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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Receita para a felicidade

Adoro assistir às apresentações do/no TED.  Para quem ainda não as descobriu, elas valem por aula inteira - sobre os mais diversos temas - da tecnologia à depressão, passando por... felicidade.  Vale para quem é professor, quem é pai, quem quer ter um novo ângulo para pensar sobre temas os mais loucos. 

Nesses tempos de Páscoa, esse, do Brother David Steindl-Rast me pareceu bastante oportuno. Estamos correndo atrás da felicidade como cães atrás do próprio rabo e nem percebemos que ela pode estar a um passo dos nossos narizes.  Confira e reflita sobre a sua felicidade.  (em inglês)


Corra atrás da sua felicidade

Agora, se o que te faz feliz é participar de um TED, #olhovivo, porque a turma está vindo para o Brasil em outubro deste ano, mais especificamente entre 5 e 10 de outubro. É o TED Global South, que vai acontecer em Copacabana,  no Rio de Janeiro.  Não é para qualquer bolso, porque o passe custa US$ 6 mil, mas se você acha que tem algo a dizer e quer interagir com outras pessoas que estejam pensando fora da caixa, da mesa, da cadeira, da cabeça... a hora é essa. E boa sorte. Aplicações aqui.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

“Papos na Rede”: um projeto crowdsourcing


 Periodicidade do programa passará a ser quinzenal  

O nome já foi criado em ritmo social, demonstrando o potencial da primeira iniciativa de se criar  um encontro virtual para discutir temas referentes ao mundo digital.  Passados dois anos, o pioneirismo deu lugar a uma existência marcada pela consistência de conteúdos, periodicidade e fidelidade de seus participantes. Hoje, o "Papos na Rede" é uma experiência bem-sucedida de crowdsourcing e co-working. 
Por trás da ação de aprofundar a discussão sobre o frenético lançamento de novidades que pululam nas redes desde ainda antes de 2010 estão a tenacidade, a disciplina, a obstinação e a dedicação da jornalista Marcia Ceschini, de Araraquara. No aniversário de dois anos do programa, ela reforçou a preocupação de “alimentar nossos seguidores de novidades e boas dicas de artigos, cursos, livros e tudo mais que possam acrescentar em nossa busca constante por comunicação digital e cibercultura”. Por meio de um rápido pingue-pongue, Marcia contou a este blog um pouco sobre a história do programa que, com certeza vale #RF #RT!



Afinal, o programa se chama mesmo “Papos na Rede”? Conte um pouco da história dele.
A ideia surgiu como um encontro para discutir comunicação digital e cibercultura e evoluiu para um projeto crowdsourcing. Cada um dos envolvidos cedeu e/ou continua participando com sua expertise: o Treina TOM entrou com a plataforma do encontro; a agência SocialTag/Setesys, com o blog; a SmartIs, que nos cedeu o domínio na web passou a hospedar o site, que, durante o primeiro ano, foi um patrocínio do Grupo Connection Sud. Além disso, a Vilage Marcas e Patentes está finalizando o processo do registro da marca – “Papos na Rede”. Cada membro da equipe doa seu tempo para twittar ou escrever no blog. O diferencial do projeto é ser 100% free e baseado na troca mesmo de expertise, para que os participantes tenham informações sobre comunicação digital e cibercultura. Apesar de pioneiro, quando o criei, hoje o programa não é o único. Existem vários podcasts atuando na mesma direção, mas o que é bacana é perceber que o “Papos na Rede” também gerou ideias para outras pessoas/empresas criarem seus espaços de discussão e até cursos pagos online de comunicação digital.
Hoje vocês são uma equipe de 16 pessoas, você e mais 15, e se apresentam como um projeto de crowdsourcing e co-learning. Mas quando você idealizou este projeto, ele era um encontro virtual para disseminar a experiência dos convidados entre os players e interessados nessa nova forma de fazer negócios usando a internet. Como foi que o “Papos na Rede” foi se tornando o que ele hoje é?
Muito do “Papos na Rede” vem de uma vontade minha de que o projeto se mantenha. Da escolha dos palestrantes, passando pelo conteúdo do blog, sou eu quem organiza o chat e a equipe do twitter e faz o resumo do webinar.  Destas 16 pessoas, seis se revezam nos twittes, daí cada hashtag ser a inicial de quem twittou.  O Alex Camillo escreve posts para o blog e o Thiago Acioli transpõe as gravações dos webinares em mp3. Assim, quem não pôde participar, pode baixar o papo da rede.
Como acontece os encontros?
Inicialmente eram quinzenais, mas além dos pedidos para que ele fosse semanal,  houve uma boa demanda para que isso acontecesse. Foi em janeiro de 2011, quando também passamos a usar o Treina TOM, por sugestão do Israel Degasperi. Ele conhecia a ferramenta e nos colocou em contato com os criadores, a empresa E-Genial.  Hoje em dia, com a grande oferta de iniciativas similares em hangouts e podcasts, o volume de participantes tem diminuído. Minha intenção é voltá-lo quinzenal a partir de julho.
Vários nomes e assuntos passaram pelo “Papos na Rede” em dois anos de vida. Qual destes nomes/ conteúdos mais te impressionou e por que?   
Todos os nomes que passam pelo projeto são pessoas as quais admiramos profissionalmente, os participantes e eu. Costumo dizer que fazemos uma colcha de retalhos digital com a colaboração de cada um. Mas vou citar especialmente o fato de ter tido o Luli Radfahrer como palestrante. Fiquei muito feliz, porque ele não somente já conhecia o projeto quando fui convidá-lo, como foi extremamente atencioso com os participantes durante o encontro. E, claro, existem aqueles que, além de participar do webinar, como palestrantes, sempre ajudam, como o Tarcízio Silva, o Estevão Soares e o Bruno Scartozzini.  O Tarcízio, por exemplo, já lançou, em primeira mão para nossos participantes, três dos ebooks que organizou, e  vai lançar aqui também, em julho, o seu mapeamento dos profissionais de Social Media. O Estevão Soares, por sua vez, faz questão de citar o programa e a mim em todas as suas palestras. O Bruno me ajuda na sugestão e convite dos nomes a serem entrevistados.  Há outros nomes, e a jornalista Samantha Shiraishi, além de ter palestrado, também sempre cita o projeto. Eu a considero uma madrinha digital do Papos.
Conte uma história ou uma passagem inusitada criada em função do programa. Ou o relato de quem participou do projeto e mudou sua vida... abraçou a causa das mídias sociais e hoje é sucesso...
O fato mais inusitado foi quando participei do Social Media Brasil ano passado. Fui tratada como “celebridade” pelos participantes do evento. Não tinha noção do alcance do meu nome e do “Papos na Rede”. A maioria já conhecia o projeto e teve quem pediu para tirar foto comigo. Outro registro interessante é o de que jovens profissionais como o Kauê Krischnegg Pereira e Myla Connor, entre outros, sempre citam o “Papos na Rede” como fator de mudança em seus rumos de estudos e profissionais. Isso é muito bom.
E, claro, pegando carona com a pergunta de cima, em como este projeto mudou sua vida profissional e pessoalmente?
Profissionalmente me ajudou e tem me ajudado muito, pois além de aprender muito com todos durante os chats, por me tornar uma referência na iniciativa, sou convidada para palestrar em várias universidades e até em eventos de comunicação digital, como aconteceu no Digital Arena e no Social Media Vale do Paraíba e Social Media São Paulo.
O Papos fortaleceu minha imagem e tornou-me conhecida. Pessoalmente me permitiu estar próxima de autores e palestrantes de renomes que admiro muito.
Quais os próximos passos?
Sobreviver aos novos concorrentes, trazer novos palestrantes e manter o interesse dos participantes. Obviamente quero poder manter sua ideia original de não ser cobrado, do conteúdo continuar sendo compartilhado de maneira crowd e co-learning.

