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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Quatro princípios das mídias sociais que são coringa para todos os relacionamentos



Neste ano, muita coisa foi abordada neste blog. O objetivo inicial, ao ser criado, foi o de discutir o impacto das mídias sociais sobre o Jornalismo e a Comunicação Empresarial. Mas, ao longo do tempo acabou incluindo outros assuntos decorrentes, revelando joio e trigo deste mundo de relacionamentos 1.0, 2.0, 3.0 e como continua sendo importante o que chamo de zero.zero, ou seja o olho no olho, o pessoal, o cara a cara.

No tempo em que venho escrevendo, jornais fecharam suas portas em todo o mundo, profissionais optaram por outras formas de trabalho ou se adequaram para conviver com as novas ferramentas, plataformas, redes e comunidades por questão de sobrevivência. Por sua vez, os patrões - e não somente os da área de Comunicação - continuam correndo atrás de respostas claras para lucrar com este universo que, a cada dia, pela espantosa velocidade da tecnologia, apresenta novidades ainda mais desafiadoras. Aqui no Brasil, voltando ao Jornalismo, após a martelada sobre o diploma e a incógnita sobre a regulamentação da profissão, a década termina com a triste realidade da retórica de um discurso sobre liberdade de expressão que arrepia por todo o histórico de vida pública e política do seu porta-voz na 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

Infelizmente, o retrocesso é inversamente proporcional a todo um avanço alcançado em outras direções. Falar em "apoio incondicional à liberdade de imprensa" depois de meses em que o OESP foi literalmente impedido de tocar no assunto Sarney - apenas para citar um pedacinho do gelo da ponta do iceberg que significa a série de episódios que marcaram as duas etapas do governo Lula e seu relacionamento com a imprensa - é, no mínimo, uma incoerência perto do que ele fez ao elevar o Brasil à pauta mundial em vários segmentos outrora esquecidos. Okay, fim do parêntesis sobre Jornalismo e, de volta ao foco do tema do último post (é que este aqui tem um certo caráter de retrospectiva, ainda que superficial).

Enquanto a “nova ordem mundial” vai tomando forma numa “metamorfose ambulante” (parafraseando o inesquecível e também lembrado este ano Raul Seixas) em progressão algorítmica (sim, porque geométrica foi da minha época), em que as gerações Y, Z certamente trafegarão com mais malemolência que as anteriores, por questões de HD mental mesmo, acredito piamente em quatro princípios que, não importa a velocidade da informação ou a quantidade de memória que o cérebro possa armazenar, associar, raciocinar, criar e multiplicar, vão estar sempre “na ordem do dia”.

Estes princípios aprendi ao longo de 2009, observando o relacionamento entre as pessoas nas redes e comunidades, comparando com os de família e associando-os às várias leituras feitas no ano. São quatro dicas que valem para todas as mídias. São, na verdade, valores de uma mente de sucesso, e começam pelo relacionamento pessoal. Por que?

Porque antes de relacionar-se com o outro, você precisa aprender a se relacionar bem consigo mesmo. Depois, então, você pode seguir para as demais pessoas no ambiente real e em todas as instâncias envolvendo plataformas, ferramentas, redes e comunidades: Vamos lá?
1) Fale sempre de forma positiva, mantendo seu “eu ideal” em alta. Se você se mantiver na condição de constante aprendiz de forma divertida e falar positivamente, vai atrair o positivo (as palavras têm poder – Are baba!). E se você se mantém divertido em casa, com a família, os amigos e os colegas, a vida se torna divertida. Vale a pena experimentar.
2) Quer ter sucesso? Então, mantenha o pensamento na mudança que precisa realizar para isso. Tudo o que conseguimos depende apenas de nós – agora, se nos mantivermos fechados, como mudar para chegar onde queremos? Então, abra a cabeça para as mudanças, aceite-as, integre-as ao seu dia a dia e “vamos que vamos”.
3) Mude você: você não pode se dar bem com todo mundo, mas pode se esforçar para se dar bem com o maior número de pessoas. Se não aceita algo em alguém e a atitude desta pessoa não te agrada, ao invés de se desgastar tentando mudá-la, que tal mudar você?
4) Viva com paixão. Estamos aqui para ser felizes – buscamos a felicidade em cada momento da nossa existência (pelo menos acredito que seja para isso que estamos aqui, a não ser que haja masoquista por opção!). Então, coloque paixão no que sente, no que faz, no que diz, no que realiza e você verá que o sucesso na sua vida – em todos os aspectos e em todos os relacionamentos, plataformas, mídias, departamentos e escalas - virá como decorrência natural destas escolhas. Porque estes princípios nada mais são que escolhas de vida. De uma vida de valor.

