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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Web Expo Forum: momento é das empresas trabalharem seus dados para sobreviver

Tendência do mundo dos negócios da internet para 2013, o BIG DATA, que se define como a quantidade exponencial de informações agregadas no meio virtual, vai nortear o relacionamento entre marcas e consumidores daqui pra frente, como uma evolução do próprio processo da internet. Isso quer dizer que todos rastros que vimos deixando sempre que nos cadastramos em cada passagem por sites, plataformas de rede, via computadores, tablets, smartphones e outras parafernálias eletrônicas que vão incorporar cada vez mais o acesso online, são a bola da vez para as empresas não somente nos ouvirem como consumidores, considerando nossas sugestões para melhorar seus produtos e gerar nossa fidelidade, mas para garantir a própria razão de existir.  

O tom do primeiro dia da 7a edição do Web Expo Forum, que a Converge Comunicações realiza no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, foi o social de um ponto de vista mais maduro, consolidadas as bases e as plataformas para o relacionamento entre pessoas, empresas e mercado.  Falou-se de social commerce, social media, social business, do conceito de VoC (Voice of Consumer) e até mesmo do bom e velho e-mail, que ainda é a  ferramenta de marketing digital mais bem sucedida e parece que terá vida longa, se cuidado comme il fault para desempenhar seu papel e garantir sustentabilidade aos seus usuários. Por fim, os caminhos para uma economia compartilhada, com exemplos de bons resultados que já mexem o mundo lá fora.  

Para dar uma palha sobre cada um dos encontros cobertos pelo blog, compartilho a seguir um pouporri de pensamentos e informações trocadas neste dia.:  


Painel: da esquerda para a direita, Fernando Taralli, Guilherme Toussaint,
Claudiney Santos (Converge),  Marcelo Póvoa e Braulio Medina. 


Marcelo Póvoa (MPP Interativa): "O caminho da inovação ao sucesso é darwiniano" (Referindo-se a empresas que tiveram seu ápice na primeira onda da internet e que perderam espaço pelo caráter de inovação e ousadia de concorrentes).  
"O consumidor que, de analógico na era pré-web, passou a ter um poder incrível tanto no pré-venda, quando durante e no pós-venda, é, nesta segunda onda da internet, atacado por uma massa de informação incontrolável. Ao mesmo tempo, ele deixa rastros por todo o tipo de aparelhos (tablet, celular, computador) e redes (web-sites, plataformas de redes sociais, e-mails, SMS).  São estes rastros que correspondem ao BIG DATA que as empresas devem trabalhar para inovar e garantir sua sustentabilidade."
"Em 2012 a internet produziu mais dados do que em toda a sua história.  Estes dados são  comportamentos que criam uma base de qualidade a ser explorada pelas empresas.   Todos os algoritmos  (cada vez mais rápidos, poderosos e precisos = e inflexíveis, porque são números...) gerados em banco de dados mundo afora permitem a criação de comunicação, ofertas, publicidade, atendimento e melhoria de produtos e serviços para gerar lealdade, diferentemente do que era a comunicação aberta de massa.  Isso é tudo muito inovador e desafiador, estamos apenas começando a mexer com isso."
"A Mineração de dados via ser humano - ou seja, juízes que fazem análise semântica de algo detectado pelo algoritmo, para saber se será tendência ou apenas um dado sem importância - é que vai ajudar o algoritmo a interpretar e ajustar os dados coletados para entender comportamentos de consumo  e segmentar a publicidade."  
Guilherme  Toussaint (Adobe):  "A cada ano, o mercado corporativo é atingido por mais de o dobro de informações produzidas pelo mercado.  De 2009 pra cá, todo o conteúdo criado é publicado e uma configuração de dados permite que, com base numa experiência anterior com um determinado consumidor, uma empresa possa ofertar algo específico, de acordo com o comportamento deste consumidor. A vantagem do Brasil sobre o uso do big data em relação ao que acontece lá fora, é que, apesar de eventualmente atrasado em termos de tecnologia, sua atualização é rápida quando a tecnologia chega aqui."
Braulio Medina (Vortio): "Sou matemático  e tenho como meta casar os dados com a comunicação como tendência do processo de interação com os consumidores.  Com o advento das redes sociais  e o mundo totalmente cabeado, cada um de nós é um potencial hub de comunicação com poder de impactar consumidores, criando um enorme ruído de comunicação competindo com os canais de mídia tradicional.  O atendimento hoje em redes sociais envolve que cada empresa esteja nelas para fazer CRM,  Marketing, Pesquisa de opinião, Controle de qualidade ... As redes permitem analisar o comportamento do consumidor, saber dos problemas vividos pelo consumidor (para tomada de ação), enxergar as tendências e fazer SAC 2.0."
"Amigos de amigos fazem clusters de comunicação. O que o big data permite é responder a antigas perguntas complexas - com cruzamento de dados.  Medimos sentimentos, percepções vínculo emocional, relevância e sustentabilidade, além de números como valor de mercado, preço etc..." 
"Os memes de internet são símbolos simples que denotam comportamento ou uma ideia replicada. Podemos mensurá-los do ponto de vista quantitativo e qualitativo e isso vai nos permitir calcular e comparar métricas, entender o consumidor, criar conversas com significado e reduzir o risco reputacional, entender a performance dos canais de mídia." 
Fernando Taralli (VML): As CasasBahia.com.br é um caso de cliente que resolveu gerir seus próprios dados, independentemente do Goggle - uma prerrogativa para gerar inteligência que que, usada em comunicação, faz com que o uso dos dados gerem muito mais resultados. Este fato  está se tornando tendência de grandes players, como a Amazon.com. Graças a isso, pudemos  segmentar uma campanha de comunicação online para cada segmento ou atitude do consumidor em cada momento.  Antigamente se a propaganda considerava ou eu sou... hoje, é o eu estou (em plataforma, em device)."
"O futuro é usar dado digital para tráfego na loja física."   
Danilo Hoffmann (Verint):  O VoC (Voice of the customer) é um novo conceito que tem por meta gerar fidelização do cliente, a partir da melhoria da experiência do cliente com a marca. Isso pode envolver  a melhoria os produtos melhoria dos canais de contato com os clientes e  de dados que façam sentido.  Um dos principais desafios é usar os diferentes dados que existem dentro da empresa (no Marketing, área de Produtos, SAC etc.) que são analisados e endereçados corretamente.  Nosso resultado tem sido o de que 70% de empresas que ouvem os clientes, por meio de ferramentas apropriadas _ pesqusa interna da Verint _ recebem feedback positivo." 
"Para que o conceito seja absorvido nas empresas, é preciso que se monte uma equipe de profissionais alocados para este trabalho de ouvir a voz do cliente e interagir internamente para proporcionar a melhor experiência com os consumidores. Geralmente são pequenas, em média 4 pessoas.  Envolve ainda: Mudança organizacional para criar esta nova cultura, ter aliados internos nesta tarefa, conseguir um sponsor executivo e definir metas razoáveis."  
Sergio Rangel (Akna Software): "O uso do e-mail marketing pelas empresas passa por estágios e mitos:
  1. Mala direta (primeira analogia de quem escolhe o e-mail marketing como plataforma de relacionamento).  Mito: Quanto mais e-mails, mais chances de conseguir vender. Na verdade, é a qualidade da mala-direta que estabelece a relação de compra. 
  2. Relacionamento = uso de boas práticas  (etiqueta de e-mail).
  3. Segmentação = nesta fase, a relevância é fundamental para que o e-mail chame a atenção.
  4. Engajamento = depende não apenas do esforço de criação de conteúdo, mas da reputação dos IPs que carregam as mensagens. Quanto maior a quantidade de e-mails que soltamos, mais pesado fica para os IPs carregarem e isso gera mais incômodo para os provedores.  Quando maior o índice de reputação dos provedores, mais chances de entrega na caixa de entrada (e não spam) você/sua empresa vai ter. 
  5. Inteligência = falar de forma segmentada, com engajamento, com nichos de mercado diferentes. Junta-se tudo do que foi feito até agora."  
"Provedores começaram a criar ferramentas anti-spam porque representa banda, armazenamento de um monte de e-mail inútil que não  está sendo pago.  Por isso, mais que comprar uma listagem de e-mails, é fundamental limpar a lista. Como limpar? Usando métricas de abertura de e-mail. Se uma pessoa nunca abriu seu e-mail, limpe a lista e mantenha alta a reputação de seu e-mail.  É o que chamamos de higienização da lista. 
"Ao enviar um e-mail marketing, sempre tenha em mente:
  • Pra quem vou mandar?
  • O que vou mandar?
  • Por que vou mandar?
  • O que farei com o resultado disso tudo?"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eric Lieb no Web Expo Fórum: "É preciso tratar o cliente da mesma maneira e com a mesma riqueza de recursos em qualquer canal."


