Mulheres falam, logo
existem. E quanto mais compartilham, mais agregam – aos outros e a elas próprias, em
uma onda de frequência diferente da de qualquer grupo masculino. Alguém duvida?
Crescemos, saimos da toca, nos engajamos em causas e tornamo-nos
femininas, graciosas, guerreiras porque, desde pequenas, falamos. Se em rodas
de chás ou de bordado (como nossas avós), academias de esporte, cabelereiros e/ou toiletes
(luluzinha que se preza conta a vida num banheiro), fato é que nos comunicamos literalmente ao conversar e prestar atenção uma nas outras, não importa lugar ou época. Com independência para trabalhar, ter nosso próprio sustento (senão o de outros), melhor ainda. Liberdade ainda que tardia, se considerarmos questões históricas envolvendo nós, mulheres.
Côncavas, convexas,
negativo e positivo, somos todas pluralidades mescladas em chocolate. E foi
como acabou ontem, no Dia Internacional da Mulher (#dim), o encontro promovido pela Coordenadora
do Núcleo de Empreendedorismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),
Profa. Rose Mary A. Lopes para falar de nossas trajetórias
empreendedoras. Findo o painel, que se iniciou com a apresentação de uma
pesquisa sobre a mulher empreendedora, pela profa. Dra. Vânia Nassif, seguido
pelo depoimento das empreendedoras Ana Fontes (Elogie Aki), Gica Mesiara (Quadro Vivo) e eu, cada uma de nós saiu de lá com
uma caixa contendo pães de mel em forma de uma torta em pedaços... coberta de
chocolate.
Diferença
no detalhe
Parêntesis, porque blog permite, e isso é um post! São Paulo acordou ainda sob os transtornos da falta
de gasolina, causada pela greve dos caminhoneiros. Dia de rodízio, a decisão foi
madrugar, porque era isso ou não chegar a tempo. Ainda que tudo isso pudesse predizer um dia
estressante, na ESPM, o local parecia encantado. Já na entrada, a surpresa de
encontrar uma dupla feminina tocando violão e cantando, como que recepcionando os
alunos. Pode ser meu olhar, mas as mulheres, todas, da competente recepcionista
que já tinha todas as informações sobre minha participação, passando pela linda
e simpática Siomara Boihagian, supervisora de eventos que me resgatou no
centro de estudos para um café da manhã na sala de reunião, todas #ahazaram em
competência, gentileza, feminilidade, ingredientes que fazem uma diferença em
qualquer ocasião.
O resultado não poderia ter sido outro senão sucesso,
demonstrando que na ESPM se faz o que se ensina! Nem detalhes como uma toalha
de mesa de organza com rosas finamente bordadas e pétalas vermelhas de veludo displicentemente
jogadas entre os pratos de mini-quiches, sanduíches de queijo minas
em pão de forma integral e um delicioso bolo de aipim coberto com lascas de coco
foram esquecidos. A cada "bom dia", acompanhado pelo “parabéns
pelo seu dia”, um sorriso se abria em cada mulher que passava, secretária, executiva,
responsável pela limpeza... numa generosa cumplicidade que tomou conta do
local.
Bottom-line
Da esquerda para a direita: Gica Mesiara, Vany Laubé, Rose Mary Lopes, Vânia Nassif e Ana Fontes
Fomos lá para falar de como
optamos por empreender, as facilidades e dificuldades que enfrentamos e o que poderíamos
recomendar para uma turma de primeiro semestre.
Tudo isso em apenas 10 minutos, tempo respeitado entre as painelistas
preocupadas em passar seu recado sem prejuízo da próxima. Foi tudo perfeito. Acredito que o conteúdo completo da apresentação sobre mulheres empreendedoras poderá ser solicitado diretamente a Vânia Nassif, que resumiu-a em uma única mensagem, que, em minhas palavras, geraram o que segue: "Há que se priorizar
a sensibilidade em tudo o que empreendemos para alcançarmos um mundo melhor
para nós e os outros, sem deixar que a tecnologia nos robotize e as dificuldades
inerentes ao sermos empreendedoras nos endureça”. De mais a mais, nem a diferença de idades ou
realidades nos distanciaram muito em nossa experiência de como encarar o
empreendedorismo, com seus altos e baixos; incertezas e vitórias. Um viva a todas as mulheres! (Imagens: Nelson Peixoto)
O material a seguir está no Boletim Mosaico Social desta semana. Achei meritória sua repercussão. Você já parou para pensar de onde vêm as novas ideias? No
quanto sua origem está ligada à combinação de ideias, estas por sua vez, a
conceitos pré-existentes? Parece óbvio e é, mas no dia a dia a gente mal pára
para pensar sobre isso.
