Mostrando postagens com marcador qualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador qualidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de fevereiro de 2014

#Quemnunca? Keep calm, because I'm back

#Quemnunca? Apostou, acreditando que tudo daria certo, e acabou se esborrachando no chão, como um ovo estatelado?
#Quemnunca? Deixou de acreditar depois de ter feito o dever de casa by the book, e ver que as coisas não chegaram aonde deveriam?
#Quemnunca? Se entocou, se enfurnou e se deixou levar pela frustração?
#Quemnunca? Achou que jamais passaria por tudo isso?

Não costumo ler conteúdos como este em blogs, mas achei que seria, no mínimo, obrigação explicar meu silêncio de nove meses - uma gestação!  É necessário que compartilhemos sentimentos (obtusos ou não) e sinceridades, além dos memes do Facebook, que denotam nossa psiquê momentânea... e que parecem palavrão ou #coisaruim num mundo em que só valem as boas dicas, as receitas de sucesso, artigos nos quais somos terceira pessoa, nunca os agentes de nossa própria história...
Apostei nos novos modelos, acreditei que as coisas aconteceriam no tempo necessário - ou pelo menos, no tempo certo pra mim. Sem os resultados esperados, e porque sou feita de carne e osso, hoje mais carne do que osso, deixei de acreditar. E cansei de produzir, achando mesmo que não faria a menor diferença. Afinal, tá todo mundo escrevendo, produzindo, compartilhando... pessoas, empresas, ONGs...
A falta de retorno no prazo que eu me dei para fazer as coisas acontecerem, porque sempre fui (mal)acostumada a uma história de vitórias,  foi me consumindo e, por quase um ano, tomei chá de sumiço aqui do blog, Eu sumi, desapareci... Eu desisti. Desisti de sonhos, de planos, de amigos até. Me entoquei, me enfurnei, me entreguei. Foi maior que o efeito platô sobre o qual escrevi, acho que àquela altura escrevendo para mim mesma... tentando me convencer do que seria algo passageiro. Mas não foi!
Foram precisos nove meses para que eu pudesse cair, sofrer, chorar, me descabelar, comer até não poder mais, até me tratar e sair dessa bad trip. Hoje volto especialmente graças ao carinho da minha família, ao colo espiritual e material do meu companheiro, e  à amizade de amigos verdadeiros!
Não pretendo escrever alucinadamente. Nesta nova fase, o blog vai compartilhar leituras, informações, conteúdos estratégicos e testemunhos de pessoas reais, de carne e osso... o que elas fizeram para se adaptar aos novos tempos,  como estão lidando com a diferença da velocidade e quantidade de investimento x retorno e o que elas sugerem pra quem quer chegar a algum lugar que exprima sucesso, bem estar e qualidade de vida...
Espero que possamos estar juntos nessa nova fase.  Até o próximo post e obrigada pela leitura! Ah, claro, querendo, comente... colabore com suas ideias e dicas também. Num ambiente de colaboração em rede, participar é a palavra de ordem.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

O mundo online não é mais "wannabe", mas "must" para as empresas. E o tempo não pára


Já parou pra pensar que o que o Brasil esbanja em criatividade, peca em inovação?  Falta disciplina e processos, ainda que não exista uma receita certa para conseguir ser inovador. E, de acordo com Martha Gabriel, uma das profissionais mais conceituadas em Marketing no mundo online, ainda são poucas as empresas (normalmente as grandes) que têm desenvolvido processos de fomento à inovação incorporados ao seu DNA. Mas ela acredita que da mesma forma que tivemos a era da "Qualidade Total" no final do século passado, que disseminou a qualidade nas empresas, nos próximos anos o mesmo processo vai acontecer em relação à inovação nas empresas.  Até que isso aconteça, ela busca enfatizar o quão importante é a vida no mundo digital. "Em alguns anos não será possível sobreviver sem o digital da mesma forma que não é possível sobreviver hoje sem eletricidade. O ON e o OFF co-existem e dialogam o tempo todo. As empresas que permanecerem apenas no off-line estarão limitadas e mancas, conforme as pessoas comecem a usar o online como parte inseparável de suas vidas."  

