quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Einsten, o #twitter e a estupidez humana ...

que leva à dor e a delícia de cada um ser... o que é

O twitter reflete o lado Dr Jekyll e Mr Hyde de quem não consegue lidar com a autenticidade, a energia, a honestidade e a cara limpa dos outros.


Sempre haverá polêmica. Micro ou macrocosmo? Cada leitor que responda por si mesmo, segundo sua vivência. Sim, este post é uma provocação.

Se integrante de um espaço cibernético infinito, é macrocosmo. Mas, como uma de tantas outras ferramentas e ela mesma uma rede de relacionamento, interação, integração e informação, troca midiática que a difere de tantas outras, micro, certo? Completa... #relatividade!

Dentro ou fora da rede, imagino tal qual literalmente criança, o físico e humanista alemão Albert Einstein (14 de março 1879 – 18 de abril 1955) fazendo das suas e mostrando seu linguão ao usar e abusar de sua teoria para – com gosto - fazer novos experimentos e certamente dar, nele mesmo, #RTs a várias de suas célebres frases que volta e meia pululam na plataforma do pássaro azul. Exemplos não faltam. Eu já postei algumas destas. E você?

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” – tem vezes que é mesmo e... que delícia...
“A tradição é a personalidade dos imbecis.” - só por isso, fica claro que ele amaria as redes sociais, em especial o #twitter
“Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade.” –ideal para todo mundo, real ou presencial para a maioria dos piscianos, são estes os ideais de grande parte das pessoas que buscam no #twitter contatos para resolução de problemas sérios, senão de estender a mão para ajudar também.
“Se minha Teoria da Relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu.” – No #twitter é a mesma coisa. Para cada grupo de seguidores, você tem uma imagem. Tudo depende do resultado que você é capaz de gerar/entregar a cada um, individual ou coletivamente. Basta um único não e as coisas... #engrossam - literalmente. Qualquer twitteiro com pouco mais de 2 mil seguidores tem, certamente, mais de uma história sobre #troll para contar. Os mais em evidência são mesmo artistas e os queridinhos da #TL. Marcelo Tas não me deixa mentir, como o recente envolvendo a polêmica roqueira Rita Lee com os corintianos e, mais recentemente, o processo eleitoral brasileiro, que evita explicações adicionais.
“A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia.” Esta aqui... que fez com que eu escrevesse o post de hoje, é tudo. Brincando com palavras, acredito na força cósmica (a dupla #CosmoseDamiãos), mas sobretudo na interferência dos sinais emanados pelas forças do mal.
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” Essa, fecha com chave de ouro o raciocínio da de cima e meu pensamento sobre a certeza do conhecimento de Einstein sobre a natureza humana (como Charlie Chaplin também!) e sobre sua incrível alegria em brincar com o #twitter se vivo estivesse.

Tão bem definida e condensada em um belo filme, pela professora de mídias sociais da Faculdade Estácio de Sá, Graça Taguti, a @uhuh, a ferramenta tem de tudo o que o ser humano pode pôr dentro. É muito pó de pirlimpimpim junto. Um banho de retórica aos seus amantes.



Se para bom entendedor, meia palavra basta, como disse @renedepaula, num breve #mimimi, no qual muito apreendi – quantas entrelinhas cabem em 140 caracteres? Não são poucas – that’s for sure!

Ao refletir o universo presencial, um dos temas do recentíssimo #Twittermix que uniu twitteiros para literalmente discutir as relações que tanto encantam, aproximam, envolvem, viciam e outras ações mais nobres que têm mudado a forma de fazer o mundo, minuto a minuto dentro da ferramenta, o #twitter reflete o ser humano no que ele tem de bom e ruim; instantaneamente. Por isso ele é mais polêmico, visceral, prato cheio para a turma de RH das empresas, além de psicólogos, psiquiatras e outros especialistas das áreas sociais; muito mais que o Linked #In, local em que as pessoas lidam umas com as outras como se num constante evento corporativo, ou no Facebook, rede de viés mais fleumático nas atitudes... apenas para citar algumas.

O twitter reflete o lado Dr Jekyll e Mr Hyde de quem não consegue lidar com a autenticidade, energia, honestidade e cara limpa alheias. E esta frase não é de Albert Einstein. Poderia ser de qualquer um que tenha passado por casos de #troll na rede. E que, geralmente, foram ou são pessoas que:

1) Não têm medo de mostrar a cara nem ser quem são
2) Se expõem tal qual são na vida real
3) Se comunicam com todos, de igual para igual
4) Não têm medo do que dizem, quando e como dizem, ou escrevem, postam, piam...
5) Por fim, não escondem seus olhos por trás de óculos escuros, máscaras, avatares e, se o fizeram, foi depois de perceberem que era preciso proteção.