terça-feira, 17 de março de 2009

Inovação digital faz humanidade se tornar mais generosa

Redes sociais vão acabar com Grande Governo, tornar as hierarquias mais elásticas e humanizar as sociedades. A nova era mundial será cyber-espiritual

Escrevo diretamente da redação do Web Expo Forum 2009 (www.webexpoforum.com.br), aqui no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, depois de uma manhã extremamente bem aproveitada. Incrível a quantidade de novidades trocadas aqui e a qualidade dos apresentadores aglutinados num só espaço. Pela primeira palestra do Congresso, cuja expectativa de público para os três dias, segundo me disse o diretor da Converge, Claudiney Santos é de 500 pessoas, deu para se ter uma idéia do que serão os próximos dois dias e meio.

Resumindo, num estudo de futurologia fantástico feito pelos convidados Cezar Taurion, Martha Gabriel, Ricardo Cavallini e Gil Giardelli, estamos presenciando o fim da era Big Brother. Com as hierarquias tornando-se mais elásticas a partir das novas mídias, a humanidade começa a olhar para si de forma mais...humana mesmo. Passadas as eras Agrícola, Industrial, Tecnológica, passamos a Cyber-Espiritual, com uma estatística incrível – um computador vendido a cada três segundos.

Mas, ao contrário de isso significar um individualismo ainda maior, pelo contrário, este movimento começa, segundo as apresentações feitas, a delinear um mundo mais generoso, com iniciativas que envolvam simplicidade, atitude, comprometimento com as comunidades e conteúdo colaborativo baseado em uso de tecnologias cada vez mais avançadas. Se a era de Barack Obama começou com o slogan Change, não se assuste se você começar a ouvir, muito em breve, o Social Change, ou o Ativismo Digital. E ele já existe, aqui e lá fora; exemplos não faltaram e foram mostrados. O mais interessante é que esta inovação não tem nada a ver com idade, mas com o senso de coletividade.

Bottom-line:
• Você é o que você partilha.
• Inovador é ser ético.
• Para ter sucesso numa rede social, você deve ser humilde, sincero e, acima de tudo, colocar conteúdo de interesse daquela comunidade com a qual você pretende se relacionar. Para isso, basta ouvi-la e entender o que ela quer. Não adianta você querer conduzir a mensagem de cima para baixo e controlá-la – mensagem chapa-branca não cola e é rapidamente desmascarada.
• O inside media acabou – o que existe agora é o outside media. E o pulo para este desenvolvimento colaborativo de novas comunicações demanda uma mudança cultural brutal porque o ser humano não está acostumado a receber críticas. E - alguém duvida? - os mais novos criticam mesmo.
• “Não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras” (Gil Giardelli)
• “As empresas precisam entender que se a inovação, por um lado, pode ser um tiro no pé (se isso significar acabar com um produto que estava “dando certo”),melhor isso do que a concorrência te dar um tiro no peito ou na cabeça. A mudança é ionexorável.” (Cezar Taurion)
• “Colocar banners no Orkut tem o mesmo efeito de perfumar cocô.” (Ricardo Cavallini)
• “Invistam em projetos pessoais.” (Ricardo Cavallini)

Conclusão? Quanto mais me enfronho neste assunto, menos entendo dele e mais me sinto um ser pequeno diante de tanta nova informação nova. Mas, como disse, esta foi apenas a primeira palestra do Congresso – ainda tem mais!