segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pto de Contato Jardins inaugura semana de palestras: hoje - O futuro da Comunicação



Hoje, o Pto de Contato inaugura oficialmente seu segundo espaço, localizado nos Jardins, depois da festa, realizada no último dia 30, cujas fotos restantes continuo postando, porque foi bem bacana!

A semana será dedicada à discussão de temas ligados ao empreendedorismo, uma vez que um local de coworking se dispõe a agregar conhecimentos e gerar novos empreendimentos.



Hoje, dia 4 de outubro, o tema é o Futuro da Comunicação. Quem vai palestrar é Otávio Dias, idealizador da REPENSE, com um modelo de negócios diferente, multidisciplinar. As palestas são gratuitas e serão antecipadas com um welcome coffee. Mas, quem não puder ir poderá também acompanhar cia streaming. Basta clicar aqui.

Para acompanhar os demais assuntos, acesse diretamente o site do Pto de Contato.

domingo, 3 de outubro de 2010

Coworking: receita para relaxar a tensão do mercado de empreendedores sozinhos



E, dependendo do local, até com banheira na varanda...

Conceito bacaninha, descolado e visando a criar novos tipos de redes sociais ou nodos de rede como explicado em uma das apresentações de @augustodefranco dos novos fenômenos sociais horizontais que começam a surgir, de forma a gerar ideias, produtos, serviços e modelos de a humanidade interagir e se refazer é o coworking.

Esta alternativa surge como uma espécie de solução para quem trabalha há muito tempo no esquema de home-office e, de repente, percebe-se sozinho e com necessidade de interagir com outras mentes criativas. Mais que a união de pessoas que trabalham em um mesmo espaço, tem por objetivo ser uma encubadora de novos empreendimentos, parcerias etc. Por que? Inegavelmente o ser humano é social. Não adianta querer viver como ermitão. Fora o papo na hora do café, é indispensável trocar sobre outros assuntos, sem falar em participar de seminários, eventos etc.. E isso vai além do relacionamento virtual em #twitter, #Facebook, #Orkut etc..

Vejo com muito bons olhos a chegada, ainda que tímida, deste esquema de criar um novo mercado. A razão? Frases como a que meu filho trouxe cerca de um mês atrás: "Mãe, pessoas como você, que trabalham em casa, pertencem à economia informal, né?" "Desenvolva", respondi-lhe. Antes tivesse ficado quieta (rs!):

"Vocês não têm carteira assinada; têm empresa. Mas, se a concorrência é grande, vocês fazem muitas propostas. E na hora de fechar negócio, como quem vence é quem tem o menor preço, nem sempre vocês têm trabalho. E se vocês trabalham por jobs e isso quer dizer por tempo determinado, se os próprios clientes não querem pagar, mesmo tendo contrato (sim, ele ouve conversas ao telefone e participa de vários eventos - e porque trabalho em home-office!) então, vocês, mesmo sendo empresários do setor terciário, na verdade, nem estão na economia formal, correto?"

Claro que a esta visão seguiu-se uma megadiscussão. Busquei explicar que os livros usados hoje, na tal 7a. série/6o. ano para geografia econômica não explicam o que aconteceu com os empregos, com a terceiração, a quarterização, a quinteirização ou a questão dos caríssmimos impostos que há anos todo empreendedor no Brasil paga, num campeonato do qual o País deveria se envergonhar pela proporção inversa do que entrega de benefícios à população e blábláblá. Meu filho quis comparar-nos empresários de home-office por opção (nunca quis ter uma empresa de funcionários, mas ser fornecedora do conhecimento apreendido ao longo dos anos de estudo e prática como jornalista atuante e praticante de Comunicação Empresarial) a eletricistas ou "bombeiros" de ocasião - destes que vêm em casa consertar a pia, que fazem seus bicos, os "maridos de aluguel".

Dada a visão deturpada ensinada na escola, que não tem lugar para nos apresentar, apesar da realidade nos fazer esbarrar em eventos quase diários, procurar por locais de coworking, que possam, no meio desta questão até gerar novos negócios ou produtos, juntando expertises em empresas novas, soa como música ou a formação de um time de pessoas que apenas nunca se conheceram e passaram a frequentar o mesmo clube.