Eric Lieb é uma das atrações do Web Expo Fórum, que a Converge Comunicações realiza esta semana, nos dias 3 e 4 de abril, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O Country Manager da Interactive Intelligence  Brasil (Inin), empresa conhecida por fornecer soluções de gestão de cliente com plugins diferenciados de redes sociais, participa de um dos Workshops do evento. Na manhã do dia 3 (11h às 12h), ele vai falar sobre como se manter na crista da onda depois do hype das redes sociais. Ou seja, como as empresas devem se estabelecer neste canal de comunicação, considerando suas especificidades, o padrão de comportamento do consumidor nesse meio e o alinhamento do ambiente de redes sociais com as melhores práticas do mercado.

Lieb disse que o momento agora é de revisão do planejamento estratégico de adoção das redes sociais para proporcionar uma experiência positiva entre marca e cliente. E o que ele vai levar para o evento é a compreensão do que deve ser feito para oferecer ao usuário de redes sociais e ao cliente final das empresas experiências que encantem e interações que transformem o troca-troca via redes numa arma competitiva de negócios.  Algumas dicas, ele adiantou ao blog Mosaico Social, que vai estar no #webexpoforum mais uma vez:


  1. O primeiro passo é adotar um posicionamento proativo em relação às redes sociais. 
  2. Depois, é importante monitorar o que se fala e como se fala da companhia neste meio é fundamental. O uso deste recurso evita, via de regra, que uma reclamação ou má experiência seja viralizada, desde que se atue com rapidez, desde o início do problema, interagindo diretamente com o consumidor.
  3. Lembre-se de que a linguagem nas redes é diferente de outros canais de interação consumidor/empresa. A pessoa que busca este canal via de regra não está disposta a encarar longos scripts de atendimento e respostas prontas e despersonalizadas.
  4. Mais importante do que a presença nas redes, é a personalidade da marca neste ambiente. Em geral, as trocas realizadas via rede social são marcadas por mais pessoalidade e proximidade entre as duas partes.  
  5. Por fim, saiba quando escalar o problema para outro canal de atendimento – seja um e-mail ou o bom e velho telefone. Isso é especialmente recomendável quando se torna necessário comunicar informações sensíveis do cliente ou companhia - informações que não somarão nada se publicadas em rede.   

