem o mundo lá fora.  

Para dar uma palha sobre cada um dos encontros cobertos pelo blog, compartilho a seguir um pouporri de pensamentos e informações trocadas neste dia.:  


Painel: da esquerda para a direita, Fernando Taralli, Guilherme Toussaint,
Claudiney Santos (Converge),  Marcelo Póvoa e Braulio Medina. 


Marcelo Póvoa (MPP Interativa): "O caminho da inovação ao sucesso é darwiniano" (Referindo-se a empresas que tiveram seu ápice na primeira onda da internet e que perderam espaço pelo caráter de inovação e ousadia de concorrentes).  
"O consumidor que, de analógico na era pré-web, passou a ter um poder incrível tanto no pré-venda, quando durante e no pós-venda, é, nesta segunda onda da internet, atacado por uma massa de informação incontrolável. Ao mesmo tempo, ele deixa rastros por todo o tipo de aparelhos (tablet, celular, computador) e redes (web-sites, plataformas de redes sociais, e-mails, SMS).  São estes rastros que correspondem ao BIG DATA que as empresas devem trabalhar para inovar e garantir sua sustentabilidade."
"Em 2012 a internet produziu mais dados do que em toda a sua história.  Estes dados são  comportamentos que criam uma base de qualidade a ser explorada pelas empresas.   Todos os algoritmos  (cada vez mais rápidos, poderosos e precisos = e inflexíveis, porque são números...) gerados em banco de dados mundo afora permitem a criação de comunicação, ofertas, publicidade, atendimento e melhoria de produtos e serviços para gerar lealdade, diferentemente do que era a comunicação aberta de massa.  Isso é tudo muito inovador e desafiador, estamos apenas começando a mexer com isso."
"A Mineração de dados via ser humano - ou seja, juízes que fazem análise semântica de algo detectado pelo algoritmo, para saber se será tendência ou apenas um dado sem importância - é que vai ajudar o algoritmo a interpretar e ajustar os dados coletados para entender comportamentos de consumo  e segmentar a publicidade."  
Guilherme  Toussaint (Adobe):  "A cada ano, o mercado corporativo é atingido por mais de o dobro de informações produzidas pelo mercado.  De 2009 pra cá, todo o conteúdo criado é publicado e uma configuração de dados permite que, com base numa experiência anterior com um determinado consumidor, uma empresa possa ofertar algo específico, de acordo com o comportamento deste consumidor. A vantagem do Brasil sobre o uso do big data em relação ao que acontece lá fora, é que, apesar de eventualmente atrasado em termos de tecnologia, sua atualização é rápida quando a tecnologia chega aqui."
Braulio Medina (Vortio): "Sou matemático  e tenho como meta casar os dados com a comunicação como tendência do processo de interação com os consumidores.  Com o advento das redes sociais  e o mundo totalmente cabeado, cada um de nós é um potencial hub de comunicação com poder de impactar consumidores, criando um enorme ruído de comunicação competindo com os canais de mídia tradicional.  O atendimento hoje em redes sociais envolve que cada empresa esteja nelas para fazer CRM,  Marketing, Pesquisa de opinião, Controle de qualidade ... As redes permitem analisar o comportamento do consumidor, saber dos problemas vividos pelo consumidor (para tomada de ação), enxergar as tendências e fazer SAC 2.0."
"Amigos de amigos fazem clusters de comunicação. O que o big data permite é responder a antigas perguntas complexas - com cruzamento de dados.  Medimos sentimentos, percepções vínculo emocional, relevância e sustentabilidade, além de números como valor de mercado, preço etc..." 
"Os memes de internet são símbolos simples que denotam comportamento ou uma ideia replicada. Podemos mensurá-los do ponto de vista quantitativo e qualitativo e isso vai nos permitir calcular e comparar métricas, entender o consumidor, criar conversas com significado e reduzir o risco reputacional, entender a performance dos canais de mídia." 
Fernando Taralli (VML): As CasasBahia.com.br é um caso de cliente que resolveu gerir seus próprios dados, independentemente do Goggle - uma prerrogativa para gerar inteligência que que, usada em comunicação, faz com que o uso dos dados gerem muito mais resultados. Este fato  está se tornando tendência de grandes players, como a Amazon.com. Graças a isso, pudemos  segmentar uma campanha de comunicação online para cada segmento ou atitude do consumidor em cada momento.  Antigamente se a propaganda considerava ou eu sou... hoje, é o eu estou (em plataforma, em device)."
"O futuro é usar dado digital para tráfego na loja física."   
Danilo Hoffmann (Verint):  O VoC (Voice of the customer) é um novo conceito que tem por meta gerar fidelização do cliente, a partir da melhoria da experiência do cliente com a marca. Isso pode envolver  a melhoria os produtos melhoria dos canais de contato com os clientes e  de dados que façam sentido.  Um dos principais desafios é usar os diferentes dados que existem dentro da empresa (no Marketing, área de Produtos, SAC etc.) que são analisados e endereçados corretamente.  Nosso resultado tem sido o de que 70% de empresas que ouvem os clientes, por meio de ferramentas apropriadas _ pesqusa interna da Verint _ recebem feedback positivo." 
"Para que o conceito seja absorvido nas empresas, é preciso que se monte uma equipe de profissionais alocados para este trabalho de ouvir a voz do cliente e interagir internamente para proporcionar a melhor experiência com os consumidores. Geralmente são pequenas, em média 4 pessoas.  Envolve ainda: Mudança organizacional para criar esta nova cultura, ter aliados internos nesta tarefa, conseguir um sponsor executivo e definir metas razoáveis."  
Sergio Rangel (Akna Software): "O uso do e-mail marketing pelas empresas passa por estágios e mitos:
  1. Mala direta (primeira analogia de quem escolhe o e-mail marketing como plataforma de relacionamento).  Mito: Quanto mais e-mails, mais chances de conseguir vender. Na verdade, é a qualidade da mala-direta que estabelece a relação de compra. 
  2. Relacionamento = uso de boas práticas  (etiqueta de e-mail).
  3. Segmentação = nesta fase, a relevância é fundamental para que o e-mail chame a atenção.
  4. Engajamento = depende não apenas do esforço de criação de conteúdo, mas da reputação dos IPs que carregam as mensagens. Quanto maior a quantidade de e-mails que soltamos, mais pesado fica para os IPs carregarem e isso gera mais incômodo para os provedores.  Quando maior o índice de reputação dos provedores, mais chances de entrega na caixa de entrada (e não spam) você/sua empresa vai ter. 
  5. Inteligência = falar de forma segmentada, com engajamento, com nichos de mercado diferentes. Junta-se tudo do que foi feito até agora."  
"Provedores começaram a criar ferramentas anti-spam porque representa banda, armazenamento de um monte de e-mail inútil que não  está sendo pago.  Por isso, mais que comprar uma listagem de e-mails, é fundamental limpar a lista. Como limpar? Usando métricas de abertura de e-mail. Se uma pessoa nunca abriu seu e-mail, limpe a lista e mantenha alta a reputação de seu e-mail.  É o que chamamos de higienização da lista. 
"Ao enviar um e-mail marketing, sempre tenha em mente:
  • Pra quem vou mandar?
  • O que vou mandar?
  • Por que vou mandar?
  • O que farei com o resultado disso tudo?"