O Pto de Contato


Este foi o sentimento que me levou a ir para a festa de inauguração do novo espaço do Pto de Contato, na Rua Augusta, 2690, no 3o. andar da Galeria Ouro Fino - na chamada Laje. O local vai virar must. Além das 53 posições de trabalho e das duas salas de reunião, o charme fica na super área livre que tem nada menos que... uma \o/ banheira! Na foto, as anfitriãs, Fernanda Martins, mulher do sócio André Martins, Fernanda Nudelman Trujilho e eu.

A festa estava rolando há mais de duas horas e bombando. Tipo descolada mesmo, com banda ao vivo, balcão de bebidas com barmen, yakissoba servido em porções individuais, a banheira funcionando como geladeira das latas de cerveja e, no banheiro, supermaneiro, um cartaz sobre uma parceria muito diferente aqui. A Renova, conhecida empresa de papéis descartáveis da Europa, está apostando numa tendência que virou mania lá fora: o papel higiênico colorido, customizado nas cores do cliente.




Este foi um dos mimos que os convidados puderam levar para casa. Um luxo complementado com um pacote de lenço de bolsa também colorido e uma placa de imãs com palavras descartáveis para lembrar de coisas importantes do dia-a-dia do empreendedorismo que, a partir de amanhã e durante toda a semana de 4 a 7 de outubro, passa a ser mote de palestras para inaugurar o espaço. Tudo de graça, para promover este novo local que promete fazer a cabeça de quem já tem seu negócio, quer crescer e, preferencialmente, num espaço gostoso, com gente criativa, de mente aberta, sem caretices e, na minha modesta opinião, sem comentários baixo-astral como o que meu filho soltou e que definitivamente soou como um belo tapa na cara! Porque, alguém, no auge dos seus #enta, depois de ter crescido em plena #ditadura, passado por quase 10 pacotes econômicos, vivido o movimento das #Diretas Já, votado no primeiro presidente eleito do Brasil e também no seu #impeachment, entre outros momentos cheios de emoção, inclusive os de #trabalho... merece?


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Propriedade intelectual: Estratégia de Comunicação para lançamento de produto para diabetes



Passei semanas pensando, avaliando e finalmente decidi: está aqui, publicado, de presente para quem quiser usar ou - desmascarando eventual uso indevido de propriedade alheia, para a apresentação de ideia para ganhar ou manter um cliente - minha, total e inexoravelmente minha a estratégia para o 'teste' a que fui submetida numa agência de grande porte de São Paulo, para um processo de seleção recentemente realizado. Com todos os erros e anglicismos (professor Pasquale Neto que me perdoe - mas são vícios de "mercado", fazer o que?).

Aí vocês me perguntam: mas Vany, por que participando de processo de seleção? Várias são as respostas, algumas dicas para quem lê:

1) Na condição de microporte, agências do meu tipo trabalham com clientes tipo "start up" (mais um anglicismo), ou empreendedores que imaginam que seu pagamento pode ser: a futuro; ao estilo "bem-bolado"; em parceria; com certeza, bem mais baixo do que cobram as grandes agências. Seu pensamento funciona assim: as grandes agências têm uma estrutura enoooooooooorme para manter, por isso seu trabalho custa mais. Trata-se de verdade relativa, porque, na agência pequena, quem atende full-time é o dono, com experiência de mais de 10, 15 anos, mas, como não é o foco deste post, não entrarei no mérito de discuti-la; por comissão de venda realizada a partir do seu trabalho. Isso, claro, está definitivamente fora do escopo do tipo do trabalho, que - para o caso de Comunicação Corporativa, tem por objetivo geração/manutenção de imagem, aumento de visibilidade positiva etc..

2) Profissional seja do que for, participar de entrevistas é, no mínimo, manter-se informado sobre como o mercado caminha, o que ele valoriza, como você pode contribuir como especialista, como também entrevistar seus próprios colaboradores etc. É fazer benchmarking.

Então, ao participar de uma entrevista de seleção, estou oferecendo trabalhos de minha própria agência, trocando novas experiências e aprendendo, também novas técnicas.

Mais que isso, e o que ninguém admite escrever mas a realidade não mente, é que nenhuma empresa do ramo atualmente tem condições de arcar com 100% de sua mão de obra em CLT, com salários dignos de mercado, pacotes de benefícios que vão além dos obrigatórios por lei (seguro de vida em grupo, VT e, eventualmente vale-refeição). Aliás nem do nosso ou de outros mercados, como o de Informática e tantos outros, se começarmos a escarafunchar.