Feliz 2010, com muito sucesso para você! Para nós! ;D

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mídias sociais: a pororoca entre reacionários e revolucionários. O caso da aluna da Uniban e os anônimos defensores de Lula no blog do Noblat

Parafraseando o "colega de redes" e especialista em Marketing para Mídias Sociais, Nino Carvalho "quando passamos grande parte do tempo twittando, estamos trabalhando, sim". Provocamos reações ou estamos buscando respostas, retwittando informações e links de notícias importantes, acompanhando eventos, conversando com pessoas com as quais não teríamos a chance de "conhecer" se não fosse o twitter, fazendo pontes entre outras que querem se "falar" ou apenas... estamos observando! Isso eu faço o tempo todo - faz parte do processo final pelo qual meus estudos sobre as mídias sociais está passando agora. Observo as pessoas e seus comportamentos no twitter e em outras mídias também - até porque o twitter é ponte para várias outras.

Liberdade de expressão e responsabilidade sobre o conteúdo

Já abordei a liberdade de expressão várias vezes aqui neste espaço, mas nunca sob este ângulo: a tomada de consciência da possibilidade de interação por gente que antes não falava, não reclamava, não opinava, não reagia e que, de repente, está fazendo tudo isso, mas de uma forma muito estranha. Este divulgar, escrever, está virando um gritar e até "vomitar" como se toda esta carga de opinião estivesse, mesmo, contida por muito tempo. E isso tem ocorrido de uma forma tão avassaladora e descontrolada, que assusta.

Não se trata apenas daquelas dimensões hiperbólicas, superlativas, tsunâmicas, das quais falavam os autores do livro Groundswell não. É mais que isso - é um movimento local, brasileiro porque envolve o tão propalado acesso das classes C e D à internet - com a inclusão social promovida pelo governo Lula. Nada contra, diga-se de passagem, desde que se mantenha o respeito. E não é o que eu tenho visto, ouvido, acompanhado em eventos, noticiários e agora vídeos, blogs, twitter e outros locais da chamada mídia social.

Geisy x 2 mil alunos reacionários da Uniban

O caso da moça do vestido rosachoque justo da Uniban é emblemático. Tomou proporções acima de qualquer expectativa. E a onda começou com os próprios alunos, quem diria. Numa atitude reacionária, dentro da faculdade, eles começaram a atacá-la. De lá para filmes de celulares postados no YouTube e logo retransmitidos em Orkut, Facebook e Tweeter, foi um espirro.

A mídia tradicional acompanhou o desenrolar a semana toda, até que a aluna acabou expulsa da universidade, gerando nova onda de protestos, desta vez da sociedade civil. Agora, jornalistas, artistas, professores, advogados profissionais liberais, todos unidos ou sozinhos - passaram a opinar sobre a reação desenfreada dos alunos, a decisão claramente machista da universidade e sobre o direito de defesa da vítima, a moça. No dia seguinte a sua expulsão, até artigo de repúdio à decisão da universidade já circulava na Internet com mais de 2 mil assinaturas, quando eu mesma linkei o documento para referendar meu desagravo, lá pelas 15h, já usando minha fita rosachoque em meus apelidos no Twitter e no Facebook.

Manifestos a favor e contra vinham de todos os lados. O clima que se formou foi o de uma guerra civil midiática. E um cidadão, que chamou os alunos de revolucionários, aproveitou o episódio para atacar os professores que incitam os alunos ao comunismo (!?), bem na data em que se comemora os 20 anos de queda do Muro de Berlim! Está tudo aqui, neste vídeo, também postado no Youtube.



Sobre este caso, o que fica? A gente ainda não sabe - a Uniban, que hoje mesmo teve outro caso divulgado no BlueBus, parece estar voltando atrás na decisão da expulsão.

A moça, por sua vez, teve sua auto-estima abalada. Quem a viu em sua primeira entrevista no Fantástico, firme em seu direito de vestir o que bem lhe caísse no gosto, e ontem, de preto até o pescoço, assumindo certa dose de responsabilidade sobre o ocorrido, deve ter tido pena dela.

Minha opinião é a de que ela não foi pelada, não atentou contra o pudor, não foi sequer de biquini. Foi com uma roupa colada, sim. Imprópria? Talvez. Mas, e daí? E o que falar dos homens que se coçam na frente de todos ajeitando o "bráulio" sabe-se lá por que motivos não mais de uma vez? Ou que literalmente abrem suas braguilhas e fazem da rua mictório público em qualquer hora, do dia ou da noite, para se aliviar? Que falso moralismo é esse? Homem pode pôr o dito cujo para fora, mas mulher não pode vestir nada colado? Gente, Marilyn Monroe foi mito e isso nos anos 50, 60... e estamos no século XXI!