Guardarei os momentos a seguir com muito carinho, porque muito especiais. Depois deles, merecidas férias me esperam, especialmente depois de ter sido hackeada, trollada e, num golpe final, duramente atingida no que me é mais precioso neste mundo: a saúde de meus dois queridos; filho e companheiro, um atrás do outro. Não pretendo entrar no detalhe do assunto, apenas sua menção é suficiente. Energia negativa, magia negra, bruxaria? Seja que nome for, me fazem ver o lado cheio do copo - de novo - porque na crise sempre - acho uma saída, uma oportunidade para dar a volta por cima! Porque sou Vanyzinha 440V! E isso não é à toa também!



Passado mais um ano de estudos e vivência em mídias sociais, fica uma nova lição. Amigos são os que estão conosco não apenas no virtual ou presencial de curtíssimo prazo. Mas os que te acompanham na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; não são nem puxa-sacos nem os sanguessugas de plantão. Que brilhem as verdadeiras estrelas. O céu está cheio delas e a #TL também. #carpeannum

(foto de Albert Einstein: http://mikaacesso.blogspot.com/2010_05_01_archive.html)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

#TwitterMix: Jornalismo em redes sociais. Informação ou Interação?

Os dois. Assim comecei minha palestra na primeira, mas certamente não última o/ edição do #Twittermix ou #ttmix2010 (o nome ainda deverá ser trabalhado, especialmente agora que o Twitter estabeleceu regras claras sobre o uso de sua marca). E, dentro deste contexto, inevitável não mencionar o precursor das redes sociais distribuídas, que pode ter descoberto uma mina de ouro só não levada adiante por falta da vontade política, mesquinhez do poder hierárquico do ser humano. Que só seria verdade depois do Manifesto Cluetrain – preconizador de algo anárquico. Falei de Paul Baran e do seu modelo de organização do Sistema de Comunicação, criado em 1964 para avisar os Estados Unidos em caso de ataque soviético em épocas de Guerra Fria. Conheci-o por meio de um dos fóruns para a Década de Cultura de Paz que integrou o livro do qual fui assistente de pré-edição, como ficou nos créditos. Foi pela voz de Augusto de Franco, que fui apresentada ao Baran e cujo texto criei para o livro da Unesco.

Despretensioso

Pensado como um informal encontro de twitteiros para discutir o encantamento que a rede provoca sobre as pessoas foi ele mesmo seu provocador ao promover interesse sobre seu conteúdo junto aos internautas conectados via ferramenta do pássaro azul, naquele 27/11/2010. Para quem se debandou para a pacata cidade de Bento Gonçalves, aquela tarde de sábado deixou marcas indeléveis. E quem não pôde ir, não teve como esconder a “inveja branca” sentida em pios vindos de toda parte do Brasil.

Durante e depois do evento, quem foi e teve a chance de twittar não escondia a satisfação de abraçar arrobas tão queridas no plano virtual que, agora, no presencial – porque real são ambos os mundos, aparte muito bem pontuado pelo jornalista José Luiz Goldfarb - pareciam amigos de longa data.

Desde a "ausência do crachá mais a divulgação, que representa o como modificamos nossa realidade ao usar o twitter", como abriu o evento um de seus idealizadores e organizadores, Afonso Escotesguy - @ochato – até seu discurso no último jantar, já no domingo de noite, no qual dedicou umedecidas e sinceras palavras a @joaocampos_ms, @esjournalist, @sandraacalasans e @veramaselli, a sua cúmplice na empreitada @rutevera e a mim, que quase não pude comparecer, mas fui por ele calma e tolerantemente persuadida, o evento deu a largada a um tipo de discussão que não tem por objetivo ser um espaço de #geeks ou #experts apresentarem tendências mundiais em tecnologia e relacionamentos visando a tornar corporações mais rentáveis ou alcançar mais visibilidade. A pretensão era apenas a de tão somente discutir uma das mais intrigantes questões que move o ser humano desde que tornou-se homo-sapiens: como se relacionar.

Lady Murphy: por isso, apenas resumo

Todos os painéis, ou sua maioria, foram filmados em streaming, graças ao esforço individual de uma das convidadas. Mas como “Lady Murphy” me tem visitado com extrema assiduidade, exatamente na minha palestra, a que abordou o envolvimento do Jornalismo em rede, o link caiu e um vácuo tomou conta da timeline, porque, coincidentemente, os twitteiros de plantão não passaram aos demais o conteúdo do que busquei trazer para a turma, apesar dos protestos – que fizeram um bem enorme ao ego, não posso negar! #prontofalei.