Foi-se o tempo de profissionais de comunicação e jornalismo serem empregados com um bom plano de saúde, quiçá estacionamento, previdência privada, participação em lucros, folgas após eventos exaustivos etc.. Contratada como pessoa jurídica, mesmo por períodos longos, estou, na verdade, ampliando meu portfólio, sem necessariamente fechar portas para outros jobs, se tempo e competência me sobram (mais uma dica gratuita de @mosaicosocial).

O sinal amarelo
Enviei um currículo, com base em um anúncio de blog (estranhamente retirado quando chamada 10 dias depois para a entrevista). Como a vida tem destas coisas, a data da reunião aconteceu exatamente no momento em que tudo estava pegando fogo: cobertura da Bienaldolivro_sp para o Nós da Comunicação e o livro da Bete Santana, que gerou este post que, simplesmente "não tem preço". Resultado: havia dormido apenas duas horas naquela noite; tinha três km de cabelo branco para esconder com um lencinho Hermès (para uma mulher, por menos fresca que seja, apresentar-se em uma reunião corporativa com dois centímetros de cabelos brancos é um pesadelo horrível) e lá me dirigi ao endereço, levando não somente minha já pesada bolsa, mas outra, contendo trabalhos, certificados, estas coisas que vamos amealhando durante mais de 15 anos de carreira, papel suficente para eu me sentir escrava carregando baldes de água retirada de poços da época do Império - um em cada ombro, literalmente.

O imbroglio

Papo vai, papo vem, me pediram um teste, mas não para fazer lá, e sim para ser enviado por e-mail, ainda no mesmo dia ou, máximo, na manhã do dia seguinte. Olhei para minha interlocutora com sinceros e pedintes ares de interrogação. Havia acabado de discorrer sobre toda minha situação.  Naquela noite, para variar (tudo isso dividido com meus #twigos), a #NET deu seus pitis, e só consegui abrir o e-mail dela, com a orientação para o teste, depois das 20h30.

Só entreguei a primeira parte do teste, porque caí, literalmente, sobre o teclado branco de meu laptop. Ao entregar o trabalho, tornei a explicar o motivo, lembrando as 22 recomendações que tenho no Linked In, que poderiam validar minha competência e experiência na área corporativa. De qualquer forma, se o teste fosse realmente imprescindível, abdicaria da posição, cujo cargo, para gerência de conta, era de 1/3 do que, 10 anos antes, eu ganhava como gerente de um grupo de práticas - aqui, sem benefícios.

Resultado de uma hora e meia, talvez, de um pensamento superficial sobre o que poderia ser uma primeira troca de ideias, porque o tempo rugia, e dormi, como disse, divulgo apenas para registrar que é meu o esboço de estratégia, para quem tiver curiosidade. Para mim, isso aqui tem como significado registrar o que o INPI não faz - minha propriedade intelectual sobre a "obra", que, obviamente, se feita em mais tempo, com pesquisa e tudo o mais, reverteria em algo muito melhor. 

Se a hipótese existir de fato, e a empresa farmacêutica tiver recebido isso de qualquer agência, fica a dica: a procedência não é exatamente da agência que a terá apresentado como dela, mas de outrem - tenho os e-mails comprobatórios e obviamente docs etc..

Mas o que te deixou intrigada a ponto de pensar que poderia ser esta a opção da agência que, se não informada aqui não tem o que temer, me perguntaram várias pessoas? O pedido para que o teste fosse enviado em DOC, não no próprio corpo do e-mail, ou, se possível, em power-point. Isso sim, foi a pedra que me deixou o sapato extremamente ... desconfortável.

Estratégia para lançamento de remédio para diabéticos

Hipótese: Uma empresa farmacêutica acabou de desenvolver um novo produto para o tratamento da diabetes. Há estudos que comprovam a eficácia da droga em comparação àquelas já existentes no mercado, e há speakers disponíveis que podem falar a respeito, que defendem a utilização do medicamento no tratamento principalmente de pacientes do tipo 2 da doença – os speakers fazem parte do board médico da empresa. Não há estudos disponíveis entre o público brasileiro, apenas estudos realizados em outros países. Além disso, o medicamento custa cerca de 3 vezes mais do que os concorrentes já estabelecidos no mercado brasileiro. Para ampliar a utilização de seu novo medicamento, a empresa tem um objetivo: fazer com que o Sistema Único de Saúde adote-o em sua lista de remédios previamente aprovados para compra e repasse a pacientes do sistema público, além de ampliar a adesão dos planos privados ao tratamento, fazendo que eles também incluam a droga em suas próprias listas. Diante deste cenário, como a Comunicação deve atuar, e em que áreas, de forma a contribuir para o alcance destes objetivos?