terça-feira, 2 de abril de 2013

Coisas em que acredito

O mundo muda, a fila anda, mas tem coisas as quais a gente nunca abre mão, como nossos princípios e valores. Quem nunca assistiu a um vídeo do TED, está perdendo a oportunidade de conhecer novos pontos de vista, de pessoas que estão fazendo a diferença aqui e acolá.  Numa destas minhas andanças pelo site, deparei-me com o Bono, vocalista do U2, numa palestra que considero antológica e que, sem a tecnologia e a internet, a gente teria muito mais dificuldade de conhecer. Bono fala sobre as boas novas sobre a pobreza - porque existem boas novas a respeito.



Qual sua opinião sobre tudo isso?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Curadoria na web. O que é, como fazer etc.


Fonte: http://bit.ly/HWpXWR  

Com base no artigoescrito pelo CEO Steven Rosembaum, da Magnify.net (apresentada como a maior plataforma decuradoria de vídeos na internet), para o blog da Fast Company, sobre curadoria de informação, o blog vai dar umas diquinhas de como você pode fazer este trabalho e tornar-se um super-herói da internet para o mercado no qual atua.  Por que?

Só mesmo sendo super-herói para achar trigo no meio de tanto joio de uma troca de apenas um dia de movimento na web, que totaliza, nas contas do CEO: 250 milhões de fotos enviadas para o Facebook, 864 mil horas de vídeo carregados no YouTube, e 294 bilhões de emails enviados. E isso sem contar check-ins, solicitações de amigo em redes, ou os pinos de Pinterest... 

Quem 

A figura do curador emerge da realidade assustadora de que, mesmo com bons metadados, os programas por trás de redes e provedores consideram os dados trocados na web como "um amontoado de informações"... e ainda que os algoritmos tenham melhorado na detecção de spam, eles não estão acompanhando a tsunami de troca em tempo real.  Os números ultrapassam os zettabytes e, para se ter uma ideia,  um  zettabyte é um trilhão de gigabytes;  ou seja o número 1 seguido de 21 zeros à direita.

Steven Rosembaum acredita que só mesmo uma parceria entre seres humanos engajados e máquinas para nos livrar de um dilúvio de informações não “tratadas”.  E esta parceria é a curadoria; o ato pesquisar, contextualizar e organizar as informações de uma área específica.  Curadores são aquelas pessoas que atualizam conteúdos, tornando-os consistentes sobre o que é interessante, o que está acontecendo de mais novo e bacana dentro daquela área de conhecimento ou informação.   São como um filtro crítico que ajuda os consumidores a encontrarem conteúdo relevante de seu nicho, sem ruídos.

A página que Mimbo, nova rede de empreendedorismo criada no Brasil no início do mês lança oficialmente hoje, a MimboCult, é uma experiência que pode virar curadoria de assuntos ligados ao empreendedorismo e negócios. A intenção é a de que esta página esteja  entre a web e os leitores ou participantes da rede, utlizando todas as ferramentas à sua disposição para "pescar" na web, e puxar para fora do fluxo de dados pérolas de sabedoria, notícias, novas vozes, e outros detalhes importantes. Para complementar este trabalho, a rede contará com uma equipe de blogueiros que vão trazer para aquele espaço temas de interesse. Eu estarei entre eles, falando de comunicação corporativa.

Como

Mas, como atuar como um curador?
  • 1    Pesquise muito sobre um assunto específico.
  • 2    Encontrado o conteúdo de interesse, busque adicionar contexto relevante de acordo com o públic-alvo do material. Opinião sempre conta de forma positiva se você entende daquele assunto.
  • 3    Sempre atribuia ao criador seu crédito, preferencialmente puxando um link para a fonte,  respeitando os direitos de publicação. 
  • 4    Ao usar imagem, atribua a fonte ou, em caso de não poder usá-la, busque junto ao seu criador a aprovação para seu uso.

Com estes pequenos cuidados, você pode repassar assuntos com algo mais, sem ferir a etiqueta do mundo web – aliás do mundo todo, virtual e real.  Quer saber mais sobre o tema? Rosembaum dá a dica: Maria Popova, editora do Brain Pickings,  está ajudando a criar um Código de Curadores.   

