O ano mal começou e listas de melhores e piores de 2009 pululam em tweets por todos os lados. A cada dia, novos gadgets, aplicativos, dicas e formas de se tornar bem sucedido nas mídias sociais surgem em forma de listas. E, num ensaio de futurologia, começa-se a especular sobre as melhores ferramentas das mídias sociais também. Qual sua aposta?
De patinho feio a um belo cisne
A exemplo do famoso conto do dinamarquês Hans Christian Andersen meu lance vai para o Twitter. Nasceu mirradinho, com cara de bebê e piando baixinho, mas vai crescer e se transformar num grande e belo cisne.
Foram três anos sem trazer resultados por um bom tempo às pessoas que nele investiram – e não foram poucas. Basta somar as empresas que desenvolveram as aplicações para web, celular, desktop etc., sem falar dos novos sócios que se aliaram aos conhecidos Stone, Dorsey, Willians e a Digital Garage, sem falar nas recentes Microsoft e Google, que investiram "migalhas", mas representativas para o tamanho do ainda pequeno pássaro. Por isso, e pela onda otimista deste início de ano, acredito mesmo que 2010 marcará sua metamorfose, quem sabe para a Blue Tweagle, como chamou-a, aqui, nesta imagem seu criador, o designer James White.
Exatamente como o Patinho Feio do conto. Mesmo antes do índice divulgado pela Sysomos no último dia 14 de janeiro, colocando o Brasil na 2ª posição do ranking mundial em usuários, com aumento de 8,8% apenas no último trimestre de 2009, em relação a um modesto aumento de 2% obtido em Junho, o pequeno “rouxinol” já dava sinais de que seu canto inebriaria ouvidos mais apurados. Em parte pela competição acirrada com o Facebook, em parte porque, a injeção de capital seria suficiente para novos investimentos em tecnologia e bastante ação de lobby de RP para chamar a atenção de quem ainda olhava para o pequeno e tímido passarinho com desdém.
O que se viu foi uma espantosa velocidade com a qual novas políticas e aplicações foram criadas para mostrar ao Facebook, Google e outros players das mídias sociais de que a era do ciscar o mercado havia acabado. Começava o compromisso mais sério com o amanhã.
Com tanto “anabolizante” criado pelos desenvolvedores do Twitter já agrupado em livros lá fora, o pássaro vai ganhando força em todas as suas plataformas. O mais completo, acredito, seja o da turma liderada pelo guru queridinho das mídias, o Peter Cashmore, do Mashable, no Livro Guia do Twitter. Assim, o passarinho vai tomando seu biotônico, alimentado ainda pelos crescentes números divulgados pelas empresas que obviamente, por serem também desenvolvedoras, têm total interesse em ver mini-blogueiros mundo afora, não importa se a causa é humanitária ou um trend topic tipo fofoca.
Se o Twitter se tornar mesmo uma águia voraz e transformar seus pios em ROI (Retorno sobre Investimento) para seus criadores todos, seus sócios e integradores, passando pelos twitteiros e toda uma cadeia que dele vier a depender e nele acreditar, então, as mídias sociais terão lavado sua alma. E, finalmente, seus sócios, que um dia “tiveram um sonho”, virarão personagens históricos, mas não de um conto e sim de um romance. E desta vez, não de Andersen, mas do francês Alexandre Dumas. Você se arrisca a adivinhar o nome?
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O câncer de útero, o silêncio de Chernobyl, as vítimas do Haiti e os possíveis cenários econômicos – o final, quem decide é você!
Um e-mail sobre o uso de amianto nos absorventes higiênicos, um documentário sobre Chernobyl mais de 20 anos depois da tragédia, a tragédia do Haiti com meu engajamento com a causa e um vídeo que, além de um resumo sobre a economia do século 20, faz um exercício de futurologia sobre os vários cenários econômicos que ainda poderemos escolher mediante nossas ações daqui em diante.
O que estas quatro coisas poderiam ter em comum? A princípio nada, mas elas têm sim – e muito. E como foi bom encontrar este vídeo e ouvir uma espécie de eco não somente ao que postei como resposta-desabafo a quem me enviou o e-mail, como à minha atitude de arregaçar as mangas e sair buscando informação, tendo nas mídias sociais uma forma de divulgar como as pessoas poderiam ajudar os sitiados do Haiti – assim como eu pude fazê-lo.
