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segunda-feira, 12 de março de 2012

Métricas em mídias sociais: do retrovisor ao pára-brisas

Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) 
O balaio de dúvidas sobre o que, quando, onde e por quê entrar em redes sociais tem sido o maior obstáculo de quem tem um negócio e ainda não sabe se entra ou não em ambiente social para aumentar suas vendas. Para responder a isso, fala-se muito de como medir resultados neste ambiente, que é digital e (ahã!) não existe sem dados.

Mas, e aí, José?  Que dados medir? Quando medir, com quem medir?  Lição número 1 é entender que, como o mundo real, o digital é multifacetado, formado por todo tipo de pluralidade, de segmentos os mais variados e só pode ser entendido e gerenciado em equipes multitarefa, especialmente se o objetivo por trás de uma participação é a geração de lides de vendas.

Partindo deste pressuposto inexorável, a conclusão é a de que o segundo painel do WebExpoforum foi polêmico. Reuniu Marcelo Coutinho, (diretor de marketing intelligence do Terra Latin America &USA), Guilherme Rios, (sócio-diretor da Social Agency), Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom) e Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) para discutir  Como medir o engajamento nas redes sociais.  E deu muito pano pra manga!

Social Media + CRM = o casamento ideal = Social CRM


Que medir é preciso, nenhum dos presentes discordou. Mas enganou-se quem veio em busca de respostas fechadas para a dúvida de como medir o engajamento em redes sociais certamente. Saiu sem levar uma receita de bolo... mas várias. Isso porque cada um/empresa pode medir o que é importante para provar isso ou aquilo de sua marca.  
"Não há digital sem dados", disse Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman), mas "também não dá para fazer concurso para gerar consumidores". É ineável que determinado volume de engajamento incorra em fechamento de vendas, mas há que se encarar que o desafio maior de ser tão criativo com uma ação quanto com a sua própria fórmula de gerenciar as medições dos seus resultados. Exemplos não faltam, e Bicudo até apresentou uma fórmula, a que mede Interações no Facebook:  


Interaction Score = likes + 2  x Coment
                             --------------------------
                                         Fans


"Cada companhia precisa encontrar o formato que realmente vai significar aumento de negócios, porque cada métrica leva a um objetivo de interação", completou.  Na Wunderman, utilizamos um formato 3D que considera variáveis de contribuição de valor pessoal, nível de engajamento, potencial de influência na rede, entre outras. "Não é preciso olhar todos os dados, mas os que sejam mais importantes influenciadores no fechamento do seu negócio. A melhor equação desse processo está mesmo no casamento entre o Social Media e a plataforma desenvolvida para desenvolver as ações neste campo, o CRM", complementou.

Sem bala de prata


"Não existe bala de prata em social media, onde as métricas são as mais diversas e de credibilidade tão duvidável quanto as que sempre foram tiradas quando as mídias eram as tradicionais", salpicou Marcelo Coutinho, que provocou a plateia: "Como comparar a quantidade de pessoas atingidas por uma mensagem de outdoor se não houve um like ou alguma ação que permitisse chegar a uma conclusão?  As métricas que usamos em mídia tradicional tinham ou têm tão pouca credibilidade quanto a que, por exemplo, gerava interesse sobre o número de clicks em banners de sites da era 1.0".  Para Coutinho, desde a mostra pesquisada até o período em que uma pesquisa tenha sido feito, os dados sempre foram analisados com base em crenças, e não ações que as mídias sociais permitem muito mais, em função da interação direta pessoa/marca.  "Ainda assim, é preciso ir além de número de seguidores, que podem não ter significado algum em termos de interação", disse. Ele acredita que o grande lance está em saber computar o que é real impacto causado por uma interação + o número de pessoas envolvidas nesse impacto + o quanto tudo isso gerou de negócios reais a partir de uma campanha. Ou, como  complementou Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom), "é a qualidade do uso dos dados obidos por meio da plataforma de CRM que vai permitir avaliarmos o quão bom são efetivamente os resultados apurados". 