Acompanhe alguns exemplos de experiências de curadoria e... mãos à obra (clique em cada um dos nomes a seguir para ser linkado diretamente às suas páginas)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Campus Party BRA começa hoje


  • Preparar as malas,
  • Apontar para as tags que ajudarão o evento a se tornar trend topic nas redes sociais e
  • Camping!
Esta semana, São Paulo será palco de um dos mais importantes eventos da atualidade: a 5a edição da Campus Party Brasil (CPBR5, #campuspartybra).  Apresentado como maior acontecimento de tecnologia e internet nas áreas de ciência, inovação, cultura e entretenimento digital do mundo, o evento já faz parte da agenda cultural da capital paulista e também do País.  Vale a pena acompanhar, ainda que virtualmente. E opções para tal não faltam. Anote aí:

Site: www.campusparty.com.br
Campus Live – Transmissão ao Vivo: http://live.campus-party.org
Blog: http://www.campus-party.com.br/blogoficial
Twitter: http://twitter.com/CampuspartyBRA
Youtube: www.youtube.com/campusparty
Facebook: www.facebook.com/campuspartybrasil 


Pra quem quer saber tudo em detalhes, de uma só fonte... segue o link para o press-kit excepcionalmente bem elaborado!  #carpeomnium



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A convergência, os e-mails e as previsões sobre o fim do mundo. E agora, José, qual é a sua praia?


Imagina! Chego de férias de onde sequer podia fazer ou receber ligações via celular (sem qualquer estresse sobre abstinência de internet e outros tipos de contatos), e, em apenas 10 minutos de uma rápida corrida pelos e-mails e Facebook me deparo com, pelo menos, três novidades valiosas para um boletim, um texto no blog, comentários...

Percebo o quanto, em segundos, sou capaz de retomar o contato e os posts interrompidos e, ainda mais, o quando torno-me, assim, polinizadora de inform(ações) –  tomando partidos, categorizando-me dentro do vasto espectro de temas e posições que nos fazem pluripartidários (ou não!), ao dividi-las com meus grupos no Facebook, junto a blogueiros, twitteiros, pessoal do Linked In, Skype... (está tudo cada vez mais conectado, #nénão?) e gente com quem troco... Ao  disseminar, divulgar e opinar torno-me agente político que, queiramos (ou não), é resultado inexorável de cada postagem, de cada curtição, de cada comentário.

Mais uma vez, fica óbvia uma recente atualização que fiz do conteúdo de um dos mais conhecidos bordões criados pelo imortal Antoine de Saint-Exupéry.  “Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que postas”. E volto a pensar que a paráfrase em si não aconteceu por acaso – permitindo, somente aqui, abrir mais um parêntesis sociológico sobre as necessidades de afeto e compartilhamento de todo ser humano... somos seres sociais, nos responsabilizamos pelas coisas se temos consciência de nossa existência, queremos ser cativados e - também - pelo que falamos, escrevemos, postamos...
  
Meu de(vany)eio vai além. Após a leitura rápida daqueles três conteúdos, me pergunto o quanto e como esta ação de ler, repassar, comentar, querer escrever a respeito, alimentando, com minha história, meus pensamentos e crenças o que foi dito, escrito, criado. Como isso é capaz de mexer com o mundo a cada segundo.  E mais... o que nos leva a diariamente chegar às novidades que nos interessam e nos fazem focar em determinados assuntos em detrimento de outros?

(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este?  Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)

Pausa. Menos, Vany, volta ao que você se propôs a escrever: como a gente pode chegar aonde queremos? De verdade?  A retrospectiva ao como cheguei a estas três novidades, apenas hoje, é a chave (ou uma delas, claro).

1.      Convergência de redes: Abro o computador e logo sou avisada via Skype do aniversário do #twigo Marcelo Negrini, a quem entrevistei por conta de um #webexpoforum alguns anos atrás. Vou, então, para o Facebook, onde deixo meu parabéns a ele. Aproveito para dar uma “espiadinha” (ahá!) em sua timeline. E não é que encontro a primeira novidade, #tudodebom?  Foi postado na semana passada, mas é muito bacana o curso que ele recomendou da Social Media Marketing Fast Track - MarketingProfs University http://bit.ly/xdQ7AG.
2.      E-mails #r4ever: tendo lido sobre o curso e pensando em recomendá-lo a um amigo, abro meu gmail pra encaminhar o link, mas, claro, dou antes uma checada básica nos mais de 200 que recebo diariamente - cuja metade, sem sacanagem, vai pra cesta do lixo. É lá que encontro outra novidade, enviada pela turma do Summify, sobre sua compra pelo Twitter. De lá para um twitter do criador, que respondeu a alguns colegas sobre a operação e a pelo menos dois textos de blog a respeito para me informar completamente do fato foram alguns milésimos de segundo (#cazuzafeelings).  Taí o assunto pro Boletim Mosaico Social da semana!


      A terceira novidade entrou também via e-mail, de alguém cuja credibilidade é ilibada, e, por isso, me deixou com a maior pulga atrás da orelha sobre para onde vamos com todas as coisas que lemos?  Trata-se disso aqui: Skyquakes: Warnings From Earth's Destabilizing Core | Before It's News http://bit.ly/x6dvJ9Ainda não sei se resolvo cair de cabeça nessa que parece, a princípio, mais uma das previsões apocalípticas. Como não sou nenhum Nostradamus ou estudiosa de tais previsões... leio com cautela, procurando me manter distante o suficiente para avaliá-la com o pouco de conhecimento de física que tenho. O máximo que me permito concluir é que pode ser... Mas a dúvida permanece, porque sobre esta coisa de o mundo começar a se esfacelar por conta de movimentos magnéticos já apresentados em filmes (por sinal o 2012, quem não viu?), eu realmente não quero pensar... E volto para minhas leituras, estudos sobre #socialmedia, meus textos, podcasts e de(vany)eios menos pesados... afinal, amanhã terá mais notas, e-mails, fotos, posts... pra trocar, avaliar, pensar a respeito, aprender... são tantas emoções (e ações)... E agora, José... penso, qual é a tua praia?




