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segunda-feira, 12 de março de 2012

Métricas em mídias sociais: do retrovisor ao pára-brisas

Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) 
O balaio de dúvidas sobre o que, quando, onde e por quê entrar em redes sociais tem sido o maior obstáculo de quem tem um negócio e ainda não sabe se entra ou não em ambiente social para aumentar suas vendas. Para responder a isso, fala-se muito de como medir resultados neste ambiente, que é digital e (ahã!) não existe sem dados.

Mas, e aí, José?  Que dados medir? Quando medir, com quem medir?  Lição número 1 é entender que, como o mundo real, o digital é multifacetado, formado por todo tipo de pluralidade, de segmentos os mais variados e só pode ser entendido e gerenciado em equipes multitarefa, especialmente se o objetivo por trás de uma participação é a geração de lides de vendas.

Partindo deste pressuposto inexorável, a conclusão é a de que o segundo painel do WebExpoforum foi polêmico. Reuniu Marcelo Coutinho, (diretor de marketing intelligence do Terra Latin America &USA), Guilherme Rios, (sócio-diretor da Social Agency), Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom) e Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman) para discutir  Como medir o engajamento nas redes sociais.  E deu muito pano pra manga!

Social Media + CRM = o casamento ideal = Social CRM


Que medir é preciso, nenhum dos presentes discordou. Mas enganou-se quem veio em busca de respostas fechadas para a dúvida de como medir o engajamento em redes sociais certamente. Saiu sem levar uma receita de bolo... mas várias. Isso porque cada um/empresa pode medir o que é importante para provar isso ou aquilo de sua marca.  
"Não há digital sem dados", disse Eduardo Bicudo, (presidente da Wunderman), mas "também não dá para fazer concurso para gerar consumidores". É ineável que determinado volume de engajamento incorra em fechamento de vendas, mas há que se encarar que o desafio maior de ser tão criativo com uma ação quanto com a sua própria fórmula de gerenciar as medições dos seus resultados. Exemplos não faltam, e Bicudo até apresentou uma fórmula, a que mede Interações no Facebook:  


Interaction Score = likes + 2  x Coment
                             --------------------------
                                         Fans


"Cada companhia precisa encontrar o formato que realmente vai significar aumento de negócios, porque cada métrica leva a um objetivo de interação", completou.  Na Wunderman, utilizamos um formato 3D que considera variáveis de contribuição de valor pessoal, nível de engajamento, potencial de influência na rede, entre outras. "Não é preciso olhar todos os dados, mas os que sejam mais importantes influenciadores no fechamento do seu negócio. A melhor equação desse processo está mesmo no casamento entre o Social Media e a plataforma desenvolvida para desenvolver as ações neste campo, o CRM", complementou.

Sem bala de prata


"Não existe bala de prata em social media, onde as métricas são as mais diversas e de credibilidade tão duvidável quanto as que sempre foram tiradas quando as mídias eram as tradicionais", salpicou Marcelo Coutinho, que provocou a plateia: "Como comparar a quantidade de pessoas atingidas por uma mensagem de outdoor se não houve um like ou alguma ação que permitisse chegar a uma conclusão?  As métricas que usamos em mídia tradicional tinham ou têm tão pouca credibilidade quanto a que, por exemplo, gerava interesse sobre o número de clicks em banners de sites da era 1.0".  Para Coutinho, desde a mostra pesquisada até o período em que uma pesquisa tenha sido feito, os dados sempre foram analisados com base em crenças, e não ações que as mídias sociais permitem muito mais, em função da interação direta pessoa/marca.  "Ainda assim, é preciso ir além de número de seguidores, que podem não ter significado algum em termos de interação", disse. Ele acredita que o grande lance está em saber computar o que é real impacto causado por uma interação + o número de pessoas envolvidas nesse impacto + o quanto tudo isso gerou de negócios reais a partir de uma campanha. Ou, como  complementou Derek Kazee, (global multichannel strategist da Acxiom), "é a qualidade do uso dos dados obidos por meio da plataforma de CRM que vai permitir avaliarmos o quão bom são efetivamente os resultados apurados". 