O workshop vai explorar o fato de que a integração multiplataforma amplia o alcance das suas propostas, globaliza conteúdos e permite um novo modo de se relacionar com o cliente. Lieb defende que a missão de uma plataforma integrada de comunicação é oferecer uma experiência consistente (qualidade de serviço) através de todos os canais de comunicação. "É preciso tratar o cliente da mesma maneira e com a mesma riqueza de recursos, qualquer que seja o canal escolhido. Antes de tudo é fundamental oferecer o poder de escolha entre os vários canais, manter um histórico de interação unificado e atualizado para que não haja ruídos no diálogo ou processos paralelos e em repetição", complementou. 

Se você ainda não se inscreveu, aproveite para clicar aqui e conhecer os demais conteúdos do Web Expo Fórum, cuja edição, em 2013, mergulha no comportamento do consumidor via discussão de tendências digitais, apresentação de modelos de negócios e empresas inovadoras, você vai poder entender como o Social Cloud e outros conceitos aplicados podem ajudar na evolução de todos os negócios.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Webexpoforum 2013: experiência do consumidor é a bola da vez


Se em 2012, o tema foram os mais importantes aspectos relativos às redes sociais, em 2013, a Converge Comunicações dedica sua sétima edição do consagrado WebExpoForum à experiência do consumidor.

Durante os dias 3 e 4 de abril, também no tradicional Centro de Convenções Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 - 4o. andar - Consolação - SP),  profissionais de marketing, comunicação, TI e ligados ao e-commerce brasileiro vão poder discutir as tendências digitais, acompanhar os modelos de negócios que estão dando certo na nuvem e entender como ações inovadoras têm feito evoluir os negócios virtualmente.  

"O SOCIAL CLOUD é uma nova proposta de convergência de forças que engloba social, mobilidade, cloud computing e informação. A união dessas informações permite estabelecer e analisar o comportamento do usuário resultando num novo parâmetro para geração de novas ideias, produtos, serviços e negócios", explicou o diretor da Converge Comunicações e coordenador do evento, Claudiney Santos.

O Web Expo Forum oferece um aprofundamento das questões ligadas aos negócios via web para quem busca entender modelos, o uso de recursos tecnológicos e comunicações e as estratégias de mercado. Inovação em mídias sociais para corporações empreendedoras,  como analisar e tomar decisão a partir do Big Data, os conceitos de Sharing economy, Social Computing, e  social e-commerce, o empreendedorismo inovador são alguns dos temas, que terão Nick Evans, vice-presidente e gerente geral da Unisys, Gil Giardelli, professor da ESPM e co-fundador da Gaia Creative, Felipe Barroso, CEO da Zazcar, Marcio Nigro, diretor e idealizador do Caronetas, Marcelo Negrini, diretor da Buscapé, Jefferson Dousseau, diretor executivo e sócio fundador dos portais socialize.com.br, drmicro.com.br e vejameucurriculo.com.br,  Thiago Lavor, Diretor de Marketing da startup Alavancar.me, Martha Terenzzo,diretora da Inova 360° Consultoria de Inovação e Marketing. Professora de Gestão da Inovação, Design Estratégico, Contexto Criativo, Storytelling e Transmídia – ESPM, FIA e Sebrae, Marcelo Nakagawa, professor e coordenador do centro de empreendedorismo do Insper e Marcel Malczewski,criação de valor para os clientes em uma startup, entre outros profissionais de peso do mercado em palestras e painéis. 

O blog Mosaico Social vai estar lá para trazer algumas considerações sobre este universo inesgotável de inovações e novos resultados. Para se inscrever e acompanhar a programação do #webexpoforum  2013, acesse aqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Métricas em mídias sociais: do retrovisor ao pára-brisas

Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) 
O balaio de dúvidas sobre o que, quando, onde e por quê entrar em redes sociais tem sido o maior obstáculo de quem tem um negócio e ainda não sabe se entra ou não em ambiente social para aumentar suas vendas. Para responder a isso, fala-se muito de como medir resultados neste ambiente, que é digital e (ahã!) não existe sem dados.

Mas, e aí, José?  Que dados medir? Quando medir, com quem medir?  Lição número 1 é entender que, como o mundo real, o digital é multifacetado, formado por todo tipo de pluralidade, de segmentos os mais variados e só pode ser entendido e gerenciado em equipes multitarefa, especialmente se o objetivo por trás de uma participação é a geração de lides de vendas.

Partindo deste pressuposto inexorável, a conclusão é a de que o segundo painel do WebExpoforum foi polêmico. Reuniu Marcelo Coutinho, (diretor de marketing intelligence do Terra Latin America &USA), Guilherme Rios, (sócio-diretor da Social Agency), Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom) e Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) para discutir  Como medir o engajamento nas redes sociais.  E deu muito pano pra manga!

Social Media + CRM = o casamento ideal = Social CRM


Que medir é preciso, nenhum dos presentes discordou. Mas enganou-se quem veio em busca de respostas fechadas para a dúvida de como medir o engajamento em redes sociais certamente. Saiu sem levar uma receita de bolo... mas várias. Isso porque cada um/empresa pode medir o que é importante para provar isso ou aquilo de sua marca.  
"Não há digital sem dados", disse Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman), mas "também não dá para fazer concurso para gerar consumidores". É ineável que determinado volume de engajamento incorra em fechamento de vendas, mas há que se encarar que o desafio maior de ser tão criativo com uma ação quanto com a sua própria fórmula de gerenciar as medições dos seus resultados. Exemplos não faltam, e Bicudo até apresentou uma fórmula, a que mede Interações no Facebook:  


Interaction Score = likes + 2  x Coment
                             --------------------------
                                         Fans


"Cada companhia precisa encontrar o formato que realmente vai significar aumento de negócios, porque cada métrica leva a um objetivo de interação", completou.  Na Wunderman, utilizamos um formato 3D que considera variáveis de contribuição de valor pessoal, nível de engajamento, potencial de influência na rede, entre outras. "Não é preciso olhar todos os dados, mas os que sejam mais importantes influenciadores no fechamento do seu negócio. A melhor equação desse processo está mesmo no casamento entre o Social Media e a plataforma desenvolvida para desenvolver as ações neste campo, o CRM", complementou.