Sobre sermos chamados de "eles" por Lula

Muda a cena - entra o artigo que li da Danuza Leão no Blog do Noblat, sobre sua decepção acerca do primeiro governo Lula, de como ela votou nele (ela, eu, todo mundo e o Zaqueu e aí...se arrependeu!) e o artigo, bem ao estilo Danuza-de-sempre, não tinha nada demais, estava muito bem escrito e retratava, com bastante fidelidade, o que havia acontecido com o nosso Presidente e como ele passou a tratar a imprensa que começou a censurar e as pessoas que deixaram de segui-lo, e bla bla bla. Eis que o que me chama a atenção é a quantidade de comentários sobre ele (artigo!) - 145. Curiosa, me pus a lê-los. Credo, o que era aquilo! Quem se dispuser a fazê-lo vai se horrorizar - é de ficar chapado/a, como eu fiquei e transmiti o recado esta manhã ao jornalista, via twitter. As pessoas se xingam, trocam verdadeiras ameaças. Aquele espaço virou mesmo um palanque político quando, duvido, tenha sido esta a intenção, pelo menos da Danuza ao escrevê-lo - já não sei a do Noblat, de divulgá-lo em seu blog.

O fato é que esta coisa de o poder da comunicação estar cada vez mais na mão das pessoas tem - como toda moeda - os dois lados da questão: as reações sejam revolucionárias ou reacionárias, se encontram e formam a pororoca nas mídias sociais interativas! E tornam-se estratosféricas, barulhentas, sem controle. No que isso vai dar, especialmente se estamos às vésperas de ano eleitoral? Eu não sei.

O que eu sei é que nas mídias tradicionais e mesmo nos blogs, como os de Noblat, artigos e matérias têm assinaturas, rostos. As pessoas assinam suas matérias, responsabilizam-se pelos seus conteúdos. Agora, e quanto aos que comentam? Muito do que eu li são ataques originários de apelidos como "Liga da Justiça", "A Bem da Verdade"... por que estas pessoas não se mostram, não aparecem, continuam no obscurantismo?

A democracia no Brasil tem muito o que crescer. O bullying está por toda parte. E a retórica está no auge. Se todas as pessoas têm realmente têm o que dizer e "na maior moral", por que se escondem atrás de um pseudônimo?

O Brasil tem que mostrar a cara! Usar as mídias sociais, sim, mas se for para comentar, falar de peito aberto, com nome, sobrenome, CPF e fotografia também. "Sem medo de ser feliz" - ou não é esse o bordão que Lula usou para chegar lá?

sábado, 4 de julho de 2009

A cobertura da morte de Jacko, a falta de liberdade de expressão dos "colegas de Redação" e o belo texto de Luis Nassif

E Farah Fawcett passou despercebida, apesar de outro ícone dos anos 70/80. Sua morte, ainda mais trágica, porque anunciada por um câncer resistente, foi quase desapercebida das pessoas. Faltou a devida atenção da mídia. Dois pesos e duas medidas...

O mosaicosocial tem ficado um tempo sem postar. Há momentos para escrever muito e outros em que é necessária pesquisa, leituras e releituras, visitas a várias fontes e aquela parada para juntar o que se apreendeu de todo o processo antes de um pronunciamento. Especialmente este, polêmico por tudo o que o cerca.

Michael Jackson: fenômeno na vida e na morte

Desde a notícia da provável morte de Michael Joe Jackson, no dia 25 de junho, ao final daquela quinta-feira, quando imediatamente fui ao novo grande pauteiro da hora - o Twitter - checar o então boato, me deparei com o que seria realmente um prenúncio do que as mídias sociais estão causando e vão causar daqui em diante em casos semelhantes: uma confusão geral até que as fontes ditas fidedignas se pronunciem e atestem fatos. Resolvi ainda buscar em fontes lá fora algo mais palpável - CNN, People, NYT, Washington Post, Mashable, entre os vários que sigo e recomendo. Aqui temos dois fatos importantes que devem ser comentados:

1) Num momento em que as fontes de informação estão pulverizadas e cada pessoa é "dona" do que escreve, é normal que uma onda de boatos se instale até que a notícia seja finalmente confirmada por instituições como hospital, polícia, instituto médico legal e outras que possam falar via imprensa institucionalizada (também!). Por isso, por mais que haja blogueiros extremamente confiáveis, quando se busca uma informação, o leitor, expectador, ouvinte de rádio, que seja, vai procurar uma fonte jornalística e isso é fato. Porque é o meio jornalístico que MEDIA esta informação apurada junto às instituições - quem tem acesso às instituições que vão liberar a informação - pelo menos AINDA.

