quarta-feira, 6 de maio de 2009

Oficina de twitter para uso corporativo apresenta técnicas detalhadas de monitoramento e cases de empresas que utilizam o pio das mais diversas formas

Fidelizar,esclarecer, atender, vender e discutir tecnologias para melhorar seus produtos são algumas das ações já desenvolvidas por companhias do mundo todo no céu dos passarinhos.




Manoel Fernandes, jornalista nascido no Recife – apesar de repetidamente insistir que seu forte sotaque é gaúcho, escreveu dois anos atrás que uma das primeiras lições aprendidas por ele é que não há fórmulas ou regras para entender o mundo da internet, suas novas ferramentas e personagens. Que este sempre foi um grande erro da mídia tradicional.

Passado o desafio de entender a regra número 1 deste novo mundo, o publisher da revista Bites resolveu abraçar outro, não menos difícil: o de reduzir as resistências do mundo corporativo a este universo, apresentando como as empresas podem se integrar a ele. De tempos em tempos, Manoel Fernandes e sua fiel equipe formada por André Victor, Zeni Bastos, Socorro Macedo e, mais recentemente, Ana Cavano e Renato Mendes, cria workshops, seminários e, como hoje, oficinas. O assunto do momento, o twitter, foi o tema do evento realizado na manhã deste dia 6 de maio, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo.

Dissecado em uma breve explicação sobre seu nascimento, foi logo apresentado em suas várias ferramentas de uso e monitoramento, grande parte delas desconhecida da maioria do público presente. Para ajudá-lo na tarefa contou com o depoimento do especialista René de Paula, da Microsoft, que deu seu depoimento sobre como ele utiliza o pio do pássaro azul em seu cotidiano, dentro e fora da companhia.

Melhor que o MSN

O princípio do twitter foi o de atender ao anseio das pessoas de se conectarem abertamente. Foi criado em 2006, por Evan Willians e Jack Dorsey, com uma verba inicial de US$ 55 mil, para ser algo ainda mais fácil que o Messenger – mas como uma estrutura de SMS que pudesse, especialmente, ser usada via rede móvel, ou seja, o Twitter foi criado visando a estrutura de mobilidade do celular. Nos Estados Unidos, toda uma estrutura de acordos foi desenvolvida com as operadoras para a possibilidade de uso do Twitter via celular; daí a explicação para os tais 140 caracteres – ou, o que mais tarde se chamou de microblogar. (Ah, entendi, e você?)

Uma de suas grandes sacadas é a simplicidade em termos de sistema, cuja plataforma é baseada no API (Application Programming Interface). Em poucas palavras, como está na Wikipedia, “programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços”.

Não demorou muito para se criar o verbo “twittar”, a exemplo de outros, incorporados da informática e da computação, como “printar” e “deletar”, ou mais recentemente também, “postar” (e, aqui, fazendo um comercialzinho básico, como está na dica desta semana do Boletim Mosaico Social, da Rádio Mega Brasil Online.

Manoel Fernandes mostrou as maiores audiências no twitter e explicou como criar perfis, mandar mensagens abertas ou direcionadas para uma pessoa, explicou a diferença entre seguidor e amigo e detalhou o Search.twitter, Twitterdeck, Twittervisor, Tweetstats, Tweeterholic, Tweeteranalyzer, Tweetgrid, Twitterfall e o Migre.me, esta última uma plataforma brasileira. Depois, apresentou vários cases de empresas que estão twittando a valer mundo afora. O Mosaico Social participou ativamente do evento, twittando o tempo todo e usando parte das ferramentas apresentadas durante a oficina. Algumas das sacadas podem ser acompanhadas aqui ao lado, já que agora o blog traz as atualizações do twitter para os leitores na própria página à medida que os estudos sobre as novas ferramentas vão sendo aprofundados. No próximo post, um pouco do que o René de Paula falou – e que me deixou particularmente mais tranquila por achar que aquele grito de alerta não foi um momento de insanidade, mas exatamente o contrário. Até lá. Foto de Marcelo Marques

2 comentários:

Marcos Dutra disse...

Na verdade, existem fórmulas sim para as empresas utilizarem estas novas mídias e as tradicionais também. A fórmula está presente no plano de marketing. Uma empresa é diferente de um indivíduo, que pode brincar e se divertir com Twitter, facebook, conhecendo gente sem compromisso.
A ferramenta no caso da empresa deve se inserir no plano geral de comunicação da empresa e, como todas as outras, deve-se perguntar qual o seu objetivo, como o consumidor vai ser beneficiado, qual o impacto que trará para a imagem da empresa e, principalmente, a pergunta que nunca se faz: a empresa está disposta a bancar o custo de fazer bem feito?
Fazer bem feito significa ir atrás de uma reclamação que apareceu no Twitter, integrar a ferramenta no atendimento a clientes, bancar vantagens em descontos e regalias para participantes fiéis. Enfim, a tecnologia como curiosidade pode até ser interessante, mas a empresa trabalha dentro de um panorama mais abragente, na qual ela deve ser integrada.

mosaicosocial disse...

Marcos, você está coberto de razão ao postar seu comentário e eu devo um mea culpa a respeito. Deveria, sim, ter feito este alerta, comentado, sim entre os presentes. Na verdade, a oficina teve como objetivo ensinar como usar as ferramentas - mas, claro, foi dito sim, tudo isso que você bem elmbrou e eu deixei passar e que complementa muito bem a matéria. Nada como uma visão 360 graus vinda de quem respira Marketing full-time. Obrigada pela contribuição que, tenho certeza, complementa o post e esclarece ainda mais o material para quem o ler. :)

BTW, aproveitei para sugerir aquela sua empresa de jogos que utiliza o twitter como exemplo de case para ser explorado como exemplo em oficinas futuras... ok?