Para concluir o debate -- não o tema -- os painelistas concordaram que as redes sociais têm permitido uma mudança de foco.  
Se antes os institutos de pesquisa se baseavm em fatos retroativos para chegar a uma crença que pudesse se reverter em tendência, hoje, os fatos estão no pára-brisas graças às redes sociais.  E a competência dos Data Metrics está aumentando  cada vez mais.  Quem não se atentar para as métricas divulgadas por eles, nos próximos dois anos, vai morrer como negócio. #olhovivofarofino



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A convergência, os e-mails e as previsões sobre o fim do mundo. E agora, José, qual é a sua praia?


Imagina! Chego de férias de onde sequer podia fazer ou receber ligações via celular (sem qualquer estresse sobre abstinência de internet e outros tipos de contatos), e, em apenas 10 minutos de uma rápida corrida pelos e-mails e Facebook me deparo com, pelo menos, três novidades valiosas para um boletim, um texto no blog, comentários...

Percebo o quanto, em segundos, sou capaz de retomar o contato e os posts interrompidos e, ainda mais, o quando torno-me, assim, polinizadora de inform(ações) –  tomando partidos, categorizando-me dentro do vasto espectro de temas e posições que nos fazem pluripartidários (ou não!), ao dividi-las com meus grupos no Facebook, junto a blogueiros, twitteiros, pessoal do Linked In, Skype... (está tudo cada vez mais conectado, #nénão?) e gente com quem troco... Ao  disseminar, divulgar e opinar torno-me agente político que, queiramos (ou não), é resultado inexorável de cada postagem, de cada curtição, de cada comentário.

Mais uma vez, fica óbvia uma recente atualização que fiz do conteúdo de um dos mais conhecidos bordões criados pelo imortal Antoine de Saint-Exupéry.  “Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que postas”. E volto a pensar que a paráfrase em si não aconteceu por acaso – permitindo, somente aqui, abrir mais um parêntesis sociológico sobre as necessidades de afeto e compartilhamento de todo ser humano... somos seres sociais, nos responsabilizamos pelas coisas se temos consciência de nossa existência, queremos ser cativados e - também - pelo que falamos, escrevemos, postamos...
  
Meu de(vany)eio vai além. Após a leitura rápida daqueles três conteúdos, me pergunto o quanto e como esta ação de ler, repassar, comentar, querer escrever a respeito, alimentando, com minha história, meus pensamentos e crenças o que foi dito, escrito, criado. Como isso é capaz de mexer com o mundo a cada segundo.  E mais... o que nos leva a diariamente chegar às novidades que nos interessam e nos fazem focar em determinados assuntos em detrimento de outros?

(Pára tudo! Como pode o sistema de ensino ainda estar baseado (SIC) em velhas e ultrapassadas formas de ensinar – se em minutos, todos os dias, podemos conseguir informações com qualquer fonte, para depois mixá-las com pensamentos e opiniões que nos fazem dar saltos em um conhecimento ou estímulo a este?  Hellooowww, pipow, tá mais que na hora de acabar com as carteiras cartesianamente afiladas, de trazer tecnologia pra dentro da sala de aula, tá mais que na hora de mudar o conceito de escola e de práxis do conhecimento.)

Pausa. Menos, Vany, volta ao que você se propôs a escrever: como a gente pode chegar aonde queremos? De verdade?  A retrospectiva ao como cheguei a estas três novidades, apenas hoje, é a chave (ou uma delas, claro).

1.      Convergência de redes: Abro o computador e logo sou avisada via Skype do aniversário do #twigo Marcelo Negrini, a quem entrevistei por conta de um #webexpoforum alguns anos atrás. Vou, então, para o Facebook, onde deixo meu parabéns a ele. Aproveito para dar uma “espiadinha” (ahá!) em sua timeline. E não é que encontro a primeira novidade, #tudodebom?  Foi postado na semana passada, mas é muito bacana o curso que ele recomendou da Social Media Marketing Fast Track - MarketingProfs University http://bit.ly/xdQ7AG.
2.      E-mails #r4ever: tendo lido sobre o curso e pensando em recomendá-lo a um amigo, abro meu gmail pra encaminhar o link, mas, claro, dou antes uma checada básica nos mais de 200 que recebo diariamente - cuja metade, sem sacanagem, vai pra cesta do lixo. É lá que encontro outra novidade, enviada pela turma do Summify, sobre sua compra pelo Twitter. De lá para um twitter do criador, que respondeu a alguns colegas sobre a operação e a pelo menos dois textos de blog a respeito para me informar completamente do fato foram alguns milésimos de segundo (#cazuzafeelings).  Taí o assunto pro Boletim Mosaico Social da semana!


