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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pew Research Center: 31% dos adultos nos EUA não lêem mais jornais

Acaba de sair a décima edição do relatório anual do Pew Research Center sobre o Estado da Imprensa norte-americana.  E ele não traz exatamente boas novas para jornalistas, de forma geral.

Além do fato de as redações de jornais norte-americanos terem hoje 30% menos profissionais do que em 2000 - porque a mídia  tem perdido cada vez mais anunciantes para espaços digitais, com crescimento da publicidade móvel e de redes como Google e Facebook- parece que entre os que ficaram, há um sentimento de inadequação e falta de preparo para cavar boas histórias ou simplesmente questionar os dados que lhe são passados.

O público, responde à altura. Da pesquisa de opinião que acompanha o relatório, 31% dos respondentes (adultos morando nos Estados Unidos) disseram  não buscam mais notícias na imprensa tradicional. O motivo? A mídia já não entrega mais as notícias e as informações com as quais cresceram acostumados a lerem. Com o uso da tecnologia digital e das mídias sociais crescendo e as redações ficando cada vez mais enxutas, outros players começam a ter sua produção de conteúdo mais valorizada.  Exemplo disso são as publicações criadas por marcas para suprir nichos de informação - como o caso da Kaiser Health News, da Kaiser Family Foundation. Suas matérias são tão bem escritas, que mesmo o Washington Post publica vários artigos tendo ela como fonte. Para as empresas de mídia, está cada vez mais complicado distinguir o que é informação de alta qualidade e interesse do público e o que é notícia agendada.

O relatório está recheado de informações, entre elas um especial sobre as mudanças nos telejornais, uma reportagem em vídeo sobre lições da cobertura eleitoral americana de 2012 e a pesquisa de opinião sobre como as pessoas buscam notícias. Para conhecê-lo integralmente, clique na imagem (em inglês).


quinta-feira, 17 de março de 2011

Tendências atualizadas... #maszhein? (**)

Excepcionalmente, o post as seguir foi escrito em linguagem "falada". O motivo... #humpf, precisa? Deve ser crise-de-meia idade! Quem não entender, basta comentar e faço um tutorial legal, explicando melhor, combinado? ;)


Uma empresa bacaninha desenvolve um vídeo de tendência do que vai ser o buzz do momento (cá entre nós, as mídias sociais resolveram de vez o cacófato estranho da era da internet 1.0, em que o negócio era o "boom da vez", #nénão?), ou o que já está fazendo a cabeça de #geeks, especialistas, consultores de mídias sociais, plataformas, gadgets, widgets etc. (sempre tudo ligado a budget, mas não pode confundir, se não dá #tilt). Bastante maneiro, o vídeo, então, viraliza. Palmas!



Só que, poucos meses depois, esta mesma empresa tem que reeditar o vídeo. Se não for para mudar o conteúdo porque a tendência não se confirmou, será para incluir novidades inexistentes à época da primeira viralização.

Por que?

Até uns cinco anos atrás, quem conseguisse lançar em 12 meses uma novidade #tchaptchura (essa é de antes do @marcelotas, mas ele a resgatou e agora a nova geração resolveu adaptar para #tchiptchuri, que, acredito, deva ter algo a ver com molho argentino, mas... vai entender) era #thelegend. Agora, nos tempos atuais falar em lançamento em 12 meses, significa estar fora do mercado. O responsável de tudo? #énoisqueiroizzz (=nós mesmos).

A velocidade dos acontecimentos é apenas mais um reflexo do movimento #caudal, #tsunâmico, #cibernético, #nanotecnológico e - por que não dizer, #alucinógeno, da vontade de expressão e contribuição da humanidade. Com a tecnologia e o #opensource foi possível acelerar o processo de criação de aplicativos (= software) amigáveis e diferentes tipos de devices (=hardware). Daí para o desenvolvimento de outros conceitos e novos anglicismos como #cloudsourcing e o #crowdsourcing que - no caso específico do ambiente de negócio em mídias sociais, nem tanto da tecnologia - vai requerer muito do #crowdfunding para dar certo, foi consequência da curiosidade humana, da sincronicidade dos cérebros todos interligados numa mesma rede distribuída, além de cérebros de Joãozinho da Silva Sauro, Andrew Mc LakeNess, Ching Ling, Maya Choppra ou Franz Von Saben De Tudo. Porque vai além fronteiras.