Minha sugestão

O novo produto contra o diabetes

Este lançamento representa uma excelente oportunidade, considerando os alarmantes índices de crescimento da doença no Brasil, seguindo uma tendência mundial.

Ao dispormos de estudos que comprovam a sua eficácia, e speakers disponíveis, temos vantagens competitivas para desenvolver várias ações envolvendo toda sorte de material de consulta e divulgação (newsletter, e-mail marketing interno e externo, teasers, folders, cartazes, jornal-mural etc.):

Público interno:
Campanha de conscientização quanto à prevenção da doença e, em caso de manifestação, do correto uso do novo medicamento.

Área de vendas:

Desenvolvimento de conteúdo explicativo para uso junto às farmácias e visitas a médicos, com distribuição de amostras – e material de consulta para deixar em salas de espera etc., (até display eventualmente).

Comunicação ao mercado:
Web-site: lançar teasers iniciais até o lançamento
Blog, com extensão para teaser via twitter, Facebook e Orkut, com vídeos postados no Youtube, e até uma eventual criação de personagem infantil para jogos interativos: canal de comunicação exclusivo para discussão do tema, criando uma comunidade cativa, em que além de discutir e trocar informações sobre como prevenir, atuar na linha do aconselhamento e, subliminarmente, falar do produto – Como o blog é democrático, pode atrair tanto pessoas comuns – de todas as idades - como técnicos também (médicos, farmacêuticos, especialistas de Planos de Saúde etc.).

Imprensa:

Além do beabá tradicional do lançamento – em que devemos avaliar no momento do lançamento se vale a pena fazê-lo via coletiva ou não (vai depender de momento político, de questões de mercado ligadas às indústrias farmacêuticas, de fatores que sejam importante considerar na ocasião) é importante se preparar para a “enxurrada” de perguntas tipo “crise” que virão. Certamente, o maior issue da empresa está na questão preço. Historicamente as indústrias farmacêuticas não são exatamente vistas com bons olhos por causa dos preços de remédios, uma das razões pelas quais o Brasil levou à frente o acesso às patentes para a produção dos genéricos. Caberá à área de Comunicação esmiuçar bem com a empresa todas as vantagens competitivas do produto para poder calçá-la em relação aos questionamentos que virão dos stakeholders sobre a diferença de preço x benefícios aos doentes (vantagens competitivas em relação aos similares nacionais).
Pode não ser interessante – num primeiro momento - abordar o objetivo da empresa em fazer com que o SUS utilize o remédio até que o assunto esteja bem encaminhado (ver adiante) e a empresa esteja já em curso com ações nesta direção. Importantíssimo:
• Levantamento do número de casos de diabetes no Brasil nos últimos cinco, 10 anos;
• Levantamento de casos de sucesso de uso com eventual resguardo de fonte (ou não – aprovação de uso de nome e imagem desta);
• Expectativa da empresa em termos de erradicação da doença a partir do lançamento anunciado;
• Avaliação sobre eventual visita às instalações industriais onde o medicamento está sendo produzido (me parece um pouco batido...);
• Outros.

Marketing:
A disponibilidade de speakers para explicar o tratamento realizado com o novo remédio nos permite encaixá-los num processo de multiplicação de informação junto à classe médica. Isso pode acontecer por meio de participação da Empresa em Seminários, Congressos Médicos etc., com apresentações de trabalhos científicos sobre o produto também. À Assessoria de Comunicação caberá o levantamento de eventos do setor e o oferecimento deles como fontes com as pesquisas para apresentação (sendo a empresa patrocinadora de parte de quota de eventos do setor), quiçá ela mesma promover, em esquema de Road Show, em cidades que considere target, com clientes-chave, estas apresentações – no caso envolvendo clientes de Medicina, Planos de Saúde, com coletivas locais para cada ocasião.
Os speakers podem também ajudar na elaboração de artigos em mídias técnicas – ou seja, a parte técnica e de formação de opinião junto à classe que indicará o medicamento aos usuários finais.