Martha Gabriel já esteve neste blog e continua sendo um dos posts mais lidos deste espaço eclético, que fala sobre o mundo web, a tecnologia, a comunicação e outras cositas más, vai palestrar pela primeira vez durante o Congresso Mega Brasil de Comunicação, que, pela 16a vez acontece em São Paulo, tendo, como palco, o Centro de Convenções  Rebouças.  Será no dia 24 de abril, das 17h às 18h10. Sua responsabilidade será falar sobre Inovação e Crowdsourcing, duas tendências sem volta do mercado em geral e que  já são realidade no Brasil.  

Portanto, não importa se a empresa é pequena, média ou grande, a presença digital não pode mais ser encarada como wanna be, mas um must, sem a qual não vai sobreviver.  "Por ser um assunto ainda novo e que muda o tempo todo, o digital acrescenta complexidade ao ambiente e ao marketing. No entanto, a existência e sucesso das empresas depende cada vez mais de sua atuação simultânea e integrada entre as plataformas online e off-line." E a areia da ampulheta está quase  acabando.  

Time multidisciplinar

A sugestão de Martha para que a entrada das empresas neste mundo seja bem-sucedida é trabalhar com profissionais multidisciplinares, com maior colaboração e integração de áreas. "Se bem planejada, a comunicação incluindo o ambiente digital pode trazer uma relação custo/benefício muito melhor do que a utilização apenas das mídias tradicionais', disse. O melhor dos mundos é ter agências especializadas no operacional (monitoramento em mídias sociais, design e desenvolvimento de peças digitais, etc.) e o time interno de comunicação de marketing na função estratégica para fazer o planejamento e determinar as táticas e gerir o conteúdo, que depende do posicionamento, da estratégia, da missão, da visão e dos valores da empresa. "Isso não deveria ser delegado a terceiros", concluiu.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Web Expo Forum: momento é das empresas trabalharem seus dados para sobreviver

Tendência do mundo dos negócios da internet para 2013, o BIG DATA, que se define como a quantidade exponencial de informações agregadas no meio virtual, vai nortear o relacionamento entre marcas e consumidores daqui pra frente, como uma evolução do próprio processo da internet. Isso quer dizer que todos rastros que vimos deixando sempre que nos cadastramos em cada passagem por sites, plataformas de rede, via computadores, tablets, smartphones e outras parafernálias eletrônicas que vão incorporar cada vez mais o acesso online, são a bola da vez para as empresas não somente nos ouvirem como consumidores, considerando nossas sugestões para melhorar seus produtos e gerar nossa fidelidade, mas para garantir a própria razão de existir.  

O tom do primeiro dia da 7a edição do Web Expo Forum, que a Converge Comunicações realiza no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, foi o social de um ponto de vista mais maduro, consolidadas as bases e as plataformas para o relacionamento entre pessoas, empresas e mercado.  Falou-se de social commerce, social media, social business, do conceito de VoC (Voice of Consumer) e até mesmo do bom e velho e-mail, que ainda é a  ferramenta de marketing digital mais bem sucedida e parece que terá vida longa, se cuidado comme il fault para desempenhar seu papel e garantir sustentabilidade aos seus usuários. Por fim, os caminhos para uma economia compartilhada, com exemplos de bons resultados que já mexem o mundo lá fora.  

Para dar uma palha sobre cada um dos encontros cobertos pelo blog, compartilho a seguir um pouporri de pensamentos e informações trocadas neste dia.:  


Painel: da esquerda para a direita, Fernando Taralli, Guilherme Toussaint,
Claudiney Santos (Converge),  Marcelo Póvoa e Braulio Medina. 


Marcelo Póvoa (MPP Interativa): "O caminho da inovação ao sucesso é darwiniano" (Referindo-se a empresas que tiveram seu ápice na primeira onda da internet e que perderam espaço pelo caráter de inovação e ousadia de concorrentes).  
"O consumidor que, de analógico na era pré-web, passou a ter um poder incrível tanto no pré-venda, quando durante e no pós-venda, é, nesta segunda onda da internet, atacado por uma massa de informação incontrolável. Ao mesmo tempo, ele deixa rastros por todo o tipo de aparelhos (tablet, celular, computador) e redes (web-sites, plataformas de redes sociais, e-mails, SMS).  São estes rastros que correspondem ao BIG DATA que as empresas devem trabalhar para inovar e garantir sua sustentabilidade."
"Em 2012 a internet produziu mais dados do que em toda a sua história.  Estes dados são  comportamentos que criam uma base de qualidade a ser explorada pelas empresas.   Todos os algoritmos  (cada vez mais rápidos, poderosos e precisos = e inflexíveis, porque são números...) gerados em banco de dados mundo afora permitem a criação de comunicação, ofertas, publicidade, atendimento e melhoria de produtos e serviços para gerar lealdade, diferentemente do que era a comunicação aberta de massa.  Isso é tudo muito inovador e desafiador, estamos apenas começando a mexer com isso."
"A Mineração de dados via ser humano - ou seja, juízes que fazem análise semântica de algo detectado pelo algoritmo, para saber se será tendência ou apenas um dado sem importância - é que vai ajudar o algoritmo a interpretar e ajustar os dados coletados para entender comportamentos de consumo  e segmentar a publicidade."  
Guilherme  Toussaint (Adobe):  "A cada ano, o mercado corporativo é atingido por mais de o dobro de informações produzidas pelo mercado.  De 2009 pra cá, todo o conteúdo criado é publicado e uma configuração de dados permite que, com base numa experiência anterior com um determinado consumidor, uma empresa possa ofertar algo específico, de acordo com o comportamento deste consumidor. A vantagem do Brasil sobre o uso do big data em relação ao que acontece lá fora, é que, apesar de eventualmente atrasado em termos de tecnologia, sua atualização é rápida quando a tecnologia chega aqui."
Braulio Medina (Vortio): "Sou matemático  e tenho como meta casar os dados com a comunicação como tendência do processo de interação com os consumidores.  Com o advento das redes sociais  e o mundo totalmente cabeado, cada um de nós é um potencial hub de comunicação com poder de impactar consumidores, criando um enorme ruído de comunicação competindo com os canais de mídia tradicional.  O atendimento hoje em redes sociais envolve que cada empresa esteja nelas para fazer CRM,  Marketing, Pesquisa de opinião, Controle de qualidade ... As redes permitem analisar o comportamento do consumidor, saber dos problemas vividos pelo consumidor (para tomada de ação), enxergar as tendências e fazer SAC 2.0."
"Amigos de amigos fazem clusters de comunicação. O que o big data permite é responder a antigas perguntas complexas - com cruzamento de dados.  Medimos sentimentos, percepções vínculo emocional, relevância e sustentabilidade, além de números como valor de mercado, preço etc..." 
"Os memes de internet são símbolos simples que denotam comportamento ou uma ideia replicada. Podemos mensurá-los do ponto de vista quantitativo e qualitativo e isso vai nos permitir calcular e comparar métricas, entender o consumidor, criar conversas com significado e reduzir o risco reputacional, entender a performance dos canais de mídia." 