Quando uma mesma empresa solta a versão remix da sua própria tendência, ela não está falando do que ainda virá, mas do que já é realidade. Como o blog divulgou em diferentes épocas o "Social Media Revolution?" da Socialnomics (postado acima) e o Epic, da Google, (que, clicando no nome Epic, leva para a versão original em inglês), achei bacana ter os dois juntos neste único post para mostrar exatamente isso. Right here, right now.





(**) - a #tag eu copiei do @woetter e, defensora da "Liga da Justiça da concessão de créditos que sou, está aí, a Woetter o que é de Woetter

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Por que as #SM (mídias sociais) não são gratuitas?


Por que, você não pode baixar este preço? São só uns posts por mês. O suficiente para gerar o SEO necessário para puxar o blog lá pra cima no Google.
Por que isso tudo para colocar lá, uns tweetzinhos por dia?
Por que esse custo todo também para postar no Facebook?
As mídias sociais não são gratuitas?

Pára a cena. A música cresce até um ápice enquanto a personagem se vira para a plateia. Perplexa, indaga ao público que - em sua maioria, analfabeto funcional - traduzirá ao pé da letra (Imploro seu perdão?).
"I beg your pardon?"
Quem lhe disse que as mídias sociais são gratuitas?
Quem lhe disse que o preço do meu trabalho deve sê-lo (assim, hifenado, com acento, e não selo, como tradução de stamp, aquele no qual a gente delicadamente desliza nossa língua para colar em algum álbum de figurinha, porque acho que nem mais os Correios utilizam esta raridade de outrora, quando as mídias sociais eram apenas o nossa voz, mãos e olhos (o corpo fala!), o telefone, o telex (quem se lembra?), o já aposentado fax, a própria carta, telegrama e outros produtos)?

Faz-se um silêncio desconcertante no recinto. Descontrolada, a personagem, PHD Master Degree em Social Media Total Regional and Local Management pela HardCambColumThunderStanFireRockChrome University, of Massachussets, Specialist em Nothing of Companies' Altruism , simplesmente pega seu pendrive da hora (isso não é jabá, achei, gostei e postei!) e diz ao seu interlocutor:
"Vocês não me merecem. Comprem uma ferramenta-robô e #$%¨&*."
E, simplesmente, sai.

Fecha o pano! A plateia se divide em sentimentos obtusos. Parte dela bate palmas, aclama de pé o final apoteótico, grita, "muito bom, é isso mesmo que se faz, tem que se valorizar, bravo, bis, bis!". Outros, riem uma risada descompassada; uns porque, nervosos, terão se visto na personagem indignada, outros, pela situação pela qual jamais passaram ou passarão; são de áreas diferentes.

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Nariz de cera à parte, a cena da pecinha fictícia serve para mostrar que muitos dos que vivem da prestação de serviços de Comunicação, mais e mais incorporada pelas mídias sociais, devem sempre pontuar com seus clientes potenciais que, mesmo virtualmente, este relacionamento demanda tanto planejamento quanto qualquer outro. Quer exemplos?


1) Um encontro com sua (seu) namorada (o) e, daí por diante, se você obtiver êxito. Da escolha da roupa, do tipo de perfume, da barba perfeita - e, no caso das moças, da maquiagem -, o hálito, passando pelo discurso (fundamental ter conteúdo e não apenas cara), é ter objetivos e metas. Acima de tudo, deve-se tomar cuidado para não sair colocando o pé pelas mãos e assustar seu parceiro (a) logo de cara. Existe todo um código de conduta, uma forma de se relacionar e como agir, dependendo se você quer apenas namorar para curtir ou se seu negócio é o altar. Ou você acha que a frase do futuro sogrão... "quais são suas intenções para com a minha filha" é só da boca pra fora? (foto: datingformentoday.com)

2) Se você quer mais uma dica para fazer o cliente entender por metáforas, use a das plantinhas que precisam de regas próprias para cada tipo. Tem gente que até música clássica põe, para elas crescerem fortes e bonitas. Então, o que se dirá de cada tipo de relacionamento, com cada tipo de tribo, em cada tipo de mídia social? (foto: entremaesefilhas.blig.ig.com.br)

Por fim, a cereja!