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que é necessário para ser estrategista em #SM

A partir de hoje, o blog passará a ter mais informação e menos opinião. Afinal, "rata de internet", sei que uma de minhas melhores habilidades é fazer boas pesquisas para encontrar conteúdo estratégico.

Com tanta novidade rolando por aí, contada de tantas formas diferentes, nada mais apropriado que usar este espaço de comunicação e informação eclético para dividir - com agora meus 200 leitores -  o que de mais bacana encontrar em minhas buscas para estudos e análises - que não páram, não importa a atividade na qual esteja enfronhada.

Como o infrográfico é uma das formas mais completas e bacaninhas de estudar, porque alia um visual criativo com um texto dinâmico e curto, começo com este. Ele resulta de dados tirados do Linked In em ofertas de empregos postados para a área de #SM (mídias sociais)) e um relatório do Altimeter Group.

A fonte primária foi o meu próprio jornal, desenvolvido a partir de tweets e posts dos meus #twigos, o  "The + Mosaico Daily", sobre o qual postei no blog empresarial e é uma das primeiras referências de minhas leituras diárias.  Depois de passar pelo infográfico, você ainda vai dizer que as mídias sociais são bobagem, gratuitas e desenvolvidas por gente sem noção? #pensenisso


[INFOGRAPHIC] http://on.mash.to/roWark

quinta-feira, 7 de julho de 2011

QuatroxUM: Martha Gabriel, KakaMachine, Perestroika e Porto Alegre. O que tudo isso tem a ver...comigo

A musa Martha Gabriel vem por toda uma comissão de frente, bateria, enredo de primeira, alas impecáveis – basta checar o que esperar no PDF do curso – e alegorias complementares. E, para fechar, um Happy Hour exclusivo, com Perestroika. Tudo isso com o inestimável apoio da DMI, Altos Eventos, CoWorking e Fajers. É o primeiro Curta4x1 de 2011, idealizado pelo Oscar Ferreira, a quem me associei não por acaso. Poderia ser melhor?

Admiração coletiva e a reunião de expertises específicas que, juntas, deram liga. Só isso pode explicar o parágrafo acima. Para criar interesse em desenvolver um trabalho conjunto, do nada, só havendo magnetismo, respeito, reconhecimento do que cada um sabe e pode fazer pelo outro – mutuamente - e dedicação conjunta no momento necessário.  

Marcar presença de forma positiva em Porto Alegre -  centro de excelência com os melhores índices de longevidade, educação e renda do Brasil, segundo o censo de 2000 - foi o que motivou a conexão entre os talentos Martha Gabriel e Oscar Ferreira e a deste com todos os demais parceiros nesta empreitada, inclusive eu. Associada a ele no Instituto QuatroxUM desde o mês passado, oficialmente coordenando as atividades de comunicação, mas, na verdade, como acontece em toda start up company, fazendo de tudo um pouco.

Como tudo o que tem sido quase regra neste admirável mundo das mídias sociais, tanto minha relação com Oscar Ferreira como a dele com Rodrigo Hurtado e sua equipe incrível (beijo para Milena Tavares), Fernanda e Mariana, da Altos Eventos e demais citados, a aproximação com a Martha Gabriel começou virtualmente.  

Máquina

Kaká Machine, assim conhecido por motivos óbvios, é jovem visionário de ideias disruptivas, avesso a adjetivos comuns ao mundo corporativo, rebelde com causa e sede de mudança revolucionária na forma de pensar e fazer o mundo. Fosse Martha Gabriel engenheira, pós-graduada em Marketing e mestre em Artes, quase um mito quando o assunto são conexões humanas, novas mídias e inteligência coletiva, interatividade social etc., nada seria empecilho para Kaká Machine. Por isso, convidá-la para seu Circuito4x1, único evento circulante do Brasil de caráter sócio-educacional, o que poderia ser um problema para muitos, para ele foi... simples.

Com o objetivo de incentivar um ambiente de desconstrução de pensamentos, teses e teorias em prol do pensamento criativo digital brasileiro e interativo para troca de idéias e experiências entre profissionais, o evento viria a acontecer em seis cidades em sua primeira edição, abrangendo áreas de marketing digital, comunicação, vídeo web, mobile, empreendedorismo e comércio eletrônico. Um encontro gratuito, democrático, aberto para diferentes públicos, mas com objetivos iguais.  Quando da edição do evento em São Paulo, em junho, Kaká não teve dúvidas ao incluir o nome da diva momento como palestrante. Aceito o convite, criou-se o relacionamento, que foi crescendo ao longo do tempo, especialmente depois do feito dele ter, sozinho, juntado mais de 2 mil pessoas com sua iniciativa desconstrutiva.

O instituto

Consolidado o evento, era hora de partir para o que seria seu maior sonho; montar o instituto de ensino que serviria como base para que o projeto de mudança compartilhado com outros colegas criasse forma e tornasse realidade diante da revolução informacional  pela qual o mundo passa, ele não tem dúvidas. “Não será o alto clero que irá desenvolver inovação ou espírito de criatividade dentro de uma empresa; talvez o espírito até seja influenciado, mas quando a massa cefálica tiver que funcionar, e as mãos a trabalhar é a base da pirâmide que terá que agir”, escreveu uma vez em seu perfil no Facebook.

Descontrução

Para quem “a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso”, não é de se espantar que ele, com apenas 22 anos, seja exatamente uma máquina de descontruções e performances de deixar cair o queixo de pessoas como o jornalista e Doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, uma das 50 pessoas mais inovadoras do País, que, em prol de admiração mútua foi o primeiro profissional da área a apostar no sucesso da iniciativa do Instituto QuatroxUM. “Percebi que havia uma necessidade latente do mercado de estudos verticais sobre a influência das tecnologias digitais na vida do ser humano. 