O câncer nosso de cada dia Tudo começou via o tradicional e-mail. A informação veio numa apresentação em slide show de Power Point, como muitas das que recebíamos ainda na era da web 1.0. Era sobre a incidência de câncer de colo uterino pelo uso de absorventes internos em função da indústria farmacêutica utilizar amianto nos produtos para estancar o sangramento. Daí, integrar o assunto sobre o câncer de Chernobyl foi apenas um complemento para minha resposta-desabafo – cujos principais trechos eu copio a seguir. O que mais me choca a respeito de Chernobyl é o silêncio sobre o tema. Mesmo na recente Conferência das Nações Unidas, realizada em Copenhague, lembro que se falou de aquecimento global, de energias renováveis, mas nada sobre isso. Gostaria de saber o motivo.
Em meio a tudo isso, aconteceu o terremoto no Haiti – o país mais pobre de toda a América Latina. As cenas mostradas nas Tevês, com a falta de água, além de toda a tragédia em si, foram desoladoras. Eu não me contive, simplesmente.
O Haiti não é aqui – lá, é bem pior Desde ontem, quando as várias mídias começaram a divulgar as primeiras imagens e notícias sobre o Haiti, pensei: “Cada um pode tomar uma atitude”. Usar o Twibbon, claro, foi apenas simbólico.
Depois de dar um #RT num gringo que mencionou as várias instituições que poderiam receber doações, encontrei minha forma de agir. Como ajudo a ONG Médicos sem Fronteiras, adquirindo, desde o ano passado, o seu calendário, fiz minhas apurações – mínimas – para prestar informação e minha solidariedade, ainda que a doação fosse pequena. Twittei, retwittei, facebookeei, usei a mesma mensagem no Linked in, depois mandei e-mail (sim, por que não?).
Por fim, o vídeo sobre o que nos reserva o século XXI – que tomo a liberdade de reproduzir também. Oriundo de um tweet de hoje, do pessoal do site http://www.litmanlive.co.uk/2010/01/are-you-ready-for-the-21st-century-video/, me permitiu fazer a costura com o jornalismo e as mídias sociais e assim, adaptá-lo para este espaço aqui.
DeVANYeios A seguir, reproduzo trechos da minha resposta-desabafo quanto à questão do uso do amianto em absorventes higiênicos, que vale para outras coisas também.
Não é à toa que as pessoas, lá pelas tantas, resolveram dar seu grito de guerra com o uso do e-mail, twitter, Gtalk, YouTube e #whatever (porque a cada dia surge uma novidade mais incrementada!).
Cada um do seu jeito tenta falar alguma coisa. Há quem queira nos dizer que o mundo endoidou, que agora tudo é #teoriadaconspiração... Mas será que, na verdade, não será o desmascarar da sociedade hipócrita que criamos? Ou que criaram para nós? Ou - pior - que ajudamos a criar com nosso silêncio, nossa falta de participação política - com a desculpa de que "os políticos são corruptos, então, nem me meto, nem me importo com a questão..."?
Eu não tenho dúvida de que somos responsáveis - de alguma forma, por isso. Se a sociedade se tornou consumista, é porque damos trela a isso. Se existe a 25 de março é porque compramos nela e alimentamos toda a cadeia que dela engorda - não importam os motivos ou as desculpas por detrás disso.
A geração que nasceu em 40 e viveu seu apogeu em 60 rasgou sutiãs em praça pública e pegou em armas. Muitos morreram - em vão? Sim, e não. As gerações que vieram depois acabaram com o comunismo, ratificaram o capitalismo e hoje são vítimas dele - estamos - nós, baby boomers, com 40/50 anos na cara, sem empregos, quase todos empreendedores de nós mesmos, tendo que nos reinventar todos os dias, e consumindo tudo isso que nos impõe as multinacionais que ontem eram nossos empregos...
Quem não trabalhou ou tem algum parente que tenha trabalhado na Johnson & Johnson ou na Danone? Você sabe o que é o Dan Regularis? A exemplo desse e-mail, recebi outro que diz, “numa linguagem curta e grossa” se tratar de “um conjuntinho de cocô ativo que, misturado ao cocô parado no intestino, faz a ‘turma que acaba de chegar’ empurrar, literalmente, os preguiçosos para túnel à frente até chegar ao destino”.
Claro que tem brincadeira e mentira nas mídias sociais, tem quem apenas esteja lá para ser o #bobodacorte (eu mesma brinco de vez em quando, porque #ninguémédeferro!). Mas há hora para tudo!
A esta altura, já nem sei mais se é a arte que imita a vida ou se é a vida que imita a arte. Mas o filme "O dia depois de amanhã" já é hoje, já que na Noruega, nesta 2ª. Feira, fez – 11º C e, salvo as besteiras exageradas, quem não garante que “2012” já não esteja mesmo acontecendo bem debaixo de nossos narizes?