Tudo isso para reforçar meu post anterior - do modus operandi escolhido (e ainda não acabado!) para trocar o twitter @mosaicosocial para @maismosaico e para convidar você a ler o excelente artigo (que explica tim tim por tim tim os porquês, como etc.) da PamMoore. CEO e fundadora da FruitZoom Inc., ela se apresenta como meia-marketeira, meia-geek, fissurada em mídias sociais. Assim um pouco como quase todos nós, mordidos por este admirável mundo novo. O teor do post dela é de #RF, #RT! :D Divirtam-se.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

GoogleBuzz... ou o enigma de um triângulo nada amoroso




Das duas uma - ou a espionagem industrial anda muito bem financiada, ou a orquestração de lançamentos já faz mesmo parte do jogo destes novos tempos de concorrência.

Não sei até onde vai concorrência, parceria, novidade, anúncio, furo e a mera coincidência de fatos. Primeiro foi o pio do pássaro azul, no qual, aliás, muita gente ainda não acredita, mas que continua, forte, mostrando-se firme em seu seu propósito de se tornar uma empresa de fato, inclusive ao confraternizar com seus inúmeros desenvolvedores.

Em Janeiro, a empresa Twitter anunciou a realização de sua primeira e "The Official Twitter Developer Conference", que acontecerá em 14 e 15 abril, em São Francisco, Estados Unidos. O evento, carinhosamente chancelado de #chirp, de chamar a atenção de muita gente, parece ter mexido mesmo com os brios da concorrente Google. Nem bem Fevereiro começou e esta resolveu lançar nada menos que um quase concorrente do Twitter, por assim dizer.

O Google Buzz, na verdade, é muito mais que isso - mas numa comparação tosca, tem lá suas inegáveis semelhanças, já que permite usar um espaço dentro do Gmail para twittar.

Segundo as más línguas, o Google Buzz resulta de uma "barrigada" na qual virou a "onda" do Google Wave, produto criado no ano passado que foi malentendido pelo público. Usando o Gmail - o sucesso de público e bilheteria da empresa - para "desovar várias das facilidades criadas para a onda e novidades maneiras, Google pode agora literalmente integrar ou, usando a palavra da moda, convergir, e trazer mais gente para seus canais, além de juntar plataformas e outras maneiras de se comunicar, visual e sonoramente.

O vídeo divulgado desde ontem tem sido o grande "Buzz" entre as mídias sociais! E isso é também, inegável.



Eu gostei! Como usuária do Gmail, com quase todos os atributos que o Googlelabs coloca à disposição dentro da ferramenta, eu acho que pode ser muito melhor twittar diretamente de lá, ao invés de mantê-lo minimizado enquanto uso meu hoje querido TweetDeck . De qualquer forma, tudo dependerá de quando ele será incorporado à versão brazuca (é dito que a qualquer momento e que a nós cabe apenas aguardar, já que isso acontecerá automaticamente). O que eu me questiono mesmo, é como serão as demais interações com outros twitteiros, uma característica que, acredito, ninguém até agora conseguiu superar o TweetDeck até agora, e que propicia diálogo e até discussões em grupos no Twitter, verdadeiros jogos.

Enquanto isso, na mesma hora - parece até combinado - Facebook aparece de cara nova, como os modelos de carro fazem às vezes ao final de cada ano, apenas para valorizar-se com detalhes de parachoque, coisas sem grande importância.

Mas o que está por trás de um anúncio que tem mais cara de factoide? Na verdade, as duas empresas virar manchete no mesmo dia tem a ver com uma disputa maior, que mostra o vértice de um triângulo nada amoroso.

Além de ser a maior rede social do mundo, com 400 milhões de usuários, o Facebook registrou um aumento de acessos a sites de jornais, revistas e portais, via links postados entre seus usuários de três vezes no ano passado, enquanto no Googlenews este número teria permanecido o mesmo. A indicação entre amigos parece estar tendo um efeito mais forte do que apenas a busca isolada. É aí que entra o Twitter - que valoriza, desde o início a "amizade" entre comunidades e apostando nas listas de afinidades, ratifica as indicações por nichos.