Relações com a comunidade:
O fato de não haver estudos disponíveis no Brasil não creio ser problema, até porque acredito que, a participação dos speakers, integrantes do board médico da empresa, será de fundamental importância para iniciar o processo de elaboração de discussões acerca do produto, levando médicos brasileiros a testar o produto, quiçá levando-os a esmiuçá-lo do ponto de vista de suas características a partir do uso em grupos, comparativamente a outros (é uma possibilidade a médio/longo prazos). Mas há algo que, acredito, a empresa pode fazer para criar uma ambiência favorável que PROVE a eficácia de seu lançamento, dados seus objetivos bastante audaciosos de querer que além dos Planos de Saúde venham a implantá-los, o próprio SUS também o faça:
Se a empresa tiver orçamento para tal, pode, se não anunciar ser mantenedora oficial de um Centro de tratamento de diabéticos, fornecendo o tratamento com o medicamento que está lançando e, no acompanhamento, ter médicos residentes estudando e criando trabalhos de tese que comprovem os resultados efetivos do produto, quem sabe, junto ao lançamento do produto, pensar em criar um Centro de Estudos sobre Diabetes, ao qual venha a atrair jovens médicos para a especialização, numa ação que – por envolver a comunidade médica, leve também à criação de teses locais etc...

Lobby:
A cada ano, a Anvisa vem aumentando seu poder de controle sobre a indústria farmacêutica. Mais do que isso, em pleno ano de eleição, quando o troca-troca de políticos que está para ocorrer deverá mexer com Ministérios, Secretarias e outros órgãos de Saúde, acredito que a indústria, que tem este ousado objetivo, deva atuar em duas frentes distintas:

• Aguardar o resultado das eleições, para, na sequência, a partir da consulta, em conjunto com seu assessor/diretor jurídico, a um escritório de lobby conceituado desta área, avaliar a viabilidade do sucesso em um investimento neste campo.

• Quanto aos planos de saúde, Além da ANS, que pode ser incluída no trabalho acima, vale todo um esforço de RP baseado em realização de eventos especificamente voltados para representantes específicos responsáveis pela adoção de remédios em suas listas dentro de cada plano, passando por envio de malas-diretas informativas, parcerias etc., entre outras ações, dependendo, obviamente da verba disponível para tal.

Há várias outras ações que podem ser pensadas – inclusive envolvendo outros públicos – como as próprias Faculdades de Medicina, Encontros com Blogueiros, mas isso demanda tempo e verba. Tendo sido entrevistada às 16h, e com meta de apresentar este projeto em apenas duas horas, é o que, a princípio, posso oferecer como visão estratégica para este cenário.


Cordialmente,

Vany Laubé

[(Imagem: Escher – Drawing Hands (1948)]

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Jornalista mundialmente reconhecida pelo Bob Awards e sem trabalho:


o Brasil não merece o Brasil

Ela poderia desfilar uma soberba ainda maior que muita figurinha adorada e seguida – no #twitter (sempre ele, claro!), por fãs vindos de todas as partes do Brasil, de diferentes tribos e grupos. Mas, com perto de três mil seguidores – dos mais seletos, diga-se de passagem, ela se mantém focada nos planos de realizar as 100 coisas que postou como metas a realizar antes de chegar aos 40 anos, algumas delas tão simples como fazer massagem pelo menos uma por mês ou comprar um netbook. Mas por que escrevo em soberba e falo dela como celebridade, se ela mesma se apresenta como mulher simples?

Pausa:

Ana Paula Magalhães ou apenas Ana Magal é carioca “da gema”, apesar de ter tatuado nas costas o edifício Banespa, de São Paulo (ninguém é perfeito – eu, paulistana, já declarei minha alma carioca, depois de viver 23 anos no Rio e decidido ter meu filho no Rio – mas não tenho tatuagem). Feminina ao extremo é jornalista por vocação e opção (esta, sim uma coincidência) – escolha feita dez anos depois de completar o 2º. Grau, após passar pelo mercado de trabalho exercendo as funções de professora, operadora de caixa, vendedora, secretária, enfim, depois de conhecer a vida e buscar realmente optar pela profissão que lhe fizesse feliz.

Este ano, por indicação dos leitores, Ana Magal foi finalista do disputado concurso internacional The Bobs Awards 2010, na categoria Weblog em Português. Ler seu post a respeito mostra bem quem ela é. Ao invés de capitalizar a oportunidade para ela, pede votos ao colega Antenor Thomé e sente-se pequena diante de ícones que admira como @inagaki, do blog Pensar Enlouquece, e do @pergunteaourso.