Para concluir o debate -- não o tema -- os painelistas concordaram que as redes sociais têm permitido uma mudança de foco.  
Se antes os institutos de pesquisa se baseavm em fatos retroativos para chegar a uma crença que pudesse se reverter em tendência, hoje, os fatos estão no pára-brisas graças às redes sociais.  E a competência dos Data Metrics está aumentando  cada vez mais.  Quem não se atentar para as métricas divulgadas por eles, nos próximos dois anos, vai morrer como negócio. #olhovivofarofino



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Digital Storytelling


Uma forma de juntar as facilidades das novas mídias para embalar o passado em humanas e sensíveis histórias


Inevitável sucumbir à inspiração de criar uma história sobre si mesmo, sua família, seu bairro, a comunidade, a cidade, a escola ou mesmo o novo grupo de twitteiros que se juntaram em uma confraria tão unida como já não se via há muito, desde que o individualismo aninhou-se entre todos de forma avassaladoramente só. E tudo isso sob uma ótica romântica, sensível, se não ainda com um final feliz depois de período de enormes dificuldades, semeando o crescimento.

Difícil não sair inebriada de ideias e querendo tirar do baú histórias ou transformar aquele livro de contos em um formato transmídia para torná-lo finalmente, concreto. Um evento que tenha tido como palestrante Joe Lambert, fundador e diretor do Center of Digital Storytelling, para falar sobre o que é e como fazer esta "Contagem de histórias digital", é, simples e totalmente causar tudo isso.

Texano de forte sotaque, Lambert foi quem criou o método que propõe o uso de mídias digitais nos processos de registro e criação de narrativas orais, sejam individuais ou coletivas – quer dizer, para pessoas ou empresas. E casos reais existem com assinaturas da Hewlett Packard, Apple Computer e Procter and Gamble, para citar algumas.

Co-organizador e curador de diversos festivais e conferências sobre storytelling digital em todo mundo e com formação em Teatro e Ciência Política, Joe Lambert esteve na manhã de hoje em São Paulo, contando histórias e ensinando também uma plateia formada por profissionais de Comunicação Corporativa, RH e jornalistas a fazê-lo durante o 1º Seminário Internacional de Storytelling. A iniciativa resulta do envolvimento entre a Associação Brasileira das Empresas de Comunicação - Aberje, (que postou já sobre o assunto) a Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA, o Espaço Memória Votorantim e o Museu da Pessoa.

Por meio de um convênio de parceria, eles realizaram o evento cujo título foi "Como as histórias estão transformando os negócios – Fórum permanente de gestão do conhecimento, comunicação e memória", mas poderia ser ainda, “Como as histórias podem te transformar; aqui e agora”. O grupo de entidades prevê a organização de uma série de seminários internacionais do gênero, que deverão juntar empresas, fundações, acadêmicos e instituições de referência nos temas abordados para discutir o valor das histórias como fonte de conhecimento para as empresas. Com isso, eles devem promover a reflexão sobre a história do desenvolvimento do país e fomentar o surgimento de linhas de pesquisa que enfoquem as histórias de vida nesse processo.

Mas, o que vem a ser Storytelling?


Para quem não teve a oportunidade de estar no evento, achei que seria mágico OUVIR Joe Lambert. E como a internet é um grande oráculo, basta fazer a pergunta certa e voilá para o que você está procurando.

No podcast a seguir, passados os minutos iniciais, depois de apresentado, Joe Lambert repete o conceito de Digital Storytelling que revelou a uma plateia numerosa, interessada, questionadora e participativa, no auditório do Espaço Memória Votorantim.



aperte aqui

A prática

Depois do meu primeiro ano de estudo das mídias sociais, em que a tônica foram as novidades em ferramentas, participar de eventos ligados ao que as novas mídias vêm proporcionando de mudança no nosso cotidiano tem sido uma experiência única e espetacular.

Na vivência do fórum de hoje, Lambert usou para sintetizar o conceito de Storytelling um filmete de não mais de três minutos, elaborado por ele próprio. Os recursos não foram caros; apresentação em Power Point, fotos de família, algumas em PB sobre fundo brando e mensagens escritas gentilmente em inglês e português. Enquanto isso, ao fundo, sua voz propositalmente empostada contava sua história, tendo também, ao fundo, uma doce melodia. A ela cabia emoldurar o conflito pessoal sobre a questão do uso da bebida pelo filho. Algo que por gerações abalou toda a família Lambert. O pai de Joe foi alcoólatra e conseguiu superar a doença; seu irmão, sem tanta sorte, feneceu. E, agora, era a vez dele viver este conflito com seu filho, também Joe.

“O mundo é Storytelling e sempre foi. O que a internet pode ter causado num primeiro momento foi fazer todos escreverem sobre qualquer coisa, mas se as pessoas focarem no que é importante e significativo, há o que contar e o que passar como mensagem real, que faça sentido historicamente, de valor, que sirva para o futuro das gerações”, disse Lambert.