As vilas no entorno de Chernobyl passado tanto tempo depois do desastre estão abandonadas. Quase todos os jovens que nasceram à época hoje estão simplesmente tirando a tireóide com diagnóstico de câncer, sem sequer saber para não pirar! É proibido bebês nas redondezas e os índices de radiação são imensos por lá até hoje.
Ainda hoje nascem bebês defeituosos a um nível que não existe cura ou possibilidade de transplante ou jeito de salvá-los. Eles são simplesmente deixados numa espécie de creche... para viverem até onde for possível a eles... verdadeiras “aberrações”. Então, minha vez de passar um vídeo - e isso não é novo e é VERDADE:
Bottom-line Se quisermos deixar um legado menos tortuoso para nossos filhos:
Precisamos ser mais conscientes e agir – e não para posar de bonitinho - para fazer nossa parte no mundo melhor que queremos para nós e para nossos filhos e netos.
Precisamos diminuir o uso de sacos plásticos e levar nossas próprias sacolas, caixas isopores o que for para ajudar a diminuir o índice de poluição que entope os bueiros (também!) e cobrar isso também de nossos fornecedores e parceiros.
Ao ir a um médico, precisamos checar suas credenciais para evitar morrer em sua mesa como aquela moça que fez hidrolipo.
Devemos – jornalistas, blogueiros ou não - checar sobre o que consumimos em remédios, produtos de limpeza e higiene etc., e buscar cobrar de nossos fornecedores – e não apenas comunicando, mas deixando de consumir porcarias, boicotando, mesmo – qualidade de insumos, modo de fabricação, produto final e preço.
Somos parte de uma cadeia na qual os nossos clientes nos testam e nos exige qualidade e postura. Devemos também exigir de nossos parceiros e fornecedores a mesma coisa. Eles realizam ações de sustentabilidade? Quais? Utilizam tecnologia verde? Como?
Recicle, reutilize, reforme, refaça seus conceitos. Pela primeira vez, na história da humanidade, o poder de voz está nas nossas mãos. Mas não devemos empregá-lo de forma errada. Nem só criticando, nem calados além da conta, muito menos numa postura de necessidade paternalista – como é bem afeito ao povo brasileiro, que adora um discurso populista. Se assim o fizermos, acabaremos perdendo o trem da História; a fila vai ter andado e o Brasil, que finalmente entrou na Agenda Mundial, pode perder o rumo e ficar para trás. Com ou sem você!
Uma das coisas que mais me surpreende neste mundo das mídias sociais é a infindável capacidade de geração de coisas novas seja sobre tecnologia, arte etc, ou a junção de várias delas para gerar um novo olhar sob algo que já foi estrondosamente edificante em outro século, em outra era. Um ângulo antropológico, que acrescente graça, um colorido diferente, que une gerações e gostos diversos, perpetuando a música, fazendo-a ecoar e viralizar.
Como neste mundo, um post no twitter pode levar a um vídeo no Youtube, que, por sua vez, gera uma curiosidade que nos faz pesquisar em outros locais, eu encontrei este material, relativamente recente (de dezembro). Arte pura, magia, emoção. Brincadeira para crianças de todas as idades feita por adulto de verdade, seriamente comprometido com tempo, qualidade, todos os quesitos de direção e arte.
E como este blog tem agora de tudo um pouco, por que não, pensei? Entre um post e outro, segue um breve e delicioso recreio, do qual, tenho certeza, Fred Mercury teria orgulho e certamente entraria na roda dos muppets para curtir com eles esta Bohemian Rhapsody. Curta e, se quiser, deixe seu comentário.
Um ano de muitas emoções, algumas muito boas, outras nem tanto - especialmente aqui no Brasil - que certamente não entraram neste vídeo por razões mais que óbvias. Uma delas (acho que não dá para esquecer), foi a campanha #forasarney, que não teve o grau de mortalidade eficaz para que o vírus, por mais que se espalhasse, tivesse o fim desejado - mas certamente foram 365 dias para se lembrar como o ano em que as mídias sociais definitivamente #bombaram!
E, como um vídeo tipo "milestones" (linha do tempo) é bem mais legal de se ver, faço dos "rabiscos", como ele mesmo postou em seu blog, parte de um resumo de 2009, pelo menos em linhas gerais mundiais, pelas mãos de Rob Cottingham, do Canadá. Divirta-se e comente:
Neste ano, muita coisa foi abordada neste blog. O objetivo inicial, ao ser criado, foi o de discutir o impacto das mídias sociais sobre o Jornalismo e a Comunicação Empresarial. Mas, ao longo do tempo acabou incluindo outros assuntos decorrentes, revelando joio e trigo deste mundo de relacionamentos 1.0, 2.0, 3.0 e como continua sendo importante o que chamo de zero.zero, ou seja o olho no olho, o pessoal, o cara a cara.