Sem bala de prata


"Não existe bala de prata em social media, onde as métricas são as mais diversas e de credibilidade tão duvidável quanto as que sempre foram tiradas quando as mídias eram as tradicionais", salpicou Marcelo Coutinho, que provocou a plateia: "Como comparar a quantidade de pessoas atingidas por uma mensagem de outdoor se não houve um like ou alguma ação que permitisse chegar a uma conclusão?  As métricas que usamos em mídia tradicional tinham ou têm tão pouca credibilidade quanto a que, por exemplo, gerava interesse sobre o número de clicks em banners de sites da era 1.0".  Para Coutinho, desde a mostra pesquisada até o período em que uma pesquisa tenha sido feito, os dados sempre foram analisados com base em crenças, e não ações que as mídias sociais permitem muito mais, em função da interação direta pessoa/marca.  "Ainda assim, é preciso ir além de número de seguidores, que podem não ter significado algum em termos de interação", disse. Ele acredita que o grande lance está em saber computar o que é real impacto causado por uma interação + o número de pessoas envolvidas nesse impacto + o quanto tudo isso gerou de negócios reais a partir de uma campanha. Ou, como  complementou Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom), "é a qualidade do uso dos dados obidos por meio da plataforma de CRM que vai permitir avaliarmos o quão bom são efetivamente os resultados apurados". 

Para concluir o debate -- não o tema -- os painelistas concordaram que as redes sociais têm permitido uma mudança de foco.  
Se antes os institutos de pesquisa se baseavm em fatos retroativos para chegar a uma crença que pudesse se reverter em tendência, hoje, os fatos estão no pára-brisas graças às redes sociais.  E a competência dos Data Metrics está aumentando  cada vez mais.  Quem não se atentar para as métricas divulgadas por eles, nos próximos dois anos, vai morrer como negócio. #olhovivofarofino



O Social commerce é aqui... e agora


Acabou há pouco o primeiro painel da 6ª. edição do WebExpoForum, realização da Converge Comunicações, que acontece hoje e amanhã, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.  Intitulado Redes de relacionamento transforma-se em plataforma de negócio?, contou com apresentações de dados, cases e novas ideias por Marcos Puccini, diretor da “by You” (rede social corporativa), Alessandro Gilm, CMO Rakuten, Fernando Taralli, presidente da VML e Silvia Levy, gerente de Marketing da Air France KLM Brasil. Rápido e eficiente, o grupo frisou que: 

  • O brasileiro está cada vez mais usando as redes sociais, não apenas as já conhecidas, como Twitter, Facebook e mesmo a nova Pinterest, cujos dados apontaram para um aumento de tráfego maior ainda que a Google+. 
  • As empresas estão obtendo aumento de produtividade em ambientes de social media corporativo.  Há exemplos que comprovam isso, conforme disse Marcos Puccini ao citar a experiência em sua própria empresa, para diminuir problemas e criar novas soluções de help desk.
  • As lojas de comércio varejista raramente abrem suas portas sem antes averiguar a quantas anda sua competitividade em relação a exemplos de empresas de comércio eletrônico como NetShoes, Dafitti, Amazonetc.. É o e-commerce pautando a realidade off-line no varejo. 
  • As iniciativas de empresas que geram ações de #SM para aumento de relevância da marca e de tráfego em plataformas de relacionamento, visando ao comércio têm crescido, e Starbucks foi novamente mencionada como campeã de ações bem sucedidas de linkagem de marca com o tráfego em lojas. "Neste cenário, é inevitável que o twitter vire SAC",  disse Fernando Taralli.  Aliás, foi desta forma que a KLM acordou para a importância das redes sociais para criação de oportunidades de negócios. Tendo inaugurado a experiência para responder aos clientes quando do vulcão neozelandês sobre atrasos e cancelamentos de vôos, a empresa criou uma nova área na empresa, o Social Hub:  trata-se de um novo nicho no qual trabalham alinhados estrategicamente o Marketing, a Comunicação, o CRM e o e-commerce. A média de ações é de uma por trimestres, segundo disse Silva Levy. 

Exemplos de iniciativas sociais

A mais recente iniciativa social da KLM é o serviço online "Meet & Seat". Ao permitir um check-in social via Linked In ou Facebook, passa a integrar de vez as redes sociais aos seus vôos. O serviço está disponível para vôos de Amsterdã para São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque e São Francisco e, durante o #webexpoforum, Silvia Levy confirmou que, do Brasil, São Paulo está na frente com os check-ins sociais.  "O sistema permite que pessoas viajando para um mesmo evento, por exemplo, comecem seu networking ainda antes de sua realização", comenta. O uso compartilhado de taxi ou o cafezinho antes de embarcar também estão na agenda dos passageiros em contato por meio do serviço. 

Ações as mais criativas e inovadoras, cada país e empresa vai encontrar a sua forma de desenvolver. Para quem precisa de inspiração, segue um exemplo de como usar o Foursquare em prol de sua empresa. 
  