Não é nada, não é nada... pode até não ser nada mesmo - mas se você não pode com ele, alie-se e faça não a conversão, mas a convergência. De uma coisa é certa - no final, quem ganha é o usuário! (foto: martinshelio.files.wordpress.com/2009/05/1999...)

domingo, 25 de outubro de 2009

Google + Twitter = velocidade + acesso instantâneo vão desbancar qualquer jornalista no front



Enquanto meu lado “adivinha” não me faz sonhar com a sequência exata das dezenas vencedoras daquele superprêmio acumulado da Mega-Sena, eu vou praticando meus exercícios de futurologia de outras formas.

Foi eu escrever sobre a ferramenta de buscas do Twitter, no post da “Message in a Bottle” e pimba, na mesma semana o Google e a empresa Twitter anunciaram sua parceria baseada na integração do que? Dela, a mesma ferramenta. Com o acordo, o mundo vai finalmente entender algumas das estranhas músicas cantadas pelo passarinho azul que tanto movem as pessoas que investem seu tempo em frases de-todo-tipo e para-todo-tipo-de-público com as siglas mais estranhas, antecipadas por sinais de jogo-da-velha (as hashtags) e outras gírias criadas especialmente para quem é “twitteiro”.

Jargões e siglas de usuário da plataforma à parte, o fato é que os próprios sócios que a criaram – entre eles um que esteve aqui na semana passada, o Biz Stone – assumiram total espanto sobre o sucesso estrondoso que o pio vem obtendo em apenas três anos de existência (e disseram que mesmo o nome Twitter lhes parecia ridículo, a princípio). Mas, passada a fase do oba-oba agora é a hora de mostrar qual é a nota mais alta que o pio deste pássaro alcança, que altura seu vôo atinge, enfim, todas as metáforas cabíveis. Biz Stone mencionou algo como estar trabalhando para fazer a ferramenta gerar renda e que existem empresas dispostas a pagar para receber uma análise de performance de resultados.

Mas, concentrando apenas na parceria com o Google, a gente pode prever o quanto ela será muito boa para o Twitter – sim, mais para o Twitter que para o Google. Ao publicar os posts de twitteiros sobre um assunto procurado por um indivíduo em sua página de buscas, o Google complementa sua pesquisa, ok. Mas... só isso. A partir daí, todo o mérito do que virá a mais com isso será dos twitteiros que postarem seus pios em tempo real, confere? O que o Google será, na verdade, é um grande facilitador ao democratizar ainda mais o uso do Twitter, e, claro, amplificar o que dizem sobre marcas e pessoas neste universo até então "paralelo" - especialmente em locais nos quais a ferramenta ainda é desconhecida ou... vista de soslaio, como acontece em alguns setores da economia, ou em faixas etárias bem específicas.

O Brasil neste contexto

Pensemos na realidade brasileira. Quem twitta aqui são estudantes ou pessoas de nichos – tecnologia, mais especificamente, jornalistas, blogueiros, artistas, os políticos, agora movidos pelo incentivo das proximidades das eleições, e... curiosos.

Quando se fala em empresários, são contados nos dedos – porque, inclusive, raros são os que realmente curtem tecnologia e, se twittam, o fazem – em sua maior parte – como o Mano Menezes. Se não é via filha ou assessora, é por meio da agência, web-partner, evangelista ou web-qualquer-coisa. Afinal, a cada dia cria-se um novo codinome para um cargo cheio de bossa de alguém com background sabe-se lá de que formação, que vai estruturar toda a estratégia e cuidar do conteúdo das mídias sociais pelo tal executivo. (Eu já vi de tudo - gerente de sistemas, uma turma legal e auto-didata superesforçada mas sem qualquer canudo que justifique um background de Comunicação, Marketing, RP ou alguma relação com estas cadeiras e que escreve "para mim fazer", " a nível de", "enquanto empresário" e coloca crase antes de verbo... enfim, de tudo um pouco - e fecha, parêntesis.