      A terceira novidade entrou também via e-mail, de alguém cuja credibilidade é ilibada, e, por isso, me deixou com a maior pulga atrás da orelha sobre para onde vamos com todas as coisas que lemos?  Trata-se disso aqui: Skyquakes: Warnings From Earth's Destabilizing Core | Before It's News http://bit.ly/x6dvJ9Ainda não sei se resolvo cair de cabeça nessa que parece, a princípio, mais uma das previsões apocalípticas. Como não sou nenhum Nostradamus ou estudiosa de tais previsões... leio com cautela, procurando me manter distante o suficiente para avaliá-la com o pouco de conhecimento de física que tenho. O máximo que me permito concluir é que pode ser... Mas a dúvida permanece, porque sobre esta coisa de o mundo começar a se esfacelar por conta de movimentos magnéticos já apresentados em filmes (por sinal o 2012, quem não viu?), eu realmente não quero pensar... E volto para minhas leituras, estudos sobre #socialmedia, meus textos, podcasts e de(vany)eios menos pesados... afinal, amanhã terá mais notas, e-mails, fotos, posts... pra trocar, avaliar, pensar a respeito, aprender... são tantas emoções (e ações)... E agora, José... penso, qual é a tua praia?




quinta-feira, 7 de julho de 2011

QuatroxUM: Martha Gabriel, KakaMachine, Perestroika e Porto Alegre. O que tudo isso tem a ver...comigo

A musa Martha Gabriel vem por toda uma comissão de frente, bateria, enredo de primeira, alas impecáveis – basta checar o que esperar no PDF do curso – e alegorias complementares. E, para fechar, um Happy Hour exclusivo, com Perestroika. Tudo isso com o inestimável apoio da DMI, Altos Eventos, CoWorking e Fajers. É o primeiro Curta4x1 de 2011, idealizado pelo Oscar Ferreira, a quem me associei não por acaso. Poderia ser melhor?

Admiração coletiva e a reunião de expertises específicas que, juntas, deram liga. Só isso pode explicar o parágrafo acima. Para criar interesse em desenvolver um trabalho conjunto, do nada, só havendo magnetismo, respeito, reconhecimento do que cada um sabe e pode fazer pelo outro – mutuamente - e dedicação conjunta no momento necessário.  

Marcar presença de forma positiva em Porto Alegre -  centro de excelência com os melhores índices de longevidade, educação e renda do Brasil, segundo o censo de 2000 - foi o que motivou a conexão entre os talentos Martha Gabriel e Oscar Ferreira e a deste com todos os demais parceiros nesta empreitada, inclusive eu. Associada a ele no Instituto QuatroxUM desde o mês passado, oficialmente coordenando as atividades de comunicação, mas, na verdade, como acontece em toda start up company, fazendo de tudo um pouco.

Como tudo o que tem sido quase regra neste admirável mundo das mídias sociais, tanto minha relação com Oscar Ferreira como a dele com Rodrigo Hurtado e sua equipe incrível (beijo para Milena Tavares), Fernanda e Mariana, da Altos Eventos e demais citados, a aproximação com a Martha Gabriel começou virtualmente.  

Máquina

Kaká Machine, assim conhecido por motivos óbvios, é jovem visionário de ideias disruptivas, avesso a adjetivos comuns ao mundo corporativo, rebelde com causa e sede de mudança revolucionária na forma de pensar e fazer o mundo. Fosse Martha Gabriel engenheira, pós-graduada em Marketing e mestre em Artes, quase um mito quando o assunto são conexões humanas, novas mídias e inteligência coletiva, interatividade social etc., nada seria empecilho para Kaká Machine. Por isso, convidá-la para seu Circuito4x1, único evento circulante do Brasil de caráter sócio-educacional, o que poderia ser um problema para muitos, para ele foi... simples.

Com o objetivo de incentivar um ambiente de desconstrução de pensamentos, teses e teorias em prol do pensamento criativo digital brasileiro e interativo para troca de idéias e experiências entre profissionais, o evento viria a acontecer em seis cidades em sua primeira edição, abrangendo áreas de marketing digital, comunicação, vídeo web, mobile, empreendedorismo e comércio eletrônico. Um encontro gratuito, democrático, aberto para diferentes públicos, mas com objetivos iguais.  Quando da edição do evento em São Paulo, em junho, Kaká não teve dúvidas ao incluir o nome da diva momento como palestrante. Aceito o convite, criou-se o relacionamento, que foi crescendo ao longo do tempo, especialmente depois do feito dele ter, sozinho, juntado mais de 2 mil pessoas com sua iniciativa desconstrutiva.