Um pouco de história:

Seu “PJ” (até então eu achando se tratar de “Pessoa Jurídica” – dadas as atuais condições do nosso mercado de trabalho), como ela se refere ao blog Profissão Jornalista foi criado como Kerokollinho no antigo blogger.com.br, há 11 anos. Como diz o nome do espaço, o momento de criação era de busca de colo.

A história do blog ela conta em seu mais novo espaço, o “filhote” Tele-Visão, no qual ela opina sobre o que se passa nas telas de Cinema e da Tevê. “Já fui muito criticada por causa deste último, mas o espaço é meu, e sendo blog, falo o que bem quero, acho ótimo provocar discussão”, diz. Há ainda outra cria, na qual ela divulga informações e discute o universo feminino, o Feminina Plural.

Entre as melhores do mundo

Ficar entre os melhores do mundo em língua Portuguesa, sem ter se esforçado para isso, apenas seguindo seu instinto natural de fazer o melhor de si em tudo que se envolve: “Sou uma vencedora”, diz, altiva, mas sem perder a humildade, sorrindo tímida, encolhendo-se, até, na tela do Skype, por onde a entrevistei. Ela se agita quando tem que explicar ao povo que não entende isso, que tem a mente brasileira de achar que vencer é “levar a taça”.
1) Não mexi uma palha para ser indicada; fui informada via e-mail, enviado pela própria organização do The Bobs, e os votos, recebi via internet.
2) Ficar entre os 11 melhores weblogs mundiais em Língua Portuguesa, gente, isso não é uma vitória?

Ana Magal! Para mim, referência especial num oceano de gente sem metade de sua vivência de pôr a mão na massa, de entrar a fundo na “bagaça”, de entender a “física” quântica do processo para vencer.

Ela enumerou 100 metas, eu lhe sugeri focar em apenas três: com lide completo, que aprendi também recentemente, no grupo EmpreendedorAs do qual participo. Só falta isso para ela, meu novo ícone, como Thomas Edison, que tentou 99 vezes, chegar à centésima vez para descobrir a sua receita do sucesso completo.

Ana Magal: Jornalista amante da Comunicação Empresarial, conhecedora como a palma da mão do universo das mídias sociais, com seu blog entre os 11 melhores do mundo em Língua Portuguesa tem uma questão aberta. Por questões de saúde, ela precisa de um “Extreme Make Over” para se cuidar, voltar a se amar, focar suas metas, arrumar um emprego decente e, porque ama São Paulo, quem sabe vir para cá. E, finalmente, reconhecida pela sua extrema capacidade aqui no seu País, ser feliz. #RF #RT!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A aula magna: Randy Pausch foi professor. Do que? De vida!

Last Lecture: Achieving Your Childhood Dreams é o nome deste vídeo que achei por acaso na madrugada passada. Mexeu com minhas estruturas as mais internas, depois de um dia de muita discussão e trabalho.

Ontem, dia 25 de agosto dois anos e 1 mês depois deste magnífico professor partir para o andar de cima (e as razões ele explica no início de sua apresentação) - como eu poderia saber disso, não tenho a menor ideia - numa destas viagens que se começa a fazer pela web, ao se perder em links que te levam a outros, achei este diamante.

Como em uma vida, passei por todas as emoções que um ser humano é capaz de produzir ao ouvi-lo. Ri, seriamente o ouvi, aprendi, me emocionei, lembrei-me de situações saia-justas, dos que me fecharam portas, das pessoas de quem reclamei e quem reclamaram de mim, das que ajudei e elogiei também e, claro, chorei de empapuçar o teclado.

Acabo de postar o seu link no #twitter, por razões mais que óbvias, e no Facebook. Mas, como não blogo há tempos, e porque sempre digo em meus podcasts, a internet é para sempre, faço questão de que este vídeo fique no meu blog querido, como referência para meu filho e leitores de #liçãodevida, #honra, #empreendedorismo, #resultados, #imaginação, #divertimento, #realização, #sonho, #determinação, #exemplo do que um Homem - no sentido da #Humanidade, com H maiúsculo deve e ainda pode ser.



Acredito que somos capazes de mudar, sem vínculo a qualquer partido, apenas com nossa determinação. E sem ter sobrenome Guanaes, Jobs, Turner, Murdoch ou Gates. Eu fico com o recado de Pausch! E, quem sabe, um dia, eu consiga escrever o meu próprio, para deixar para meu filhote, um autêntico Laubé... Bom dia!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mais um ano se passou...



E, o que há de novo em mídias sociais?

