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segunda-feira, 19 de março de 2012

Bom senso, consistência, erro e a sabedoria do coach de futebol americano...

Você sabe fazer bonito e capitalizar positivamente sua atuação no ambiente de redes sociais, pra lá de coletivo? Replicar aqui parte do material apresentado esta semana no Boletim Mosaico Social teve como origem pedidos de receita. Ainda tem muita gente que não entende que uma rede social é uma rede social é uma rede social...  De que estar em rede não difere em nada - ou muito pouco - do seu meio. Mesmo não se mostrando de corpitcho e alma, você está se expondo - exatamente como é.  E porque estar em redes sociais depende muito mais do bom senso e da consistência do que se posta ou comenta, do que de uma fórmula mágica, aqui vão mais devanyeios sobre o tema:

Bom senso: sabe aquele ditado “não faça aos outros o que não querem que te façam?” Pois ele tem tudo a ver com qualquer relacionamento (pessoal e profissional). Na hora em que você comete um deslize, uma rede virtual pode potencializar os efeitos negativos e aí... ó, vida, ó dor, ó azar!. Pratique o contrário em todas as redes de relacionamento; ou seja, faça aos outros o que você gostaria que fizessem com e para você – e compare os resultados.


A essência não muda: diferentemente da nossa memória, que falha ao longo do tempo, ou porque é seletiva e passível de perdão em um determinado momento em que passar uma borracha sobre o que possa nos ter magoado é a melhor solução, a internet está lá para nos lembrar de uma alfinetada que tornou-se pública, alcançando a todos os que acompanham a timeline.  Então, não adianta você ser um Mr. Hyde por natureza e fingir ser um Dr. Jekkyll em redes sociais; simplesmente não vai colar. Uma hora ou outra você acaba mostrando seu verdadeiro eu e é por isso que as redes sociais são um cabedal de informação relevante para empregadores, entre outros profissionais.  Seja qual for a linha adotada numa ou noutra rede, haverá sempre um ponto comum de comparação; no frigir dos ovos é sua essência como pessoa e o que você é em pensamento.  Melhor que se arrepender de algo que falou ou postou é evitar isso!  


Errou, tem que consertar: pior que isso é fazer fora do penico e querer que alguém não espalhe uma opinião acerca de uma atitude antiética, por exemplo. Errou, tem que consertar, nunca pedir a quem foi lesado que não comente sobre o que você fez. Peça desculpas de forma legítima o bastante para que a pessoa lesada resolva perdoá-lo. Se você foi consistente em seu pedido de desculpas, é óbvio que a pessoa vai considerar isso e evitar um massacre social. 


Você é o que você posta: não confunda direito de expressão com bullying; o que você faz em rede repercute numa avaliação geral sobre você, seus posts, tweets, pins marcados no mural do Pinterest e mesmo comentários em artigos alheios.  Para qualquer pessoa que tenha interesse sobre seu trabalho ou quem você é basta entrar no Google e digitar o seu nome. E voilá, tudo o que você postou ou em onde você possa estar interagindo socialmente estará lá, a um clic, nem adianta querer esconder – é uma questão de algoritmo. O Google junta todas as redes num arquivo só para destrinchar quem você é em rede.   


Evite nhenhenhens e mimimis: ainda que você acredite estar conversando com cerca de 30% das pessoas com as quais você geralmente troca em sua timeline, lembre-se dos outros 70% de usuários linkados a você. Eles representam uma maioria silenciosa que lê tudo o que você posta. Lembre-se de um antigo conselho do coach de futebol americano Lou Holtz: “nunca conte seus problemas a ninguém; porque se 20% dos ouvintes não estão nem aí, 80% das pessoas podem é gostar!” 


Você e o SEO: faça o teste: vá agora ao Google e escreva seu nome. Em apenas alguns minutos de busca e leitura você pode se surpreender com facetas que nem você mesmo sabia serem as suas.  Se não gostar, repense sua estratégia social e comece e lapidar esta atuação. Somos seres humanos que nos diferenciam dos demais pela nossa capacidade de acertar a partir dos nossos próprios erros.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Por que sua Comunicação e seu Marketing nunca mais serão os mesmos

Há inúmeras razões pelas quais vale a pena entrar no "maravilhoso mundo" novo das mídias sociais. Elas são as ferramentas por meio das quais está se formando a "nova ordem mundial" de relacionamentos e negócios, o segundo como decorrência do primeiro. Exemplos disso pululam em redes sociais mundo afora.

Aqui, uma forma simpática e simples de entender a mudança nas áreas de Marketing e Comunicação, no ambiente 'antes e depois' das mídias sociais.



Depois de assistir a este vídeo, você ainda vai ficar aí parado, sem se mexer, deixando o público falar de sua marca, o "quem cala, consente" regê-la? Até quando?