Tudo em função de uma verdade que não muda no mundo dos negócios, muito pelo contrário, é cada vez mais vital: “Tempo é dinheiro”. Imagina se o próprio empresário vai ficar diante de um TweetDeck ou algum aplicativo para twittar sobre sua empresa/marca etc.. No Brasil, o Google não mudará muito porque já é unanimidade entre os pesquisadores. Representa, segundo pesquisa feita pela Serasa Experian Hitwise, 95% das pesquisas feitas na internet, conforme notícia divulgada esta semana e twittada pelo @mosaicosocial. Acho que todos se lembram quando o jornalista Paulo Henrique Amorim o chamou de oráculo, não?

Tempo real = vida pulsante = notícia ao vivo

Agora, imagine começarem a pipocar no meio destas pesquisas os pios twittados no site de microblog. Será “uma loucura”. Os usuários do Google terão acesso a situações em tempo real sobre os temas pesquisados e isso pode gerar vários cenários.

Como eterna otimista, acredito em uma mudança de comportamento para o bem. Numa forma de pesquisar na Internet, que tornará as pesquisas muito mais interativas e criativas do que são hoje. Pode até acabar com o famoso Control chups/control cusps de trabalhos inteiros a partir do momento em que, por exemplo, um estudante se deparar com um jornalista ou pesquisador, ou mesmo artista twittando sobre algo mais novo e começar a trocar figurinhas com aquela figura “em carne e osso”. Sonho? Poesia? Baixou a Polliana?

Não sei. Acredito na interatividade da internet. Não era este o objetivo da Tevê Digital que tanto se propalou por aí e que na verdade, não rolou – ainda? Os posts de twitteiros podem ainda tornar trabalhos escolares discussões atuais sobre o que está acontecendo agora, no minuto em que a pesquisa estiver em andamento – e por que não – em sala de aula, com a participação dos twitteiros? Super!

Estou dando o exemplo da pesquisa escolar porque sou #jornalista e #maecomfilhos (como vários leitores daqui que me seguem no Twitter já me viram escrever!). Mas há uma infinidade de outras variantes para estas buscas, se voltarmos alguns parágrafos acima e relermos o perfil do twitteiro, só no Brasil – de nichos.

O que cabe discutir é que este acordo Google/Twitter vai muito além do exemplozinho pueril sobre condições do tempo numa estação de esqui sugerido pelo Google para apresentar sua proposta ao ‘honolável público’. Pode fazer com que pessoas comuns tenham acesso imediato aos horrores do Irã no momento em que balas perdidas na multidão pacífica estejam pipocando em pescoços inocentes ou helicópteros policiais abatidos por armamento bélico pesado nas mãos de traficantes em morros do Rio de Janeiro. Ou, por que não, revelar que uma determinada cura de uma rara doença acaba de ser descoberta?

Novidades antes na mão de muito poucos passarão a ser instantaneamente conhecidas por muitos em pouquíssimo tempo, criando uma velocidade e disseminação sem precedentes – sobre pessoas, coisas, empresas, marcas, tudo, absolutamente tudo. A verdadeira tsunami sobre a mídia tradicional. Sem dúvida, uma parceria que traz benefícios para as duas empresas, mas sobretudo, ainda mais aos usuários, garantindo velocidade e acesso às informações que circulam no Twitter e na internet. Ao ler sobre este acordo, estas perspectivas de notícias te passaram pela cabeça?
(foto: http://proavirtualg11.pbworks.com/f/1165355432/imagem7.JPG)

domingo, 19 de abril de 2009

Direito autoral x Google x concentração midiática

O vídeo Epic a seguir foi visto por mim, pela primeira vez, há uns seis meses, durante o evento promovido pela revista Bites. Para quem não pôde ir, a cobertura completa pode ser baixada ainda do primeiro blog, bastando clicar aqui.



Estamos a apenas seis anos desta possibilidade. E, ainda que seja vista com dúvidas e ceticismo por grande parte de diretores editoriais e donos de empresas de comunicação, a despeito de toda a concentração a que assistimos mundialmente com o crescente fechamento de jornais locais ou a criação de soluções alternativas de venda de conteúdo por matéria, via internet – assunto já abordado aqui no Mosaico Social – os sinais de que ela esteja se tornando probabilidade começam a ficar cada vez mais evidentes.