Existe outro dito, o de que duas cabeças pensam melhor que
uma. Então, as chances parecem maiores e mais promissoras para quem investe em
novas empreitadas compartilhando suas ideias – inclusive com pessoas mais
distantes de seu grupo de amizades. Com
mais acesso a informação, as pessoas são puxadas para um patamar de tipo de
discussão e conteúdo numa velocidade antes nunca vista e isso pode fazer com
que o upgrade individual e de um determinado grupo seja enorme num tempo exponencialmente
curto se comparado a outras épocas da nossa história.
As mídias sociais têm alavancado o pensar coletivo para o
crescimento de pessoas, empresas, novas ideias e empreendimentos. Isso foi
inegável e se estamos no patamar em que nos encontramos, é porque houve toda
uma sinergia de desejos individuais com a tecnologia e a disposição, além de outros
fatores históricos que nos impulsionaram pra isso. À medida que aumenta o acesso
a opiniões com as quais nos identificamos, sobre as ideias de outros podemos criar
novas outras, e, assim, fazer um pensamento se disseminar nas direções que
vimos assistindo aqui e acolá.
Mas será que este pode não ser um aspecto também negativo do
e-social? Pense bem: ao fazer com que as pessoas acabem pensando coletivamente,
este processo de compartilhamento pode eventualmente prejudicar a criação de novos
pensamentos, diferentes, originais e independentes. Há correntes que defendem a
ideia de que por causa destes pensamentos coletivos, nossas línguas estão se
fundindo mais e mais e, com a perda da língua, começamos a perder a diversidade
de nossos povos.
Como seres sociais,
sabemos que caminhar em grupo é fundamental para nossa preservação. Mas será
que a tecnologia e as novas mídias, juntas, não criando um novo tipo de arma
para a formação de novos pensamentos imperialistas após uma onda inicial de
criatividade e inovações?
Por isso, é fundamental pensar em como usar as tecnologias
sociais para ter acesso a opiniões e pontos de vista diferentes e ideias
inesperadas e, então, formar novos pensamentos. Preservar a disponibilidade de
ideias independentes é tão vital para nossa civilização enquanto seres sociais,
quanto nossa sobrevivência como apenas seres. #pense nisso.
Na divulgação da última prévia da votação para a 8a. edição do Troféu Impensa de contribuição ao jornalismo, dei-me conta de que ainda não havia divulgado justamente aqui a indicação do blog para concorrer na categoria de mídias sociais, limitando-me ao anúncio via podcast, outro espaço no qual semanalmente atuo discutindo sobre o fenômeno que mudou para sempre o perfil do nosso trabalho.
O "Troféu Mulher Imprensa",único prêmio do Brasil destinado a reconhecer o trabalho das mulheres nas redações brasileiras, é uma idealização da revista e do portal IMPRENSA, em parceria com a Maxpress. Até a tarde desta segunda-feira (06/02), a votação para esta 8a. edição já ultrapassava a marca dos 95 mil votos válidos, batendo o recorde de todas as edições realizadas, conforme matéria do portal.
É uma honra ter sido incluída para concorrer entre as cinco jornalistas que mais se destacaram por seus trabalhos em mídias sociais no cenário jornalístico brasileiro, especialmente pelo caráter independente do trabalho que realizo desde 2009. Meu muito obrigada ao juri representativo da classe jornalística pela indicação e a todos os amigos, colegas e familiares que votaram em mim e que, até o dia 10, ainda podem fazê-lo (por aqui).