O instituto

Consolidado o evento, era hora de partir para o que seria seu maior sonho; montar o instituto de ensino que serviria como base para que o projeto de mudança compartilhado com outros colegas criasse forma e tornasse realidade diante da revolução informacional  pela qual o mundo passa, ele não tem dúvidas. “Não será o alto clero que irá desenvolver inovação ou espírito de criatividade dentro de uma empresa; talvez o espírito até seja influenciado, mas quando a massa cefálica tiver que funcionar, e as mãos a trabalhar é a base da pirâmide que terá que agir”, escreveu uma vez em seu perfil no Facebook.

Descontrução

Para quem “a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso”, não é de se espantar que ele, com apenas 22 anos, seja exatamente uma máquina de descontruções e performances de deixar cair o queixo de pessoas como o jornalista e Doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, uma das 50 pessoas mais inovadoras do País, que, em prol de admiração mútua foi o primeiro profissional da área a apostar no sucesso da iniciativa do Instituto QuatroxUM. “Percebi que havia uma necessidade latente do mercado de estudos verticais sobre a influência das tecnologias digitais na vida do ser humano. 

A proposta da QuatroxUM é desenvolver eventos, cursos, grupos de estudos, desconferências e workshops por todo o Brasil, levando um pensamento inovador e questionador”, explica Oscar Ferreira.  “Oscar me pegou de jeito numa entrevista, a melhor que dei em muito tempo”, escreveu em seu blog, antes de ser trazido por duas ocasiões para aplicar em São Paulo seu Grupo de Estudos Estratégia 2.0: onde estamos, para onde vamos?, a primeira em junho e a última no dia 2 de julho, ambas com resultados bastante positivos, na opinião de Nepô. “Locais, pessoas, discussões tudo foi muito bom”, disse.  

E eu?

Como eu conheci Kaká?  Ele convidou-me para um café depois de acompanhar meus tweets e perceber que eu poderia reverberar suas ideias disruptivas – talvez ele seja em parte um Chaplin reencarnado, porque seu conhecimento sobre o ser humano vai além de leituras ou estudos. É poder intrínseco ao seu existir.  Comemos sal? Sim, estamos todos os dias enfrentando as adversidades de uma empresa em início de carreira, mas conscientes e respeitosos da dor e delícia do processo de cada um no que concerne às responsabilidades sobre o todo, especialmente em relação aos "nossos Danis", ambos do dia 18 de março – dá-lhe coincidência! #nadaaconteceporacaso

Porto Alegre

O evento envolverá um dia repleto de informação e conhecimento digital com formadores de opinião e professores do mercado.  Durante todo o dia, Martha Gabriel  dará, no auditório Talento Empreendedor, da FAJERS, o curso Marketing na Era Digital. E, das 19h às 22h, Oscar Ferreira, Tiago Mattos e Felipe Anghinoni, os dois últimos diretores de Whatever da Perestroika, serão os anfitriões de um debate no Curta 4x1 (evento pocket do Circuito 4x1), que acontecerá no espaço Nós Coworking. 

O Curta 4x1 é GRATUITO e o curso pode ser adquirido em até 10 vezes no cartão.  As informações sobre endereço, preços, conteúdo do curso, perfil dos convidados e formas de pagamento podem ser acessadas diretamente do hot-site criado para tal: www.curta4x1.com.br.  

Uma experiência para ficar na memória da cidade de Porto Alegre, depois que o próprio prefeito retwittou o evento, para os inscritos e para a história do instituto QuatroxUM, que passa a ter parte de sua origem balizada pela pluralidade de identidades que marcou o início da civilização de Porto Alegre. Bem ao estilo @kakamachine.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pessoas são pessoas ... e nenhuma tecnologia vai substitui-las



O inverno nem começou...e o meu blog está mesmo em ritmo de hibernação. Em parte porque a gente - que lida com estudo, avaliação, análise e até aconselhamento sobre uso, contratação, planejamento e aplicação de ações de novas mídias no ambiente corporativo - também vive problemas do dia a dia como todos os nossos assessorados.