O WebExpoforum é considerado um dos mais abrangentes eventos da Internet brasileira e congrega todos aqueles que utilizam as oportunidades criadas pela web 2.0 nas mais diferentes áreas: tecnologia, criatividade, comunicação, Inovação, educação, negócios e marketing digital.  Para acompanhar o evento, siga a tag #webexpoforum no twitter. 

Web Expo Forum dedica sua 6a edição às redes sociais

Hoje começa mais uma edição do Web Expo Forum, promoção e organização da Converge Comunicações. Em sua 6ª. edição, o evento de 2012, que costuma ser acompanhado pela tag #webexpoforum e pode ser seguido no twitter pelo @webexpoforum, terá como principal foco as Redes Sociais. Serão dois dias completos dedicados à discussão dos aspectos mais importantes relativos ao tema, além, claro, das inovações que surgiram nos últimos anos depois do advento da web 2.0.

Novamente, o blog Mosaico Social vai acompanhar o evento para inteirar aos mais de 200 assinantes deste espaço sobre que é in, o que será out e o que vai bombar, muito em breve.

O WebExpo Forum 2012 será ainda uma ótima oportunidade para que profissionais de diversas áreas do ambiente corporativo possam trocar experiências, via debates e encontros em abiente zero.zero (=pessoalmente). Não perca o evento; ele vai ajudar você a compreender melhor o fenômeno das #SM e a chegar a novas conclusões sobre como as redes sociais estão transformando os negócios, as corporações e a sociedade, ajudando a todos a atingir uma maturidade digital. Paineis, keynotes speakers, palestras e workshops de estratégias e negócios, com a participação de profissionais e especialistas que possam trazer novas experiências e cases relevantes não faltarão.  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A convergência, os e-mails e as previsões sobre o fim do mundo. E agora, José, qual é a sua praia?


Imagina! Chego de férias de onde sequer podia fazer ou receber ligações via celular (sem qualquer estresse sobre abstinência de internet e outros tipos de contatos), e, em apenas 10 minutos de uma rápida corrida pelos e-mails e Facebook me deparo com, pelo menos, três novidades valiosas para um boletim, um texto no blog, comentários...

Percebo o quanto, em segundos, sou capaz de retomar o contato e os posts interrompidos e, ainda mais, o quando torno-me, assim, polinizadora de inform(ações) –  tomando partidos, categorizando-me dentro do vasto espectro de temas e posições que nos fazem pluripartidários (ou não!), ao dividi-las com meus grupos no Facebook, junto a blogueiros, twitteiros, pessoal do Linked In, Skype... (está tudo cada vez mais conectado, #nénão?) e gente com quem troco... Ao  disseminar, divulgar e opinar torno-me agente político que, queiramos (ou não), é resultado inexorável de cada postagem, de cada curtição, de cada comentário.

Mais uma vez, fica óbvia uma recente atualização que fiz do conteúdo de um dos mais conhecidos bordões criados pelo imortal Antoine de Saint-Exupéry.  “Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que postas”. E volto a pensar que a paráfrase em si não aconteceu por acaso – permitindo, somente aqui, abrir mais um parêntesis sociológico sobre as necessidades de afeto e compartilhamento de todo ser humano... somos seres sociais, nos responsabilizamos pelas coisas se temos consciência de nossa existência, queremos ser cativados e - também - pelo que falamos, escrevemos, postamos...
  
Meu de(vany)eio vai além. Após a leitura rápida daqueles três conteúdos, me pergunto o quanto e como esta ação de ler, repassar, comentar, querer escrever a respeito, alimentando, com minha história, meus pensamentos e crenças o que foi dito, escrito, criado. Como isso é capaz de mexer com o mundo a cada segundo.  E mais... o que nos leva a diariamente chegar às novidades que nos interessam e nos fazem focar em determinados assuntos em detrimento de outros?

(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este?  Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)

Pausa. Menos, Vany, volta ao que você se propôs a escrever: como a gente pode chegar aonde queremos? De verdade?  A retrospectiva ao como cheguei a estas três novidades, apenas hoje, é a chave (ou uma delas, claro).

1.      Convergência de redes: Abro o computador e logo sou avisada via Skype do aniversário do #twigo Marcelo Negrini, a quem entrevistei por conta de um #webexpoforum alguns anos atrás. Vou, então, para o Facebook, onde deixo meu parabéns a ele. Aproveito para dar uma “espiadinha” (ahá!) em sua timeline. E não é que encontro a primeira novidade, #tudodebom?  Foi postado na semana passada, mas é muito bacana o curso que ele recomendou da Social Media Marketing Fast Track - MarketingProfs University http://bit.ly/xdQ7AG.
2.      E-mails #r4ever: tendo lido sobre o curso e pensando em recomendá-lo a um amigo, abro meu gmail pra encaminhar o link, mas, claro, dou antes uma checada básica nos mais de 200 que recebo diariamente - cuja metade, sem sacanagem, vai pra cesta do lixo. É lá que encontro outra novidade, enviada pela turma do Summify, sobre sua compra pelo Twitter. De lá para um twitter do criador, que respondeu a alguns colegas sobre a operação e a pelo menos dois textos de blog a respeito para me informar completamente do fato foram alguns milésimos de segundo (#cazuzafeelings).  Taí o assunto pro Boletim Mosaico Social da semana!