Para Lambert, independentemente da área de interesse, as plataformas para se contar histórias, como TV, internet e dispositivos móveis proporcionam inúmeros formatos correlatos – o que ele denominou de transmídia. O que importa é que as histórias sejam baseadas numa abordagem – que envolve quatro pilares – ciclo da história, seus elementos (da narrativa), a produção em si e, para corá-la, a celebração. Quanto às aplicações do Storytelling, são várias. Além da criatividade e voz pessoal – porque permite que qualquer pessoa possa criar a sua, promove mudança social e engajamento cívico; envolve educação e tecnologia e pode ser usada na Comunicação Corporativa.

Desde que criou seu método, Joe Lambert vem implantando suas oficinas em empresas para valorizar os conteúdos que realmente valem ouro em empresas, famílias, acervos de entidades, porque, de fato, com a informação tendo virado commodity, as pessoas perderam o foco sobre o que realmente é importante e essencial.

Como fazer o Storytelling? Os elementos são:

Uso de imagens
Música de fundo
História na primeira pessoa do singular
Início, meio e fim para cada história
Mensagem final
Música aumenta no final


Mas, e o conteúdo? É necessário:

Coletar idéias com todos os stakeholders envolvidos
Criar estória ou ciclos de histórias dentro da maior narrativa
Refinar os roteiros para servir a um propósito
Criar um vínculo emocional
Estabelecer intimidade
Evitar a linguagem emocional – mas mostrar os sentimentos


O Momentum – identificar a cena que melhor captura o significado e fazê-la trabalhar para atingir a emoção que vai capturar sua audiência

Depois, é importante que você ouça sua história para, então, compartilhá-la. E, para isso, vem a parte da montagem, quando entra o Digital... "Geralmente", diz Lambert, "o primeiro rascunho deveria vir como é, no papel, como um copião. Só depois é que se pensará nas mídias que serão usadas para sua divulgação. Porque as histórias conectam uns aos outros são. Mas mais importante é que elas conectam diferentes partes de nós mesmos", completou.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mais um ano se passou...



E, o que há de novo em mídias sociais?

Quem se lembra da música do Cassiano, "A Lua e eu"?. Pois é, mais um ano se passou, eu nem ouvi falar seu nome, porque fiquei – eu e mais alguns milhões de profissionais - enfurnada no estudo constante das novidades sobre as mídias sociais. "A Lua e eeeeu".

A lua segue diariamente sua maré em constantes e programadas mutações; o Facebook parece ser a rede social que mais aparece nas mídias – tradicionais e novas – em manchetes devido a escândalos ou notícias sobre problemas com privacidade de dados de clientes e/ou parcerias nem tão transparentes assim. Fora isso, as novidades das timelines de jornais e Twitter concentram-se em infográficos cada vez mais elaborados. Seus conteúdos? Senão reprise de como lidar com as mesmas mídias que estão aí, o vai-e-vem de suas performances na web – acessado por milhões de computadores em desktops ou laptops, netbooks e similares, na mídia que deverá, em breve, desbancar tudo isso: os celulares do tipo I-touch.

Por pouco mais de 15 dias, fiquei fora do Twitter, minha rede social preferida, e o que vejo de mais interessante? Exatamente as discussões – quase súplicas do mercado acerca da Apple investir logo na compra do Android para acabar de vez com caprichos egocêntricos de seus próprios funcionários para abraçar a hegemonia do mercado e, com Google, assumir a frente do mundo convergente.

Mas, e sobre as mídias sociais? Muito pouco ou quase nada de NOVO. Senão, vejamos:

  1. Evan Williams, um dos sócios do #Twitter anunciou (e eu... acreditei!) poucas horas depois do anúncio de que o Brasil sediaria as próximas Olímpiadas, que, em princípio de Janeiro, a plataforma estaria traduzida para o Português. Até agora, nada.
  2. Mesmo com injeção de capital, muita gente apostando no vôo de águia do pássaro, ele continua piando bastante, mas somente agora começa e, ainda muito timidamente, a dar suas primeiras tentativas de vôo comercial. Depois da entrada de Toy Story 3D em maio... ninguém mais se atreveu a investir nele e se o fez, não aparece nas listas do trend topic. Por que? Numa breve tentativa de busca de informação, tanto no Google quanto no próprio Twitter, nada!
  3. E o próprio Facebook? Depois daquela mudança de visual que pouco agradou aos usuários, gerando até um dia, em maio, para um Au revoir geral – não deu certo, é verdade - parou de trazer novidades que pudessem ser mote de matérias. Quem aprendeu a se dar bem com a ferramenta está faturando – empresa, pessoa ou hacker, conforme mostrou a revista Época da semana passada, em detalhes.
  4. Isso sem falar na onda Google, que entrou num marasmo de dar dó, bem como o Orkut – que, apenas para não deixar por menos, acrescentou uns papéis de fundo e uns gadgetzinhos para seu público não abandoná-lo de vez.