No tempo em que venho escrevendo, jornais fecharam suas portas em todo o mundo, profissionais optaram por outras formas de trabalho ou se adequaram para conviver com as novas ferramentas, plataformas, redes e comunidades por questão de sobrevivência. Por sua vez, os patrões - e não somente os da área de Comunicação - continuam correndo atrás de respostas claras para lucrar com este universo que, a cada dia, pela espantosa velocidade da tecnologia, apresenta novidades ainda mais desafiadoras. Aqui no Brasil, voltando ao Jornalismo, após a martelada sobre o diploma e a incógnita sobre a regulamentação da profissão, a década termina com a triste realidade da retórica de um discurso sobre liberdade de expressão que arrepia por todo o histórico de vida pública e política do seu porta-voz na 1ª Conferência Nacional de Comunicação.
Infelizmente, o retrocesso é inversamente proporcional a todo um avanço alcançado em outras direções. Falar em "apoio incondicional à liberdade de imprensa" depois de meses em que o OESP foi literalmente impedido de tocar no assunto Sarney - apenas para citar um pedacinho do gelo da ponta do iceberg que significa a série de episódios que marcaram as duas etapas do governo Lula e seu relacionamento com a imprensa - é, no mínimo, uma incoerência perto do que ele fez ao elevar o Brasil à pauta mundial em vários segmentos outrora esquecidos. Okay, fim do parêntesis sobre Jornalismo e, de volta ao foco do tema do último post (é que este aqui tem um certo caráter de retrospectiva, ainda que superficial).
Enquanto a “nova ordem mundial” vai tomando forma numa “metamorfose ambulante” (parafraseando o inesquecível e também lembrado este ano Raul Seixas) em progressão algorítmica (sim, porque geométrica foi da minha época), em que as gerações Y, Z certamente trafegarão com mais malemolência que as anteriores, por questões de HD mental mesmo, acredito piamente em quatro princípios que, não importa a velocidade da informação ou a quantidade de memória que o cérebro possa armazenar, associar, raciocinar, criar e multiplicar, vão estar sempre “na ordem do dia”.
Estes princípios aprendi ao longo de 2009, observando o relacionamento entre as pessoas nas redes e comunidades, comparando com os de família e associando-os às várias leituras feitas no ano. São quatro dicas que valem para todas as mídias. São, na verdade, valores de uma mente de sucesso, e começam pelo relacionamento pessoal. Por que?
Porque antes de relacionar-se com o outro, você precisa aprender a se relacionar bem consigo mesmo. Depois, então, você pode seguir para as demais pessoas no ambiente real e em todas as instâncias envolvendo plataformas, ferramentas, redes e comunidades: Vamos lá?
1) Fale sempre de forma positiva, mantendo seu “eu ideal” em alta. Se você se mantiver na condição de constante aprendiz de forma divertida e falar positivamente, vai atrair o positivo (as palavras têm poder – Are baba!). E se você se mantém divertido em casa, com a família, os amigos e os colegas, a vida se torna divertida. Vale a pena experimentar. 2) Quer ter sucesso? Então, mantenha o pensamento na mudança que precisa realizar para isso. Tudo o que conseguimos depende apenas de nós – agora, se nos mantivermos fechados, como mudar para chegar onde queremos? Então, abra a cabeça para as mudanças, aceite-as, integre-as ao seu dia a dia e “vamos que vamos”. 3) Mude você: você não pode se dar bem com todo mundo, mas pode se esforçar para se dar bem com o maior número de pessoas. Se não aceita algo em alguém e a atitude desta pessoa não te agrada, ao invés de se desgastar tentando mudá-la, que tal mudar você? 4) Viva com paixão. Estamos aqui para ser felizes – buscamos a felicidade em cada momento da nossa existência (pelo menos acredito que seja para isso que estamos aqui, a não ser que haja masoquista por opção!). Então, coloque paixão no que sente, no que faz, no que diz, no que realiza e você verá que o sucesso na sua vida – em todos os aspectos e em todos os relacionamentos, plataformas, mídias, departamentos e escalas - virá como decorrência natural destas escolhas. Porque estes princípios nada mais são que escolhas de vida. De uma vida de valor.