Por mais preparados que sejamos em nossos planejamentos, orçamentos, agendas ou detalhistas e precisos, devemos ter em conta que lidamos e somos invariavelmente pessoas.

Sim, eu aguardava que meu próximo post, depois de todo o barulho feito antes do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 - ocasião em que modestamente ainda lancei o press-release sobre as mudanças da Mosaico Pró-Comunicação, que passou a ser +Mosaico Negócios & Comunicação -,pudesse já estar embalado num novo enquadramento visual, alegre como a cara da +Mosaico, a exemplo do novo site e do novo twitter corporativo, anunciado também no press-release.

Aquele post deveria ter sido divulgado, no máximo, no dia 28 de maio. Eu me preparei para isso. Com atencedência ímpar. Planejamento, datas, tudo. Obviamente o post traria o link para a apresentação feita após o #congresso3em1, bem como o pequeno folder distribuído, com dicas adicionais aos que foram pessoalmente me ouvir no Workshop, que nunca será a mesma coisa que apenas baixar o powerpoint.

Bem, como a realidade mostrou, apresentação e folder foram colocados à disposição via outras mídias: twitter, Linked-in pessoal, Facebook pessoal e via a página nova criada para a +Mosaico também, mas não via blog.

Pessoas são pessoas

O que aconteceu? Simples, como Sherlock Holmes diria a Watson. É que o processo de migração para a nova cara que a esta altura do campeonato deveria estar pronta e que hoje foi propositalmente trocada para preta não rolou porque tanto do lado de cá, na ponta do emissor, quanto do lado de lá, na ponta do receptor das mensagens deste processo que envolve Comunicação existem pessoas. E também no meio deste grupo, quando você ainda depende de outro grupo para integrar informações e finalizar detalhes.

Por mais que afeitas às novas tecnologias, por mais competentes e brilhantes que emissores e receptores sejam em suas especialidades, somos ora cada um alternando-se numa função, pessoas. E como tais, somos constantemente acometidas de:

* Sentimentos obtusos,
* Problemas de entendimento,
* Problemas que interferem no entendimento em determinado momento,
* Facilidades e competências para algumas questões fantásticas
* Dificuldades extremas para outras
* E um rol de outras variáveis que se listadas, encherá mais que um blog inteiro.

Mas que, toda a tecnologia empregada, seja teleconferência, skype, sms, e-mail, twitter, o raio-que-nos-parta não será suficiente se qualquer das variáveis citadas ou não interferir na Comunicação por todo o processo, de mão dupla, contínuo e, que, por isso, mesmo, pode travar o todo, tornando-o inexequível em determinado momento.

Será o fim da linha? Que nada. Longe de entregar os pontos e continuamente estudando as mídias sociais, seu impacto sobre meu trabalho e as pessoas, e, tendo vivido recentemente uma outra experiência, de um mal entendido terrível no twitter por um erro de leitura que me remeteu novamente à questão do emissor->receptor é que pensei exatamente no fato de poder constatar que acima de mídias, métricas, tecnologias e o que vier para mudar a "ordem mundial econômica e social" que vem provocando tsunamis, mimimis, mal-entendidos e novas pazes em ambientes tão díspares quanto antes inimgináveis, ainda e "graças a Deus" somos pessoas por detrás de máquinas.

Com todos os nossos defeitos, pluralidades, limites e mazelas para melhorar todos os dias, se quisermos, se pudermos, se for de nossa intenção, somos gente. O que as tecnologias talvez estejam fazendo seja exacerbar o que temos de melhor e pior. Eu continuo no time de quem está dentro do bonde - a sair dele e perdê-lo de vez. Quem nunca se "machucou", que jogue a primeira pedra.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Twitter é jornalístico! (*)



(*este texto foi originalmente escrito para o blog Mídias Sociais, para o qual fui convidada a escrever todas as sextas-feiras)

Muitas pessoas ainda têm o pé atrás com as mídias sociais e, na esteira dessa desconfiança, com o pio do pássaro azul que eu, particularmente gosto e uso cada vez mais como referência diária de leitura jornalística.