No mais, o que sucede-se a todo o boom que aconteceu em 2009 foi ou me parece estar sendo é o de que – fora a enorme facilidade de contato com pessoas com as quais você jamais teria acesso antes "na história deste País" ou mesmo mundialmente –, tenho a impressão de que as mídias sociais vivem uma curva de estabilização no que têm para oferecer como tecnologia. O que virá, agora, dependerá do uso que faremos e/ou já estamos fazendo delas. Será? Este post é uma provocação, e, certamente, terá continução. Até lá... ficamos com a música de Cassiano... A Lua e euuuuuu....(foto: 3.bp.blogspot.com/.../S900-R/Lua1.jpg)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Justiça permanece cega, o samba do Jornalismo continua doido. O resultado? Grupo de Acesso!



A Justiça se não é cega, usa antolhos e, neste contexto, as mídias sociais são realmente incríveis. Porque nos abre uma infinidade de possibilidades antes nunca pensadas. Mesmo para gerar este post, elas me provaram isso.

Uma das coisas que mais me fascina neste universo virtual sem "fundo" é a capacidade de a gente encontrar informações complementares e ainda mais ricas para qualquer tipo de conteúdo; pode ser um post, um workshop, um vídeo, um trabalho escolar, uma vídeo-aula, tudo isso junto ou apenas ... uma foto.

Pois bem: estava atrás de uma imagem que pudesse impactar este post. E me deparei com o blog que a publicou. Para dar o devido crédito - ossos do ofício - li o texto ao qual ela estava atrelada e achei-o interessante a ponto de procurar saber quem era seu autor. Em seu perfil, ele explica os motivos pelos quais se mantém sob codinome.

Como as mídias sociais têm este poder inexorável de agregar e até porque havia um pedido, diante da similaridade dos conteúdos resolvi fazer do crédito da foto o próprio vídeo que divulga o blog. Quem tiver o interesse de assisti-lo vai perceber o quanto ele é simples e bem feito. Em nada panfletário, é cabível a cada um de nós, mas nem jornalista, nem profissional de comunicação; apenas cidadão.



Somos todos vítimas desta Justiça cega, trôpega, falha. Uns individualmente, outros coletivamente. Do mesmo lado, políticos inescrupulosos e empresários gananciosos. Do outro, nós, a maioria - que à época das mídias tradicionais era manipulada, dirigida para resultados já ensaiados ou escolhidos. Algo como aquela matéria pronta para a qual o repórter sai da Redação para a rua apenas para conseguir a fonte que apenas ratifique toda uma tese de uma conspiração que vire capa da semana.

Quem não viveu "aquela época", pode ter uma ideia com as edições da rede aberta do #BBB - aquela que você não paga. Não vou falar nada - faça você mesmo a experiência de ver um programa editado e trocar um "dedinho de prosa" com quem paga o programa... e "sinta a diferença".

Antes que alguém me acuse de incitar meus parcos leitores sobre "teorias da conspiração" de passado ou presente, sejamos otimistas, como reza a nova era - na qual, diga-se de passagem, eu creio - da qual comungo.

Vamos procurar crer que no aniversário de 50 anos de Brasília, seu primeiro político foi preso (e ainda, durante o Carnaval) não apenas para mostrar que neste Governo isso acontece, mas que isso agora será realmente Lei, que a Justiça vai começar a ver, e não apenas olhar. Quem sabe, de verdade, a gente vai, finalmente, poder usar nossa opinião e nossa palavra, por meio das novas mídias, seja nos blogs ou no YouTube, para viralizar, criar uma movimentação para fazer valer nossos direitos...

Constrangimento de Norte a Sul

Vamos acreditar que a Justiça vai rever sua própria revogação, via STF, da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, ou vai evitar situações que soam no mínimo contraditórias, que estão acontecendo do Oiapoque ao Chuí... conforme publicou hoje o semanário Jornalistas&Cia em sua 731a. edição:

Semana passada, por exemplo, a Justiça do Trabalho de Porto Alegre concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul a aceitar a filiação de duas pessoas não formadas em Jornalismo e a emitir suas respectivas carteiras. A direção do Sindicato classificou o fato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela própria decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem o registro. “Seria o mesmo que a Justiça obrigar a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, disse o presidente do Sindicato, José Maria Rodrigues Nunes. A entidade vai recorrer da decisão.