Feliz 2010, com muito sucesso para você! Para nós! ;D
Jornalista aprende na prática. Então, foi lendo (e não somente em Português, mas principalmente em Inglês), baixando arquivos, vídeos, livros inteiros, entrevistas etc., ouvindo, vendo, trocando informações com pessoas mais experientes, entrevistando os “geeks” (que passaram a entender e falar deste mundo, defendendo suas ideias e dando conselhos a respeito), jornalistas - brasileiros e do exterior -, escritores, pessoal da área de pesquisa, “evangelistas” (outra categoria destes novos tempos de pessoas que, como diz o nome, literalmente visam a catequizar sobre determinada marca) e, principalmente, escrevendo, que venho me relacionando com este mundo das chamadas mídias sociais ou socialcast, em uma contraposição ao broadcast.
Grande parte do que vim aprendendo foi dividida entre podcasts (no meu caso, dicas de como usar ferramentas – e apenas para a Rádio Mega Brasil), textos aqui no blog ou mesmo em vídeos – que não gravo, mas desço de fontes que considero fidedignas para meus estudos – e, agora, estão compartilhados no You Tube. Haverá outra, em forma de livro – este todo meu – ainda em fase final de construção.
De qualquer forma, como desafio e tentando dar uma palha do que acredito ter aprendido no ano que chamei de sabático, busquei sintetizar, especialmente para os jornalistas, um pouco deste fantástico mundo. Ele envolve diferentes tipos de ambientes, plataformas, aplicativos, linguagens, gírias e “tribos”, interagindo e trocando informações e experiências como nunca antes. Depois de 11 meses imersa ou flutuando nesta imensa nuvem, ao qual, inclusive, me linkei de forma inexorável, quase como um vício, eu destacaria 10 verdades que refletem os impactos sem volta no jornalismo.
Pluralidade
Antes, porém de entrar nelas, queria ressaltar um dos fatores mais espetaculares desse mundo, aliás, uma das exigências intrínsecas à participação dele: sua pluralidade. Ela está na forma de se relacionar com e por meio das mídias sociais.
Além da diversidade de formas de relacionamento, há um caráter de simultaneidade muito louco que cria o que o jornalista Manoel Fernandes (em posts anteriores - aqui mesmo - já chamou de "atenção parcial continuada" e que eu chamaria de "meia-atenção" ou síndrome da leitura pela metade". Isso porque trata-se de uma leitura na diagonal, que, não raro, induz ao erro. (Esta parte do texto não entrou em nenhum dos demais até agora - ver nota ao final deste post) Mas, vamos lá, aos impactos que as mídias já causaram ao Jornalismo em todo o Mundo. Claro que aqui é um resumo bem básico - ou você acha que eu entregaria tudo num só post com um livro no forno?
As mídias sociais são inexoráveis. Não tem aquela de “não adianta bater, eu não deixo você entrar”, como refrão do jingle do comercial de Casas Pernambucanas. Por isso, os jornais impressos migraram seu conteúdo para a web e diariamente – twittam, se não por meio de seus portais, via seus colunistas, as manchetes e principais notícias para manter os leitores linkados aos seus conteúdos. O diretor editorial do Grupo Estado, Ricardo Gandour não se cansa de repetir a cada evento para o qual é convidado a palestrar: “Nosso conteúdo nunca foi tão lido, mas, ao mesmo tempo, nunca se pagou tão pouco pelo nosso conteúdo”.
Sem qualquer conotação política, a frase do diretor patronal é o sintoma mais cruel das mídias sociais sobre nossa atividade. Por que ao ver o jornalista Daniel Piza perguntar todos os dias, na Tevê – “qual o valor do conhecimento”, ele está, na verdade, colocando sua cara à tapa também, para questionar, subliminarmente, “quanto vale o meu trabalho” – e o de tantos colegas – que detêm conhecimento, discernimento e todos os outros requisitos para diariamente imprimir a qualidade de conteúdo que o Estadão (só para citar um veículo de comunicação impresso) traz diariamente aos seus leitores? E, como ele, os demais profissionais que sustentam a cadeia de um modelo de negócios que, até o surgimento das mídias sociais, era o que garantia grande parte dos empregos que já não existem mais...
Porque é fato 1: O jornalismo impresso perdeu e ainda não achou um novo modelo de negócio que conviva de forma amigável com as novas mídias. E mais – se achar, cada jornal encontrará o seu.
A pluralidade das mídias sociais acabou de vez com modelos semelhantes para os mesmos mercados. Somente no jornalismo impresso, por exemplo, as seguintes propostas ainda estão em discussão: a. