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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Analfabetos funcionais: realidade até quando?

Depois do "clássico" Joseph Climber", cujo vídeo assisto de tempos em tempos,  meu filho apresentou-me a outra esquete - ainda mais fantástica - da Cia da Comédia.

Também levada ao Programa do Jô, nos idos de 2002, a turma retratou um tema que nunca perdeu sua atualidade - infelizmente. Basta uma lida diagonal em blogs de ditos jornalistas, educadores, psicólogos ou outros profissionais capacitados para tomarmos um choque de consciência do quanto a falta de educação afeta nossa sociedade. Ao assistir ao vídeo, percebe-se o tamanho do erro causado com a intenção de Governos ao premiar alunos das redes estadual e municipal com a passagem de ano - mesmo sem capacidade - visando ao estímulo dos alunos de não desistirem de estudar. O resultado? Um país de analfabetos funcionais. 



Melhor rir, do que chorar!  Mas, até quando?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Jornalista mundialmente reconhecida pelo Bob Awards e sem trabalho:


o Brasil não merece o Brasil

Ela poderia desfilar uma soberba ainda maior que muita figurinha adorada e seguida – no #twitter (sempre ele, claro!), por fãs vindos de todas as partes do Brasil, de diferentes tribos e grupos. Mas, com perto de três mil seguidores – dos mais seletos, diga-se de passagem, ela se mantém focada nos planos de realizar as 100 coisas que postou como metas a realizar antes de chegar aos 40 anos, algumas delas tão simples como fazer massagem pelo menos uma por mês ou comprar um netbook. Mas por que escrevo em soberba e falo dela como celebridade, se ela mesma se apresenta como mulher simples?

Pausa:

Ana Paula Magalhães ou apenas Ana Magal é carioca “da gema”, apesar de ter tatuado nas costas o edifício Banespa, de São Paulo (ninguém é perfeito – eu, paulistana, já declarei minha alma carioca, depois de viver 23 anos no Rio e decidido ter meu filho no Rio – mas não tenho tatuagem). Feminina ao extremo é jornalista por vocação e opção (esta, sim uma coincidência) – escolha feita dez anos depois de completar o 2º. Grau, após passar pelo mercado de trabalho exercendo as funções de professora, operadora de caixa, vendedora, secretária, enfim, depois de conhecer a vida e buscar realmente optar pela profissão que lhe fizesse feliz.

Este ano, por indicação dos leitores, Ana Magal foi finalista do disputado concurso internacional The Bobs Awards 2010, na categoria Weblog em Português. Ler seu post a respeito mostra bem quem ela é. Ao invés de capitalizar a oportunidade para ela, pede votos ao colega Antenor Thomé e sente-se pequena diante de ícones que admira como @inagaki, do blog Pensar Enlouquece, e do @pergunteaourso.

Um pouco de história:

Seu “PJ” (até então eu achando se tratar de “Pessoa Jurídica” – dadas as atuais condições do nosso mercado de trabalho), como ela se refere ao blog Profissão Jornalista foi criado como Kerokollinho no antigo blogger.com.br, há 11 anos. Como diz o nome do espaço, o momento de criação era de busca de colo.

A história do blog ela conta em seu mais novo espaço, o “filhote” Tele-Visão, no qual ela opina sobre o que se passa nas telas de Cinema e da Tevê. “Já fui muito criticada por causa deste último, mas o espaço é meu, e sendo blog, falo o que bem quero, acho ótimo provocar discussão”, diz. Há ainda outra cria, na qual ela divulga informações e discute o universo feminino, o Feminina Plural.

Entre as melhores do mundo

Ficar entre os melhores do mundo em língua Portuguesa, sem ter se esforçado para isso, apenas seguindo seu instinto natural de fazer o melhor de si em tudo que se envolve: “Sou uma vencedora”, diz, altiva, mas sem perder a humildade, sorrindo tímida, encolhendo-se, até, na tela do Skype, por onde a entrevistei. Ela se agita quando tem que explicar ao povo que não entende isso, que tem a mente brasileira de achar que vencer é “levar a taça”.
1) Não mexi uma palha para ser indicada; fui informada via e-mail, enviado pela própria organização do The Bobs, e os votos, recebi via internet.
2) Ficar entre os 11 melhores weblogs mundiais em Língua Portuguesa, gente, isso não é uma vitória?

Ana Magal! Para mim, referência especial num oceano de gente sem metade de sua vivência de pôr a mão na massa, de entrar a fundo na “bagaça”, de entender a “física” quântica do processo para vencer.

Ela enumerou 100 metas, eu lhe sugeri focar em apenas três: com lide completo, que aprendi também recentemente, no grupo EmpreendedorAs do qual participo. Só falta isso para ela, meu novo ícone, como Thomas Edison, que tentou 99 vezes, chegar à centésima vez para descobrir a sua receita do sucesso completo.

Ana Magal: Jornalista amante da Comunicação Empresarial, conhecedora como a palma da mão do universo das mídias sociais, com seu blog entre os 11 melhores do mundo em Língua Portuguesa tem uma questão aberta. Por questões de saúde, ela precisa de um “Extreme Make Over” para se cuidar, voltar a se amar, focar suas metas, arrumar um emprego decente e, porque ama São Paulo, quem sabe vir para cá. E, finalmente, reconhecida pela sua extrema capacidade aqui no seu País, ser feliz. #RF #RT!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nós e a Internet: Burros ou superficiais?


Fui escrever um comentário surgido a partir de um tweet enviado pelo Grupo Foco esta manhã, mas como nunca consigo ficar somente em apenas cinco linhas, acabou que ele virou um...post! Por isso, achei que seria bacana dividi-lo com todos, why not? Na verdade, achei que valeria a pena porque logo na sequencia, o jornalista José Luiz Goldfarb usou o mesmo ambiente virtual do pássaro azul para defender uma lei da ONU – Organização das Nações Unidas – de tornar a leitura para bebês uma prática obrigatória. E, como eu, desde que meu filhote era bebê, pratiquei esta ideia, conforme prova o flagra da sua imagem aqui na tenra idade de um ano, achei que valia a pena juntar também os dois assuntos, como não é raro em meus posts aqui neste espaço social de pequenos mosaicos...

Não, não creio que a internet esteja nos tornando mais burros – muito pelo contrário. Graças a ela temos mais acesso a mais conteúdo de mais tipos de mídia – "como nunca antes na história da" civilização.

Acho que o que ela pode estar fazendo com a gente é nos tornar superficiais. Afinal, a quantidade de informações a nos distrair é tamanha, que na ânsia de querer assimilá-las, acabamos por ler na diagonal, tentar pegar o “sumo da laranja” – e, não raro, não entramos a fundo na leitura. Numa comparação tosca, percebe-se quem é da geração "baby boomers" e Y na internet ao ler diferentes blogs. Os que contiverem textos de até 10 linhas são inevitavelmente escritos pelos últimos e os de textos mais longos ( tipo assim, os meus, rsrs) bingo!

O que segue, é parte do que foi enviado como comentário ao post da Foco (que nem sei se foi publicado) com o tempero que me permiti fazer depois, para este meu blog, claro. (Foto: álbum de família)

Como soube deste material via Twitter, entro com meu arroba! ;o) Então, entro como @mosaicosocial

A manchete foi boa, mas não reflete nem o material do livro, muito menos o conteúdo sobre o qual este post versa. Uma coisa é achar que a internet possa estar nos tornando burros, o que me trouxe aqui para - logo de cara - fazer um desagravo! Mas o próprio texto do colega Rafael Kenski aborda que, na verdade, o tema tratado é o da superficialidade. Convenhamos, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Sou exatamente da geração que estava no mercado de trabalho e pegou a introdução da internet em todas as cadeias produtivas, gradativamente, mudando carreiras, acabando com algumas, tornando outras melhores. Dizer que a Internet esteja nos "burrificando" (adoro um neologismo, Eline e Tati, que me acompanham no Twitter sabem!) é D+. Acredito muito que, graças a ela, minha geração, inclusive, teve acesso a uma riqueza de informação "nunca antes vista" neste e em qualquer outro País, simultaneamente ou em diferentes lugares, de diferentes fontes.

Troquei, em 1993, a oportunidade de ir pessoalmente pela viagem virtual ao Louvre ao comprar meu primeiro PC, uma coisa que - comparativamente - equivalia a toda viagem paga a Europa por uns bons 15 dias. Fui da geração BBS, Alternex etc...

Não canso de dizer e repetir, como papagaio do jornalista Paulo Henrique Amorim, quando o Google começou, que ele era nosso "oráculo". Isso antes de se tornar, poucos anos depois, nosso maior "algoz", de certa forma. Porque, tornando o jornalismo de indexação o grande "ovo de colombo" de sua patente algorítmica, apesar de como PR, achar fantástica a ideia, como jornalista e produtora de conteúdo, vejo meu mundo cair. De qualquer forma, no frigir dos ovos, esta passa a ser outra discussão.

Generalista ao extremo

Sim, existe superficialidade cada vez maior. Mas isso se deve ao fato de nossos cérebros ainda estarem se acostumando à imensa quantidade de informação que recebe diariamente. É preciso tempo para que eles consigam se formatar para processar tudo isso. E acho que a cada geração temos provas do quanto isso está ocorrendo. Eu saí da maternidade enrolada num cobertor (o cueiro) com meus braços “amarrados”. Meu filho, este já saiu de olhos abertos – parecendo me reconhecer por onde eu fosse. Eu já conversava com ele na barriga, cantava-lhe músicas ou colocava algumas para ouvir - clássicas, de acordo com o signo dele, tudo o que aprendi em curso de mãe e busquei fazer usando o bom senso.

O livro

Aí ele nasceu e vieram os livros infantis – seu primeiro contato com as letrinhas. Porque seu nome é Daniel, ele ganhou a saga de Daniel na cova dos Leões, este que ele "lê" na foto deste post. Mas, claro, ele teve os livros de bebês de pano, de plástico, imagina, livros que podem ir para a banheira, com grandes e deliciosas figuras educativas? Nós, que vivemos delas e adoramos as letras, que não tivemos nada isso, viajamos de alegria e curtimos mais que eles as tardes em livrarias com contadores de histórias a caráter... fizemos muito disso em tardes de sábado... Bom, mas Daniel teve... superlegal.

Me perco, então, imaginando como será a geração dos filhos dele, ou as gerações que virão ainda depois destas? No mínimo, devem sair da maternidade já andando e com os dedinhos brincando provavelmente numa terceira geração de iPAD, quem sabe um ZPad... Alguém duvida?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eu quero, tu queres, mas e a empresa... vai fazer? Patrícia Amaro entrega a tendência que vem por aí e que eu reclamo desde antes de #havaianas!


Esta semana, o Blog Mosaico Social continua na divulgação do que marcou a 4a. edição do #WebExpoforum. No painel sobre comércio eletrônico 2.0, o tempo foi considerado o grande driver do crescimento do e-commerce. "O tempo está cada vez mais sendo valorizado pelo consumidor – e não é para menos, já que tempo é dinheiro e ganha aquele que conseguir vender e fazer atendimento pós-venda no menor tempo possível – é isso que gera uma descentralização do mercado.

Patrícia Amaro, gerente de marketing da Surya Brasil disse que esta é a nova tendência de preocupação das empresas (o que me ganhou, de cara, já que venho usando meu blog para reclamar isso, como consumidora * - nota da editora Vany Laubé, sobre a matéria da Fernanda H. Martins). Segundo ela, à medida que elas oferecerem cada vez mais o que o consumidor quer, além de se preocupar com a educação, ensinando as pessoas a comprarem pelo e-commerce, elas vão se diferenciar e crescer em relação às demais. (clap, clap, clap – palmas para ela – nota da editora!) (Imagem: http://napse.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/comercio-eletronico.jpeg)

quinta-feira, 18 de março de 2010

A vez dos consumidores. Passado um ano, a mensagem é: O modelo de negócios unilateral - de cima para baixo - acabou


#WebExpoForum: A hora e a vez do celular para atualização das redes; a idade da internet, que está envelhecendo, junto com o País, a migração do foco da publicidade – da criação para a estratégia, ouvindo o consumidor ao invés de criar a necessidade para ele – e a era dos blogs; o que fazer para dar certo como marca. Tudo isso fez surgir da tarde da segunda metade do 1º dia de cobertura do evento, aqui pelo blog Mosaico Social o seguinte comentário da repórter Fernanda Hellmeister Martins, ao me entregar os textos que seguem: “Estou assimilando nestes encontros, durante o evento muito mais do que em anos na faculdade”. No mínimo emblemático da ainda enorme distância entre o que se aprende nos bancos das escolas e o que se vive no dia-a-dia das empresas e o que se vê de tendências de mercado.

Nessa tarde, pelas suas mãos, o blog cobriu assuntos de todos os grupos do fórum – é incrível a agilidade da Fernanda e sua sede de informação – estou encantada com ela. Espero que os leitores deste espaço também curtam e comentem. Amanhã tem mais!


• Do Workshop Web-Tech - “Os desafios da Gestão de Conteúdos para Multiplataformas: Dos vídeos ao vivo ou gerados por usuários às campanhas de marketing”. O palestrante foi Fabiano Carneiro, diretor de negócios da Endavomedia/Abrangenet;
• Do Whorkshop Web Business - Games Online e criação de redes de relacionamento” com Julio Vieitez, presidente da Level Up!;
• Do Congresso – o painel “Qual o novo modelo da publicidade 2.0”, com Enor Paiano (UOL), Marcelo Lobianco (IG), Marcelo Prais (AlmapBBDO) e Paolla Rodrigues (TIM);
• Do Whorkshop Web Business - “Blog como fonte de negócios”, com Edney Souza, diretor da Polvora! Comunicação.

Fabiano Carneiro: “Cresce o número de pessoas que atualizam suas redes pelo celular”.
Gerir conteúdos para multiplataformas não é para qualquer um. Que o diga Fabiano Carneiro que dirige os negócios da Endaviomedia/Abrangenet, para quem o grande desafio está em saber como ganhar dinheiro em cima do on-line, uma vez que os conteúdos gerados pelos usuários das redes sociais chegam perto de 1 bilhão. Com a crescente tendência dos conteúdos gerados ao vivo, e a necessidade de se possuir uma plataforma que padronize vídeos para que os usuários a utilizem da forma que quiserem, Fabiano – adepto da nova linha de pensamento pela qual é o consumidor o novo driver do mercado é quem sugere. “Não aceitem nenhuma plataforma que não facilite a entrada dos conteúdos nas redes sociais, como postar links, fotos, vídeos”, alertou. O seja, caberá a nós este trabalho de fazer a indústria nos dar o que, de fato, precisaremos!

“Fazer gestão de conteúdo não é simples, é necessário pensar em tudo, não se pode focar apenas na tevê, celular ou no computador. É necessário pensar em todas as três mídias simultaneamente”, frisou. De acordo com o diretor de negócios da Endavomedia, antes de se produzir um vídeo é prioritário se perguntar:
• Quem vai acessar esse vídeo?
• De onde vem o conteúdo?
• Como o usuário vai acessar esse conteúdo?
• Em qual padrão eu vou projetá-lo?
• Eu tenho a gestão desse conteúdo?

Os dados não mentem: “20% dos usuários de games têm mais de 20 anos”
Fundada na Ásia em 2002, a Level Up! Opera nas Filipinas, Índia e no Brasil, onde está presente desde 2004, associada à Tec Toy, empresa nacional consolidada no mercado de games. Aqui, é pioneira no mercado brasileiro de jogos online, a Level Up! desenvolvendo parcerias com os principais produtores de games do mundo. Graças a isso, a empresa oferece os melhores e mais aguardados conteúdos, com títulos totalmente traduzidos para o Português, além de comercializar, com exclusividade, acesso aos servidores Internacionais de jogos de grande sucesso. Coube ao seu presidente no Brasil, Julio Vieitez, uma tarefa bastante instigante: revelar os dados dos usuários de games no Brasil e no mundo.

O país que mais usufrui dos jogos online é a Coréia do Sul, com 45% de sua população conectada nos games. “O Brasil tende a crescer muito em 2010”, adiantou, dizendo que o Grand Chase é o game mais jogado em todo mundo. Como é sabido, tanto fora quanto aqui no Brasil, em geral, a maioria dos jogadores é de homens, “as mulheres tem participação pequena”, complementou. Mas, alguas outras revelações causaram surpresa:

1) A idade dos jogadores está aumentando – 20% dos homens que compram e jogam têm mais de 20 anos
2) O mundo dos games acontece numa escala de 24/7. “No ano passado 30 mil pessoas passaram o reveillon jogando um de nossos jogos” (credo! * nota da editora – Vany Laubé) e isso se deve ao fato de que jogos também são formas de relacionamento. “É praticamente impossível alguém jogar online sem se relacionar.”
3) A média de uso dos jogadores por dia é de duas horas e meia. Durante o mês são gastos 60 horas dentro de cada jogo.