Já em Curitiba, o candidato que passou em primeiro lugar num concurso público para o cargo de assessor de imprensa da UFPR foi impedido de tomar posse por
não ter o diploma de curso de Jornalismo. Quando foi avisado pela universidade de que não seria empossado no cargo, ele entrou com mandado de segurança, com
base na decisão do STF que extinguiu a obrigatoriedade do diploma,mas a juíza da 4ª Vara Federal negou liminar sob a alegação de que o edital do concurso exigia o
diploma específico. Também cabe recurso.

Em São Paulo, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas decidiu defender publicamente a adoção de novas regras de sindicalização e divulgou um manifesto em que reafirma lutar pela aprovação da PEC que restabelece o diploma de Jornalismo, mas ressalta que
“a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal. (...) Concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento,
trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa
dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas”. Para isso, a entidade deverá estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego
clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

Fica aqui o pedido para que Justiça seja feita! De outro modo, o samba do jornalismo só tende a ficar mais doido. Neste e nos demais carnavais que virão. Se já está difícil manter o rebolado, haja ginga se nem nas altas esferas os cartolas se entendem! Quesito organização - Zero, nota zero!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sai o resultado do #BBB dos jornalistas que só usaram #Twitter e #Facebook para fazer matérias




As mídias sociais são bastante competentes ao complementar e, em casos já provados, até furar a grande imprensa. O recente terremoto do #Haiti, a passeata no #Irã, sem falar na morte do astro #MichaelJackson , provaram que elas podem ser mais ágeis que os jornais tradicionais.

O que isso pode revelar, de verdade? Que há espaço para todos nesta mudança de paradigma por que o mundo passa e atinge a profissão de quem participa de todas as etapas do fazer jornalismo – e aí incluo os RPs, os jornalistas, os repórteres-cidadãos, todo mundo. Por que competir?

O que se precisa fazer é agregar – trazer o que há de melhor do complexo sistema jornalístico que se aprende nos bancos universitários – para a formação ética, a questão de se ouvir os dois lados e buscar a verdade para que este profissional seja o mediador dos interesses legítimos da sociedade – e o que tecnologia + mídias sociais estão proporcionando com a ajuda de repórteres-cidadãos em todo o mundo.

Foi o que aconteceu com a experiência “Behind closed doors on the net”, patrocinada por uma rede de rádios que, no twitter teve a chancela @HuisClosNet, envolvendo cinco jornalistas que falam francês confinados numa fazenda de endereço desconhecido na França, para evitar qualquer tipo de acesso, com computadores que tivessem apenas conexão a Twitter e Facebook.

O resultado revelou o que já sabíamos. Um dos repórteres entrevistados pela BBC de Londres, Janic Tremblay, do Canadá, contou que o #Twitter funciona como um grande e espetacular radar. Sua maior vantagem foi a de entrevistar fontes às quais ele jamais chegaria pelos meios tradicionais. Quanto ao #Facebook, ele mencionou que em poucas horas mais de cinco mil pessoas mencionavam um barulho de explosão numa cidade quando, no dia seguinte, se revelou o fato de que um avião ter ultrapassado a velocidade do som. Vale a pena ouvir a materinha na íntegra.

Mas vale mais a pena avaliar. Acabamos de sair da 3ª. Edição do maior evento de mídias sociais do mundo, o #Cparty, com #tudodebom que rolou e que pôde ser acompanhado online por quem não pôde ir. O #BBB10 teve um paredão recorde com uma pessoa sendo enviada duas vezes consecutivas e retornado à casa – não pelo jogador, mas por causa do efeito #tessalia, um factoide totalmente criado pelas #mídiassociais – personagem que entrou e saiu do programa por causa das novas mídias - mais especificamente o #Twitter - e que, apesar da relação amor/ódio – vem aumentando em progressão algorítmica os seus seguidores - os mesmos que a defenestraram.

Tudo isso qualquer um pode acompanhar, tornou-se #trendtopic no #Twitter. E por que? Porque foi na semana passada que a empresa Twitter lançou os #Trend topics local e regional, revelando mais uma de suas facetas jornalísticas. Afinal, jornalisticamente falando, os assuntos mais importantes são os de “primeira página” – de interesse global. Com o lançamento dos #trendtopics regionais (por País) e até locais (por cidade), dá para se ter uma ideia de como vive cada comunidade, o que mais lhe interessa e afeta – como fazem os jornais de cada uma.