Para não estragar o gostinho de quero mais, apenas um resuminho

Se o Jornalismo não fosse informação e interação, não teria sido aposta do New York Times, primeiro veículo de comunicação a se lançar na internet, criar conteúdos relevantes além de simplesmente postar seus conteúdos impressos, como até hoje veículos menos arrojados ainda fazem. E isso se deu, em 1996, quando a internet começava a dar seus primeiros passos. Desde aquela época, o jornal, que hoje tem muito mais leitores – quase três milhões – via seguidores do #twitter, ao invés dos impressos – estagnados na casa dos 950 mil, já apostava em nichos de leitura.

A fidelidade de leitores foi conquistada na migração de mundos. O que falta ao NYT e à grande maioria dos veículos de comunicação no mundo virtual é chegar à equação que lhes permita faturar. E, vale frisar: cada um encontrará seu modelo de negócios, porque o que vai dar certo para um, não necessariamente será receita de sucesso para os demais. Tudo vai depender da forma como cada um vai se relacionar com seu público.

Como já postei no #twitter inúmeras vezes, mencionei minha crença no sucesso da linguagem #HTML5, trazida pela Instapaper. Ela permite baixar e armazenar páginas de web para leitura posterior. Isso se deve ao aparecimento de leitores como Kindle, Ipad e outros brinquedinhos do gênero, como o que eu vou pedir ao Papai Noel (isso, obviamente não mencionado na palestra, mas a @remozer e eu queremos – o tablet Galaxy 3G) vem como resposta ao fim da ditadura do jornalismo drops e, sem dúvida, é um alento especial para coleguinhas da minha geração! ;o).

Como só tinha 20 minutos, não deu para falar muito além de citar o crescimento do jornalismo-cidadão e do crowdsourcing como novos modelos de jornalismo social, voltados à cidadania e outras iniciativas de jovens de todas as partes do mundo; no mais, passar o vídeo abaixo, obviamente muito bacana, já que tratou de trazer os jornalistas até o evento, dizendo para os presentes o que o twitter significa para eles - atuantes e praticantes.



Com isso, fechei minha singela participação neste primeiro #Twittermix ou #ttmix2010, feliz porque os comentários à boca pequena foram D+, revelando, sobretudo, que, ao final das contas, o dever foi cumprido. :D Depois... bem, depois, foi só festa, digo, relacionamento... no virtual e no presencial, ambos, realidade telúrica, mesopotâmica, deliciosa, poderosíssima ou simplesmente... humana!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Digital Storytelling


Uma forma de juntar as facilidades das novas mídias para embalar o passado em humanas e sensíveis histórias


Inevitável sucumbir à inspiração de criar uma história sobre si mesmo, sua família, seu bairro, a comunidade, a cidade, a escola ou mesmo o novo grupo de twitteiros que se juntaram em uma confraria tão unida como já não se via há muito, desde que o individualismo aninhou-se entre todos de forma avassaladoramente só. E tudo isso sob uma ótica romântica, sensível, se não ainda com um final feliz depois de período de enormes dificuldades, semeando o crescimento.

Difícil não sair inebriada de ideias e querendo tirar do baú histórias ou transformar aquele livro de contos em um formato transmídia para torná-lo finalmente, concreto. Um evento que tenha tido como palestrante Joe Lambert, fundador e diretor do Center of Digital Storytelling, para falar sobre o que é e como fazer esta "Contagem de histórias digital", é, simples e totalmente causar tudo isso.

Texano de forte sotaque, Lambert foi quem criou o método que propõe o uso de mídias digitais nos processos de registro e criação de narrativas orais, sejam individuais ou coletivas – quer dizer, para pessoas ou empresas. E casos reais existem com assinaturas da Hewlett Packard, Apple Computer e Procter and Gamble, para citar algumas.

Co-organizador e curador de diversos festivais e conferências sobre storytelling digital em todo mundo e com formação em Teatro e Ciência Política, Joe Lambert esteve na manhã de hoje em São Paulo, contando histórias e ensinando também uma plateia formada por profissionais de Comunicação Corporativa, RH e jornalistas a fazê-lo durante o 1º Seminário Internacional de Storytelling. A iniciativa resulta do envolvimento entre a Associação Brasileira das Empresas de Comunicação - Aberje, (que postou já sobre o assunto) a Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA, o Espaço Memória Votorantim e o Museu da Pessoa.

Por meio de um convênio de parceria, eles realizaram o evento cujo título foi "Como as histórias estão transformando os negócios – Fórum permanente de gestão do conhecimento, comunicação e memória", mas poderia ser ainda, “Como as histórias podem te transformar; aqui e agora”. O grupo de entidades prevê a organização de uma série de seminários internacionais do gênero, que deverão juntar empresas, fundações, acadêmicos e instituições de referência nos temas abordados para discutir o valor das histórias como fonte de conhecimento para as empresas. Com isso, eles devem promover a reflexão sobre a história do desenvolvimento do país e fomentar o surgimento de linhas de pesquisa que enfoquem as histórias de vida nesse processo.