Com tanto envolvimento com os games, não é de se estranhar que haja vários casos de namoro e casamentos entre pessoas que se conheceram jogando. Outro dado revelado, mas sem números.

Publicidade: passado o boom do sucesso das mídias, a pergunta continua – para onde vai?


Marcelo Lobianco (@Lobianco) apontou para o cuidado que as marcas devem ter com seus consumidores – quem não os ouvir vai se dar mal: “a publicidade digital é diferente da publicidade tradicional, não devemos confundir as duas”. Para Enor Paiano, antigamente o foco do marketing estava na Criação. “Hoje além de pensar nisso, é preciso antes, pensar na Estratégia”. Paolla Rodrigues da TIM deixou sua mensagem em torno de como fazer comunicação nesse ambiente digital. “Começa por entender que esse ambiente está em transformação”, disse Marcelo Prais.”Em mídia estamos vivendo um grande momento agora. A voz do consumidor está aparecendo muito forte”. Paolla Rodrigues acha ainda que marcar presença na web 2.0, significa ser relevante, levar conteúdo, envolver pessoas com a marca. O trabalho das redes sociais é extremamente importante, mas é necessário dedicar tempo e recursos. “Empresas: sempre escutem seus consumidores atentamente na web 2.0”, conclamou Paolla.

A era dos blogs


Edney Souza (@interney), daPolvora!Comunicação teve foco na relação das empresas com seus blogs e demais redes sociais. Ter um website não significa apenas uma oportunidade de publicar conteúdo, é necessário que as empresas estejam atentas e dispostas a conversar com as pessoas. “Reputação se consegue produzindo um material de qualidade, e audiência através de uma boa divulgação”, informou. Para o diretor, a instituição que quer vender um conceito e entrar nas redes sociais deve criar um canal com conteúdo exclusivo e logo compartilhá-lo com outras redes. Nos textos, deve-se tomar cuidado para que não pareça comercial, “é necessário que o leitor interprete o conteúdo como serviço”.

“Devemos sempre pensar no comportamento do usuário, conhecer esse comportamento, desejo, anseios e produzir algo alinhado a isso. Qualquer coisa a mais será visto como excesso de propaganda“.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Havaianas: a sandália chegou, porque as midias sociais funcionam, sim.

A resposta final ainda vamos esperar. Promessa da Carla

Estive o dia todo praticamente fora, mas ansiosa sobre o que eventualmente poderia encontrar ao retornar ao meu QG. Cheguei antes, é verdade. Mas, não demorou muito e um motoqueiro foi o entregador do que a imagem revela.



Junto com ele, um bilhete, de próprio punho, papel de carta pessoal, assinado pela diretora de Sandálias da Alpargatas, Carla Schmitzberger, #comomandaofigurino. Não vou expor seu bilhete, seria falta de cortesia, mas o resumo é o de que ela se compromete a averiguar tudo o que não funcionou corretamente em seu "processo interno" e que me dará "um retorno a posteriori".

Isso reflete objetivamente:

1) Que ela leu o post;

2) Entendeu a mensagem;

3) Fez o dever de casa que lhe cabia.

A mim, agora, cabe, por ora, finalizar o assunto, agradecer e esperar sua resposta, porque:

1) Recebi o que devia - um par de havaianas igual ao que quebrou;

2) Recebi até mais.A foto acima prova. Além do par igual ao da tira que quebrou, Carla fez a gentileza de me enviar um na cor que eu queria adquirir e não encontrei, além de uma bolsa para acondicioná-las. Por isso, uso este espaço para agradecer-lhe, o que também farei por Facebook, a outra mídia social usada para fazer contato - e a que gerou o retorno.

3) Esperar, sim - porque, como disse, como consumidora do ponto de vista imediato, consegui resolver meu lado de receber meu produto dentro do tempo de garantia de fábrica, direito garantido pela própria marca.

Mas quero, sobretudo, poder continuar sendo uma fiel consumidora #havaianas; não somente por acreditar que a Carla terá, a partir deste episódio, como escarafunchar e fazer acontecer dentro da empresa, de forma a que os canais internos funcionem e atendam bem aos consumidores, como a fabricação seja 250% de qualidade AAA para todos os nichos atendidos pela empresa. Não terá sido porque recebi dois pares de #havaianas e uma bolsa, que eu terei esquecido este caso. Minha irmã escreveu, meus amigos me conhecem e meus clientes e ex-clientes também para que eu não precise entrar em detalhes sobre minhas crenças acerca das defesas que fiz aqui e que defendo ao assumir um job ou conta

Eu vou esperar, Carla, e vou cobrar. Aliás eu e todo mundo que leu este blog, o Twitter, o Linked In e o Facebook pelos últimos dois dias. Porque muitos de nós - como brasileiros - não compramos no concorrente - somos fiéis à marca há anos - seja dos modelos monocores, seja dos modelos cheios de bossa, exportáveis. Nem precisamos ir longe - coincidência ter chegado a mim hoje a edição de número 11 da revista living Alone. Na capa? O ator Marcelo Novaes, que, ao revelar seu lado lar-doce-lar, está usando camiseta, calça xadrez e... um modelito monocor azul do que? das #havaianas, do que mais? Por estas e outras... vamos todos, esperar!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Justiça permanece cega, o samba do Jornalismo continua doido. O resultado? Grupo de Acesso!



A Justiça se não é cega, usa antolhos e, neste contexto, as mídias sociais são realmente incríveis. Porque nos abre uma infinidade de possibilidades antes nunca pensadas. Mesmo para gerar este post, elas me provaram isso.

Uma das coisas que mais me fascina neste universo virtual sem "fundo" é a capacidade de a gente encontrar informações complementares e ainda mais ricas para qualquer tipo de conteúdo; pode ser um post, um workshop, um vídeo, um trabalho escolar, uma vídeo-aula, tudo isso junto ou apenas ... uma foto.

Pois bem: estava atrás de uma imagem que pudesse impactar este post. E me deparei com o blog que a publicou. Para dar o devido crédito - ossos do ofício - li o texto ao qual ela estava atrelada e achei-o interessante a ponto de procurar saber quem era seu autor. Em seu perfil, ele explica os motivos pelos quais se mantém sob codinome.

Como as mídias sociais têm este poder inexorável de agregar e até porque havia um pedido, diante da similaridade dos conteúdos resolvi fazer do crédito da foto o próprio vídeo que divulga o blog. Quem tiver o interesse de assisti-lo vai perceber o quanto ele é simples e bem feito. Em nada panfletário, é cabível a cada um de nós, mas nem jornalista, nem profissional de comunicação; apenas cidadão.



Somos todos vítimas desta Justiça cega, trôpega, falha. Uns individualmente, outros coletivamente. Do mesmo lado, políticos inescrupulosos e empresários gananciosos. Do outro, nós, a maioria - que à época das mídias tradicionais era manipulada, dirigida para resultados já ensaiados ou escolhidos. Algo como aquela matéria pronta para a qual o repórter sai da Redação para a rua apenas para conseguir a fonte que apenas ratifique toda uma tese de uma conspiração que vire capa da semana.

Quem não viveu "aquela época", pode ter uma ideia com as edições da rede aberta do #BBB - aquela que você não paga. Não vou falar nada - faça você mesmo a experiência de ver um programa editado e trocar um "dedinho de prosa" com quem paga o programa... e "sinta a diferença".

Antes que alguém me acuse de incitar meus parcos leitores sobre "teorias da conspiração" de passado ou presente, sejamos otimistas, como reza a nova era - na qual, diga-se de passagem, eu creio - da qual comungo.

Vamos procurar crer que no aniversário de 50 anos de Brasília, seu primeiro político foi preso (e ainda, durante o Carnaval) não apenas para mostrar que neste Governo isso acontece, mas que isso agora será realmente Lei, que a Justiça vai começar a ver, e não apenas olhar. Quem sabe, de verdade, a gente vai, finalmente, poder usar nossa opinião e nossa palavra, por meio das novas mídias, seja nos blogs ou no YouTube, para viralizar, criar uma movimentação para fazer valer nossos direitos...

Constrangimento de Norte a Sul

Vamos acreditar que a Justiça vai rever sua própria revogação, via STF, da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, ou vai evitar situações que soam no mínimo contraditórias, que estão acontecendo do Oiapoque ao Chuí... conforme publicou hoje o semanário Jornalistas&Cia em sua 731a. edição:

Semana passada, por exemplo, a Justiça do Trabalho de Porto Alegre concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul a aceitar a filiação de duas pessoas não formadas em Jornalismo e a emitir suas respectivas carteiras. A direção do Sindicato classificou o fato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela própria decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem o registro. “Seria o mesmo que a Justiça obrigar a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, disse o presidente do Sindicato, José Maria Rodrigues Nunes. A entidade vai recorrer da decisão.

Já em Curitiba, o candidato que passou em primeiro lugar num concurso público para o cargo de assessor de imprensa da UFPR foi impedido de tomar posse por
não ter o diploma de curso de Jornalismo. Quando foi avisado pela universidade de que não seria empossado no cargo, ele entrou com mandado de segurança, com
base na decisão do STF que extinguiu a obrigatoriedade do diploma,mas a juíza da 4ª Vara Federal negou liminar sob a alegação de que o edital do concurso exigia o
diploma específico. Também cabe recurso.

Em São Paulo, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas decidiu defender publicamente a adoção de novas regras de sindicalização e divulgou um manifesto em que reafirma lutar pela aprovação da PEC que restabelece o diploma de Jornalismo, mas ressalta que
“a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal. (...) Concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento,
trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa
dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas”. Para isso, a entidade deverá estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego
clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

Fica aqui o pedido para que Justiça seja feita! De outro modo, o samba do jornalismo só tende a ficar mais doido. Neste e nos demais carnavais que virão. Se já está difícil manter o rebolado, haja ginga se nem nas altas esferas os cartolas se entendem! Quesito organização - Zero, nota zero!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Várias listas com dicas em conta-gotas ou uma só, contendo todas juntas? Para todo jornalista ter na manga!



Listas: neste mundo virtual com aplicações que começam a explorar a semântica das redes, elas pululam e dão o maior ibope, não importa se, lá na frente, o conteúdo será mesmo #tudodebom. Tem lista no título, é sucesso na certa!

E não é para menos. Apesar das pessoas dizerem que nas mídias sociais apenas muito pouca gente gera conteúdo, este pequeno percentual é feito de gente muito boa criando ou juntando informação prá lá de interessante para ser lida, discutida, repassada mesmo. Tem lista de livros para marketeiros, sobre mídias sociais, lista de aplicativos do twitter, de gadgets para todos os tipos de tribos e bolsos, enfim.

E, como não podia deixar de ser, eu resolvi falar sobre o tema listas! E, claro, para jornalistas ou quem curte o tema. E, obviamente, de forma diferente. Ao invés de uma lista com 10 ou um número eventualmente cabalístico, por exemplo, resolvi - porque achei este lugar pelas minhas "viagens pela web", citar um único local onde meus vários 40 fiéis leitores podem clicar e, a partir dele, literalmente viajar pelos melhores jornais, sites e blogs de conteúdos - tudo a partir de um só local. Que tal?

Alguma explicação - afinal, eu fiz meu dever de casa!
E não é pouca coisa não… O Thruthout, por exemplo, tem um expediente de fazer inveja a muito jornal. Com diretor, editor-executivo, editor multimídia e mais de 20 repórteres e colaboradores, o blog se auto-apresenta com missão e valores do jornalismo tradicional, visando ser uma voz independente e global, engajado aos princípios da igualdade, democracia, direitos humanos, responsabilidade e justiça social.

Já o Mediabistro.com é um verdadeiro portal, bem mais abrangente. Envolve jornalistas, mas também todas as pessoas que criam ou trabalham com conteúdo criativo ou na indústria criativa. Ou seja, de editores a escritores e produtores, inclui designers gráficos, editores de livros e outros setores, incluindo revistas, televisão, cinema, rádio, jornais, edição de livros, mídia online, publicidade, relações públicas, e design. A missão desta turma é dar oportunidades para reunir recursos, compartilhar as oportunidades de emprego e projetos interessantes, além de notícias que visem a melhorar o trabalho de toda a comunidade.

Há ainda o site da Sociedade dos Jornalistas Profissionais, cujo slogan é “Aperfeiçoando e protegendo o jornalismo desde 1909, que, divulgado em várias línguas, logo em sua primeira página oferece seu código de ética. A sociedade foi criada em Indianápolis e é fantástico ler os vários materiais disponíveis lá – uma aula de cidadania, defesa do trabalho do jornalismo – vale a pena a visita apenas para nos lembrarmos de porquê somos jornalistas.

Enfim, há links do mundo todo só que, para a felicidade geral de todos, reunidos em um só local – permitindo que você escolha o que quer – basta incluir o endereço a seguir na sua lista de favoritos. Anote aí: The Working Reporter. Começando por este, já dá para gastar um bom tempo pesquisando e investigando o que e como o mundo está cobrindo por aí, e, claro, dar uma comparadinha básica com o nosso jornalismo de cá. E o melhor, em tempo real! Boa sorte.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O início do fim



Sem pânico! Este post não tem nada a ver com desgraceiras de fim de mundo anunciadas por eras de Aquário, civilização maia ou filmes hollywoodianos. Trata-se apenas do óbvio. O ano começa a acabar.

E, ao despontar, Dezembro tem ar de epílogo. Isso porque suas atenções se voltam para as celebrações das realizações do ano e as expectativas do que será 2010. Se para as empresas americanas isso já era fato desde Outubro, por causa do ano fiscal, obrigando as áreas de Marketing a criarem seus planos estratégicos para o ano seguinte já por volta daquele mês, aqui, pelo menos, a coisa é mais ou menos assim, de última hora, mesmo - coisa de brasileiro.

Vejamos a imprensa. Se não estiver quase toda embrenhada na elaboração acelerada de seus programas de retrospectiva - televisionados ou impressos - também está, por meio de algumas publicações, premiando os maiores e melhores nas várias categorias existentes e novas, estas últimas surgidas na esteira das mídias que aconteceram com a web 2.0 e que se consolidaram ao longo do ano.

Eu, em fase final de ano sabático, encontro-me naquela fase de edição de todo o material "downlodeado", lido, impresso, estudado, rabiscado, entrevistado, anotado, gravado e (ufa!) fotografado. Resumindo: numa crise total, ampla e irrestrita. Se pudesse hibernar, fechar-me em copas, tornando-me apenas escritora, seria o Paraíso. Mas, além de multiprocessada, sou #mulher,#donadecasa, #provedora,#maecomfilhos etc..

Assim, seja para o livro das mídias sociais - que poderia virar uma enciclopédia em fascículos (rs!), de tanta coisa que cada assunto permite discorrer -, quanto para o outro, o do meu lado Vany anormal, a verdadeira personagem, em carne e osso, que teve um dia um namorado Rui, com quem não viveu as peripécias da outra - a da série - mas, certamente, tem muito em comum em micos e situações dantescas e até inéditas - e que, pelo menos, se não virar livro, pode se transformar mesmo em roteiro para continuação da série imortalizada pela fantástica dupla Torres & Guimarães (quem sabe?), o fato é que ainda tenho um caminho árduo até que o parto de cada um seja feito como quero, e não a fórceps, como são capazes, ambos, de saírem, por cumprimento de prazo. Pior, com aquela sensação de que "ai gente, será que não dava ainda pra fazer um último copy antes do prelo?".

Neste caminho, que envolveu organizar toda a sorte de material apurado, decidi compartilhar o acervo de vídeos que me inspiraram em meus estudos e, claro, nas horas de recreio também. Quase ao apagar das luzes de 2009, surge mais um canal de mídia social meu: o You Tube. E agora queria convidar você para conhecê-lo. Mas por que?

Compartilhar é uma das palavras-chave das mídias sociais e por isso este convite ou, até, presente. Lá está uma importante parte das fontes nas quais bebi de uma água pura, criada por gente muito boa, que me abasteceu durante estes meses (grande parte do material em inglês!).

São materiais riquíssimos, que, complementados com a série de entrevistas, eventos, livros e outros tantos outros textos e trocas de informações, vão dar no que der e espero ter competência para passar tudo o que aprendi e apreendi. De qualquer forma, achei que seria bacana oferecer as video-aulas para quem se interessar!

A este endereço de You Tube incluem-se os demais. Se você ainda não tem, aqui vão:

PR 2.0 (o primeiro blog - a gente também nunca esquece)

Linked In - a rede social mais profissional - Em inglês

Facebook
Twitter (que pode ser visto aqui, ao lado!)
Plaxo - Começou como uma caderneta de endereços virtual e hoje está integrada graças à semântica das redes
last.fm - rede social de música
... (aqui estão outras sem número às quais acabamos nos inscrevendo por força de circunstâncias e dos estudos, não necessariamente por uso constante)
Mosaico Pró-comunicação (o site da empresa!)
(foto gentilmente cedida por Helton Kuhnen)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Convergência - você sabe em que pé ela está?

O tempo de criação entre um vídeo e outro está cada vez menor. E toda vez que o comentário sobre o assunto surge em roda de parentes ou amigos que não twittam, olham enviezado para as mídias sociais e vêem no computador um concorrente contumaz, eu fico me achando a marciana, como se eu falasse de OVNIs, tabelas periódicas atualizadas com elementos radioativos ou a "jornerdlista" da turma.

O fato é que a convergência está aí. As informações, bombando. O blog - que tem outros vídeos sobre a evolução das mídias sociais - somente neste ano - traz a mais nova versão das tecnologias que estão revolucionando o mundo, transformando-o nos conectados e naqueles que ficarão, para sempre à margem da loucura paralela que é o mundo virtual! Acompanhe e dê sua opinião ou deixe um recado sobre como você está em relação a este mundo!

domingo, 23 de agosto de 2009

DDD: Desculpas, diário de bordo e dica do pio do pássaro azul


Faz muito tempo que eu não posto, o que eu sempre achei lamentável para um blog jornalístico. Por este motivo, começo este post pedindo desculpas a cada leitor e prometendo voltar a fazê-lo com a periodicidade que o faça ser mantido entre seus textos de interesse. E, neste mea culpa ligeirinho, justifico que ainda que o silêncio possa denotar desleixo ou abandono, posso afiançar que se tratou do contrário -- se ficar clara a dedicação às mídias sociais sempre quando eu não estou exercendo as demais atividades rotineiras de (mico)empresária, mãe e dona de casa às quais somou-se agora a de mãe-também-estudante à qual fui -- como tantas outras pessoas -- forçada pela overdose (pelo menos é minha opinião) de preocupação com a gripe A.

Assim, além de adiantar mais de um mês de aulas do podcast, que semanalmente vão ao ar pela rádio Mega Brasil online, e que, esta sim, roubou a festa do blog no que diz respeito às aulas práticas sobre o tweeter, ou, como rebatizei o manual prático - o ABC do pio do pássaro azul, resolvi me meter em mais outras iniciativas tão cativantes quanto time-consuming.

Jornalismo em primeiro lugar

Uma delas diz respeito ao jornalismo, claro, a razão de ser, sempre. Vanyzinha Dom Quixote de Calcultá Laubé tenta, sempre que podem e pedem, ajudar alguns jovens muito desestimulados com a falta de oportunidade que assola o mercado. Não são poucos os que me chegam, regularmente, devo dizer. E tenho o ímpeto de fazê-los não desistir da profissão, mesmo com tantos "nãos" que ouvem depois de passarem por sabatinas, testes de reportagens gratuitas para provarem competência, um mês de cobertura de férias para também tentarem uma vaga, até que, findo o período, o que lhes resta é mesmo voltar a batalhar pela próxima oportunidade.

No meio tempo quando todos lemos, via Twitter, que no Pará estão já contratando para exercer a profissão pessoas com o segundo grau completo etc., imagine, até eu quero cortar os pulsos, a língua, o diploma do Gilmar Mendes - não o meu, claro, que, como já advoguei em outros portais e mesmo aqui no blog - guardo com um carinho especial, com ou sem valor jurídico-mercadológico. Também repassei todo um levantamento que fiz a um outro rapaz meio perdido com cursos de pós-graduação no exterior - e esta foi uma experiência muito gratificante. Aliás, todas acabam sendo, de uma forma ou de outra, porque, da mesma forma que existem as bolhas de sucesso, também ocorrem estes momentos de incerteza. Se esmorecemos, entregamos o que temos de melhor a quem talvez não mereça - pela simples incapacidade de exercer com pluralidade, insenção e a paixão pela busca da verdade, sem se vender, mas pela justa causa de lutar pelos anseios da sociedade, o jornalismo de fato.

As redes sociais

A outra iniciativa à qual me envolvi tem a ver com as mídias sociais, claro. Recebi de uma grande amiga jornalista do Rio, Cristina Miguez, um e-mail que me apresentou a uma nova rede -- muito voltada a professores, mas que está aberta a qualquer brasileiro interessado em participar da discussão que levará à formulação e construção democrática (espero!) de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e instituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado. É o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Em menos de um mês já integro os grupos Jornalismo Colaborativo na web, Cultura Digital em Rede, Comunicação Digital, Apoios e Patrocínios e Pela implantação do reconhecimento de voz PtBr (ufa!).

Gostaria de dividir com todos o meu post. Ele faz um link entre os primeiro e último grupo - porque acredito que uma coisa se junta à outra e se não entrarem numa mesma pauta de discussões, correremos o risco de ter aí, mais um problema sério como foi o do diploma de jornalismo. Vários grupos estaques discutindo pequenas partes de um todo - que, precisa virar de cara, o Mosaico Social de que tanto precisamos, especialmente em sociedades como a nossa, em que as estruturas de algumas instituições estão tão pouco fortes em função da intromissão do Estado. Gostaria muito que, caso você leia meu post, faça um comentário, ou passe a integrar os grupos também: temos uma oportunidade nas mãos como nunca! Vale a pena, pelo menos, conhecer a rede. Que tal?

A dica do pio - continuação da aula:

Se você não está acompanhando as minhas aulas via podcast, a boa nova é a de que - se você percebeu a mudança do leiaute do blog - em breve, cada uma delas estará disponível aqui para uma revisão. O que acho fundamental, porém, é que este local abrigue as abreviaturas que ajudam a mutiplicar os 140 caracteres do twitter. A aula a seguir ainda demorará a ir ao ar, mas, conforme eu já gravei, as abreviaturas estariam no ar, antes, para quem lê o blog.

Aproveite: As abreviaturas a seguir integram um manual em inglês do colega de twitter que mora na Califórnia, o Tom Duong. Somos amigos lá, porque nos seguimos mutuamente. A ele, meu agradecimento e, claro, o devido crédito, fundamental em todas as ocasiões.
RT = Retweet. É quando você (=vc) lê um pio, gosta e quer repeti-lo. Vc escreve RT dá um espaço e escreve @username do twitter de quem deu aquele pio.
Há duas maneiras de RT. Vc pode simplesmente dar o RT espaço @mosaicosocial e repetir a frase ou pode repetir a frase mudada, porque não vai dar o espaço todo, por exemplo, e aí vc diminui um pouco, a seu estilo e, entre parêntesis, coloca via @mosaicosocial.
Caso o retwitte já tenha uma outra fonte, basta colocar apenas um RT e manter os dois endereços de TT, para que ambos saibam que vc usou as devidas fontes.
PRT = Partial Retweet / Please Retweet – eu entendo mais como please retweet – mas não costumo usar, não.
DM = vem de Direct Message ou mensagem direta – você só consegue enviar se for entre amigos – ou seja, pessoas que se seguem mutuamente. O próprio twitter te avisa a respeito.
@rroba = Quando você manda um reply ou uma mensagem iniciando-se com um sinal de arroba, saiba – toda a twittosfera terá acesso a ela. Portanto, não é um MSN – pode até ter cara de um, mas ficará lá para todos os que te seguem – mesmo que vc não os siga de volta - participarem desta conversinha.
BR = Best Regards = saudações
LOL = Laugh(ing) Out Loud = rindo alto
BTW = By They Way = à propósito
Plz or Pls = Please = por favor
FYI = For Your Information = para conhecimento
FB = Facebook
J/K = Just Kidding = estava brincando
LMK = Let Me Know = me avisa
PPL or Peeps = People = gente
TTYL = Talk To You Later = falo c/ vc depois
TTYS = Talk To You Soon = falo com vc já já
OMG = Oh My God / Oh My Gosh = Ai meu Deus
Ur = Your = seu/sua
U = You = vc
RE = Reply = resposta = retorno
TY or TU = Thank You; aqui no Brasil, a gente usa mesmo o Tks – e eu uso muito, quando ainda mando um beijo junto, o Tkx, porque beijo em linguagem de sinais em inglês é X.
YW = You’re Welcome


Uma dica além de usar todas destas abreviaturas, é a de que você use e abuse dos velhos ensinamentos da taquigrafia. Um explo, o não com um n com sinal de til em cima (= ñ) para a palavra não. Com isso, vc ganha mais dois caracteres. Pode usar o p com uma barra lateral para a palavra por ou para (= p/), pode usar uma barra para referir-se ao sufixo mente (explo: justa/)e duas para o sufixo dade. Enfim, há uma varie// de possibili//s para se usar ao twittar nas línguas todas. Até o próximo post.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O ABC do pio azul em português:

Dicas detalhadas para você começar a usar o twitter

Ultimamente, tenho sido solicitada para “dar aulas” sobre twitter. Resolvi, então, reunir em uma pequena série, totalmente auto-explicativa e traduzida para o português, um ABC do Pio. Logo de cara, vale dizer o twitter é a mais nova queridinha no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, segundo um estudo divulgado hoje pela Sysomos, 75% de seus usuários passaram fazer parte da comunidade somente nos primeiros cinco meses deste ano. Hoje, o perfil da plataforma é um pouco mais feminino que masculino, mas não muito. Os homens piam quase de igual para igual: enquanto as primeiras lideram a piada (?) em 53%, os homens piam os 47% restantes.

Escrever sobre o twitter é, por todo o interesse que o envolve, uma novela sem fim. Mas nem de longe comparada aos dramalhões mexicanos e, sim, às séries tipo CSI e House em que mesmo as informações repetidas são bem-vindas. Isso se deve não somente aos números crescentes de usuários, mas pelo fato de surgirem, a cada dia, novos e mais amigáveis aplicativos para tornar o pio do pássaro azul mais atraente em plataformas que variam dos programas para arquivamento em desktops aos executáveis nos próprios browsers, além dos smartphones, blackberries, no i-Phone e todos os aparelhos que ainda virão. É uma verdadeira virose, na qual empresas do mundo inteiro mergulharam para oferecer as mais diversas facilidades. Aderir a elas é uma questão de gosto pessoal. O jeito é, depois de ter cumprido o ritual de iniciação, testar cada uma das ferramentas por um tempo e escolher a que mais se adequa ao seu aparelho, estilo etc.

Incautos iniciantes

Para os que querem se lançar neste mundo e ainda estão à margem desta ninhada, o Mosaico Social separou algumas dicas que considera as mais importantes.
1. Decida como entrar: pessoa física ou jurídica? Tome uma decisão e vá em frente. Mas, seja qual for nunca misture canais. Melhor ter mais de uma identidade para se relacionar de acordo com cada objetivo, do que misturar os canais e deixar os seguidores perdidos sobre realmente qual é a sua dentro deste ambiente.

2. A primeira vez: Geralmente, a primeira twittada se faz sozinho (para quem é autodidata) ou em algum curso – especialmente os que não dominam a língua inglesa ou... a japonesa. Sim, por estranhos desígnios que movem este pássaro azul (será rouxinol sua raça?), esta ferramenta tem apenas duas nacionalidades, a universal lingua inglesa e a do extremo oriente, falada pelos japoneses. A razão disso eu volto em outro momento para explicar, porque hoje, o assunto é aprender a lidar com a ferramenta. Mas prometo entregar o motivo depois de apurá-lo bem.

Pois bem: A melhor forma é usar a plataforma do próprio twitter. É necessário ter um username = nome de usuário e uma senha. Depois de criada a conta, você vai moldá-la como quer: Em Settings (Configurações), a página abre sete abas: Conta, Senha (caso você queira mudar depois), Aparelhos, Lembretes, Imagens, Modelo e Conexões. Vamos passar por uma a uma:

a. Conta: Em nome, repita o username escolhido para sua conta, mas separadamente, caso ele seja composto e em maiúsculas; Username = username (dã!); E-mail = mesma coisa = e-mail; Time Zone = se você está no Brasil, (GMT-03:00 Brasilia); More info url: aqui só vale a pena incluir algo se você, como pessoa física, quiser colocar a url de um blog ou site pessoal e, no caso de pessoa jurídica, a home Page da empresa ou filial sobre a qual o twitter se baseará; One Line Bio = trata-se de um espaço no qual você se apresentará. Uma pequena biografia sua ou de sua empresa; Location = local; Language = provavelmente o English (mas vale a pena checar, de vez em quando, se o Português não foi incluído, porque, como já escrevi, pode acontecer a qualquer momento!); No quadradinho protect my updates, existe uma observação que limita seus twittes apenas às pessoas que você aprovar que os vejam. Uma vez escolhida, esta opção significa que seus twittes não serão incluídos numa lista pública, mas ficarão restritos a um pequeno grupo.
b. Senha: Conforme já dito, é a página onde o usuário pode ir a qualquer momento para trocar sua senha
c. Aparelhos: Esta página praticamente não tem utilidade no Brasil – foi criada lá fora porque, em sua concepção, o twitter foi pensado como ferramenta para plataformas móveis, daí os 140 caracteres (= que representam pequenos pios!), possíveis em celulares. Como aqui, as operadoras são reguladas pela Anatel e não seria possível um acordo como os que os empresários do twitter fecharam com as operadoras lá fora, para bom entendedor, meia palavra basta!
d. Lembretes: Como em todas as aplicações, esta aqui permite que o programa lhe envie lembretes. Geralmente, eles são encaminhados por e-mail (aha, agora você descobriu porque escrever seu e-mail lá na primeira aba!). Então, você quer ser avisado caso não twitte por 24 horas (credo, essa é de doer!)? Toda vez que seu twitter tiver um novo seguidor? Toda vez que seu twitter receber uma mensagem direta (DM)? Receber newsletter do twitter para ficar por dentro das novidades?
e. Imagem: daqui você escolhe a imagem com a qual você quer ser visto por todos no twitter
f. Modelo: apesar de o twitter dispor de alguns modelitos, existe um endereço fantástico onde você poderá, depois, turbinar sua página, com fundos ma-ra-vi-lho-sos. Comece pelo mais simples escolhendo uma das que aparecer ou, com os botões abaixo, use suas próprias imagens, expandindo-as, como você já deve ter feito como fundo de tela de trabalho de seu computador. Basta brincar com os botões abaixo (mude a imagem de fundo) e (mude as cores do modelo). Fica diferente e exclusivo!
g. A aba de conexões geralmente não tem nada e pode vir a ter à medida que você começa a interagir com aplicativos e permitir que eles interajam com seu twitter. Melhor não mexer agora, se você é iniciante.

O real motivo de termos dois ouvidos e uma só boca

3. E agora? Siga as pessoas certas de acordo com os objetivos traçados lá no início. Usar o Twitter é uma arte, especialmente no Brasil. Diferentemente de outros locais, aqui, adultos a utilizam para literalmente expressar suas sensações, opiniões e até seus rancores e ódios – quem diria. Por isso, aqui vai uma dica de ouro, que tem origem num sábio dito da tia católica de um amigo meu: “Se Deus nos Deu dois ouvidos e uma boca, é porque é para ouvirmos mais do que falarmos”. Olhando no espelho, eu o repito todos os dias que é preciso escutar mais do que falar se você quiser ser bem-sucedido no twitter.

Por isso, a estratégia que eu escolhi para o Mosaico Social foi encarar o lado colaborativo muito comum dos países lá de fora e repassar as informações que julgo relevantes dentro dos assuntos #jornalismo, # mídiassociais, #tecnologia e #publicrelations ou #relaçõespúblicas. (Este sinal de jogo da velha antes da palavra indica que já existe na twittosfera algo como uma pasta com estes nomes, em que vários twittes estão agrupados, facilitando a busca de algum assunto relativo a eles. Acho que cada um deve estabelecer um grupo de assuntos correlatos e twittar consistentemente dentro dele - para si próprio e seu grupo de seguidores.

Por fim, seguir clientes, fornecedores, colegas e pessoas de seu grupo – ou da área escolhida para twittar - mostra que você não está apenas aberto a ouvir - é um sinal de que sua identidade vale a pena de ser seguida.

4. Tenha, realmente, o que dizer. Só envie mensagens que tenham consistência. E isso implica conteúdo com o objetivo traçado lá no início. Sérias ou divertidas, as dicas postadas não podem ter “cheiro de jabá”, porque a reação pode ser avassaladora. Que o diga um dos mais queridinhos deste pedaço – Marcelo Tas sofreu uma das maiores e mais contundentes patrulhas da recente história da mídia social e tradicional por causa de um patrocínio da Telefonica no twitter. mostre interesse nas atividades dos demais twitteiros, também.

5. Multiplicai-vos entre si. Sem interpretações dúbias, por favor! Uma das coisas que torna a rede social um grande barato é a possibilidade de interação com outras redes, ferramentas e pessoas. É o efeito web 3.0, que acaba juntando pessoas de diferentes tribos em uma mesma “festa”. Claro, só ficarão as que manifestarem os mesmos interesses. A grande sacada nisso tudo é o fato de você estar num vértice e poder agregar gente que talvez nem soubesse que fosse sua amiga ou colega de trabalho ou mercado. As conversas, que começam via pequenas mensagens podem se transformar em posts em blogs, álbuns no Flickr e vídeos no YouTube, e, quando você vê, as pessoas vão se mostrando, apresentam o que as une e acabam criando laços mais fortes.

Agora, a cerejinha - como twittar:

Twittar significa dar uma informação em até 140 caracteres. Utilizando a plataforma do twitter é mais difícil, se você escolher a estratégia de repassar informações de terceiros ou mesmo, tiver que repassar um link – porque nesta, não há como encurtar (shorten) o link que, em muitos casos tem até três linhas e toma quase o espaço do twitte todo. Por isso, se você utiliza um desktop poderoso, eu recomendo baixar o Tweetdeck , que permite a você fazer várias ações numa plataforma elegante e com várias colunas ao mesmo tempo.

Nesta, você pode apenas twittar, que significa escrever a frase, tascar um enter e curtir eventuais resultados. Pode ainda retwittar (passar um twitte de alguém para frente sem ter que usar o expediente copy/paste RT @ usernamedequemvocêestácopiandootwitte), responder a um twitte, ou reply, (@usernamedodestinatário) de um colega ou seguidor, ou a ambos, bastando incluir quantos @usernamedodestinatários você quiser ou ainda, enviar uma mensagem a um amigo (D @usernamedoamigo). Neste caso, somente você e ele verão a mensagem trocada. Para isso, é necessário que ambos sejam seguidores um do outro.
Pronto, agora, mãos à obra. As noções básicas, você já aprendeu. No próximo post, vamos entrar eventualmente em dúvidas que sirgirem e nos aplicativos para celular e outros, para você enviar música, foto e outras cositas mas!

Boa sorte e ótimas twittadas para você. Te espero no twitter mosaicosocial!

sábado, 4 de julho de 2009

A cobertura da morte de Jacko, a falta de liberdade de expressão dos "colegas de Redação" e o belo texto de Luis Nassif

E Farah Fawcett passou despercebida, apesar de outro ícone dos anos 70/80. Sua morte, ainda mais trágica, porque anunciada por um câncer resistente, foi quase desapercebida das pessoas. Faltou a devida atenção da mídia. Dois pesos e duas medidas...

O mosaicosocial tem ficado um tempo sem postar. Há momentos para escrever muito e outros em que é necessária pesquisa, leituras e releituras, visitas a várias fontes e aquela parada para juntar o que se apreendeu de todo o processo antes de um pronunciamento. Especialmente este, polêmico por tudo o que o cerca.

Michael Jackson: fenômeno na vida e na morte

Desde a notícia da provável morte de Michael Joe Jackson, no dia 25 de junho, ao final daquela quinta-feira, quando imediatamente fui ao novo grande pauteiro da hora - o Twitter - checar o então boato, me deparei com o que seria realmente um prenúncio do que as mídias sociais estão causando e vão causar daqui em diante em casos semelhantes: uma confusão geral até que as fontes ditas fidedignas se pronunciem e atestem fatos. Resolvi ainda buscar em fontes lá fora algo mais palpável - CNN, People, NYT, Washington Post, Mashable, entre os vários que sigo e recomendo. Aqui temos dois fatos importantes que devem ser comentados:

1) Num momento em que as fontes de informação estão pulverizadas e cada pessoa é "dona" do que escreve, é normal que uma onda de boatos se instale até que a notícia seja finalmente confirmada por instituições como hospital, polícia, instituto médico legal e outras que possam falar via imprensa institucionalizada (também!). Por isso, por mais que haja blogueiros extremamente confiáveis, quando se busca uma informação, o leitor, expectador, ouvinte de rádio, que seja, vai procurar uma fonte jornalística e isso é fato. Porque é o meio jornalístico que MEDIA esta informação apurada junto às instituições - quem tem acesso às instituições que vão liberar a informação - pelo menos AINDA.

2) No caso específico de Michael Jackson, uma figura emblemática por tudo o que já se disse dele e o que fizeram dele - a própria mídia com seu grande percentual de culpa - a informação foi comprometida pelo resultado de sua discrição ao extremo, pela sua opção pelo obscurantismo, solidão, aversão ao público depois de tanta especulação acerca de seus atos. E, claro, isso deu mais pano pra manga para que a mídia começasse a escrever e apurar o que quisesse com vizinhos, colegas, novos amigos que nunca haviam aparecido - ou velhos, com os quais não se viam mais o ator - a fazerem dos holofotes seu momentum de marketing pessoal e a elogiarem ou contarem histórias sobre o coitado que não estaria mais lá para desmentir. Mesmo a questão da sua morte foi um desencontro só entre todas as fontes até ser finalmente confirmada por People, CNN e outras.

Sensacionalismo

Não vou falar do que a mídia internacional apurou ou como. Meu lugar é aqui e a discussão do mosaicosocial envolve o nosso mercado. Que atire a primeira pedra quem não concorde comigo; foi uma pouca vergonha os noticiários daqui repetirem as matérias nas quais os assuntos principais foram: a fama desde a infância; o sucesso rápido; a importância para o mundo pop; os escândalos e a decadência - nesta sequência.

Depois de tanto se falar em sustentabilidade, em um mundo melhor para um planeta melhor, de vários atores da Globo apagarem as luzes em campanha mundial contra a fritura do planeta, em várias ações de pessoas para se fazer a diferença, eu pergunto: Que mídia se dignou a abordar, de verdade, o lado humanitário do artista, que se dedicou a causas sociais, investindo grande parte da fortuna amealhada com seu sucesso a ajudar crianças desnutridas na África? Alguma coisa no Fantástico, "de passage"? A matéria de Veja - que poderia ter dado um banho nas dos telejornais, não saiu do lugar comum, dedicando páginas e páginas à batida metamorfose do cantor. Para quê? E a Tevê Gazeta, no máximo, se vangloriou de colocar no ar um clip - único talvez em toda a história que vimos nestes dias, é verdade -, mas no qual o assunto é Jacko reunido com todo o clã, numa festa em família, já no fim dos anos 80. Neste clip, ele canta apenas uma estrofe da música em que o irmão Germaine Jackson enaltece o relacionamento familiar (Ugh!)

A questão é que ajudar crianças na África ou em qualquer outro lugar do mundo não rende. Não vende revistas, jornais, não dá audiência. Não como falar de escândalos, pagar milhões para se livrar de denúncias de abuso a adolescente de 13 anos, retirar prótese do nariz porque atrapalhava ao respirar na hora de dormir (conforme li em Veja) etc..

E de quem é a culpa? Dos jornalistas? Ou será dos cartolas da imprensa? Escrevi isso a um agora-colega-blogueiro, esta manhã. Ele deu um grito de alerta sobre a cobertura dos jornais e, lá pelas tantas, responsabilizou a nossa "catigoria". Eu não quis abrir um seminário - até porque não é coisa para um comentário dentro de um blog de variedades - mas tive que explicar que não era bem assim que tocava a banda. A falta de liberdade de expressão nas Redações é tão igual quanto a de qualquer funcionário em qualquer empresa e as pessoas "de fora" parecem não entender isso e acham que nós, os peões da reportagem, somos os "donos da cocada". Quem quiser, pode conferir em Blog do The Best, se o comentário passar pela moderação dele - rs!

Mas, quem realmente explicou bem a questão de como são as coisas na Redação foi Luis Nassif, num memorável conto-verdade que li a partir do blog Coleguinhas, Uni-vos!, do meu colega-jornalista, Ivson Alves.

Quem perdeu - aliás, perde sempre? O leitor, que pouco soube de Farah Fawcett




No meio desta insanidade envolvendo morte x liberdade de expressão (falta dela) x obrigatoriedade de cumprimento de agenda de cobertura x vendas de anúncio x revistas x a cobertura paralela feita pela mídia social = + crítica = cada vez + cheia de seguidores = não-compradores de mídia amanhã, perdeu o leitor comum. Nós ficamos sem saber o que realmente aconteceu com a musa dos anos 70/80.

Na seção obituário de Veja, Farah Fawcett teve suas colunas maiores que as demais das duas páginas dedicadas ao assunto na semana. Para quem igualmente, como a própria revista, igualou com Che Guevara o mesmo espaço em corações e mentes de uma geração inteira - pelos motivos que foram - faltou informação. Mas, pelo menos, ela teve apoio familiar, a visita do filho para o último adeus, antes de voltar à prisão por não aguentar o tranco e ter-se envolvido em drogas, e do ex-marido, o ator Ryan O' Neal. Este ainda leva para o resto da vida a trágica ironia de viver na vida real o drama que lhe rendeu a fama em Love Story: perder a mulher para o câncer. Lastimável em todos os aspectos. Aos dois, a paz!
Fotos: Michael Jackson(http://muslimmatters.org/wp-content/uploads/2009/06/michael_jackson_bad_era.jpg) e Farah Fawcett (poster público)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Oficina de twitter para uso corporativo apresenta técnicas detalhadas de monitoramento e cases de empresas que utilizam o pio das mais diversas formas

Fidelizar,esclarecer, atender, vender e discutir tecnologias para melhorar seus produtos são algumas das ações já desenvolvidas por companhias do mundo todo no céu dos passarinhos.




Manoel Fernandes, jornalista nascido no Recife – apesar de repetidamente insistir que seu forte sotaque é gaúcho, escreveu dois anos atrás que uma das primeiras lições aprendidas por ele é que não há fórmulas ou regras para entender o mundo da internet, suas novas ferramentas e personagens. Que este sempre foi um grande erro da mídia tradicional.

Passado o desafio de entender a regra número 1 deste novo mundo, o publisher da revista Bites resolveu abraçar outro, não menos difícil: o de reduzir as resistências do mundo corporativo a este universo, apresentando como as empresas podem se integrar a ele. De tempos em tempos, Manoel Fernandes e sua fiel equipe formada por André Victor, Zeni Bastos, Socorro Macedo e, mais recentemente, Ana Cavano e Renato Mendes, cria workshops, seminários e, como hoje, oficinas. O assunto do momento, o twitter, foi o tema do evento realizado na manhã deste dia 6 de maio, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo.

Dissecado em uma breve explicação sobre seu nascimento, foi logo apresentado em suas várias ferramentas de uso e monitoramento, grande parte delas desconhecida da maioria do público presente. Para ajudá-lo na tarefa contou com o depoimento do especialista René de Paula, da Microsoft, que deu seu depoimento sobre como ele utiliza o pio do pássaro azul em seu cotidiano, dentro e fora da companhia.

Melhor que o MSN

O princípio do twitter foi o de atender ao anseio das pessoas de se conectarem abertamente. Foi criado em 2006, por Evan Willians e Jack Dorsey, com uma verba inicial de US$ 55 mil, para ser algo ainda mais fácil que o Messenger – mas como uma estrutura de SMS que pudesse, especialmente, ser usada via rede móvel, ou seja, o Twitter foi criado visando a estrutura de mobilidade do celular. Nos Estados Unidos, toda uma estrutura de acordos foi desenvolvida com as operadoras para a possibilidade de uso do Twitter via celular; daí a explicação para os tais 140 caracteres – ou, o que mais tarde se chamou de microblogar. (Ah, entendi, e você?)

Uma de suas grandes sacadas é a simplicidade em termos de sistema, cuja plataforma é baseada no API (Application Programming Interface). Em poucas palavras, como está na Wikipedia, “programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços”.

Não demorou muito para se criar o verbo “twittar”, a exemplo de outros, incorporados da informática e da computação, como “printar” e “deletar”, ou mais recentemente também, “postar” (e, aqui, fazendo um comercialzinho básico, como está na dica desta semana do Boletim Mosaico Social, da Rádio Mega Brasil Online.

Manoel Fernandes mostrou as maiores audiências no twitter e explicou como criar perfis, mandar mensagens abertas ou direcionadas para uma pessoa, explicou a diferença entre seguidor e amigo e detalhou o Search.twitter, Twitterdeck, Twittervisor, Tweetstats, Tweeterholic, Tweeteranalyzer, Tweetgrid, Twitterfall e o Migre.me, esta última uma plataforma brasileira. Depois, apresentou vários cases de empresas que estão twittando a valer mundo afora. O Mosaico Social participou ativamente do evento, twittando o tempo todo e usando parte das ferramentas apresentadas durante a oficina. Algumas das sacadas podem ser acompanhadas aqui ao lado, já que agora o blog traz as atualizações do twitter para os leitores na própria página à medida que os estudos sobre as novas ferramentas vão sendo aprofundados. No próximo post, um pouco do que o René de Paula falou – e que me deixou particularmente mais tranquila por achar que aquele grito de alerta não foi um momento de insanidade, mas exatamente o contrário. Até lá. Foto de Marcelo Marques

segunda-feira, 23 de março de 2009

II Digital Media Conference: Rodrigo Cogo foi e entrega aqui todo o conteúdo


Rodrigo Silveira Cogo é um RP nato e, como ele mesmo se apresenta no twitter, um apaixonado pela interatividade da internet. Mas é conhecido mesmo por ser dono de um dos espaços mais lidos pela sua tribo e a de vários colegas jornalistas como eu.

Inicialmente enviado como newsletter, o Mundo RP (www.mundorp.com.br) virou um megaportal para todos aqueles que querem saber sobre a área de Comunicação, interatividade, novas mídias etc. E Rodrigo Cogo sabe usar tudo isso com maestria – vale a pena conferir.

Sua marca é simplesmente a cara dele. Conhecemo-nos, claro, virtualmente, quando lancei minha coluna “Por dentro”, em 2003, no antigo site da vlce, minha primeira marca. Hoje, somos colegas no Jornal da Comunicação, da Mega Brasil (www.jornaldacomunicacao.com.br) para onde ele escreve também – e com muito mais frequência que eu. Antes do Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br), que ocorreu na semana passada, ele esteve no II Digital Media Conference, também realizado em São Paulo, desta vez pela Corpbusiness.

Como o assunto tem tudo a ver com nossa praia, aqui vai o lide do que rolou por lá. Quem tiver mais tempo, pode conferir o material completo em http://www.mundorp.com.br/cobertura-digitalmedia2.asp.

Mídias sociais – o que os empreendedores precisam saber

• O Brasil é o quarto país onde as pessoas mais lêem blogs, há 80% de penetração de redes sociais entre internautas de qualquer idade e já foram registrados mais de 50 milhões de twitters, o potencial deste tipo de canal interativo é grande.
• Segundo o Nielsen Report, o tempo de navegação em redes sociais tem crescido a uma taxa três vezes superior a outros espaços online, sendo que 2/3 da população mundial da internet já visitaram redes sociais, e, portanto, seu uso supera o email.

Guilherme Gomide, diretor da Mídia Digital:
1. A “social media” é como um conjunto de interações e diálogos que acontecem dentro de determinadas plataformas: leitura e comentários em blogs, sistemas wiki, games, bookmarking, micro-blog e os conhecidos sites de comunidades.
2. Para atuar aí, ele sugere participar e entender as pessoas e seus comportamentos e, então pensar em exposição da marca ou realização de buzz junto a outros eventos e campanhas. É importante:
• Identificar formadores de opinião,
• Procurar visibilidade em sistemas de busca e
• Sempre pensar na melhoria dos relacionamentos.
• A idéia é ouvir para dialogar, entender e agir.
• Para ele, o sucesso crescente do Twiter deve-se aos seguintes aspectos:
- possibilidade de integração com outras redes sociais,
- é fonte de pesquisas rápidas,
- permite acompanhamento de tendências e de notícias rápidas variadas,
- é um canal para divulgação de ofertas e exclusividades.

Essio Floridi, gerente do Yahoo Brasil:
1. Com a vida cada vez mais integrada à internet, é inegável a influência direta exercida pelas mídias sociais nas vendas.
2. O consumidor adota processos de decisões de compra pouco ou nada lineares nestes espaços.
3. Os usuários têm círculos sociais mais amplos, comentam sobre suas compras com mais pessoas e influenciam mais consumidores.
4. As informações não-oficiais debatidas nas redes sociais são tão ou até mais relevantes que os sites de marcas.
5. Se antes as pessoas se comunicavam e encaravam a internet como ferramenta para executar tarefas e para diversão, hoje elas socializam e fazem todo o gerenciamento de suas vidas pela rede.
6. As redes sociais são um estoque de conhecimento, está em seu DNA a experiência, a obsessão e a comunicação.

Alexandre Canatella, CEO da Cyber Cook e Cyber Diet:
1. A pulsação da bidirecionalidade é o centro da internet, num tempo de mudança baseado na coletividade e no compartilhamento.
2. Pesquisas apontam que 65% dos adolescentes possuem perfil em redes sociais, sendo que os adultos atingem 35% (num índice que quadruplicou entre 2005 e 2008).
3. Existe uma associação direta de redes sociais com os jovens.
4. Crianças foram absorvidas e geram renda:
a. o Clube Penguin tem 17 milhões de crianças cadastradas com uma taxa de US$ 9 por mês,
b. a Barbie Girls tem 5 milhões de cadastrados com uma taxa de US$ 5 ao mês.
5. 52% dos internautas brasileiros lêem blogs, com a terceira maior freqüência de atualizações no mundo, atrás somente da Coréia do Sul e da França, respectivamente. (Por Rodrigo Cogo)