2) No caso específico de Michael Jackson, uma figura emblemática por tudo o que já se disse dele e o que fizeram dele - a própria mídia com seu grande percentual de culpa - a informação foi comprometida pelo resultado de sua discrição ao extremo, pela sua opção pelo obscurantismo, solidão, aversão ao público depois de tanta especulação acerca de seus atos. E, claro, isso deu mais pano pra manga para que a mídia começasse a escrever e apurar o que quisesse com vizinhos, colegas, novos amigos que nunca haviam aparecido - ou velhos, com os quais não se viam mais o ator - a fazerem dos holofotes seu momentum de marketing pessoal e a elogiarem ou contarem histórias sobre o coitado que não estaria mais lá para desmentir. Mesmo a questão da sua morte foi um desencontro só entre todas as fontes até ser finalmente confirmada por People, CNN e outras.

Sensacionalismo

Não vou falar do que a mídia internacional apurou ou como. Meu lugar é aqui e a discussão do mosaicosocial envolve o nosso mercado. Que atire a primeira pedra quem não concorde comigo; foi uma pouca vergonha os noticiários daqui repetirem as matérias nas quais os assuntos principais foram: a fama desde a infância; o sucesso rápido; a importância para o mundo pop; os escândalos e a decadência - nesta sequência.

Depois de tanto se falar em sustentabilidade, em um mundo melhor para um planeta melhor, de vários atores da Globo apagarem as luzes em campanha mundial contra a fritura do planeta, em várias ações de pessoas para se fazer a diferença, eu pergunto: Que mídia se dignou a abordar, de verdade, o lado humanitário do artista, que se dedicou a causas sociais, investindo grande parte da fortuna amealhada com seu sucesso a ajudar crianças desnutridas na África? Alguma coisa no Fantástico, "de passage"? A matéria de Veja - que poderia ter dado um banho nas dos telejornais, não saiu do lugar comum, dedicando páginas e páginas à batida metamorfose do cantor. Para quê? E a Tevê Gazeta, no máximo, se vangloriou de colocar no ar um clip - único talvez em toda a história que vimos nestes dias, é verdade -, mas no qual o assunto é Jacko reunido com todo o clã, numa festa em família, já no fim dos anos 80. Neste clip, ele canta apenas uma estrofe da música em que o irmão Germaine Jackson enaltece o relacionamento familiar (Ugh!)

A questão é que ajudar crianças na África ou em qualquer outro lugar do mundo não rende. Não vende revistas, jornais, não dá audiência. Não como falar de escândalos, pagar milhões para se livrar de denúncias de abuso a adolescente de 13 anos, retirar prótese do nariz porque atrapalhava ao respirar na hora de dormir (conforme li em Veja) etc..

E de quem é a culpa? Dos jornalistas? Ou será dos cartolas da imprensa? Escrevi isso a um agora-colega-blogueiro, esta manhã. Ele deu um grito de alerta sobre a cobertura dos jornais e, lá pelas tantas, responsabilizou a nossa "catigoria". Eu não quis abrir um seminário - até porque não é coisa para um comentário dentro de um blog de variedades - mas tive que explicar que não era bem assim que tocava a banda. A falta de liberdade de expressão nas Redações é tão igual quanto a de qualquer funcionário em qualquer empresa e as pessoas "de fora" parecem não entender isso e acham que nós, os peões da reportagem, somos os "donos da cocada". Quem quiser, pode conferir em Blog do The Best, se o comentário passar pela moderação dele - rs!

Mas, quem realmente explicou bem a questão de como são as coisas na Redação foi Luis Nassif, num memorável conto-verdade que li a partir do blog Coleguinhas, Uni-vos!, do meu colega-jornalista, Ivson Alves.

Quem perdeu - aliás, perde sempre? O leitor, que pouco soube de Farah Fawcett




No meio desta insanidade envolvendo morte x liberdade de expressão (falta dela) x obrigatoriedade de cumprimento de agenda de cobertura x vendas de anúncio x revistas x a cobertura paralela feita pela mídia social = + crítica = cada vez + cheia de seguidores = não-compradores de mídia amanhã, perdeu o leitor comum. Nós ficamos sem saber o que realmente aconteceu com a musa dos anos 70/80.

Na seção obituário de Veja, Farah Fawcett teve suas colunas maiores que as demais das duas páginas dedicadas ao assunto na semana. Para quem igualmente, como a própria revista, igualou com Che Guevara o mesmo espaço em corações e mentes de uma geração inteira - pelos motivos que foram - faltou informação. Mas, pelo menos, ela teve apoio familiar, a visita do filho para o último adeus, antes de voltar à prisão por não aguentar o tranco e ter-se envolvido em drogas, e do ex-marido, o ator Ryan O' Neal. Este ainda leva para o resto da vida a trágica ironia de viver na vida real o drama que lhe rendeu a fama em Love Story: perder a mulher para o câncer. Lastimável em todos os aspectos. Aos dois, a paz!
Fotos: Michael Jackson(http://muslimmatters.org/wp-content/uploads/2009/06/michael_jackson_bad_era.jpg) e Farah Fawcett (poster público)