Quem se lembra da música do Cassiano, "A Lua e eu"?. Pois é, mais um ano se passou, eu nem ouvi falar seu nome, porque fiquei – eu e mais alguns milhões de profissionais - enfurnada no estudo constante das novidades sobre as mídias sociais. "A Lua e eeeeu".

A lua segue diariamente sua maré em constantes e programadas mutações; o Facebook parece ser a rede social que mais aparece nas mídias – tradicionais e novas – em manchetes devido a escândalos ou notícias sobre problemas com privacidade de dados de clientes e/ou parcerias nem tão transparentes assim. Fora isso, as novidades das timelines de jornais e Twitter concentram-se em infográficos cada vez mais elaborados. Seus conteúdos? Senão reprise de como lidar com as mesmas mídias que estão aí, o vai-e-vem de suas performances na web – acessado por milhões de computadores em desktops ou laptops, netbooks e similares, na mídia que deverá, em breve, desbancar tudo isso: os celulares do tipo I-touch.

Por pouco mais de 15 dias, fiquei fora do Twitter, minha rede social preferida, e o que vejo de mais interessante? Exatamente as discussões – quase súplicas do mercado acerca da Apple investir logo na compra do Android para acabar de vez com caprichos egocêntricos de seus próprios funcionários para abraçar a hegemonia do mercado e, com Google, assumir a frente do mundo convergente.

Mas, e sobre as mídias sociais? Muito pouco ou quase nada de NOVO. Senão, vejamos:

  1. Evan Williams, um dos sócios do #Twitter anunciou (e eu... acreditei!) poucas horas depois do anúncio de que o Brasil sediaria as próximas Olímpiadas, que, em princípio de Janeiro, a plataforma estaria traduzida para o Português. Até agora, nada.
  2. Mesmo com injeção de capital, muita gente apostando no vôo de águia do pássaro, ele continua piando bastante, mas somente agora começa e, ainda muito timidamente, a dar suas primeiras tentativas de vôo comercial. Depois da entrada de Toy Story 3D em maio... ninguém mais se atreveu a investir nele e se o fez, não aparece nas listas do trend topic. Por que? Numa breve tentativa de busca de informação, tanto no Google quanto no próprio Twitter, nada!
  3. E o próprio Facebook? Depois daquela mudança de visual que pouco agradou aos usuários, gerando até um dia, em maio, para um Au revoir geral – não deu certo, é verdade - parou de trazer novidades que pudessem ser mote de matérias. Quem aprendeu a se dar bem com a ferramenta está faturando – empresa, pessoa ou hacker, conforme mostrou a revista Época da semana passada, em detalhes.
  4. Isso sem falar na onda Google, que entrou num marasmo de dar dó, bem como o Orkut – que, apenas para não deixar por menos, acrescentou uns papéis de fundo e uns gadgetzinhos para seu público não abandoná-lo de vez.

No mais, o que sucede-se a todo o boom que aconteceu em 2009 foi ou me parece estar sendo é o de que – fora a enorme facilidade de contato com pessoas com as quais você jamais teria acesso antes "na história deste País" ou mesmo mundialmente –, tenho a impressão de que as mídias sociais vivem uma curva de estabilização no que têm para oferecer como tecnologia. O que virá, agora, dependerá do uso que faremos e/ou já estamos fazendo delas. Será? Este post é uma provocação, e, certamente, terá continução. Até lá... ficamos com a música de Cassiano... A Lua e euuuuuu....(foto: 3.bp.blogspot.com/.../S900-R/Lua1.jpg)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nós e a Internet: Burros ou superficiais?


Fui escrever um comentário surgido a partir de um tweet enviado pelo Grupo Foco esta manhã, mas como nunca consigo ficar somente em apenas cinco linhas, acabou que ele virou um...post! Por isso, achei que seria bacana dividi-lo com todos, why not? Na verdade, achei que valeria a pena porque logo na sequencia, o jornalista José Luiz Goldfarb usou o mesmo ambiente virtual do pássaro azul para defender uma lei da ONU – Organização das Nações Unidas – de tornar a leitura para bebês uma prática obrigatória. E, como eu, desde que meu filhote era bebê, pratiquei esta ideia, conforme prova o flagra da sua imagem aqui na tenra idade de um ano, achei que valia a pena juntar também os dois assuntos, como não é raro em meus posts aqui neste espaço social de pequenos mosaicos...