Juntando tudo, fica o desafio... Quem sabe algum jornal de grande circulação queira fazer também esta experiência. Quem sabe estarão nos resultados um novo modelo de negócios – que possa até ser o “Ovo de Colombo” que responderá a todos os problemas até agora enfrentados pela mídia? Quem sabe usar o exemplo do BBB e imitar os colegas franceses para um experimento que vire pesquisa universitária, possa ser um caminho para melhores dias para professores, colegas e empresários? Fica a dica! O que abunda, não prejudica!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dez verdades que refletem os impactos sem volta no Jornalismo Mundial



Jornalista aprende na prática. Então, foi lendo (e não somente em Português, mas principalmente em Inglês), baixando arquivos, vídeos, livros inteiros, entrevistas etc., ouvindo, vendo, trocando informações com pessoas mais experientes, entrevistando os “geeks” (que passaram a entender e falar deste mundo, defendendo suas ideias e dando conselhos a respeito), jornalistas - brasileiros e do exterior -, escritores, pessoal da área de pesquisa, “evangelistas” (outra categoria destes novos tempos de pessoas que, como diz o nome, literalmente visam a catequizar sobre determinada marca) e, principalmente, escrevendo, que venho me relacionando com este mundo das chamadas mídias sociais ou socialcast, em uma contraposição ao broadcast.

Grande parte do que vim aprendendo foi dividida entre podcasts (no meu caso, dicas de como usar ferramentas – e apenas para a Rádio Mega Brasil), textos aqui no blog ou mesmo em vídeos – que não gravo, mas desço de fontes que considero fidedignas para meus estudos – e, agora, estão compartilhados no You Tube. Haverá outra, em forma de livro – este todo meu – ainda em fase final de construção.

De qualquer forma, como desafio e tentando dar uma palha do que acredito ter aprendido no ano que chamei de sabático, busquei sintetizar, especialmente para os jornalistas, um pouco deste fantástico mundo. Ele envolve diferentes tipos de ambientes, plataformas, aplicativos, linguagens, gírias e “tribos”, interagindo e trocando informações e experiências como nunca antes. Depois de 11 meses imersa ou flutuando nesta imensa nuvem, ao qual, inclusive, me linkei de forma inexorável, quase como um vício, eu destacaria 10 verdades que refletem os impactos sem volta no jornalismo.


Pluralidade

Antes, porém de entrar nelas, queria ressaltar um dos fatores mais espetaculares desse mundo, aliás, uma das exigências intrínsecas à participação dele: sua pluralidade. Ela está na forma de se relacionar com e por meio das mídias sociais.

Além da diversidade de formas de relacionamento, há um caráter de simultaneidade muito louco que cria o que o jornalista Manoel Fernandes (em posts anteriores - aqui mesmo - já chamou de "atenção parcial continuada" e que eu chamaria de "meia-atenção" ou síndrome da leitura pela metade". Isso porque trata-se de uma leitura na diagonal, que, não raro, induz ao erro. (Esta parte do texto não entrou em nenhum dos demais até agora - ver nota ao final deste post) Mas, vamos lá, aos impactos que as mídias já causaram ao Jornalismo em todo o Mundo. Claro que aqui é um resumo bem básico - ou você acha que eu entregaria tudo num só post com um livro no forno?

As mídias sociais são inexoráveis. Não tem aquela de “não adianta bater, eu não deixo você entrar”, como refrão do jingle do comercial de Casas Pernambucanas. Por isso, os jornais impressos migraram seu conteúdo para a web e diariamente – twittam, se não por meio de seus portais, via seus colunistas, as manchetes e principais notícias para manter os leitores linkados aos seus conteúdos. O diretor editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour não se cansa de repetir a cada evento para o qual é convidado a palestrar: “Nosso conteúdo nunca foi tão lido, mas, ao mesmo tempo, nunca se pagou tão pouco pelo nosso conteúdo”.

Sem qualquer conotação política, a frase do diretor patronal é o sintoma mais cruel das mídias sociais sobre nossa atividade. Por que ao ver o jornalista Daniel Piza perguntar todos os dias, na Tevê – “qual o valor do conhecimento”, ele está, na verdade, colocando sua cara à tapa também, para questionar, subliminarmente, “quanto vale o meu trabalho” – e o de tantos colegas – que detêm conhecimento, discernimento e todos os outros requisitos para diariamente imprimir a qualidade de conteúdo que o Estadão (só para citar um veículo de comunicação impresso) traz diariamente aos seus leitores? E, como ele, os demais profissionais que sustentam a cadeia de um modelo de negócios que, até o surgimento das mídias sociais, era o que garantia grande parte dos empregos que já não existem mais...

Porque é fato 1: O jornalismo impresso perdeu e ainda não achou um novo modelo de negócio que conviva de forma amigável com as novas mídias. E mais – se achar, cada jornal encontrará o seu.

A pluralidade das mídias sociais acabou de vez com modelos semelhantes para os mesmos mercados. Somente no jornalismo impresso, por exemplo, as seguintes propostas ainda estão em discussão:
a. Há quem aposte no fim do papel e quem continue achando que haverá os que pagarão pelo papel por hábito.
b. Há quem espera que se pague pelo conteúdo completo de matérias cujo material à disposição na web seja apenas um chamariz.
c. Há outras opções...

Fato 2: Hoje, do Oiapoque ao Chuí, de Nova Iorque a Londres, passando por outras cidades de países mais longínquos, todas as Redações trabalham com menos da metade dos profissionais que costumavam contratar há cerca de 10 anos.
As habilidades dos colegas também devem ser outras e, mesmo aqui no Brasil, uma ampla discussão envolvendo a mudança da grade do currículo foi realizada. Ser multiprocessado é qualidade sine qua non para qualquer jornalista trabalhar. Em síntese, ele deve:
a. Saber dirigir (veículo de verdade, não necessariamente de comunicação!),
b. Escrever o melhor Português – porque erro é fator de unfollow e, num processo de seleção, de fator de escolha.
c. Fotografar - se não também filmar.
d. Fazer o texto para matérias impressas, além de blogs, podcasts etc.

Além disso, as Redações passaram a contar com a figura do repórter-cidadão – enviando material via You Tube, Twitter e outras plataformas – graças à crescente mobilidade e convergência digitais.

E não devemos nos esquecer dos blogueiros. Eles têm representado uma fatia cada vez mais importante e representativa no mundo das mídias sociais – e sem essa de achar que são concorrentes. Convidados para eventos criados especialmente para eles reverberam notícias e opiniões sobre as mais novas sensações tecnológicas, entre outros importantes fatos.

Furos jornalísticos tão importantes no passado não superam a relevância da credibilidade de conteúdo nas mídias sociais. Quantidade de seguidores nem sempre significa qualidade de conteúdo. E novos medidores de resultados surgem a cada dia para provar aos investidores em mídias sociais que isso é verdade. Nas mídias sociais, faltando credibilidade, sobrarão posts negativos, tweets tipo “mimimis” além de outros resultados que, para melhorar a marca, só com muito trabalho de PR (e aí, entramos na seara da Comunicação Empresarial, que merece, por si só um artigo!).

Não confunda nuvem com fumaça. As mídias sociais são mais um mundo onde se pode ser bem sucedido, mas não é para todos, não. O conselho de que “o que é bom para uns pode não ser para muitos outros”, vale para empreendedores e jornalistas. Como já abordei em vários podcasts, sem saber objetivo, público, mensagem etc., melhor pensar duas vezes antes de se aventurar com blogs corporativos, perfis em twitter e facebook e campanhas visando viralização. Ainda que um dos bordões dos defensores das novas mídias seja o de que “se você errar, dá para consertar rapidamente e de forma barata”. Vai correr o risco?

O material deste post foi criado em primeira mão para o blog Mídias Sociais e depois, resumido para o podcast da rádio Mega Brasil online.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O início do fim



Sem pânico! Este post não tem nada a ver com desgraceiras de fim de mundo anunciadas por eras de Aquário, civilização maia ou filmes hollywoodianos. Trata-se apenas do óbvio. O ano começa a acabar.

E, ao despontar, Dezembro tem ar de epílogo. Isso porque suas atenções se voltam para as celebrações das realizações do ano e as expectativas do que será 2010. Se para as empresas americanas isso já era fato desde Outubro, por causa do ano fiscal, obrigando as áreas de Marketing a criarem seus planos estratégicos para o ano seguinte já por volta daquele mês, aqui, pelo menos, a coisa é mais ou menos assim, de última hora, mesmo - coisa de brasileiro.

Vejamos a imprensa. Se não estiver quase toda embrenhada na elaboração acelerada de seus programas de retrospectiva - televisionados ou impressos - também está, por meio de algumas publicações, premiando os maiores e melhores nas várias categorias existentes e novas, estas últimas surgidas na esteira das mídias que aconteceram com a web 2.0 e que se consolidaram ao longo do ano.

Eu, em fase final de ano sabático, encontro-me naquela fase de edição de todo o material "downlodeado", lido, impresso, estudado, rabiscado, entrevistado, anotado, gravado e (ufa!) fotografado. Resumindo: numa crise total, ampla e irrestrita. Se pudesse hibernar, fechar-me em copas, tornando-me apenas escritora, seria o Paraíso. Mas, além de multiprocessada, sou #mulher,#donadecasa, #provedora,#maecomfilhos etc..

Assim, seja para o livro das mídias sociais - que poderia virar uma enciclopédia em fascículos (rs!), de tanta coisa que cada assunto permite discorrer -, quanto para o outro, o do meu lado Vany anormal, a verdadeira personagem, em carne e osso, que teve um dia um namorado Rui, com quem não viveu as peripécias da outra - a da série - mas, certamente, tem muito em comum em micos e situações dantescas e até inéditas - e que, pelo menos, se não virar livro, pode se transformar mesmo em roteiro para continuação da série imortalizada pela fantástica dupla Torres & Guimarães (quem sabe?), o fato é que ainda tenho um caminho árduo até que o parto de cada um seja feito como quero, e não a fórceps, como são capazes, ambos, de saírem, por cumprimento de prazo. Pior, com aquela sensação de que "ai gente, será que não dava ainda pra fazer um último copy antes do prelo?".

Neste caminho, que envolveu organizar toda a sorte de material apurado, decidi compartilhar o acervo de vídeos que me inspiraram em meus estudos e, claro, nas horas de recreio também. Quase ao apagar das luzes de 2009, surge mais um canal de mídia social meu: o You Tube. E agora queria convidar você para conhecê-lo. Mas por que?

Compartilhar é uma das palavras-chave das mídias sociais e por isso este convite ou, até, presente. Lá está uma importante parte das fontes nas quais bebi de uma água pura, criada por gente muito boa, que me abasteceu durante estes meses (grande parte do material em inglês!).

São materiais riquíssimos, que, complementados com a série de entrevistas, eventos, livros e outros tantos outros textos e trocas de informações, vão dar no que der e espero ter competência para passar tudo o que aprendi e apreendi. De qualquer forma, achei que seria bacana oferecer as video-aulas para quem se interessar!

A este endereço de You Tube incluem-se os demais. Se você ainda não tem, aqui vão:

PR 2.0 (o primeiro blog - a gente também nunca esquece)

Linked In - a rede social mais profissional - Em inglês

Facebook
Twitter (que pode ser visto aqui, ao lado!)
Plaxo - Começou como uma caderneta de endereços virtual e hoje está integrada graças à semântica das redes
last.fm - rede social de música
... (aqui estão outras sem número às quais acabamos nos inscrevendo por força de circunstâncias e dos estudos, não necessariamente por uso constante)
Mosaico Pró-comunicação (o site da empresa!)
(foto gentilmente cedida por Helton Kuhnen)

terça-feira, 7 de julho de 2009

A pedidos - a última e derradeira homenagem a ... Jacko

E com imagens impagáveis, lindas (já que não gostaram da foto postada no sábado!), além de um fundo musical que não podia ser mais apropriado!



Finalmente (também porque me pediram para parar com o assunto), procurarei me despedir de MJ. Mas vale ressaltar que sua reincidência aqui no blog refere-se a sua importância midiática como personagem jornalística nas mídias tradicionais e junto às novas mídias. Isso porque o tráfego de informações gerado em torno dele foi ainda mais espantoso do que foi o criado pelo efeito Obama. Portanto, R.I.P, Michael Jackson, ídolo da minha geração, perfeito na sua arte de nos entreter com sua música, dança e voz - e chega, senão vou entrar numa torrente de adjetivos não apropriada para o espaço - mesmo sendo blog.

Cá entre os meus parcos - mas exigentes - leitores, não creio que nem agora o coitado conseguirá descansar. Minha visão é a de que as disputas judiciais sobre seus filhos, o dinheiro que continuará jorrando da supervalorização de sua marca com a morte do mito e outros detalhes sórdidos que ainda serão cavados pela mídia renderão muito pano pra manga.

Por ora, este vídeo - show de bola - nos permite pensar nele em toda a sua plenitude, enquanto, em meio a twittes, elaboração dos textos para o meu livro e os podcasts prometidos para a Rádio e, finalmente, estudos com o filhote (mesmo em férias), assisto, ao vivo, à movimentação em Los Angeles em torno do evento de despedida com cantores e amigos, num tributo ao Jacko. Sim, porque o que eu sugiro, retwitto, recomendo, eu sigo! Até breve!