A proposta da QuatroxUM é desenvolver eventos, cursos, grupos de estudos, desconferências e workshops por todo o Brasil, levando um pensamento inovador e questionador”, explica Oscar Ferreira.  “Oscar me pegou de jeito numa entrevista, a melhor que dei em muito tempo”, escreveu em seu blog, antes de ser trazido por duas ocasiões para aplicar em São Paulo seu Grupo de Estudos Estratégia 2.0: onde estamos, para onde vamos?, a primeira em junho e a última no dia 2 de julho, ambas com resultados bastante positivos, na opinião de Nepô. “Locais, pessoas, discussões tudo foi muito bom”, disse.  

E eu?

Como eu conheci Kaká?  Ele convidou-me para um café depois de acompanhar meus tweets e perceber que eu poderia reverberar suas ideias disruptivas – talvez ele seja em parte um Chaplin reencarnado, porque seu conhecimento sobre o ser humano vai além de leituras ou estudos. É poder intrínseco ao seu existir.  Comemos sal? Sim, estamos todos os dias enfrentando as adversidades de uma empresa em início de carreira, mas conscientes e respeitosos da dor e delícia do processo de cada um no que concerne às responsabilidades sobre o todo, especialmente em relação aos "nossos Danis", ambos do dia 18 de março – dá-lhe coincidência! #nadaaconteceporacaso

Porto Alegre

O evento envolverá um dia repleto de informação e conhecimento digital com formadores de opinião e professores do mercado.  Durante todo o dia, Martha Gabriel  dará, no auditório Talento Empreendedor, da FAJERS, o curso Marketing na Era Digital. E, das 19h às 22h, Oscar Ferreira, Tiago Mattos e Felipe Anghinoni, os dois últimos diretores de Whatever da Perestroika, serão os anfitriões de um debate no Curta 4x1 (evento pocket do Circuito 4x1), que acontecerá no espaço Nós Coworking. 

O Curta 4x1 é GRATUITO e o curso pode ser adquirido em até 10 vezes no cartão.  As informações sobre endereço, preços, conteúdo do curso, perfil dos convidados e formas de pagamento podem ser acessadas diretamente do hot-site criado para tal: www.curta4x1.com.br.  

Uma experiência para ficar na memória da cidade de Porto Alegre, depois que o próprio prefeito retwittou o evento, para os inscritos e para a história do instituto QuatroxUM, que passa a ter parte de sua origem balizada pela pluralidade de identidades que marcou o início da civilização de Porto Alegre. Bem ao estilo @kakamachine.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quando CEOs reproduzem NOSSO discurso, é porque está na hora de olharmos para as novas tendências a caminho


O lançamento do Social CRM pode ser a mudança de paradigma no mercado corporativo brasileiro
“O controle sobre as mudanças parece consistir em nos adiantarmos a elas, não em esperarmos que aconteçam. A antecipação nos dá o poder de orientá-las em nosso favor.”

Marshall MacLuhan

Para quem não viveu ou não pesquisou, o dia 11 de novembro é tão emblemático mundialmente quanto o mesmo dia de dois meses antes. Agora, não apenas pela coincidência de ter sido a data da assinatura do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial, como também, durante a II Grande Guerra, o dia em que a Alemanha invadiu a França e os Estados Unidos, a Itália, o 11 de novembro no Brasil, pelo menos, pode ser considerado o dia em que um empresário ecoou o mantra que nós, da área de Comunicação, vimos entoando há anos.

"O mundo já mudou. A hora é de se adaptar ou morrer." A frase foi espetacular porque dita por um Chief Executive Officer. John Lima, da Coffee Bean Technology, empresa americana nascida no vale do Silício com forte sotaque brasileiro, baseou-se em Marshall MacLuhan para encantar as plateias para as quais apresentou-se naquele dia – imprensa, clientes potenciais e especialistas –, e nos dias que se seguiram a sua rápida visita ao Brasil, que o levou a Campinas, com apresentação no CNPq, onde a empresa mantém seu centro de Desenvolvimento.

Quem não pôde comparecer à apresentação de Lima, pode (e deve) baixar o livreto intitulado The Click Company “Adapte-se à Mídia Digital ou Morra”. Está lá a menção ao sucesso de seu primeiro empreendimento – a Cyclades Corporation – conseguido graças ao alinhamento ao Linux, quando ainda novidade. A frase dita por ele na apresentação “passamos de empresa remando contra a maré, para – depois de achar a corrente correta – surfar na direção do sucesso” também figura no livro. Mas a recomendação da leitura é talvez o maior motivo pelo qual este post existe de fato. Fácil e rápido de ler, com ilustrações e tabelas, a publicação de apenas 60 páginas pretende ser a forma como a empresa pretende mostrar aos líderes empresariais brasileiros que ainda se mantêm atrelados ao antigo sistema hierárquico, centralizado, segmentado, isolado, seqüencial e lento da empresa clássica, o que nós, jornalistas e blogueiros, fazemos há mais de meia década, por baixo.

Como uma cartilha para as empresas médias, seu público-alvo, a Coffee Bean criou o conceito da Click Company, “metáfora para descrever uma empresa inteiramente alinhada com a mídia digital”. Ou seja: holística, participativa, distribuída, horizontal, assíncrona e instantânea.

De empresário para empresário

A introdução é do jornalista Renato Cruz. Ele explica porque nossos salários – dos jornalistas profissionais - baixaram tanto: lei da oferta e procura. Como luz no final do túnel, porém, diz que ainda que a internet tenha tornado a informação abundante, “mais importante que tê-la, é saber usá-la com inteligência”. O livro explica que, inicialmente, a internet foi usada apenas para reproduzir o modelo de jornalismo impresso, com seus conteúdos repassados às novas plataformas. Só mais tarde passamos a entendê-la como tecnologia com a qual passamos a interagir de forma a permitir que ela mudasse nossos padrões de reflexão e comportamento, gerando mudanças de integração social.