Se você é do tipo conservador, pelo menos crie um perfil mas mídias relevantes, observe e monitore o mercado até que sinta seu business pronto para a interatividade que rege esta "nova onda". Mas entenda; o movimento é inexorável. De um jeito ou de outro, se sua empresa não se lançar nele, ela será engolida. É o efeito #tsunami, do qual falaram Charlene Li e seu colega do Forrester Research, Josh Bernoff, já há algum tempo - assunto abordado em outro post aqui no mosaicosocial - em seu livro Groundswell. #olhovivofarofino.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Raio X: A 1a. manhã do WebExpoForum


Quem nunca teve a chance de vir a uma edição do Web Expo Forum pode ter uma idéia agora de como as coisas acontecem no 4º andar do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, onde encontra-se o Centro de Convenções. Três grande salas dividem o espaço em Workshops: Web Business, Workshop Web-Tech e o Congresso, propriamente dito. As palestras ocorrem simultaneamente, cada qual possibilitando aos participantes escolherem os assuntos que mais lhe agradam para, assim, interagir com os públicos os mais diversificados.

Mas, antes, ainda, logo na entrada, um kit com a programação é entregue aos visitantes que chegam ao salão principal e se deparam com estandes montados pelas empresas patrocinadoras do evento. A expectativa é a de que o #WebExpoForum este ano atraia cerca de 400 pessoas para debater em palestras e workshops o futuro das redes sociais e novas mídias.

Durante a parte da manhã desta quarta-feira (17), acompanhamos as palestras: “Twitter aplicado aos negócios”, “Inteligência Competitiva 2.0” e “As novas regras do e-mail marketing”.

Twitter aplicado aos negócios

O consultor de novas mídias, Leonardo Bravo (@lebravo no Twitter), palestrou sobre o Twitter. “A idéia foi tentar fazer um passo a passo dentro da ferramenta, um manual de condutas”, já que, para ele, é imprescindível que as empresas estejam plugadas a, pelo menos, uma rede, não necessariamente via Twitter. “Já temos cases de sucesso de padarias vendendo via Twitter. Elas divulgam o horário do pão quentinho e as pessoas que as seguem já sabem a que hora deve passar para comprar.” O problema está em equilibrar tempo e dinheiro, já que “a maioria dos donos de pequenas e micro empresas não possui uma equipe que consiga dar conta das redes sociais, porque, geralmente, o dono dessas empresas é seu próprio gerente e office-boy”, questiona a assessora da superintendência do Sebrae, Isabel de Cássia Santos Ribeiro, para quem a informação nos dias de hoje possui um custo muito alto.

Inteligência Competitiva 2.0

Foi ela quem palestrou sobre Inteligência Competitiva. Segundo Isabel, esses executivos acabam não se relacionando com a web por falta de instrução. “Acham que essa relação com as mídias sociais é fria e impessoal, mas não sabem que as redes sociais podem contribuir de forma efetiva para a compreensão e elaboração de melhores estratégias para o processo de inteligência competitiva e conseqüentemente para o bom funcionamento do contexto organizacional”. Isabel acredita que fazer com que as redes sociais interajam com a empresa exige organização e planejamento, o que implica compartilhamento, socialização e transferência de conhecimento, bem como criar ambientes para a transferência desse conhecimento.

“Quando eu atualizo minha rede com conhecimento especializado e alguém completa, agregando conhecimento, mostra que a união faz a força. No final, o todo é mais completo que as partes”, complementou.

As novas regras do e-mail marketing

Walter Sabini Jr., CEO da Virid Interatividade Digital, debateu o novo código de ética e conduta das empresas em relação ao envio do email marketing. “Uma das grandes inovações do código é estabelecer que estas mensagens tragam obrigatoriamente um link opt-out (permitindo ao receptor do email excluir-se automaticamente da lista de recebimento, se assim preferir)”.

Outras regras de boa conduta são:
1. Enviar e-mail marketing apenas com domínio próprio, sem utilizar provedor
2. Só disparar para quem se relaciona com a empresa, o que tende a diminuir a quantidade de envios, já que, se a empresa não tiver um feedback real do que está acontecendo, estará apenas gastando tempo e dinheiro.

Segundo Sabini Jr., as empresas já estão se adequando às regras de conduta. “No inicio do 2º semestre, o código deverá estar no ar”. Para ele, é necessário ter uma pessoa qualificada para escrever e enviar, porque a produção de e-mails marketing exige uma equipe de profissionais qualificados. Tendo em vista que o e-mail é a forma com a qual os clientes mais se relacionam na internet, com mais de 53% de empresas fazendo uso desta ferramenta, a previsão de que as redes sociais iriam acabar com essa popularidade não se confirma.

Para conferir mais sobre o código de conduta do e-mail marketing clique aqui!

(Texto de Fernanda Hellmeister Martins - Foto: http://www.webexpoforum.com.br/2010/images/patroc_bronze_bolsa.jpg)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dez verdades que refletem os impactos sem volta no Jornalismo Mundial



Jornalista aprende na prática. Então, foi lendo (e não somente em Português, mas principalmente em Inglês), baixando arquivos, vídeos, livros inteiros, entrevistas etc., ouvindo, vendo, trocando informações com pessoas mais experientes, entrevistando os “geeks” (que passaram a entender e falar deste mundo, defendendo suas ideias e dando conselhos a respeito), jornalistas - brasileiros e do exterior -, escritores, pessoal da área de pesquisa, “evangelistas” (outra categoria destes novos tempos de pessoas que, como diz o nome, literalmente visam a catequizar sobre determinada marca) e, principalmente, escrevendo, que venho me relacionando com este mundo das chamadas mídias sociais ou socialcast, em uma contraposição ao broadcast.

Grande parte do que vim aprendendo foi dividida entre podcasts (no meu caso, dicas de como usar ferramentas – e apenas para a Rádio Mega Brasil), textos aqui no blog ou mesmo em vídeos – que não gravo, mas desço de fontes que considero fidedignas para meus estudos – e, agora, estão compartilhados no You Tube. Haverá outra, em forma de livro – este todo meu – ainda em fase final de construção.

De qualquer forma, como desafio e tentando dar uma palha do que acredito ter aprendido no ano que chamei de sabático, busquei sintetizar, especialmente para os jornalistas, um pouco deste fantástico mundo. Ele envolve diferentes tipos de ambientes, plataformas, aplicativos, linguagens, gírias e “tribos”, interagindo e trocando informações e experiências como nunca antes. Depois de 11 meses imersa ou flutuando nesta imensa nuvem, ao qual, inclusive, me linkei de forma inexorável, quase como um vício, eu destacaria 10 verdades que refletem os impactos sem volta no jornalismo.


Pluralidade

Antes, porém de entrar nelas, queria ressaltar um dos fatores mais espetaculares desse mundo, aliás, uma das exigências intrínsecas à participação dele: sua pluralidade. Ela está na forma de se relacionar com e por meio das mídias sociais.

Além da diversidade de formas de relacionamento, há um caráter de simultaneidade muito louco que cria o que o jornalista Manoel Fernandes (em posts anteriores - aqui mesmo - já chamou de "atenção parcial continuada" e que eu chamaria de "meia-atenção" ou síndrome da leitura pela metade". Isso porque trata-se de uma leitura na diagonal, que, não raro, induz ao erro. (Esta parte do texto não entrou em nenhum dos demais até agora - ver nota ao final deste post) Mas, vamos lá, aos impactos que as mídias já causaram ao Jornalismo em todo o Mundo. Claro que aqui é um resumo bem básico - ou você acha que eu entregaria tudo num só post com um livro no forno?

As mídias sociais são inexoráveis. Não tem aquela de “não adianta bater, eu não deixo você entrar”, como refrão do jingle do comercial de Casas Pernambucanas. Por isso, os jornais impressos migraram seu conteúdo para a web e diariamente – twittam, se não por meio de seus portais, via seus colunistas, as manchetes e principais notícias para manter os leitores linkados aos seus conteúdos. O diretor editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour não se cansa de repetir a cada evento para o qual é convidado a palestrar: “Nosso conteúdo nunca foi tão lido, mas, ao mesmo tempo, nunca se pagou tão pouco pelo nosso conteúdo”.

Sem qualquer conotação política, a frase do diretor patronal é o sintoma mais cruel das mídias sociais sobre nossa atividade. Por que ao ver o jornalista Daniel Piza perguntar todos os dias, na Tevê – “qual o valor do conhecimento”, ele está, na verdade, colocando sua cara à tapa também, para questionar, subliminarmente, “quanto vale o meu trabalho” – e o de tantos colegas – que detêm conhecimento, discernimento e todos os outros requisitos para diariamente imprimir a qualidade de conteúdo que o Estadão (só para citar um veículo de comunicação impresso) traz diariamente aos seus leitores? E, como ele, os demais profissionais que sustentam a cadeia de um modelo de negócios que, até o surgimento das mídias sociais, era o que garantia grande parte dos empregos que já não existem mais...

Porque é fato 1: O jornalismo impresso perdeu e ainda não achou um novo modelo de negócio que conviva de forma amigável com as novas mídias. E mais – se achar, cada jornal encontrará o seu.

A pluralidade das mídias sociais acabou de vez com modelos semelhantes para os mesmos mercados. Somente no jornalismo impresso, por exemplo, as seguintes propostas ainda estão em discussão:
a. Há quem aposte no fim do papel e quem continue achando que haverá os que pagarão pelo papel por hábito.
b. Há quem espera que se pague pelo conteúdo completo de matérias cujo material à disposição na web seja apenas um chamariz.
c. Há outras opções...

Fato 2: Hoje, do Oiapoque ao Chuí, de Nova Iorque a Londres, passando por outras cidades de países mais longínquos, todas as Redações trabalham com menos da metade dos profissionais que costumavam contratar há cerca de 10 anos.
As habilidades dos colegas também devem ser outras e, mesmo aqui no Brasil, uma ampla discussão envolvendo a mudança da grade do currículo foi realizada. Ser multiprocessado é qualidade sine qua non para qualquer jornalista trabalhar. Em síntese, ele deve:
a. Saber dirigir (veículo de verdade, não necessariamente de comunicação!),
b. Escrever o melhor Português – porque erro é fator de unfollow e, num processo de seleção, de fator de escolha.
c. Fotografar - se não também filmar.
d. Fazer o texto para matérias impressas, além de blogs, podcasts etc.

Além disso, as Redações passaram a contar com a figura do repórter-cidadão – enviando material via You Tube, Twitter e outras plataformas – graças à crescente mobilidade e convergência digitais.

E não devemos nos esquecer dos blogueiros. Eles têm representado uma fatia cada vez mais importante e representativa no mundo das mídias sociais – e sem essa de achar que são concorrentes. Convidados para eventos criados especialmente para eles reverberam notícias e opiniões sobre as mais novas sensações tecnológicas, entre outros importantes fatos.

Furos jornalísticos tão importantes no passado não superam a relevância da credibilidade de conteúdo nas mídias sociais. Quantidade de seguidores nem sempre significa qualidade de conteúdo. E novos medidores de resultados surgem a cada dia para provar aos investidores em mídias sociais que isso é verdade. Nas mídias sociais, faltando credibilidade, sobrarão posts negativos, tweets tipo “mimimis” além de outros resultados que, para melhorar a marca, só com muito trabalho de PR (e aí, entramos na seara da Comunicação Empresarial, que merece, por si só um artigo!).

Não confunda nuvem com fumaça. As mídias sociais são mais um mundo onde se pode ser bem sucedido, mas não é para todos, não. O conselho de que “o que é bom para uns pode não ser para muitos outros”, vale para empreendedores e jornalistas. Como já abordei em vários podcasts, sem saber objetivo, público, mensagem etc., melhor pensar duas vezes antes de se aventurar com blogs corporativos, perfis em twitter e facebook e campanhas visando viralização. Ainda que um dos bordões dos defensores das novas mídias seja o de que “se você errar, dá para consertar rapidamente e de forma barata”. Vai correr o risco?

O material deste post foi criado em primeira mão para o blog Mídias Sociais e depois, resumido para o podcast da rádio Mega Brasil online.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O ABC do pio azul em português:

Dicas detalhadas para você começar a usar o twitter

Ultimamente, tenho sido solicitada para “dar aulas” sobre twitter. Resolvi, então, reunir em uma pequena série, totalmente auto-explicativa e traduzida para o português, um ABC do Pio. Logo de cara, vale dizer o twitter é a mais nova queridinha no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, segundo um estudo divulgado hoje pela Sysomos, 75% de seus usuários passaram fazer parte da comunidade somente nos primeiros cinco meses deste ano. Hoje, o perfil da plataforma é um pouco mais feminino que masculino, mas não muito. Os homens piam quase de igual para igual: enquanto as primeiras lideram a piada (?) em 53%, os homens piam os 47% restantes.

Escrever sobre o twitter é, por todo o interesse que o envolve, uma novela sem fim. Mas nem de longe comparada aos dramalhões mexicanos e, sim, às séries tipo CSI e House em que mesmo as informações repetidas são bem-vindas. Isso se deve não somente aos números crescentes de usuários, mas pelo fato de surgirem, a cada dia, novos e mais amigáveis aplicativos para tornar o pio do pássaro azul mais atraente em plataformas que variam dos programas para arquivamento em desktops aos executáveis nos próprios browsers, além dos smartphones, blackberries, no i-Phone e todos os aparelhos que ainda virão. É uma verdadeira virose, na qual empresas do mundo inteiro mergulharam para oferecer as mais diversas facilidades. Aderir a elas é uma questão de gosto pessoal. O jeito é, depois de ter cumprido o ritual de iniciação, testar cada uma das ferramentas por um tempo e escolher a que mais se adequa ao seu aparelho, estilo etc.

Incautos iniciantes

Para os que querem se lançar neste mundo e ainda estão à margem desta ninhada, o Mosaico Social separou algumas dicas que considera as mais importantes.
1. Decida como entrar: pessoa física ou jurídica? Tome uma decisão e vá em frente. Mas, seja qual for nunca misture canais. Melhor ter mais de uma identidade para se relacionar de acordo com cada objetivo, do que misturar os canais e deixar os seguidores perdidos sobre realmente qual é a sua dentro deste ambiente.

2. A primeira vez: Geralmente, a primeira twittada se faz sozinho (para quem é autodidata) ou em algum curso – especialmente os que não dominam a língua inglesa ou... a japonesa. Sim, por estranhos desígnios que movem este pássaro azul (será rouxinol sua raça?), esta ferramenta tem apenas duas nacionalidades, a universal lingua inglesa e a do extremo oriente, falada pelos japoneses. A razão disso eu volto em outro momento para explicar, porque hoje, o assunto é aprender a lidar com a ferramenta. Mas prometo entregar o motivo depois de apurá-lo bem.

Pois bem: A melhor forma é usar a plataforma do próprio twitter. É necessário ter um username = nome de usuário e uma senha. Depois de criada a conta, você vai moldá-la como quer: Em Settings (Configurações), a página abre sete abas: Conta, Senha (caso você queira mudar depois), Aparelhos, Lembretes, Imagens, Modelo e Conexões. Vamos passar por uma a uma:

a. Conta: Em nome, repita o username escolhido para sua conta, mas separadamente, caso ele seja composto e em maiúsculas; Username = username (dã!); E-mail = mesma coisa = e-mail; Time Zone = se você está no Brasil, (GMT-03:00 Brasilia); More info url: aqui só vale a pena incluir algo se você, como pessoa física, quiser colocar a url de um blog ou site pessoal e, no caso de pessoa jurídica, a home Page da empresa ou filial sobre a qual o twitter se baseará; One Line Bio = trata-se de um espaço no qual você se apresentará. Uma pequena biografia sua ou de sua empresa; Location = local; Language = provavelmente o English (mas vale a pena checar, de vez em quando, se o Português não foi incluído, porque, como já escrevi, pode acontecer a qualquer momento!); No quadradinho protect my updates, existe uma observação que limita seus twittes apenas às pessoas que você aprovar que os vejam. Uma vez escolhida, esta opção significa que seus twittes não serão incluídos numa lista pública, mas ficarão restritos a um pequeno grupo.
b. Senha: Conforme já dito, é a página onde o usuário pode ir a qualquer momento para trocar sua senha
c. Aparelhos: Esta página praticamente não tem utilidade no Brasil – foi criada lá fora porque, em sua concepção, o twitter foi pensado como ferramenta para plataformas móveis, daí os 140 caracteres (= que representam pequenos pios!), possíveis em celulares. Como aqui, as operadoras são reguladas pela Anatel e não seria possível um acordo como os que os empresários do twitter fecharam com as operadoras lá fora, para bom entendedor, meia palavra basta!
d. Lembretes: Como em todas as aplicações, esta aqui permite que o programa lhe envie lembretes. Geralmente, eles são encaminhados por e-mail (aha, agora você descobriu porque escrever seu e-mail lá na primeira aba!). Então, você quer ser avisado caso não twitte por 24 horas (credo, essa é de doer!)? Toda vez que seu twitter tiver um novo seguidor? Toda vez que seu twitter receber uma mensagem direta (DM)? Receber newsletter do twitter para ficar por dentro das novidades?
e. Imagem: daqui você escolhe a imagem com a qual você quer ser visto por todos no twitter
f. Modelo: apesar de o twitter dispor de alguns modelitos, existe um endereço fantástico onde você poderá, depois, turbinar sua página, com fundos ma-ra-vi-lho-sos. Comece pelo mais simples escolhendo uma das que aparecer ou, com os botões abaixo, use suas próprias imagens, expandindo-as, como você já deve ter feito como fundo de tela de trabalho de seu computador. Basta brincar com os botões abaixo (mude a imagem de fundo) e (mude as cores do modelo). Fica diferente e exclusivo!
g. A aba de conexões geralmente não tem nada e pode vir a ter à medida que você começa a interagir com aplicativos e permitir que eles interajam com seu twitter. Melhor não mexer agora, se você é iniciante.

O real motivo de termos dois ouvidos e uma só boca

3. E agora? Siga as pessoas certas de acordo com os objetivos traçados lá no início. Usar o Twitter é uma arte, especialmente no Brasil. Diferentemente de outros locais, aqui, adultos a utilizam para literalmente expressar suas sensações, opiniões e até seus rancores e ódios – quem diria. Por isso, aqui vai uma dica de ouro, que tem origem num sábio dito da tia católica de um amigo meu: “Se Deus nos Deu dois ouvidos e uma boca, é porque é para ouvirmos mais do que falarmos”. Olhando no espelho, eu o repito todos os dias que é preciso escutar mais do que falar se você quiser ser bem-sucedido no twitter.

Por isso, a estratégia que eu escolhi para o Mosaico Social foi encarar o lado colaborativo muito comum dos países lá de fora e repassar as informações que julgo relevantes dentro dos assuntos #jornalismo, # mídiassociais, #tecnologia e #publicrelations ou #relaçõespúblicas. (Este sinal de jogo da velha antes da palavra indica que já existe na twittosfera algo como uma pasta com estes nomes, em que vários twittes estão agrupados, facilitando a busca de algum assunto relativo a eles. Acho que cada um deve estabelecer um grupo de assuntos correlatos e twittar consistentemente dentro dele - para si próprio e seu grupo de seguidores.

Por fim, seguir clientes, fornecedores, colegas e pessoas de seu grupo – ou da área escolhida para twittar - mostra que você não está apenas aberto a ouvir - é um sinal de que sua identidade vale a pena de ser seguida.

4. Tenha, realmente, o que dizer. Só envie mensagens que tenham consistência. E isso implica conteúdo com o objetivo traçado lá no início. Sérias ou divertidas, as dicas postadas não podem ter “cheiro de jabá”, porque a reação pode ser avassaladora. Que o diga um dos mais queridinhos deste pedaço – Marcelo Tas sofreu uma das maiores e mais contundentes patrulhas da recente história da mídia social e tradicional por causa de um patrocínio da Telefonica no twitter. mostre interesse nas atividades dos demais twitteiros, também.

5. Multiplicai-vos entre si. Sem interpretações dúbias, por favor! Uma das coisas que torna a rede social um grande barato é a possibilidade de interação com outras redes, ferramentas e pessoas. É o efeito web 3.0, que acaba juntando pessoas de diferentes tribos em uma mesma “festa”. Claro, só ficarão as que manifestarem os mesmos interesses. A grande sacada nisso tudo é o fato de você estar num vértice e poder agregar gente que talvez nem soubesse que fosse sua amiga ou colega de trabalho ou mercado. As conversas, que começam via pequenas mensagens podem se transformar em posts em blogs, álbuns no Flickr e vídeos no YouTube, e, quando você vê, as pessoas vão se mostrando, apresentam o que as une e acabam criando laços mais fortes.

Agora, a cerejinha - como twittar:

Twittar significa dar uma informação em até 140 caracteres. Utilizando a plataforma do twitter é mais difícil, se você escolher a estratégia de repassar informações de terceiros ou mesmo, tiver que repassar um link – porque nesta, não há como encurtar (shorten) o link que, em muitos casos tem até três linhas e toma quase o espaço do twitte todo. Por isso, se você utiliza um desktop poderoso, eu recomendo baixar o Tweetdeck , que permite a você fazer várias ações numa plataforma elegante e com várias colunas ao mesmo tempo.

Nesta, você pode apenas twittar, que significa escrever a frase, tascar um enter e curtir eventuais resultados. Pode ainda retwittar (passar um twitte de alguém para frente sem ter que usar o expediente copy/paste RT @ usernamedequemvocêestácopiandootwitte), responder a um twitte, ou reply, (@usernamedodestinatário) de um colega ou seguidor, ou a ambos, bastando incluir quantos @usernamedodestinatários você quiser ou ainda, enviar uma mensagem a um amigo (D @usernamedoamigo). Neste caso, somente você e ele verão a mensagem trocada. Para isso, é necessário que ambos sejam seguidores um do outro.
Pronto, agora, mãos à obra. As noções básicas, você já aprendeu. No próximo post, vamos entrar eventualmente em dúvidas que sirgirem e nos aplicativos para celular e outros, para você enviar música, foto e outras cositas mas!

Boa sorte e ótimas twittadas para você. Te espero no twitter mosaicosocial!

domingo, 26 de abril de 2009

De jornalista a "personal nerd" e o caso do blog que já decretou o fim do jornalismo



As novidades que as mídias sociais trazem na esteira do que vem, como uma tsunami, varrendo com a velocidade de um twister, são arrebatadoras.

Amanhã, às 13h30, pouco mais de um mês depois do lançamento do blog e do microblog, o Mosaico Social vira Boletim na Rádio Mega Brasil Online. Apresentado todas as segundas-feiras, às 13h30, terá reprise às terças (18h30) e às quartas-feiras (21h30). O modelo adotado para a rádio é o das dicas, resgatando a idéia já usada em 2003, quando, ainda na web 1.0, a coluna Por dentro do primeiro website da marca que eu usava, a VLCE - Vany Laubé Comunicação Empresarial - buscava dar, também uma vez por semana, uma palha sobre Comunicação Empresarial. O que muda é o conteúdo e - obviamente - a velocidade do ambiente.

À medida que vamos estudando novas ferramentas e como implementá-las no mundo corporativo, idéias vão sendo compartilhadas com os colegas, para que eles possam também fazer uso o mais rapidamente possível delas. Trocando em miúdos, o boletim Mosaico Social será uma espécie de personal nerd, conforme uma definição criada pelo jornalista Ricardo Freire, do guia do Estado de S. Paulo, em seu artigo da última sexta-feira. Segundo sua definição, aquele cuja utilidade é ajudar as pessoas a entender o que é e como atuar na blogosfera, twitosfera e internetosfera.

Jornalismo - na lista do que já ficou para trás

Força dos tempos, só não gosto do termo porque o nerd denota certo ar pejorativo. "Anyway" (mantendo o cacoete de mais de 20 anos!), o que eu acho realmente ruim não é a mudança do status profissional, mas é o fato de o Jornalismo já começar a figurar de forma nua e crua entre "As Nove boas coisas que a internet arruinou para sempre".

O artigo foi escrito num blog americano em março, ainda. Eu só o descobri depois que o Edney Souza twitou-o no fim de semana. Nem esperava encontrar o meu querido Jornalismo por lá, mas não posso me negar a dizer que doeu. Por mais que esta tenha sido a razão pela qual o blog foi criado. Se eu já vinha concluindo que era hora de me atualizar, que a internet estava mesmo mudando o mercado, como acontenceu quando eu me formava e o computador começava a invador as Redações, concluia em entrelinhas de estudos, acompanhando o crescente arrefecimento do mercado, a questão do diploma no Brasil, as discussões em congressos e seminários envolvendo colegas de profissão etc., e em outras situações.

Voltando às nove mudanças "inexoráveis" (com as quais eu não concordo!), numa contagem regressiva o artigo inicia o nono lugar com cantor Rick Asley, passa pela carreira de Tom Cruise, deixa na saudade aquele gostinho de juntar a turma em casa para ver o programa perferido de Tevê - no caso do Brasil, eu diria que seria algo como ver o último capítulo da novela das oito - e, finalmente, coloca o Jornalismo como sendo o segundo item da lista, tendo perdido apenas para a privacidade (esta sim, inquestionável!).

Ternos e Tailleurs x roupas de baixo

Apenas para falar sobre o tema que interessa aqui ao blog, a autora Chenda Ngak descreve o cotidiano do "casal" de jornalistas mais famoso do mundo - Louis Lane e Clark Kent - caso trabalhassem para um blog. Cada um refastelado em seu sofá, trabalhando em suas "roupas de baixo", copiando e colando artigos, longe de todo aquele glamour e perigo envolvendo o jornalismo investigativo das revistas e jornais de antigamente. Pior, refere-se ao apoio editorial como quase nulo e desnecessário, uma vez que o que se faz é "roubar o conteúdo de um blogueiro melhor". "Quanto a fotógrafos, para quê, se qualquer garoto, munido de uma câmera digital e um Photoshop pode se vangloriar de ser um profissional?", escreve.

O veredicto da moça é cruel e apesar do espaço que dou a ele, não o apoio de jeito algum. Há joio e trigo em todas as profissões e sou da linha de que em épocas como agora, há um pouco de tudo até que o mercado encontre seu momento de equilíbrio. Dizer que...

"The journalist as we know it is a dying breed and have been replaced with bloggers and aggregators. Tough cookies, we know, but sad nonetheless". (Chenda Ngak)


...é uma provocação barata. Há bogueiros ganhando dinheiro, sem dúvida. Que aprendamos com eles a como faturar diretamente com o nosso trabalho, sem demérito algum, isso sim. E sem deixarmos de ser intelectuais por isso, sem medo de ser feliz ou entrar em crise porque seremos pagos por Telefonicas ou quem quiser o trabalho de algum de nós - jornalistas ou não.

Vamos continuar estudando, discutindo, analisando, aprendendo e, sobretudo, sobrevivendo para mostrar que o bom jornalismo existe e sempre continuará existindo - e que a convivência com blogueiros pode e deve ser saudável - mas não decretará o fim de toda uma ciência (e aqui, voltaremos ao assunto diploma, porque há quem não considere o Jornalismo ciência)...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Ciclo Comunicar Educação movimenta semana no portal Nós da Comunicação


Durante toda esta semana, o portal Nós da Comunicação (www.nosdacomunicacao.com) está se dedicando ao Ciclo Comunicar Educação. O objetivo é esmiuçar as iniciativas educacionais e o impacto no cotidiano do profissional de comunicação e nas empresas.

O assunto tem tudo a ver com o processo de discussão pelo qual passa o Curso Superior de Jornalismo em todo o Brasil. Mas há outros motivos pelos quais ele foi escolhido, e quem explica é Vanessa Aguiar, diretora executiva do portal. "O Brasil é hoje o segundo país do mundo em quantidade de faculdades de comunicação. Falar da Educação desses profissionais que todos os anos ingressam no mercado, bem como da atualização constante de quem já está colocado, é o grande objetivo deste Ciclo Comunicar, que também vai enfocar um outro e fundamental aspecto: o papel da comunicação na Educação formal e informal”.

Chat com Caio Tulio Costa

Uma experiência fantástica deste Ciclo foi o chat, na última terça-feira, com o jornalista e consultor Caio Túlio Costa, ex-ombdusman da Folha de S. Paulo e diretor dos portais UOL e IG. Ele conversou sobre ‘ética, jornalismo e nova mídia’, temas do livro de sua autoria e publicado pela Jorge Zahar Editor.

Costa, por exemplo, defende curso técnico de pós-gradução, de dois anos para qualquer cidadão que se pretenda jornalista, seja ele de qualquer área - exatas ou humanas. Afinal, ele vem de uma geração de talentos jornalísticos que não passaram pelas faculdades. Vale a pena conferir o que rolou do papo, diretamente de Nova Iorque, assessorado pelo jornalista Caio Blinder, segundo o próprio Costa fez questão de frisar, em http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=401&tipo=A


Colaboração ao MEC vira artigo

Agora, ficará imortalizada minha defesa ao diploma e ao ambiente universitário como local onde se aprende mais do que simples técnicas para escrever bem. Pois a internet e as novas mídias permitem viralizar e perpetuar o que se escreve e minha contribuição, repassada a amigos e jornalistas, visando mobilizá-los a individualmente colaborar com a consulta também, gerou o convite para editá-la e transformá-la em artigo. Está lá, em http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=106&tipo=G

Quem somos "Nós da Comunicação"

Lançado em 2008, o portal de comunicação corporativa "Nós da Comunicação" é um espaço de acesso ao conhecimento estruturado, onde mais do que espectador o usuário "é um construtor, multiplicando tendências, reflexões, teoria, prática, relacionamento, carreira, produtos e serviços que facilitam a vida profissional e corporativa". A idéia do portal é de compartilhar conhecimento de forma transdisciplinar, com visão holística e pensamento sistêmico. Publicado pela Casa do Cliente 360o, ele tem um Conselho Consultivo formado por mais de 20 pessoas, cinco diretores e mais outras quase 30 pessoas envolvidas em sua concepção, arquitetura e conteúdo, colaboração, consultoria jurídica etc.

segunda-feira, 23 de março de 2009

II Digital Media Conference: Rodrigo Cogo foi e entrega aqui todo o conteúdo


Rodrigo Silveira Cogo é um RP nato e, como ele mesmo se apresenta no twitter, um apaixonado pela interatividade da internet. Mas é conhecido mesmo por ser dono de um dos espaços mais lidos pela sua tribo e a de vários colegas jornalistas como eu.

Inicialmente enviado como newsletter, o Mundo RP (www.mundorp.com.br) virou um megaportal para todos aqueles que querem saber sobre a área de Comunicação, interatividade, novas mídias etc. E Rodrigo Cogo sabe usar tudo isso com maestria – vale a pena conferir.

Sua marca é simplesmente a cara dele. Conhecemo-nos, claro, virtualmente, quando lancei minha coluna “Por dentro”, em 2003, no antigo site da vlce, minha primeira marca. Hoje, somos colegas no Jornal da Comunicação, da Mega Brasil (www.jornaldacomunicacao.com.br) para onde ele escreve também – e com muito mais frequência que eu. Antes do Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br), que ocorreu na semana passada, ele esteve no II Digital Media Conference, também realizado em São Paulo, desta vez pela Corpbusiness.

Como o assunto tem tudo a ver com nossa praia, aqui vai o lide do que rolou por lá. Quem tiver mais tempo, pode conferir o material completo em http://www.mundorp.com.br/cobertura-digitalmedia2.asp.

Mídias sociais – o que os empreendedores precisam saber

• O Brasil é o quarto país onde as pessoas mais lêem blogs, há 80% de penetração de redes sociais entre internautas de qualquer idade e já foram registrados mais de 50 milhões de twitters, o potencial deste tipo de canal interativo é grande.
• Segundo o Nielsen Report, o tempo de navegação em redes sociais tem crescido a uma taxa três vezes superior a outros espaços online, sendo que 2/3 da população mundial da internet já visitaram redes sociais, e, portanto, seu uso supera o email.

Guilherme Gomide, diretor da Mídia Digital:
1. A “social media” é como um conjunto de interações e diálogos que acontecem dentro de determinadas plataformas: leitura e comentários em blogs, sistemas wiki, games, bookmarking, micro-blog e os conhecidos sites de comunidades.
2. Para atuar aí, ele sugere participar e entender as pessoas e seus comportamentos e, então pensar em exposição da marca ou realização de buzz junto a outros eventos e campanhas. É importante:
• Identificar formadores de opinião,
• Procurar visibilidade em sistemas de busca e
• Sempre pensar na melhoria dos relacionamentos.
• A idéia é ouvir para dialogar, entender e agir.
• Para ele, o sucesso crescente do Twiter deve-se aos seguintes aspectos:
- possibilidade de integração com outras redes sociais,
- é fonte de pesquisas rápidas,
- permite acompanhamento de tendências e de notícias rápidas variadas,
- é um canal para divulgação de ofertas e exclusividades.

Essio Floridi, gerente do Yahoo Brasil:
1. Com a vida cada vez mais integrada à internet, é inegável a influência direta exercida pelas mídias sociais nas vendas.
2. O consumidor adota processos de decisões de compra pouco ou nada lineares nestes espaços.
3. Os usuários têm círculos sociais mais amplos, comentam sobre suas compras com mais pessoas e influenciam mais consumidores.
4. As informações não-oficiais debatidas nas redes sociais são tão ou até mais relevantes que os sites de marcas.
5. Se antes as pessoas se comunicavam e encaravam a internet como ferramenta para executar tarefas e para diversão, hoje elas socializam e fazem todo o gerenciamento de suas vidas pela rede.
6. As redes sociais são um estoque de conhecimento, está em seu DNA a experiência, a obsessão e a comunicação.

Alexandre Canatella, CEO da Cyber Cook e Cyber Diet:
1. A pulsação da bidirecionalidade é o centro da internet, num tempo de mudança baseado na coletividade e no compartilhamento.
2. Pesquisas apontam que 65% dos adolescentes possuem perfil em redes sociais, sendo que os adultos atingem 35% (num índice que quadruplicou entre 2005 e 2008).
3. Existe uma associação direta de redes sociais com os jovens.
4. Crianças foram absorvidas e geram renda:
a. o Clube Penguin tem 17 milhões de crianças cadastradas com uma taxa de US$ 9 por mês,
b. a Barbie Girls tem 5 milhões de cadastrados com uma taxa de US$ 5 ao mês.
5. 52% dos internautas brasileiros lêem blogs, com a terceira maior freqüência de atualizações no mundo, atrás somente da Coréia do Sul e da França, respectivamente. (Por Rodrigo Cogo)