Mas, o que vem a ser Storytelling?


Para quem não teve a oportunidade de estar no evento, achei que seria mágico OUVIR Joe Lambert. E como a internet é um grande oráculo, basta fazer a pergunta certa e voilá para o que você está procurando.

No podcast a seguir, passados os minutos iniciais, depois de apresentado, Joe Lambert repete o conceito de Digital Storytelling que revelou a uma plateia numerosa, interessada, questionadora e participativa, no auditório do Espaço Memória Votorantim.



aperte aqui

A prática

Depois do meu primeiro ano de estudo das mídias sociais, em que a tônica foram as novidades em ferramentas, participar de eventos ligados ao que as novas mídias vêm proporcionando de mudança no nosso cotidiano tem sido uma experiência única e espetacular.

Na vivência do fórum de hoje, Lambert usou para sintetizar o conceito de Storytelling um filmete de não mais de três minutos, elaborado por ele próprio. Os recursos não foram caros; apresentação em Power Point, fotos de família, algumas em PB sobre fundo brando e mensagens escritas gentilmente em inglês e português. Enquanto isso, ao fundo, sua voz propositalmente empostada contava sua história, tendo também, ao fundo, uma doce melodia. A ela cabia emoldurar o conflito pessoal sobre a questão do uso da bebida pelo filho. Algo que por gerações abalou toda a família Lambert. O pai de Joe foi alcoólatra e conseguiu superar a doença; seu irmão, sem tanta sorte, feneceu. E, agora, era a vez dele viver este conflito com seu filho, também Joe.

“O mundo é Storytelling e sempre foi. O que a internet pode ter causado num primeiro momento foi fazer todos escreverem sobre qualquer coisa, mas se as pessoas focarem no que é importante e significativo, há o que contar e o que passar como mensagem real, que faça sentido historicamente, de valor, que sirva para o futuro das gerações”, disse Lambert.

Para Lambert, independentemente da área de interesse, as plataformas para se contar histórias, como TV, internet e dispositivos móveis proporcionam inúmeros formatos correlatos – o que ele denominou de transmídia. O que importa é que as histórias sejam baseadas numa abordagem – que envolve quatro pilares – ciclo da história, seus elementos (da narrativa), a produção em si e, para corá-la, a celebração. Quanto às aplicações do Storytelling, são várias. Além da criatividade e voz pessoal – porque permite que qualquer pessoa possa criar a sua, promove mudança social e engajamento cívico; envolve educação e tecnologia e pode ser usada na Comunicação Corporativa.

Desde que criou seu método, Joe Lambert vem implantando suas oficinas em empresas para valorizar os conteúdos que realmente valem ouro em empresas, famílias, acervos de entidades, porque, de fato, com a informação tendo virado commodity, as pessoas perderam o foco sobre o que realmente é importante e essencial.

Como fazer o Storytelling? Os elementos são:

Uso de imagens
Música de fundo
História na primeira pessoa do singular
Início, meio e fim para cada história
Mensagem final
Música aumenta no final


Mas, e o conteúdo? É necessário:

Coletar idéias com todos os stakeholders envolvidos
Criar estória ou ciclos de histórias dentro da maior narrativa
Refinar os roteiros para servir a um propósito
Criar um vínculo emocional
Estabelecer intimidade
Evitar a linguagem emocional – mas mostrar os sentimentos


O Momentum – identificar a cena que melhor captura o significado e fazê-la trabalhar para atingir a emoção que vai capturar sua audiência

Depois, é importante que você ouça sua história para, então, compartilhá-la. E, para isso, vem a parte da montagem, quando entra o Digital... "Geralmente", diz Lambert, "o primeiro rascunho deveria vir como é, no papel, como um copião. Só depois é que se pensará nas mídias que serão usadas para sua divulgação. Porque as histórias conectam uns aos outros são. Mas mais importante é que elas conectam diferentes partes de nós mesmos", completou.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quando CEOs reproduzem NOSSO discurso, é porque está na hora de olharmos para as novas tendências a caminho


O lançamento do Social CRM pode ser a mudança de paradigma no mercado corporativo brasileiro
“O controle sobre as mudanças parece consistir em nos adiantarmos a elas, não em esperarmos que aconteçam. A antecipação nos dá o poder de orientá-las em nosso favor.”

Marshall MacLuhan

Para quem não viveu ou não pesquisou, o dia 11 de novembro é tão emblemático mundialmente quanto o mesmo dia de dois meses antes. Agora, não apenas pela coincidência de ter sido a data da assinatura do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial, como também, durante a II Grande Guerra, o dia em que a Alemanha invadiu a França e os Estados Unidos, a Itália, o 11 de novembro no Brasil, pelo menos, pode ser considerado o dia em que um empresário ecoou o mantra que nós, da área de Comunicação, vimos entoando há anos.