      A terceira novidade entrou também via e-mail, de alguém cuja credibilidade é ilibada, e, por isso, me deixou com a maior pulga atrás da orelha sobre para onde vamos com todas as coisas que lemos?  Trata-se disso aqui: Skyquakes: Warnings From Earth's Destabilizing Core | Before It's News http://bit.ly/x6dvJ9. Ainda não sei se resolvo cair de cabeça nessa que parece, a princípio, mais uma das previsões apocalípticas. Como não sou nenhum Nostradamus ou estudiosa de tais previsões... leio com cautela, procurando me manter distante o suficiente para avaliá-la com o pouco de conhecimento de física que tenho. O máximo que me permito concluir é que pode ser... Mas a dúvida permanece, porque sobre esta coisa de o mundo começar a se esfacelar por conta de movimentos magnéticos já apresentados em filmes (por sinal o 2012, quem não viu?), eu realmente não quero pensar... E volto para minhas leituras, estudos sobre #socialmedia, meus textos, podcasts e de(vany)eios menos pesados... afinal, amanhã terá mais notas, e-mails, fotos, posts... pra trocar, avaliar, pensar a respeito, aprender... são tantas emoções (e ações)... E agora, José... penso, qual é a tua praia?




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Com eventos pululando, 2011 começou. Finalmente!

Após o Social Media Week, vem aí o Web Expo Fórum e, mais adiante, o Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, ou #Congresso3em1

Na semana que finda hoje, aconteceu o Social Media Week (#SMW), encontro que reuniu um mundaréu de gente, pessoalmente e de forma remota, via streaming. Realizado simultaneamente em Hong Kong, Nova Iorque, São Francisco, Londres, Toronto, Roma, Paris, Istambul e São Paulo, teve de tudo, inclusive a superlotação que me fez desistir de encará-lo ao vivo e em cores. Afinal, sentar no chão, computador à mão, só para quem tem entre 18 e 30 aninhos, né?

Como antevi no Boletim Mosaico Social da semana, que já pode ser baixado aqui, mesmo com toda a organização prévia, não teve jeito. Os problemas de som e streaming característicos de 10 entre 10 eventos de mídias sociais aconteceram e geraram os #mimimis de sempre - apesar de eu não tê-los sentido. Nas vezes em que estive online, cheguei a comentar sobre a qualidade de recebimento do sinal superior a de quem estava na sala ao lado do palco. Vai entender os estranhos desígnios que movem estas maravilhosas parafernálias tecnológicas e seus pitis de última hora.

O que vem por aí



Em pouco mais de um mês, de 16 a 18 de março, será dado o pontapé inicial para a 5a. edição do Web Expo Fórum, que a Converge Comunicações tradicionalmente realiza no Centro de Convenções Frei Caneca. Geolocalização, relevância na web, internet fora do browser e nanotecnologia serão alguns dos temas discutidos neste evento que, definitivamente, entrou para o calendário oficial das mídias sociais do Brasil. Novamente "convocada" pelo amigo e diretor Editorial da Converge, Claudiney Santos, vou conferir as novidades, devidamente cobertas aqui pelo blog e, diariamente, pelo twitter. Até lá ainda descolo uma exclusiva para mostrar que jornalista de blog também tem "poder de voz", como no ano passado fiz com o Marcelo Negrini, que falou sobre a tendência dos equipamentos móveis.

Então, será a vez de arregaçar as mangas e encarar dois desafios: para dar um supergás na cobertura jornalística do #congresso3em1, que, este ano está em sua 2a. edição na versão que reuniu os Congressos de Comunicação Corporativa, o de Comunicação no Serviço Público e o de Comunicação Digital em um só, a Mega Brasil Comunicação quer mostrar que em casa de ferreito se trabalha com espeto de ferro. Por isso, recolocamos no ar, ainda de forma tímida, com algumas atualizações, hoje ainda, o blog congresso3em1.blogspot.com. Ainda tem mais novidade vindo por aí, mas aí, eu vou avisando pelos canais certos. Queria mesmo era postar para mostrar que o ano começou, finalmente, o blog, por causa disso, também, ficou mais alegre, com mosaicos mais coloridos e que (nada a ver!) sendo o ano do coelho, meu ano, #vqv! :O) Já são mais de 1h30 de sábado... e minha criatividade já deu o que tinha que dar, rsrsrs! É isso. Até a próxima! Foto: http://me.lt/3yo3

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tendências das novas mídias pedem licença


Começou hoje, quarta-feira, 17, a 4ª edição do Web Expo Forum, considerado pioneiro e agora maior evento sobre a internet no Brasil. Especialistas nacionais e estrangeiros encontram em solo brasileiro para discutir as novas mídias, as novas formas de negócios e de gerar e distribuir conteúdos geradas pela web 2.0, entre outros vários assuntos. Entre os principais destaques desta 4ª edição estão o diretor da Zooppa Int'l, Luca Messaggi, que falará sobre crowdsourcing advertising e inclusão digital; o CEO da BitTorrent, Eric Klinker, que tratará dos novos desafios e oportunidades da mídia on-line; a fundadora da Nine by Blue, Vanessa Fox, que abordará os mecanismos de buscas; e Sanjay Dholakya, chief marketing officer da consultoria americana Lithium.

Neste ano, o evento deve atrair mais de 400 pessoas que trabalham diretamente com mídias digitais, incluindo executivos de grandes empresas de internet, blogueiros, publicitários, jornalistas, especialistas e pesquisadores de mídia social e outros. Em pauta, temas como gestão de conteúdos, nova geração de redes sociais, publicidade 2.0, desafios da mídia online, comércio eletrônico 2.0, computação social, entre diversos outros assuntos ligados à web 2.0. Um dos objetivos do evento é debater como as ferramentas da web 2.0 podem auxiliar empresas, órgãos de governo e setores da sociedade a melhorar seus negócios, a comunicação com o público e a vida das pessoas em geral.