Fernando Taralli (VML): As CasasBahia.com.br é um caso de cliente que resolveu gerir seus próprios dados, independentemente do Goggle - uma prerrogativa para gerar inteligência que que, usada em comunicação, faz com que o uso dos dados gerem muito mais resultados. Este fato  está se tornando tendência de grandes players, como a Amazon.com. Graças a isso, pudemos  segmentar uma campanha de comunicação online para cada segmento ou atitude do consumidor em cada momento.  Antigamente se a propaganda considerava ou eu sou... hoje, é o eu estou (em plataforma, em device)."
"O futuro é usar dado digital para tráfego na loja física."   
Danilo Hoffmann (Verint):  O VoC (Voice of the customer) é um novo conceito que tem por meta gerar fidelização do cliente, a partir da melhoria da experiência do cliente com a marca. Isso pode envolver  a melhoria os produtos melhoria dos canais de contato com os clientes e  de dados que façam sentido.  Um dos principais desafios é usar os diferentes dados que existem dentro da empresa (no Marketing, área de Produtos, SAC etc.) que são analisados e endereçados corretamente.  Nosso resultado tem sido o de que 70% de empresas que ouvem os clientes, por meio de ferramentas apropriadas _ pesqusa interna da Verint _ recebem feedback positivo." 
"Para que o conceito seja absorvido nas empresas, é preciso que se monte uma equipe de profissionais alocados para este trabalho de ouvir a voz do cliente e interagir internamente para proporcionar a melhor experiência com os consumidores. Geralmente são pequenas, em média 4 pessoas.  Envolve ainda: Mudança organizacional para criar esta nova cultura, ter aliados internos nesta tarefa, conseguir um sponsor executivo e definir metas razoáveis."  
Sergio Rangel (Akna Software): "O uso do e-mail marketing pelas empresas passa por estágios e mitos:
  1. Mala direta (primeira analogia de quem escolhe o e-mail marketing como plataforma de relacionamento).  Mito: Quanto mais e-mails, mais chances de conseguir vender. Na verdade, é a qualidade da mala-direta que estabelece a relação de compra. 
  2. Relacionamento = uso de boas práticas  (etiqueta de e-mail).
  3. Segmentação = nesta fase, a relevância é fundamental para que o e-mail chame a atenção.
  4. Engajamento = depende não apenas do esforço de criação de conteúdo, mas da reputação dos IPs que carregam as mensagens. Quanto maior a quantidade de e-mails que soltamos, mais pesado fica para os IPs carregarem e isso gera mais incômodo para os provedores.  Quando maior o índice de reputação dos provedores, mais chances de entrega na caixa de entrada (e não spam) você/sua empresa vai ter. 
  5. Inteligência = falar de forma segmentada, com engajamento, com nichos de mercado diferentes. Junta-se tudo do que foi feito até agora."  
"Provedores começaram a criar ferramentas anti-spam porque representa banda, armazenamento de um monte de e-mail inútil que não  está sendo pago.  Por isso, mais que comprar uma listagem de e-mails, é fundamental limpar a lista. Como limpar? Usando métricas de abertura de e-mail. Se uma pessoa nunca abriu seu e-mail, limpe a lista e mantenha alta a reputação de seu e-mail.  É o que chamamos de higienização da lista. 
"Ao enviar um e-mail marketing, sempre tenha em mente:
  • Pra quem vou mandar?
  • O que vou mandar?
  • Por que vou mandar?
  • O que farei com o resultado disso tudo?"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Quanto você quer pagar pelo século XXI?