"O mundo já mudou. A hora é de se adaptar ou morrer." A frase foi espetacular porque dita por um Chief Executive Officer. John Lima, da Coffee Bean Technology, empresa americana nascida no vale do Silício com forte sotaque brasileiro, baseou-se em Marshall MacLuhan para encantar as plateias para as quais apresentou-se naquele dia – imprensa, clientes potenciais e especialistas –, e nos dias que se seguiram a sua rápida visita ao Brasil, que o levou a Campinas, com apresentação no CNPq, onde a empresa mantém seu centro de Desenvolvimento.

Quem não pôde comparecer à apresentação de Lima, pode (e deve) baixar o livreto intitulado The Click Company “Adapte-se à Mídia Digital ou Morra”. Está lá a menção ao sucesso de seu primeiro empreendimento – a Cyclades Corporation – conseguido graças ao alinhamento ao Linux, quando ainda novidade. A frase dita por ele na apresentação “passamos de empresa remando contra a maré, para – depois de achar a corrente correta – surfar na direção do sucesso” também figura no livro. Mas a recomendação da leitura é talvez o maior motivo pelo qual este post existe de fato. Fácil e rápido de ler, com ilustrações e tabelas, a publicação de apenas 60 páginas pretende ser a forma como a empresa pretende mostrar aos líderes empresariais brasileiros que ainda se mantêm atrelados ao antigo sistema hierárquico, centralizado, segmentado, isolado, seqüencial e lento da empresa clássica, o que nós, jornalistas e blogueiros, fazemos há mais de meia década, por baixo.

Como uma cartilha para as empresas médias, seu público-alvo, a Coffee Bean criou o conceito da Click Company, “metáfora para descrever uma empresa inteiramente alinhada com a mídia digital”. Ou seja: holística, participativa, distribuída, horizontal, assíncrona e instantânea.

De empresário para empresário

A introdução é do jornalista Renato Cruz. Ele explica porque nossos salários – dos jornalistas profissionais - baixaram tanto: lei da oferta e procura. Como luz no final do túnel, porém, diz que ainda que a internet tenha tornado a informação abundante, “mais importante que tê-la, é saber usá-la com inteligência”. O livro explica que, inicialmente, a internet foi usada apenas para reproduzir o modelo de jornalismo impresso, com seus conteúdos repassados às novas plataformas. Só mais tarde passamos a entendê-la como tecnologia com a qual passamos a interagir de forma a permitir que ela mudasse nossos padrões de reflexão e comportamento, gerando mudanças de integração social.

A partir deste momento, chega-se ao modelo de negócios tanto dos jornais, como o de qualquer outra empresa que elege o modelo hierárquico (sem mencionar a teoria descoberta por Paul Baran, em 1964, mas numa clara alusão a ela). Segundo os sócios John Lima e Marcio Saito, este modelo passou a não ter mais espaço na nova ordem econômica mundial. “A tecnologia tem o poder de vagarosamente (e sem criar resistência) (sic) nos transformar até que, finalmente, ela nos modela nossa mente.” Daí para entrar em como sugerir às empresas tornarem-se modelo no ambiente digital, o livro entra em aspectos dos efeitos da mídia impressa e digital, transição do trabalho fixo para funções transitórias, a morte do especialista, a identidade pessoal no contexto coletivo até comparar a empresa clássica x digital, apontando literalmente diferenças e sugerindo soluções para o nascimento do conceito da Click Company.

Vi claramente a chegada no Brasil do conceito já apresentado aqui no blog, um ano atrás, pelo CEO da bem sucedida Zappos, lá, na página 40. Quantos conceitos e frases ouvidos ao longo de quase dois anos de cobertura de eventos ligados às mídias sociais. Feliz, por ver que agora, finalmente, isso vai ser realidade no Brasil, das empresas que representam mais da metade do PIB do País.

Os alquimistas estão chegando

Foi assim, com livro didático, evento no estilo americano, mas com sotaque bem brasileiro, que a Coffee Bean chegou ao Brasil de onde saíram seus executivos principais. Com tecnologia de ponta, conhecimento de mercado, simpatia e até café (já que o brinde foi uma caixa de café torrado e moído e uma caneca de ágata com a marca da companhia), a empresa veio apresentar uma novidade que segue a filosofia que prega; tecnologia para os clientes surfarem em direção ao sucesso do #CRM. Isso obviamente na corrente (literalmente = stream) das ferramentas sociais: é o #Social #CRM. A Coffee Bean aposta nos dados recentes da pesquisa divulgada pela Deloitte no Brasil, de que aproximadamente 51% das empresas no País planejam investir em mídias sociais nos próximos três anos e outras 35% pretendem investir nos próximos 12 meses.