Paralelamente ao Web Expo Forum 2010, ocorre o congresso TV 2.0, na sexta-feira, 19, evento que discute e apresenta os modelos de negócio que estão sendo testados e explorados na distribuição de conteúdos em múltiplas plataformas, como TV, internet, celular e outras. Na medida do possível, o blog Mosaico Social vai cobrir os temas, tendo, além de Vany Laubé, a estudante de Jornalismo Fernanda Hellmeister de Oliveira Martins(@fekazi no Twitter).

Promovido pelas revistas TI INSIDE e TELETIME e organizado pela Converge Eventos, o Web Expo Forum 2010 acontece até a próxima sexta-feira, 19, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Web Expo Forum: Marcelo Negrini diz que novo buzz tecnológico vai durar 10 anos e será capitaneado pelos meios móveis



Negrini ainda prevê um futuro ruim para a grande imprensa, bom para veículos especializados e, para os jornalistas, graças ao Content Strategy, a previsão é de mudança de foco!

Um dos destaques da 4ª Edição do Web Expo Forum, promovida pela Converge Comunicações de 17 a 19 de março, em São Paulo, é o diretor de Marketing da LabOne, Marcelo Negrini. Figura constante na grade de palestrantes do evento, pela 3ª vez ele vai estar à frente de uma plateia para abordar as tendências em tecnologia de mídias sociais. Na 4ª. feira, dia 18, de 14h às 15h, no Workshop Web Business, ele vai abordar o Content Strategy, tema que escolheu por acreditar estar de acordo tanto ao momento atual do mercado quanto ao seu, profissional.

Em entrevista exclusiva a este blog, ele fez afirmações otimistas ao dizer que não falta demanda de mercado para as mídias sociais, “nem de empresas inovadoras, que abraçam novidades tecnológicas antes de todo mundo, nem de empresas retardatárias, que adotam as tecnologias depois que elas ficam provadas”. E foi além: “Em breve vamos ter outro boom tecnológico, puxado pela Web móvel.” Para Negrini, este novo boom será “maior que a bolha do fim dos anos 90” e mais permanente, porque, ao contrário da bolha da Internet, esta, que envolverá os celulares, deverá “levar conteúdo e relacionamento das empresas para esse novo meio vai render mais de 10 anos de expansão no mercado de tecnologia”.

Porque o Content Strategy

Até chegar a este veredicto, Marcelo Negrini fez um wrap-up do mercado:

• 2008:
* Momento de construção de redes sociais para as empresas criarem relacionamento mais próximo com seus clientes.
• 2009:
* Já no mercado, via mídias sociais, as empresas precisavam monitorar o que era dito a seu respeito em ferramentas sociais abertas, como Twitter, Orkut, Facebook e blogs.
* As ferramentas já estavam sendo entendidas e trabalhadas como mídias importantes, ajudando a vender produtos e criar relacionamentos duradouros com as marcas.
• 2010:
* Os consumidores estão exigindo mais das empresas e marcas.
* Não basta estar presente na Web ou em mídias sociais; é preciso oferecer conteúdo original, rico, e em sintonia com os valores de cada marca e com os estilos de vida associados aos produtos e serviços.
* Cada empresa vai precisar publicar muito texto, imagens, vídeos e áudios, com alta qualidade, mais ou menos como os grandes portais Internet o fazem.
* Passada a fase do pioneirismo, todas as empresas vão precisar de uma estratégia de publicação de conteúdo, até para gerar as discussões corretas nas mídias sociais.

Conteúdo das mídias sociais x Content Strategy

O convidado do Web Expo Forum da LabOne acredita que o tema Content Strategy ainda é tão novo que “não chegou no ponto de ter aventureiros e pessoas falando bobagens – como no caso das mídias sociais. Ele vê o tema como mais complexo e com operações ricas em conteúdos e muito mais caras que ações simples em mídias sociais.

“O desafio hoje é fazer com que as pessoas, principalmente os responsáveis por marketing nas empresas, entendam que isso é uma necessidade, e não uma opção”, disse. E defende a participação estrangeira no mercado, como também a exportação do trabalho brasileiro.

“Apesar de o mercado no exterior estar mais maduro, não existe um gap tão visível nem entre clientes locais e multinacionais, nem entre agências locais e multinacionais”, explica, citando: “A Garage, brasileira, está fazendo um trabalho fantástico com Skol Beats, da AMBEV, multinacional brasileira. Já, a AgênciaClick, hoje ta,bém multinacional (Isobar) mas com DNA totalmente nacional, está fazendo o portal da Sadia, brasileira. E tem a Wunderman, multinacional, fazendo os sites da Nokia, também multi. Hoje, a separação é entre empresa/agências que têm estratégias para conteúdo e mídias sociais, e empresas/agências que ainda estão na era do hotsite e da “ação farofa” em mídias sociais”, polemiza.

E a imprensa?

Apesar de não ser tema do encontro, mas do blog, resolvi levá-lo para o mercado jornalístico, ao perguntar para o Negrini como ele entendia sua incapacidade de encontrar um modelo de negócios, o futuro, enfim, sua visão para nossa área.

“Minha visão sobre isso é que a crise jornalística tem muito pouco a ver com tecnologia, e sim com um processo começado pelos próprios veículos, no qual eles se tornaram por conta própria irrelevantes. São poucos os veículos que fazem apurações fidedignas dentro de matérias, que são fundamentais, mas perdem o valor dentro de um modelo editorial cada vez mais sensacionalista e com cara de “infotenimento”. Os bons jornalistas continuam heróicos nos grandes veículos, e praticando sua profissão corretamente. Mas seu trabalho fica espremido entre o ruído da cobertura de celebridades, infinitos guias de saúde e equilíbrio, guias de compras, publieditoriais de todo tipo.

O público vê o grande jornal e a grande revista semanal ficarem com a mesma cara e a mesma qualidade dos tablóides e revistas de inutilidades. Aí encontra toneladas de veículos não-tradicionais, como blogs, falando de assuntos específicos com grande qualidade. E, no caso dos grandes blogs ou veículos online, com as mesmas regras e parâmetros de qualidade do bom jornalismo. A escolha pelo online é fácil, e não é por causa da questão pago versus grátis. É pela facilidade de se chegar a conteúdos específicos rapidamente, sem ruído. O blog especializado está a um clique do Google. O mesmo assunto, se aparecer no jornal ou revista, é uma notinha que desaparece ao lado da cobertura dos “reality shows”.

A crise da imprensa não é generalizada. Ela está atingindo os veículos de interesse geral, especialmente os grandes jornais. As revistas de interesse geral vão em breve entrar na mesma crise. Mas as revistas especializadas, dirigidas a nichos e com melhor qualidade, estão indo muito bem. E a grande maioria dos veículos de economia também vai muito bem. O segredo? Esses veículos não diluíram seu conteúdo, nem procuraram o mínimo denominador comum como os grandes veículos. O grande problema é que essa onda de empresas publicando conteúdos vai bater de frente com essa imprensa “saudável”: bancos vão competir com as revistas de economia, fabricantes de calçados esportivos vão competir com revistas de fitness, cervejarias vão competir com guias de entretenimento.

Eu acho que o futuro vai ser péssimo para os veículos, mas não necessariamente para os jornalistas. Vai haver uma demanda crescente pelas empresas por conteúdo de qualidade, e jornalistas têm a formação correta para fornecê-lo. Pode ser que o futuro emprego de muitos jornalistas seja numa agência de publicidade ou em uma produtora de conteúdo especializado. Foto: Izilda França

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mosaico social agora no Twitter

O Mosaico Social está no Twitter. O tema, que está "bombando" esta semana - é matéria de capa da edição da revista Época, e foi abordado pelo jornalista da Veja Rafael Sbarai, no workshop A Integração do Twitter com outras plataformas, durante o Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br) que acontece em São Paulo até amanhã - levou-nos a criar nossa própria entrada nesta plataforma desenvolvida pelo Google.

Quem acessar http://twitter.com/mosaicosocial vai poder microblogar – isso mesmo, mais um termo para você começar a usar, porque não existia e vai integrar o dia a dia (agora sem o hífen) da gente.
Ainda sem uma definição concluída, o Twitter é a mídia social que mais cresce hoje em dia, com cerca de sete mil novos usuários por dia. Grande parte desses usuários é composta por jornalistas, que utilizam a ferramenta para pegar dicas sobre assuntos diversos – daí o termo microblogar. Na verdade, o espaço para se escrever alguma coisa é muito menor. É, mesmo para dar uma “palha”, seja de um computador comum ou qualquer dispositivo móvel, para fazer a informação circular de forma muito rápida e mais abrangente.

Se a ideia da criação deste blog era o de discutir e aprender as novas mídias e tecnologias, entre outros assuntos, ou seja, entrar na chuva para se molhar, estamos nos encharcando destas novidades, e o Web Expo Forum não poderia ser oportunidade mais completa par isso. Ainda virão outras novidades. Aguarde.

segunda-feira, 16 de março de 2009

WEB Expo Forum – o mosaico social estará lá


Ainda há inscrições, e vale a pena garantir presença no Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br). O evento é realizado pela Converge Comunicações e a Revista TI Inside. Começa amanhã, 3ª feira, dia 17, e vai até 5ª feira 19 de março. O endereço é o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

O impacto das redes sociais e colaborativas; a Comunicação e seu conteúdo, as diferentes estratégias; o Marketing 2.0; a Mobilidade, os aplicativos de banda larga: como se fazer o Business 2.0; o Terceiro Setor; a Tecnologia – enfim, de tudo um pouco que já é realidade no novo ambiente da internet será discutido por especialistas daqui e internacionais.

Palhinha
Para dar água na boca sobre o primeiro dia – já que vamos dar notas sobre todos os dias do evento, no primeiro painel do dia 17 – Inovação Digital - Gil Giardelli (Permission), Cesar Taurion (IBM), Martha Gabriel (NMD) e o consultor Ricardo Cavallini vão mostrar como a inovação digital está transformando os negócios e sociedade. Ainda que possam parecer estranhos a vários leitores, temas como websemântica, empreendedorismo digital, microtrends, etnografia digital, multiplataformas digitais, cenário e as novas fronteiras digitais serão debatidos.

Marketing
Na sequência, o marketeiro da web Marcio Chleba vai discorrer sobre a importância de se ter um pensamento estratégico de Marketing para a Internet eficiente e consistente com a estratégia global da empresa, porque o consumidor conectado já desenvolveu uma nova lógica de pensamento que influência seu comportamento e o processo de decisão de compra. E é inegável que as redes sociais estão adquirindo um papel importante na construção da imagem corporativa.

Tecnologia
A empresa AG2 vai provar que tecnologia não é mais a barreira para a relação visceral e cada vez mais íntima homem-máquina. Com o design de interação vem ultrapassando os limites de nossa imaginação no ambiente web, eles vão falar de multi-touch, surface, realidade aumentada, interação com webcam e como melhorar a relação dos usuários com as marcas através da Hiperfaces.

Informações adicionais:
Daniela Diniz (daniela@convergecom.com.br)
DDG: 0800 014 5022 - Tel: (+5511) 3138.4616.
Conteúdo completo em http://www.webexpoforum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&template=wefi2009