O câncer de útero, o silêncio de Chernobyl, as vítimas do Haiti e os possíveis cenários econômicos – o final, quem decide é você!

Um e-mail sobre o uso de amianto nos absorventes higiênicos, um documentário sobre Chernobyl mais de 20 anos depois da tragédia, a tragédia do Haiti com meu engajamento com a causa e um vídeo que, além de um resumo sobre a economia do século 20, faz um exercício de futurologia sobre os vários cenários econômicos que ainda poderemos escolher mediante nossas ações daqui em diante.

O que estas quatro coisas poderiam ter em comum? A princípio nada, mas elas têm sim – e muito. E como foi bom encontrar este vídeo e ouvir uma espécie de eco não somente ao que postei como resposta-desabafo a quem me enviou o e-mail, como à minha atitude de arregaçar as mangas e sair buscando informação, tendo nas mídias sociais uma forma de divulgar como as pessoas poderiam ajudar os sitiados do Haiti – assim como eu pude fazê-lo.

O câncer nosso de cada dia
Tudo começou via o tradicional e-mail. A informação veio numa apresentação em slide show de Power Point, como muitas das que recebíamos ainda na era da web 1.0. Era sobre a incidência de câncer de colo uterino pelo uso de absorventes internos em função da indústria farmacêutica utilizar amianto nos produtos para estancar o sangramento. Daí, integrar o assunto sobre o câncer de Chernobyl foi apenas um complemento para minha resposta-desabafo – cujos principais trechos eu copio a seguir. O que mais me choca a respeito de Chernobyl é o silêncio sobre o tema. Mesmo na recente Conferência das Nações Unidas, realizada em Copenhague, lembro que se falou de aquecimento global, de energias renováveis, mas nada sobre isso. Gostaria de saber o motivo.

Em meio a tudo isso, aconteceu o terremoto no Haiti – o país mais pobre de toda a América Latina. As cenas mostradas nas Tevês, com a falta de água, além de toda a tragédia em si, foram desoladoras. Eu não me contive, simplesmente.

O Haiti não é aqui – lá, é bem pior
Desde ontem, quando as várias mídias começaram a divulgar as primeiras imagens e notícias sobre o Haiti, pensei: “Cada um pode tomar uma atitude”. Usar o Twibbon, claro, foi apenas simbólico.

Depois de dar um #RT num gringo que mencionou as várias instituições que poderiam receber doações, encontrei minha forma de agir. Como ajudo a ONG Médicos sem Fronteiras, adquirindo, desde o ano passado, o seu calendário, fiz minhas apurações – mínimas – para prestar informação e minha solidariedade, ainda que a doação fosse pequena. Twittei, retwittei, facebookeei, usei a mesma mensagem no Linked in, depois mandei e-mail (sim, por que não?).

Por fim, o vídeo sobre o que nos reserva o século XXI – que tomo a liberdade de reproduzir também. Oriundo de um tweet de hoje, do pessoal do site http://www.litmanlive.co.uk/2010/01/are-you-ready-for-the-21st-century-video/, me permitiu fazer a costura com o jornalismo e as mídias sociais e assim, adaptá-lo para este espaço aqui.

Are You Ready for the 21st Century ? from Michel Cartier on Vimeo.



DeVANYeios
A seguir, reproduzo trechos da minha resposta-desabafo quanto à questão do uso do amianto em absorventes higiênicos, que vale para outras coisas também.

nojo, revolta, absurdo, anarquia, revolução = mídias sociais!

Não é à toa que as pessoas, lá pelas tantas, resolveram dar seu grito de guerra com o uso do e-mail, twitter, Gtalk, YouTube e #whatever (porque a cada dia surge uma novidade mais incrementada!).

Cada um do seu jeito tenta falar alguma coisa. Há quem queira nos dizer que o mundo endoidou, que agora tudo é #teoriadaconspiração... Mas será que, na verdade, não será o desmascarar da sociedade hipócrita que criamos? Ou que criaram para nós? Ou - pior - que ajudamos a criar com nosso silêncio, nossa falta de participação política - com a desculpa de que "os políticos são corruptos, então, nem me meto, nem me importo com a questão..."?

Eu não tenho dúvida de que somos responsáveis - de alguma forma, por isso. Se a sociedade se tornou consumista, é porque damos trela a isso.
Se existe a 25 de março é porque compramos nela e alimentamos toda a cadeia que dela engorda - não importam os motivos ou as desculpas por detrás disso.