A partir deste momento, chega-se ao modelo de negócios tanto dos jornais, como o de qualquer outra empresa que elege o modelo hierárquico (sem mencionar a teoria descoberta por Paul Baran, em 1964, mas numa clara alusão a ela). Segundo os sócios John Lima e Marcio Saito, este modelo passou a não ter mais espaço na nova ordem econômica mundial. “A tecnologia tem o poder de vagarosamente (e sem criar resistência) (sic) nos transformar até que, finalmente, ela nos modela nossa mente.” Daí para entrar em como sugerir às empresas tornarem-se modelo no ambiente digital, o livro entra em aspectos dos efeitos da mídia impressa e digital, transição do trabalho fixo para funções transitórias, a morte do especialista, a identidade pessoal no contexto coletivo até comparar a empresa clássica x digital, apontando literalmente diferenças e sugerindo soluções para o nascimento do conceito da Click Company.

Vi claramente a chegada no Brasil do conceito já apresentado aqui no blog, um ano atrás, pelo CEO da bem sucedida Zappos, lá, na página 40. Quantos conceitos e frases ouvidos ao longo de quase dois anos de cobertura de eventos ligados às mídias sociais. Feliz, por ver que agora, finalmente, isso vai ser realidade no Brasil, das empresas que representam mais da metade do PIB do País.

Os alquimistas estão chegando

Foi assim, com livro didático, evento no estilo americano, mas com sotaque bem brasileiro, que a Coffee Bean chegou ao Brasil de onde saíram seus executivos principais. Com tecnologia de ponta, conhecimento de mercado, simpatia e até café (já que o brinde foi uma caixa de café torrado e moído e uma caneca de ágata com a marca da companhia), a empresa veio apresentar uma novidade que segue a filosofia que prega; tecnologia para os clientes surfarem em direção ao sucesso do #CRM. Isso obviamente na corrente (literalmente = stream) das ferramentas sociais: é o #Social #CRM. A Coffee Bean aposta nos dados recentes da pesquisa divulgada pela Deloitte no Brasil, de que aproximadamente 51% das empresas no País planejam investir em mídias sociais nos próximos três anos e outras 35% pretendem investir nos próximos 12 meses.

Como um CRM tradicional, o Social CRM da Coffee Bean contribui para manter esse relacionamento com os clientes, gerar leads e cultivar clientes fiéis; planejar, monitorar e gerenciar os pipeline de vendas, desde um lead ou um potencial de vendas até o fechamento da oportunidade; mas, acima de tudo, usar streams para uma fácil integração com os colegas e funcionários, dentro da empresa, e também com os clientes, potenciais e parceiros, fora da empresa.

Being strategic every day keeps the doctor away

“Se você perguntar para qualquer vendedor qual a base da venda, ele responderá imediatamente – relacionamento. Ao pessoal de Marketing, por sua vez, interessam planilhas e toda a estrutura analítica-cartesiana por trás delas, que permitem gerar relatórios e acompanhar resultados, além de dos leads de venda. Nosso software atende às demandas de ambas as áreas, trazendo o melhor para elas, maximizando o potencial de resultados”, explicou Saito. “É o resgatar da forma de fazer negócios de antes da mídia de massa. É como se fazia antigamente, quando se tinha um produto, e se vendia em redes de relacionamento como em seu bairro, clube etc..”, disse.

Marcio Saito, presidente da Coffee Bean, que lida com redes sociais desde os anos 90 e respira internet. Desde o evento, vem interagindo com todos para quem passou seus contatos de redes sociais. Por que? Mais que vender seu produto ele sabe que interagir está na ordem do dia da nova ordem econômica mundial. É adaptar-se a ela ou morrer. Para ele não é comendo a maçã que se mantém o médico longe, conforme reza o ditado popular em Inglês, mas sendo estratégico. Em seu post ele reproduziu um pouco do que apresentou aos mais de 150 potenciais clientes presentes na tarde do dia 11, em São Paulo. O presidente da Coffee Bean frisou que adotar as tecnologias sociais de computação promete reduzir o custo da comunicação, da colaboração e da entrega de informações analíticas em tempo real aos decision-makers.

Esta rapidez já é óbvia no preenchimento das planilhas de CRM. Sua plataforma é social já na entrada dos dados de um cliente potencial. A sua base é um stream semelhante ao do #twitter, integrando todas as informações das redes onde este cliente potencial está conectado; as informações vão sendo automaticamente agregadas ao sistema sem necessidade de digitação. “As Mídias Sociais estão revolucionando a forma de comprar e vender”, disse Saito. Inspirada no modelo clássico do CRM, a Coffee Bean desenvolveu um software para integrar vendas e marketing, aproveitando todo o potencial das redes sociais.

O produto é direcionado ao mercado corporativo, oferecido no formato de assinatura, seguindo o modelo Software como Serviço (SaS), ie, a ferramenta fica nos servidores da Coffee Bean, dispensando instalação local. Intuitivo e de fácil uso nos moldes das redes sociais, tem experiência similar à de quem usa o Twitter ou Facebook. O Social CRM da Coffee Bean Technology é o primeiro a chegar ao Brasil, por enquanto. Lá fora, concorre com a americana Bantam Live. Pensava até em entrar no mérito de comparar ambas, mas pensando melhor, isso fica para os veículos de tecnologia... afinal, o livro já me tomou bastante espaço de discussão, que, ao final das contas, tem muito mais a ver com este blog do que a concorrência entre os produtos, não é mesmo?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A aula magna: Randy Pausch foi professor. Do que? De vida!

Last Lecture: Achieving Your Childhood Dreams é o nome deste vídeo que achei por acaso na madrugada passada. Mexeu com minhas estruturas as mais internas, depois de um dia de muita discussão e trabalho.