Por conta do vício do Twitter, acabei por conhecer o trabalho do jornalista, ativista e editor de Onthecommons.org, David Bollier, que recentemente lançou o livro ‘Viral Spiral – How the Commoners Built a Digital Republic on their own’.

Apesar de tê-lo editado pelas formas tradicionais, o livro também pode ser baixado da internet – clique aqui. Esta deve ser uma das razões que o motivaram a escrever tal artigo.

A diferença entre domínio público de conteúdo e conteúdo de domínio público

Tal como o Twitter e outras ferramentas que nos possibilitam usar nossa própria voz interior e criar nossa república, Bollier atenta para um certo olhar crítico que devamos ter sobre o Google agora no quesito direito autoral – assunto também supertwittado nesta semana e polêmico por justamente ter colocado atrás das grades os donos – dois jovens - do The Pirate Bay na cadeia.

A ação, que certamente está chamando a atenção do mundo para dar exemplo, é polêmica porque o site estimulava justamente a troca de arquivos indexados de músicas (álbuns e discografias inteiras, diga-se de passagem) filmes, livros em áudio – exatamente o que o Google e suas empresas, como o Youtube fazem, só que em proporções infinitamente maiores e, de certa forma veladamente, porque o fazem via usuários em suas comunidades.

Voltando ao artigo do jornalista David Boiller, ele diz claramente para termos cuidado porque, ao se apresentar à humanidade como um benevolente guardador público de conteúdos – já que não nos cobra por isso – o Google, na verdade, está, mantendo um ambicioso plano para fazer milhões de livros não-impressos serem digitalizados em quantidades de informação e cultura sem precedentes e mais acessíveis a todos. Com isso, vai adquirir um inexpugnável monopólio sobre o acesso aos livros digitalizados e será capaz de sufocar a futura concorrência, limitando o modo como as pessoas poderão interagir com seu próprio patrimônio cultural daqui em diante. Então, é ou não um bom negócio para quem escreve um livro e o coloca à disposição para ser baixado via Google?

Segundo Bollier - e, a esta altura, eu, você e vários (pretensão minha, obviamente!) leitores -, por que o Google deve chegar a ser o único “regente” de milhões de livros não-impressos, cujos autores ou titulares de direitos autorais podem acabar não sendo localizados ou identificados? Estes livros acabarão conhecidos como "obras órfãs". Enquanto Universidades gastam enormes quantias de dinheiro para preservar estas obras ao longo de décadas, agora, o Google terá direito a um controle exclusivo sobre as suas versões digitalizadas...

Se nos EUA, a coisa está assim, imaginem aqui, na República onde tudo acaba em Pizza?

O pior é que parece que os autores e editores dos EUA já resolveram o problema, e com isso, fica "cada um por si e Deus por todos". Depois de três anos de disputas judiciais, um acordo no valor de US$ 125 milhões foi fechado em outubro de 2008 entre o Google e a associação local de editoras além do Author’s Guild. Por ele, resolveu-se que todos os direitos autorais de livros escritos nos EUA foram garantidos e o Google ficou de repassar 37% das receitas geradas por meio da publicidade gerada com o Google Book Search – para dividir entre autores e editoras. No paralelo, o Google pode vender os conteúdos dos livros indexados para as Universidades e instituições interessadas. Bibliotecas públicas têm acesso livre por meio de um computador, mas, na maioria dos casos, o Google pode exibir até 20% do conteúdo do livro sem qualquer ônus ao autor – fica como teaser para o interessado adquiri-lo.

Estas ações todas ainda demandam aprovação de um Tribunal Federal, e há um crescente coro de críticas apontando que soluções negociadas separadamente não serão benéficas para ditar políticas que serão impostas às gerações futuras. O que Boiller chama a atenção é que esta é uma discussão ser feita no âmbito geral dos direitos autorais, seja de livros, filmes, músicas, trabalhos científicos ou não, o que for. A intenção é fazer com que o Congresso seja majoritário e mandatório ao decidir por uma solução única que favoreça ao bem público.