Como um CRM tradicional, o Social CRM da Coffee Bean contribui para manter esse relacionamento com os clientes, gerar leads e cultivar clientes fiéis; planejar, monitorar e gerenciar os pipeline de vendas, desde um lead ou um potencial de vendas até o fechamento da oportunidade; mas, acima de tudo, usar streams para uma fácil integração com os colegas e funcionários, dentro da empresa, e também com os clientes, potenciais e parceiros, fora da empresa.

Being strategic every day keeps the doctor away

“Se você perguntar para qualquer vendedor qual a base da venda, ele responderá imediatamente – relacionamento. Ao pessoal de Marketing, por sua vez, interessam planilhas e toda a estrutura analítica-cartesiana por trás delas, que permitem gerar relatórios e acompanhar resultados, além de dos leads de venda. Nosso software atende às demandas de ambas as áreas, trazendo o melhor para elas, maximizando o potencial de resultados”, explicou Saito. “É o resgatar da forma de fazer negócios de antes da mídia de massa. É como se fazia antigamente, quando se tinha um produto, e se vendia em redes de relacionamento como em seu bairro, clube etc..”, disse.

Marcio Saito, presidente da Coffee Bean, que lida com redes sociais desde os anos 90 e respira internet. Desde o evento, vem interagindo com todos para quem passou seus contatos de redes sociais. Por que? Mais que vender seu produto ele sabe que interagir está na ordem do dia da nova ordem econômica mundial. É adaptar-se a ela ou morrer. Para ele não é comendo a maçã que se mantém o médico longe, conforme reza o ditado popular em Inglês, mas sendo estratégico. Em seu post ele reproduziu um pouco do que apresentou aos mais de 150 potenciais clientes presentes na tarde do dia 11, em São Paulo. O presidente da Coffee Bean frisou que adotar as tecnologias sociais de computação promete reduzir o custo da comunicação, da colaboração e da entrega de informações analíticas em tempo real aos decision-makers.

Esta rapidez já é óbvia no preenchimento das planilhas de CRM. Sua plataforma é social já na entrada dos dados de um cliente potencial. A sua base é um stream semelhante ao do #twitter, integrando todas as informações das redes onde este cliente potencial está conectado; as informações vão sendo automaticamente agregadas ao sistema sem necessidade de digitação. “As Mídias Sociais estão revolucionando a forma de comprar e vender”, disse Saito. Inspirada no modelo clássico do CRM, a Coffee Bean desenvolveu um software para integrar vendas e marketing, aproveitando todo o potencial das redes sociais.

O produto é direcionado ao mercado corporativo, oferecido no formato de assinatura, seguindo o modelo Software como Serviço (SaS), ie, a ferramenta fica nos servidores da Coffee Bean, dispensando instalação local. Intuitivo e de fácil uso nos moldes das redes sociais, tem experiência similar à de quem usa o Twitter ou Facebook. O Social CRM da Coffee Bean Technology é o primeiro a chegar ao Brasil, por enquanto. Lá fora, concorre com a americana Bantam Live. Pensava até em entrar no mérito de comparar ambas, mas pensando melhor, isso fica para os veículos de tecnologia... afinal, o livro já me tomou bastante espaço de discussão, que, ao final das contas, tem muito mais a ver com este blog do que a concorrência entre os produtos, não é mesmo?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Projeto Instigar: o que acontece quando você faz análise, minha experiência com o projeto e sua derivação ... das #redessociais


Tudo começou quando... A frase, emblemática, tipifica o esteriótipo do analisado. Deitado num divã, de costas para o psicanalista - e este representado por um senhor distintamente vestido, barba grisalha... bem ao estilo Freud - ele conta sua vida, seus dramas e conflitos mais íntimos.

Ainda que os tempos sejam outros e a ortodoxia do divã tenha sido substituída pela leveza de poltronas, sofás e pufs -- porque gestos e lágrimas compõem um rico ferramental linguístico na comunicação entre paciente e terapeuta no processo analítico --, o conceito da psicanálise e as questões que motivam uma pessoa a buscá-la são vários, senão diferentes para cada uma.

No evento realizado na noite de ontem, 10 de novembro, na aconchegante sede do Projeto Instigar, em São Paulo, a diretora Débora Andrade explicou o conceito da psicanálise, relacionando-o a elementos como mecanismos de defesa, culpa, desejo etc.