Ontem, dia 25 de agosto dois anos e 1 mês depois deste magnífico professor partir para o andar de cima (e as razões ele explica no início de sua apresentação) - como eu poderia saber disso, não tenho a menor ideia - numa destas viagens que se começa a fazer pela web, ao se perder em links que te levam a outros, achei este diamante.

Como em uma vida, passei por todas as emoções que um ser humano é capaz de produzir ao ouvi-lo. Ri, seriamente o ouvi, aprendi, me emocionei, lembrei-me de situações saia-justas, dos que me fecharam portas, das pessoas de quem reclamei e quem reclamaram de mim, das que ajudei e elogiei também e, claro, chorei de empapuçar o teclado.

Acabo de postar o seu link no #twitter, por razões mais que óbvias, e no Facebook. Mas, como não blogo há tempos, e porque sempre digo em meus podcasts, a internet é para sempre, faço questão de que este vídeo fique no meu blog querido, como referência para meu filho e leitores de #liçãodevida, #honra, #empreendedorismo, #resultados, #imaginação, #divertimento, #realização, #sonho, #determinação, #exemplo do que um Homem - no sentido da #Humanidade, com H maiúsculo deve e ainda pode ser.



Acredito que somos capazes de mudar, sem vínculo a qualquer partido, apenas com nossa determinação. E sem ter sobrenome Guanaes, Jobs, Turner, Murdoch ou Gates. Eu fico com o recado de Pausch! E, quem sabe, um dia, eu consiga escrever o meu próprio, para deixar para meu filhote, um autêntico Laubé... Bom dia!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nós e a Internet: Burros ou superficiais?


Fui escrever um comentário surgido a partir de um tweet enviado pelo Grupo Foco esta manhã, mas como nunca consigo ficar somente em apenas cinco linhas, acabou que ele virou um...post! Por isso, achei que seria bacana dividi-lo com todos, why not? Na verdade, achei que valeria a pena porque logo na sequencia, o jornalista José Luiz Goldfarb usou o mesmo ambiente virtual do pássaro azul para defender uma lei da ONU – Organização das Nações Unidas – de tornar a leitura para bebês uma prática obrigatória. E, como eu, desde que meu filhote era bebê, pratiquei esta ideia, conforme prova o flagra da sua imagem aqui na tenra idade de um ano, achei que valia a pena juntar também os dois assuntos, como não é raro em meus posts aqui neste espaço social de pequenos mosaicos...

Não, não creio que a internet esteja nos tornando mais burros – muito pelo contrário. Graças a ela temos mais acesso a mais conteúdo de mais tipos de mídia – "como nunca antes na história da" civilização.

Acho que o que ela pode estar fazendo com a gente é nos tornar superficiais. Afinal, a quantidade de informações a nos distrair é tamanha, que na ânsia de querer assimilá-las, acabamos por ler na diagonal, tentar pegar o “sumo da laranja” – e, não raro, não entramos a fundo na leitura. Numa comparação tosca, percebe-se quem é da geração "baby boomers" e Y na internet ao ler diferentes blogs. Os que contiverem textos de até 10 linhas são inevitavelmente escritos pelos últimos e os de textos mais longos ( tipo assim, os meus, rsrs) bingo!

O que segue, é parte do que foi enviado como comentário ao post da Foco (que nem sei se foi publicado) com o tempero que me permiti fazer depois, para este meu blog, claro. (Foto: álbum de família)

Como soube deste material via Twitter, entro com meu arroba! ;o) Então, entro como @mosaicosocial

A manchete foi boa, mas não reflete nem o material do livro, muito menos o conteúdo sobre o qual este post versa. Uma coisa é achar que a internet possa estar nos tornando burros, o que me trouxe aqui para - logo de cara - fazer um desagravo! Mas o próprio texto do colega Rafael Kenski aborda que, na verdade, o tema tratado é o da superficialidade. Convenhamos, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Sou exatamente da geração que estava no mercado de trabalho e pegou a introdução da internet em todas as cadeias produtivas, gradativamente, mudando carreiras, acabando com algumas, tornando outras melhores. Dizer que a Internet esteja nos "burrificando" (adoro um neologismo, Eline e Tati, que me acompanham no Twitter sabem!) é D+. Acredito muito que, graças a ela, minha geração, inclusive, teve acesso a uma riqueza de informação "nunca antes vista" neste e em qualquer outro País, simultaneamente ou em diferentes lugares, de diferentes fontes.

Troquei, em 1993, a oportunidade de ir pessoalmente pela viagem virtual ao Louvre ao comprar meu primeiro PC, uma coisa que - comparativamente - equivalia a toda viagem paga a Europa por uns bons 15 dias. Fui da geração BBS, Alternex etc...

Não canso de dizer e repetir, como papagaio do jornalista Paulo Henrique Amorim, quando o Google começou, que ele era nosso "oráculo". Isso antes de se tornar, poucos anos depois, nosso maior "algoz", de certa forma. Porque, tornando o jornalismo de indexação o grande "ovo de colombo" de sua patente algorítmica, apesar de como PR, achar fantástica a ideia, como jornalista e produtora de conteúdo, vejo meu mundo cair. De qualquer forma, no frigir dos ovos, esta passa a ser outra discussão.

Generalista ao extremo

Sim, existe superficialidade cada vez maior. Mas isso se deve ao fato de nossos cérebros ainda estarem se acostumando à imensa quantidade de informação que recebe diariamente. É preciso tempo para que eles consigam se formatar para processar tudo isso. E acho que a cada geração temos provas do quanto isso está ocorrendo. Eu saí da maternidade enrolada num cobertor (o cueiro) com meus braços “amarrados”. Meu filho, este já saiu de olhos abertos – parecendo me reconhecer por onde eu fosse. Eu já conversava com ele na barriga, cantava-lhe músicas ou colocava algumas para ouvir - clássicas, de acordo com o signo dele, tudo o que aprendi em curso de mãe e busquei fazer usando o bom senso.