Google onipresente

Para ele, aos poucos, o Google vai conseguir “gozar de um monopólio legal sobre livros digitalizados e, especialmente, obras órfãs, será livre para aumentar os preços de acesso a essas obras, sem medo da concorrência séria”. Ou seja, qualquer semelhança com o Epic não terá sido mera coincidência.

O artigo de Bollier é longo e entra realmente em detalhes específicos do que acontece no mercado editorial dos Estados Unidos e nos problemas do Congresso de lá, com críticas diretas aos canais do Google e como os americanos são fissurados neles, e isso pode ser problema para quem está apontando o dedo para a empresa e ao Congresso.

Acho realmente, que vale a pena lê-lo na íntegra: artigo do jornalista. Mas, aqui no blog, para iniciar uma discussão sobre direito autoral – que a Liliane tem tentado há algum tempo, mas acredito que somente agora, com esta conexão que dá nome ao título, está de bom tamanho. Para teminar, se lá nos Estados Unidos, onde se dz que a imprensa é livre, mesmo com Barack Obama chegando com sua CHANGE, the hole is a little bit under, imagina aqui, que estamos much more under and far away of the whole discussion... Gosh!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Web 3.0 – a era das semânticas das redes

Hoje sigo suitando - ou seja, dando continuidade ao - tema da web 3.0, jogado a exmo no quase editorial de ontem, fechando o ciclo do primeiro trimestre de 2009.

Ainda desconhecida de muitos, a web 3.0, não é nova para vários dos colegas que hoje dão palestras para quem ainda está engatinhando nas chamadas mídias sociais, o termo que substituiu a web 2.0. Trata-se da terceira onda da internet, e é aquela que terá mais interação dos computadores com a rede, também chamada de “semântica das redes”.

Para quem quiser mais detalhes, sugiro um pulinho na Wikipedia . Mas, claro, vale a pena ouvir mesmo quem está vivendo este novo universo, como Eric Schmidt, CEO do Google, que falou sobre isso em agosto de 2007 – ano em que aqui no Brasil, as primeiras agências de Comunicação começaram a lançar seus produtos para monitorar a então web 2.0 – supernovidade do pedaço.



Não se trata de "pirar na mandioquinha"... ainda. Mas, vale para refletir sobre a velocidade com a qual as tecnologias estão promovendo as mudanças, seja nos relacionamentos, na criação de produtos de nicho, na forma de se fazer negócios e, especialmente, em como teorias marketing antes tidas como verdades absolutas estão ruindo como castelos de areia.

Como viver 24 horas está cada vez mais urgente, não? Nunca foi tão sábio o conselho de nossas avós “não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje!”

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mosaico social agora no Twitter

O Mosaico Social está no Twitter. O tema, que está "bombando" esta semana - é matéria de capa da edição da revista Época, e foi abordado pelo jornalista da Veja Rafael Sbarai, no workshop A Integração do Twitter com outras plataformas, durante o Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br) que acontece em São Paulo até amanhã - levou-nos a criar nossa própria entrada nesta plataforma desenvolvida pelo Google.

Quem acessar http://twitter.com/mosaicosocial vai poder microblogar – isso mesmo, mais um termo para você começar a usar, porque não existia e vai integrar o dia a dia (agora sem o hífen) da gente.
Ainda sem uma definição concluída, o Twitter é a mídia social que mais cresce hoje em dia, com cerca de sete mil novos usuários por dia. Grande parte desses usuários é composta por jornalistas, que utilizam a ferramenta para pegar dicas sobre assuntos diversos – daí o termo microblogar. Na verdade, o espaço para se escrever alguma coisa é muito menor. É, mesmo para dar uma “palha”, seja de um computador comum ou qualquer dispositivo móvel, para fazer a informação circular de forma muito rápida e mais abrangente.

Se a ideia da criação deste blog era o de discutir e aprender as novas mídias e tecnologias, entre outros assuntos, ou seja, entrar na chuva para se molhar, estamos nos encharcando destas novidades, e o Web Expo Forum não poderia ser oportunidade mais completa par isso. Ainda virão outras novidades. Aguarde.