Hoje, diante do computador, bateu branco, dúvida mesmo. O que
trazer para o Boletim Mosaico Social desta semana? Poderia reverberar os assuntos comentados
aqui e acolá que fervilharam por toda a semana passada nas mídias online: a discussão de como a lei tem agido no ambiente social gerando
jurisprudência, abordando o copyright e atuando sobre os novos criminosos de
uma terra que pretende "dar a César o que é de César", entre outros temas.
Poderia ainda discutir o impacto da decisão de algumas empresas de tecnologia
sobre parar de fabricar tablets... tem informação que pode interessar a todo
mundo.
Por outro lado, criar uma lista seria abrir várias
possibilidades para os ouvintes. Mas fiquei na dúvida sobre escrever sobre os
melhores sites de mídias socais ou jornalismo online... e há tantas outras
coisas a quantificar depois de qualificar...
A verdade é que hoje, para o primeiro podcast deste já
segundo mês de 2012, percebi que, passadas mais de 120 apresentações do Boletim Mosaico Social é hora de dar um rumo mais focado ao seu conteúdo.
Ainda que
aberto o leque de temas, abordando desde como usar o twitter para um ou outro
objetivo, conforme foi o foco inicial deste espaço, ou falando sobre a influência das
mídias digitais e das novas tecnologias na especialização do jornalismo online,
passando pelas novidades de mercado e tutoriais, com dicas de aplicativos para
usar em medição de resultados de ações e relacionamentos em mídias sociais e bla bla bla,
percebi que está mesmo na hora de departamentalizar, de organizar o conteúdo deste
informativo semanal.
E, para estabelecer novos objetivos e metas para aumentar o
relacionamento com os ouvintes, usei o espaço desta semana para dirigir a você
um convite...
Se você tiver um assunto específico cujo conhecimento queira
aprofundar, ou mesmo um tema para trocar experiências, escreva para mim e dê sua dica
para o Boletim Mosaico Social.
É isso, assim, objetivo e conciso. Conto com você! Obrigada.
Apontarpara as tags que ajudarão o evento a se tornar trend topic nas redes sociais e
Camping!
Esta semana, São Paulo será palco de um dos mais importantes eventos da atualidade: a 5a edição da Campus Party Brasil (CPBR5, #campuspartybra). Apresentado como maior acontecimento de tecnologia e internet nas áreas de ciência, inovação, cultura e entretenimento digital do mundo, o evento já faz parte da agenda cultural da capital paulista e também do País. Vale a pena acompanhar, ainda que virtualmente. E opções para tal não faltam. Anote aí:
Que o mundo gira e a fila anda todo mundo sabe. Nesta carruagem da vida, desempenhamos vários papéis, entre eles o de profissionais. Com novos títulos e trabalhos surgindo em meio à demanda criada pelas novas tecnologias, o mundo começa a “rankear” as profissões, mas não apenas pelo lado quantitativo – como as que têm mais profissionais ou que promovem mais status e/ou remuneram mais. Parafraseando Titãs, “a gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro, diversão e arte”.
Hoje, o que importa é o aspecto qualitativo da relação homem/trabalho. Daí saber quais as que trazem mais felicidade, as mais estressantes e as mais odiadas – como fatores decisivos para manter um profissional motivado e feliz é um diferencial cada vez mais buscado e divulgado mundo afora. Mas, o que se pode concluir ao juntar todas as listas? Eu saí devanyeando (surprise, surprise!). E você, que conclusões ou pensamentos vai tirar do que segue?
As mais felizes
Existe certa obviedade ao concluir que trabalhos altruístas e criativos são os que propiciam maior felicidade ao ser humano. Há controvérsias. Ainda que isso tenha sido o que mostrou uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, publicada pela Forbes, ao final do ano passado, acredito que toda sorte de localização deva ser considerada. Porque não adianta você ser altruísta faminto. Esta relação só existe onde estes profissionais são bem remuderados pelos serviços que realizam. Ninguém pode ser feliz sendo bombeiro, mas devendo o aluguel, não?
Clérigos
Bombeiros
Fisioterapeutas
Escritores
Professores de educação especial
Professores
Artistas
Psicólogos
Vendedores de serviços financeiros
Engenheiros de operação
Observação: reparou que nem enfermeiros ou médicos figuraram entre as mais felizes, apesar de muitos médicos se auto-remunerarem muito bem? Por outro lado, fisioterapeutas e psicólogos parecem estar felizes... okay, então!