O livro

Aí ele nasceu e vieram os livros infantis – seu primeiro contato com as letrinhas. Porque seu nome é Daniel, ele ganhou a saga de Daniel na cova dos Leões, este que ele "lê" na foto deste post. Mas, claro, ele teve os livros de bebês de pano, de plástico, imagina, livros que podem ir para a banheira, com grandes e deliciosas figuras educativas? Nós, que vivemos delas e adoramos as letras, que não tivemos nada isso, viajamos de alegria e curtimos mais que eles as tardes em livrarias com contadores de histórias a caráter... fizemos muito disso em tardes de sábado... Bom, mas Daniel teve... superlegal.

Me perco, então, imaginando como será a geração dos filhos dele, ou as gerações que virão ainda depois destas? No mínimo, devem sair da maternidade já andando e com os dedinhos brincando provavelmente numa terceira geração de iPAD, quem sabe um ZPad... Alguém duvida?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tempo, espaço e autonomia


Segundo Gil Giardelli, um dos palestrantes da 4ª. edição do WebExpoForum, realizado em São Paulo, de 17 a 19 de março, estas são as três coisas que a internet proporcionou ao ser humano. Mas será mesmo? Eu tenho minhas dúvidas – sei que ganhei muito mais tempo, no sentido de hoje, graças a ela e suas ferramentas maravilhosas – cada vez mais, diga-se de passagem – eu produzir numa progressão antes geométrica e agora algorítmica (RS!). Mas será que por causa disso, e de tantas outras coisas que se agregaram ao espaço Internet, eu, na verdade, ter acabado sem o tempo do qual preciso para cuidar de mim, do meu filho, da minha casa e casca (o corpinho!), das relações no mundo que chamo de 0.0 (zero-pontozero)?

Ainda entro em seminário direto sobre isso com ele, porque acho válido discutir os dois lados que a moeda internet nos mostra, mas, por ora, vou deixar o leitor extasiar-se com a cobertura da palestra coberta pela estudante de Jornalismo Fernanda Hellmeister Martins, a @fekazi, que, como 10 entre 10 alunos ou espectadores do @gilgiardelli, amaram-no como apresentador. Não é para menos – ano passado, fui eu e a matéria continua aqui, basta uma busca rápida! Então, a partir do próximo parágrafo... Gil Giardelli, por Fernanda Martins!

Os números não mentem jamais

Afinal, acordar cedo, pegar ônibus, metrô, passar horas durante esse processo todo vale muito a pena quando se trata de assistir a uma palestra do Gil Giardelli. Não importa se você já entende do assunto, se já está totalmente familiarizado com as redes sociais, ou se está tentando entrar no meio.

Há os que já assistiram mais de uma vez e não se cansam nunca, as aulas do Gil chegam a dar vertigens, ele conduz os ouvintes a um verdadeiro passeio pela história da web 2.0, dá exemplos de redes sociais, e traz a tona citações que transitam entre o que há de mais moderno nas referências de estudo das redes sociais e autores antigos como Platão e outros filósofos.

Gil Giardelli é um pensador das redes sociais e novas mídias. Mostra as tendências do futuro fazendo referências ao passado. Ao começar, em seu passeio, pelas novas mídias, Gil cita que o Orkut está além de ser apenas uma rede e passou a ser um fator determinante para a inclusão social. Já no Twitter, apenas 1% dos usuários produzem conteúdo, 4% replicam e o restante apenas observa. No fim, Giardelli ainda questiona "em qual delas você quer se classificar?".

Sobre o famigerado diploma

"Diplomas vão ter prazo de validade. A inovação não ocorre apenas nas universidades", Gil questiona o papel da Academia nos estudos das redes sociais e também a linguagem que os produtores de conteúdos utilizam. Para ele, "72% dos brasileiros são analfabetos funcionais", mostrando como se deve levar em consideração a realidade do país. Quanto aos dados apontados na palestra, os referentes às redes sociais espantam até mesmo os que não desgrudam de seus Twitter, Facebooks e Orkuts: enquanto 79% dos brasileiros conectados estão em redes sociais, 52% dos internautas interagem com suas marcas favoritas. "Nós, humanos, somos a mídia agora e um dia seremos todos 'avatares'", disse, fazendo uma referência à renovação dos espíritos pioneiros nas redes sociais, onde os grupos são pequenos, mas a grande mudança, na verdade, é a arte da descentralização.

Não é preciso ir muito longe para presenciar o reconhecimento do seu trabalho. Basta ir na seção de Comentários de seu site pessoal (http://www.gilgiardelli.com.br). Lá, leitores, ouvintes e alunos de Gil Giardelli deixam claro o que pensam dele:

"Gostaria de dizer que me identifico muito com tudo isso, principalmente com a sua inquietude, com a quebra de paradigmas e com sua preocupação em inovar. Meus parabéns pelo trabalho e principalmente pelo brilho nos olhos", escreveu Rafael Mosca.

No fim, o último slide empolga os que assistiram atônitos à sua palestra. A frase de despedida dizia assim: "Humanos do mundo. Uni-vos!". E então o público vai embora pensativo com a certeza de que aquelas palavras ainda iriam repercutir muito na cabeça de cada um. Será que Gil tem mesmo esse poder? As pessoas não negam e continuam em êxtase após o final.

Gil Giardelli é especialista no Mundo.com, com 11 anos de experiência na era digital. Coordenador dos Cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups, economia criativa e empreendedorismo na era digital. Palestrante em mais de 450 eventos como RioInfo, Fórum de Inovação RJ,#WebExpoForum, e em empresas como Banco Real, Visanet, Vivo, Natura, Motorola entre outras.