Mas quando se fala em desconfiança, deve-se deixar claro que esta ainda reside no fato de que pela 1ª vez – não na história deste País, como gosta de divulgar aos quatro ventos em um bordão já manjado o nosso Presidente, mas – na história da humanidade – as pessoas começam a finalmente entender a diferença entre notícia e propaganda, entre visibilidade jornalística e os resultados de uma exposição de marca gerados com uma ação de marketing – o famoso ROI, ou seja, o retorno sobre o investimento.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Esta era uma das explicações que, como assessora de imprensa sempre tive que “ensinar” aos clientes potenciais. Costumava usar aquela imagem clássica do emissor, mensagem e receptor, explicando o meu trabalho de intermediadora, mas sempre e desde que de um fato de interesse público.

Uma vez como jornalista – e primeiro crivo daquele fato merecedor de um trabalho de divulgação para o tal público, por entender de interesse para sua comunidade e, portanto, passível de virar notícia –, eu o trabalharia para que, com cara de notícia, este fato viesse a ser resultado em vários tipos de mídia. No decorrer da explicação, havia a observação sobre o cliente ou eu não termos qualquer controle sobre o tamanho, a data de divulgação e mesmo se o resultado sairia, em função de variáveis independentes de nossa vontade, ainda que pudéssemos sugerir números adicionais em tabelas, fotos e imagens, sempre com a intenção de agregar valor ao material principal e espaço ao resultado final. Diferentemente, a propaganda era o playground do cliente, de total controle do emissor da mensagem, porque paga em seu tamanho, conteúdo, número de página, cor etc..

As mídias sociais

Do ponto de vista do Marketing, as mídias sociais vêm-se aprimorando cada vez mais em casos de sucesso, revelando aqui e acolá como reverter ações em resultados que impliquem visibilidade e resultado. São promoções-relâmpago, pesquisas de fidelização com premiações, uma série de bons exemplos que aos poucos, vem formando um bom porfolio para agências e um novo jeito de se fazer negócio via web 2.0. E o jornalismo?

Este definitivamente não pode mais viver sem as mídias sociais. E, na opinião desta modesta representante da classe, sem o twitter. Se existe um nicho ao qual o passarinho azul encontrou seu lugar foi, sem sombra de dúvida este aqui. Senão vejamos:

• É mancheteiro de primeira qualidade; ganha o leitor quem fizer a melhor manchete nos 140 caracteres disponíveis, já com link e tudo para o corpo da matéria que se pretende lida;
• Já “furou” as mídias tradicionais em vários momentos; desde o episódio da divulgação da filmagem que postou o tiro fatal da moça que, como centenas de pessoas, caminhava num protesto pacífico contra a eleição do presidente do Irã, até a morte do cantor por Michael Jackson, passando por outros locais, como o caso do PCC em São Paulo e tantos outros;
• Tem praticamente todas as instituições de ensino de todos os graus e localidades, de Governo e as mídias mais importantes do mundo representadas nele e, portanto, twittando suas principais notícias e fatos.
Com toda esta gama de variedade de fontes diretas à disposição, como não ser jornalista e adepta aos ecléticos pios do pássaro azul?


Apenas para complementar – No último dia 22 de janeiro, o site TheNextWeb.com divulgou uma experiência muito bacana. Numa fazenda francesa, cinco jornalistas seriam confinados por cinco dias com computadores que terão acesso apenas ao Twitter e ao Facebook como fontes para suas matérias.

O objetivo era testar a qualidade das reportagens geradas a partir das fontes de informação, consideradas as queridinhas das mídias sociais, e saber até onde elas realmente representavam uma ameaça às mídias tradicionais. Meu sentimento é o de que deve ter saído muito material bom (confesso que ainda não vi o resultado disso, até porque acredito no jornalismo colaborativo e no compromisso com o leitor!), sim – porque falar em ameaça é sempre acreditar que há "forças ocultas" regendo o universo.

Prefiro crer que a pluralidade é o grande barato na convivência entre seres humanos e suas ferramentas de trabalho. Há espaço para todas as tribos e todas as formas de trabalho. Por que apenas não aceitar que o mundo progride e adaptar-se às novidades? Temos é que deixar de ver as coisas pelo lado maniqueísta, isso sim – e, no final das contas – correr para o abraço e contar as vitórias que cada uma das diferentes formas de se fazer notícia, negócio, branding, Marketing, whatever name it receives nos faz alcançar!
(Imagem de Mike Keefe: http://www.intoon.com/cartoons.cfm/id/68559 - published in 03/03/09)