Explicou, por exemplo de que se trata do estudo do inconsciente. "É o trazer o de mim que eu não sei para o mundo real... o que eu escondo de mim mesmo até o nível da consciência e lidar com isso", disse, com sua voz doce e quase maternal - no melhor sentido da palavra - porque sua voz é um "abraço de mãe".

E é também a análise do contexto psíquico. Algo como "se estou presa num conflito interno que se repete e gera sofrimentos e analiso o funcionamento psíquico por trás deste conflito, ou seja, as formas de defesa que meu inconsciente criou para não lidar com o conflito, eu tendo a enfrentar este processo e resignificá-lo para escolher uma nova forma de lidar com ele e, consequentemente, deixar de vivê-lo. Com isso, saio da zona de angústia e posso dar um salto de qualidade de vida." Complexo, não? Mas, se há o desejo de transformar - e isso foi discutido, porque só se muda quando se quer, não adianta forçar a barra de fora para dentro - esta viagem é boa demais.

A razão pela qual este assunto virou post aqui, no Mosaico Social, blog de discussão sobre redes sociais e jornalismo, tem a ver com:

1. O fato de eu ter conhecido a Débora Andrade numa rede social de Mulheres de Negócios. Graças à enorme empatia que rolou entre nós, eu me tornei sua cliente.

2. Porque um trabalho deste só pode dar certo - além de todo o o seu conhecimento orquestrando os dois grupos que faço, um com meu filhote, outro já divulgado no #twitter, o Grupo #Escolhas, porque a comunicação flui redondinha. Na transmissão, as mensagens entre emissor e receptor, ainda que subliminares, são trabalhadas pontualmente ou de forma a que aflorem no momento certo.

A gente não quer só comida, a gente quer comida e felicidade


Como a própria Débora disse ontem, "o ser humano quer prazer; e, porque não quer sofrer, usa mecanismos psíquicos de defesa para não enfrentar conflitos. Por isso, acaba, de alguma forma, fazendo escolhas erradas." O resultado pode ser depressão e sofrimento, somatização, explosões ou, o contrário, implosões em forma de sapos ou corpos estranhos "somas" - o meu caso - adenomas - ou, mais seriamente, resultam em tumores malignos.

Não importa o efeito, o desgaste é enorme - psíquico e físico. Para evitar sofrimentos, o inconsciente coloca-nos em ciladas que geram mais sofrimento. #mucholoco

E quando a pessoa não está preparada para o prazer? O que ela faz com isso, com a angústia de usufrui-lo? Há "louco" para tudo... A verdade é que existem pessoas que precisam se permitir serem merecedoras de prazer, eliminar culpas criadas muito tempo atrás, transformadas em desmerecimento. E, no meio do papo surge a palavra amor, complementada pela expressão amor incondicional. "Mas isso é coisa de mãe e pai", disse uma das participantes. Sim, na real, ninguém ama incondicionalmente, sem esperar retorno pelo investimento do carinho depositado.

"No mundo real, amor representa trabalho, é tarefa", frisou Débora. Parei, pensei e me lembrei do pequeno príncipe de Saint Exupery: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Ou apenas, em como fazer uma planta crescer. Se é preciso regá-la todos os dias, fica fácil entender que amor requer trabalho! Mas, sobretudo, requer que nos conheçamos a nós mesmos antes de amar o outro. Para podermos amar ao outro, precisamos antes nos amar. Para quem é religioso, basta ler a Bíblia... e isso também, falando em redes sociais, não é #mucholoco?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O mundo vivendo em paz: utopia ou realidade?



Com um forte sotaque argentino, Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena, resumiu "a década visionária", tema da última reunião que coroou os trabalhos realizados pela instituição vinculada à Unesco para promover a Cultura de Paz e a Não Violência em benefício das crianças do Mundo.

"Um professor americano foi ensinar esportes em uma tribo africana. Um dia, trouxe uma cesta de guloseimas e postou-a perto de uma linha que desenhou no chão atrás de onde postou todas as crianças de seu time. Ele queria mostrar que, para ganhar, um time precisava entender o espírito de competição. Cerca de 500 metros da linha havia uma árvore. O professor, então, disse ao time que ganharia a cesta de guloseimas quem, ao final de uma contagem de um a três, chegasse em primeiro lugar até à árvore.

Entendida a mensagem, o professor começou a contagem. 1...2...3!

Sem uma palavra sequer, os jovens, em movimento único, se deram as mãos e, juntos, caminharam em direção à árvore."


Foi com esta história, que, segundo seu próprio testemunho, Lia repete em salas de aula e auditórios, como o do MASP, palco do 85o. e último dos fóruns do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz, que ela comentou: "Ainda que tenhamos muito a ensinar - e o fizemos, neste tempo todo - temos muito a aprender."