As mais odiadas
Entre as profissões mais odiadas estão a de uma lista veiculada pela CNBC ainda em agosto – e bastante noticiada aqui e acolá, ao final do ano. Minha leitura disso é a de que em quase seis meses, não houve empresa que aprofundasse o tema apresentando qualquer contraponto.
Desta vez, a pesquisa foi realizada pela CareerBliss, que traz, entre as dez mais odiadas, algumas das profissões mais valorizadas, de altíssimo grau de responsabilidade e bem pagas.
Diretor de tecnologia da informação
Diretor de vendas e marketing
Gerente de produto
Desenvolvedor web sênior
Especialista técnico
Técnico em eletrônica
Secretário judicial
Analista de suporte técnico
Operador de CNC
Gerente de marketing
Segundo a pesquisa, a maioria das respostas negativas citou falta de espaço para crescer e de posicionamento da alta direção como fatores mais importantes de sua infelicidade.
Entendido, novamente, mas nada disso serve realmente para que a gente possa fazer um estudo mais aprofundado. O que acontece, por exemplo, quando inserimos o componente de estresse nas listas ou mesmo fora delas? Como fica a felicidade e o ranking? Podemos ser felizes, no geral, no que escolhemos para fazer e garantir nossa sobrevivência. Mas, diariamente, podemos odiar estar em um determinado trabalho porque ele é extremamente estressante. E agora, José?
Não encontrei nenhum estudo brasileiro que pudesse avaliar estas “métricas” juntas. Aliás, estudo brasileiro mesmo, encontrei apenas (sem uma pesquisa mais aprofundada) sobre as profissões que as pessoas mais odeiam não por quem está nelas, mas porque avaliaram as outras.
As mais estressantes
A CareerCast, que anualmente pesquisa as profissões mais estressantes com base em aspectos como viagens, potencial de crescimento, trabalhar em público, prazos apertados, insalubridade e alguns outros, revelou as posições mais estressantes tendo como cenário os Estados Unidos:
Soldado militar
Bombeiro
Comandante (avião)
General militar
Policial
Coordenador de evento
Executivo de Relações Públicas (que, nos Estados Unidos, inclui a turma que faz Assessoria de Imprensa)
CEO
Jornalista fotográfico
Motorista de taxi
A realidade na qual a pesquisa foi realizada é bastante diferente de uma em CNTPS. No Brasil, por exemplo, não tivemos um enorme contingente de militares sendo enviados para Iraque e outras fronteiras. Acredito que as profissões ligadas ao alistamento militar sequer seriam citadas, penso.
Em contrapartida, nem gerente ou diretor de marketing entraram, ainda tendo sido “substituídos” por duas profissões pertencentes ao mesmo departamento: a de RP e a de coordenador de eventos. E aqui, o Diretor de TI nem entrou - quem acabou com o estresse foi o CEO, mesmo. E o que dizer do repórter fotográfico? Será que seu trabalho é mais estressante ainda que o do repórter? Imagino que a categoria correta deveria ser jornalistas profissionais, ou que ambos tivessem que ser listados quase que na mesma posição. Pelo menos, é o que deveria, pelo que se pode constatar do recentíssimo estudo divulgado pela entidade Repórteres sem Fronteira sobre a liberdade de imprensa estar diretamente ligada ao grau de democracia dos países em que atua. De novo, só posso considerar que as profissões mais amadas, odiadas, estressantes e seja lá que adjetivo tiverem, devam ser estudadas e apresentadas sob uma ótica mais local. Por fim, surpreendeu-me a classe médica não ter entrado nesta relação. Me parece óbvio, mas, ou não entrevistaram muitos médicos ou... vai entender.
Num momento em que o País se apresenta como um dos emergentes mais bem sucedidos no cenário econômico mundial valia a pena levantar as listas locais daqui também e repensar modelos, remunerações, colocações. Fica a provocação... acho mesmo que o Brasil merecia mais atenção quanto a psique de seus funcionários. Será que somos, profissionalmente, como já se falou de forma geral, um país realmente feliz?