A geração que nasceu em 40 e viveu seu apogeu em 60 rasgou sutiãs em praça pública e pegou em armas. Muitos morreram - em vão? Sim, e não.
As gerações que vieram depois acabaram com o comunismo, ratificaram o capitalismo e hoje são vítimas dele - estamos - nós, baby boomers, com 40/50 anos na cara, sem empregos, quase todos empreendedores de nós mesmos, tendo que nos reinventar todos os dias, e consumindo tudo isso que nos impõe as multinacionais que ontem eram nossos empregos...

Quem não trabalhou ou tem algum parente que tenha trabalhado na Johnson & Johnson ou na Danone? Você sabe o que é o Dan Regularis? A exemplo desse e-mail, recebi outro que diz, “numa linguagem curta e grossa” se tratar de “um conjuntinho de cocô ativo que, misturado ao cocô parado no intestino, faz a ‘turma que acaba de chegar’ empurrar, literalmente, os preguiçosos para túnel à frente até chegar ao destino”.

Claro que tem brincadeira e mentira nas mídias sociais, tem quem apenas esteja lá para ser o #bobodacorte (eu mesma brinco de vez em quando, porque #ninguémédeferro!). Mas há hora para tudo!


A esta altura, já nem sei mais se é a arte que imita a vida ou se é a vida que imita a arte. Mas o filme "O dia depois de amanhã" já é hoje, já que na Noruega, nesta 2ª. Feira, fez – 11º C e, salvo as besteiras exageradas, quem não garante que “2012” já não esteja mesmo acontecendo bem debaixo de nossos narizes?

As vilas no entorno de Chernobyl passado tanto tempo depois do desastre estão abandonadas. Quase todos os jovens que nasceram à época hoje estão simplesmente tirando a tireóide com diagnóstico de câncer, sem sequer saber para não pirar! É proibido bebês nas redondezas e os índices de radiação são imensos por lá até hoje.


Ainda hoje nascem bebês defeituosos a um nível que não existe cura ou possibilidade de transplante ou jeito de salvá-los. Eles são simplesmente deixados numa espécie de creche... para viverem até onde for possível a eles... verdadeiras “aberrações”. Então, minha vez de passar um vídeo - e isso não é novo e é VERDADE:



Bottom-line
Se quisermos deixar um legado menos tortuoso para nossos filhos:

Precisamos ser mais conscientes e agir – e não para posar de bonitinho - para fazer nossa parte no mundo melhor que queremos para nós e para nossos filhos e netos.

Precisamos diminuir o uso de sacos plásticos e levar nossas próprias sacolas, caixas isopores o que for para ajudar a diminuir o índice de poluição que entope os bueiros (também!) e cobrar isso também de nossos fornecedores e parceiros.

Ao ir a um médico, precisamos checar suas credenciais para evitar morrer em sua mesa como aquela moça que fez hidrolipo.

Devemos – jornalistas, blogueiros ou não - checar sobre o que consumimos em remédios, produtos de limpeza e higiene etc., e buscar cobrar de nossos fornecedores – e não apenas comunicando, mas deixando de consumir porcarias, boicotando, mesmo – qualidade de insumos, modo de fabricação, produto final e preço.

Somos parte de uma cadeia na qual os nossos clientes nos testam e nos exige qualidade e postura. Devemos também exigir de nossos parceiros e fornecedores a mesma coisa. Eles realizam ações de sustentabilidade? Quais? Utilizam tecnologia verde? Como?

Recicle, reutilize, reforme, refaça seus conceitos. Pela primeira vez, na história da humanidade, o poder de voz está nas nossas mãos. Mas não devemos empregá-lo de forma errada. Nem só criticando, nem calados além da conta, muito menos numa postura de necessidade paternalista – como é bem afeito ao povo brasileiro, que adora um discurso populista. Se assim o fizermos, acabaremos perdendo o trem da História; a fila vai ter andado e o Brasil, que finalmente entrou na Agenda Mundial, pode perder o rumo e ficar para trás. Com ou sem você!