De patinho feio a cisne



Após esta fala, estava oficialmente lançado o livro 2000/2010 - Cultura de Paz: da reflexão à ação. Inicialmente projetado para ser "apenas um relatório burocrático grampeado, tornou-se algo muito maior", reconheceu a uma plateia que o recebeu à chegada do evento e não somente lotou o auditório, como ainda teve, entre Ongistas, políticos, jornalistas e representantes de entidades que marcaram todos os trabalhos realizados durante a década, o rabino Henry Sobel, que presidiu a Congregação Israelita em São Paulo por anos, e o ex-secretário da Unesco no Brasil, Jorge Werthein.

Sobre o evento, em si, creio que minha querida editora e #twiga Elisabete Santana, venha a postá-lo brilhantemente, como já o adiantou aqui. Sobre a experiência que tornou o burocrático relatório nesta viagem incrível, ela também o fez aqui, o que já dividi com vários de vocês, pelo #twitter, e acho que em post, também.

Houve reivindicações que cabem mais a ela e toda a sua equipe levar adiante do que a mim. O que importa, realmente importa, é saber que nesta década se realizou muito em prol da paz no mundo e aqui também. Que é possível e viável. Havendo vontade política, de crianças, jovens, adultos, de todos, deixa de ser utopia para virar... realidade! #vQv... porque mais décadas vêm por aí... :D

domingo, 31 de outubro de 2010

Sinal dos tempos: a partir de amanhã o povo nas mídias sociais não poderá mais ser ignorado

Enquanto escrevo estas linhas, o Brasil pode, se quiser, começar a escrever uma nova história para sua vida política, econômica, social e internacional. Não importa o agente vencedor das eleições; a ele e seu partido caberão a responsabilidade de manter o País na agenda mundial. E não apenas como líder reclamante dos países emergentes.

A quem ganhar daqui a pouco caberá o dever de casa de manter olhos e ouvidos ininterruptamente abertos aos agentes sociais, indivíduos ou simplesmente povo. Porque pode ser que a nossa participação nas mídias sociais tenha sido infinitamente menor e menos expressiva que a dos americanos, que gerou o efeito Obama, levando-o à Casa Branca. A despeito do caloroso teor emocional dos conteúdos postados, não resta dúvida de que “nada será como antes” na história deste Brasil. O povo – nós – e, quando digo nós, digo todo mundo que usa as mídias sociais – e não somente quem tem diploma, demonstrou insatisfação com o status quo:
Da Política de compadres, que só faz imortalizar a corrupção pela qual nosso País é conhecido desde o tempo das capitanias hereditárias;
Da Educação atrasada, que esvai-se entre aqueles que jamais absorveriam os “desacordos” ortográficos por não saberem, simplesmente, escrever; e mesmo sem estes, esquecem-se de preposições, craseiam artigos senão masculinos para não mencionar concordâncias e outros absurdos que diariamente desfilam em timelines e textos inteiros de blogs;
Do leonino sistema financeiro, que consome nossas reservas internas, tornando o Brasil um País somente virtualmente sadio, literalmente para inglês ver. Porque, sob bases tão frágeis, com um endividamento caseio que assombra a antiga classe média sem emprego ou a nova classe média, inebriada com a facilidade de crédito, como pode um País estar bem se dados recentes mostraram que segundo Dados do Banco Central, nos últimos cinco anos, o número de brasileiros com dívidas superiores a R$ 5 mil, considerando todos os tipos de empréstimo, saltou de 10 milhões para 25,7 milhões.
Da cuecalização do dinheiro dos impostos que pagamos ou não, mas que o povo, somatório de todas as classes econômicas do Brasil, não quer ver em meias e cuecas de ninguém de partido algum, mas revertidos em benefícios ao... povo.

Sinal dos tempos, cada País tem o resultado de mídias sociais que merece pela educação que dá a seu povo. Aqui, a polarização evidenciou-se pelo calor emocional, pelas baixarias, “naturais” de um povo sem educação, que não tem conteúdo para discutir – o que se viu, inclusive, entre os próprios candidatos, infelizmente, refletindo o nível de seu povo. Uma pena.

Sem considerar esta ou aquela legenda, ao assistir ao vídeo a seguir, que mostra – como podemos pensar em mudar, sem reinventar a roda, mas absorvendo o que está se fazendo ou pensando lá fora também, deixo como sugestão o repensar de uma nova realidade. Que pode tornar os brasileiros vanguardistas, quem sabe.



Seja qual for a pessoa que vier a ser escolhida para, em 1º de Janeiro, assumir o Brasil que pensamos para nossos filhos, netos e bisnetos, desafio que deve estar além dos interesses caudilhescos, não quero, para meus descendentes, a exemplo do que a personagem do sociólogo do filme de José Padilha disse, que seu futuro seja o de que eles venham a viver em Bangu 1. E você?