Não, não creio que a internet esteja nos tornando mais burros – muito pelo contrário. Graças a ela temos mais acesso a mais conteúdo de mais tipos de mídia – "como nunca antes na história da" civilização.

Acho que o que ela pode estar fazendo com a gente é nos tornar superficiais. Afinal, a quantidade de informações a nos distrair é tamanha, que na ânsia de querer assimilá-las, acabamos por ler na diagonal, tentar pegar o “sumo da laranja” – e, não raro, não entramos a fundo na leitura. Numa comparação tosca, percebe-se quem é da geração "baby boomers" e Y na internet ao ler diferentes blogs. Os que contiverem textos de até 10 linhas são inevitavelmente escritos pelos últimos e os de textos mais longos ( tipo assim, os meus, rsrs) bingo!

O que segue, é parte do que foi enviado como comentário ao post da Foco (que nem sei se foi publicado) com o tempero que me permiti fazer depois, para este meu blog, claro. (Foto: álbum de família)

Como soube deste material via Twitter, entro com meu arroba! ;o) Então, entro como @mosaicosocial

A manchete foi boa, mas não reflete nem o material do livro, muito menos o conteúdo sobre o qual este post versa. Uma coisa é achar que a internet possa estar nos tornando burros, o que me trouxe aqui para - logo de cara - fazer um desagravo! Mas o próprio texto do colega Rafael Kenski aborda que, na verdade, o tema tratado é o da superficialidade. Convenhamos, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Sou exatamente da geração que estava no mercado de trabalho e pegou a introdução da internet em todas as cadeias produtivas, gradativamente, mudando carreiras, acabando com algumas, tornando outras melhores. Dizer que a Internet esteja nos "burrificando" (adoro um neologismo, Eline e Tati, que me acompanham no Twitter sabem!) é D+. Acredito muito que, graças a ela, minha geração, inclusive, teve acesso a uma riqueza de informação "nunca antes vista" neste e em qualquer outro País, simultaneamente ou em diferentes lugares, de diferentes fontes.

Troquei, em 1993, a oportunidade de ir pessoalmente pela viagem virtual ao Louvre ao comprar meu primeiro PC, uma coisa que - comparativamente - equivalia a toda viagem paga a Europa por uns bons 15 dias. Fui da geração BBS, Alternex etc...

Não canso de dizer e repetir, como papagaio do jornalista Paulo Henrique Amorim, quando o Google começou, que ele era nosso "oráculo". Isso antes de se tornar, poucos anos depois, nosso maior "algoz", de certa forma. Porque, tornando o jornalismo de indexação o grande "ovo de colombo" de sua patente algorítmica, apesar de como PR, achar fantástica a ideia, como jornalista e produtora de conteúdo, vejo meu mundo cair. De qualquer forma, no frigir dos ovos, esta passa a ser outra discussão.

Generalista ao extremo

Sim, existe superficialidade cada vez maior. Mas isso se deve ao fato de nossos cérebros ainda estarem se acostumando à imensa quantidade de informação que recebe diariamente. É preciso tempo para que eles consigam se formatar para processar tudo isso. E acho que a cada geração temos provas do quanto isso está ocorrendo. Eu saí da maternidade enrolada num cobertor (o cueiro) com meus braços “amarrados”. Meu filho, este já saiu de olhos abertos – parecendo me reconhecer por onde eu fosse. Eu já conversava com ele na barriga, cantava-lhe músicas ou colocava algumas para ouvir - clássicas, de acordo com o signo dele, tudo o que aprendi em curso de mãe e busquei fazer usando o bom senso.

O livro

Aí ele nasceu e vieram os livros infantis – seu primeiro contato com as letrinhas. Porque seu nome é Daniel, ele ganhou a saga de Daniel na cova dos Leões, este que ele "lê" na foto deste post. Mas, claro, ele teve os livros de bebês de pano, de plástico, imagina, livros que podem ir para a banheira, com grandes e deliciosas figuras educativas? Nós, que vivemos delas e adoramos as letras, que não tivemos nada isso, viajamos de alegria e curtimos mais que eles as tardes em livrarias com contadores de histórias a caráter... fizemos muito disso em tardes de sábado... Bom, mas Daniel teve... superlegal.

Me perco, então, imaginando como será a geração dos filhos dele, ou as gerações que virão ainda depois destas? No mínimo, devem sair da maternidade já andando e com os dedinhos brincando provavelmente numa terceira geração de iPAD, quem sabe um ZPad... Alguém duvida?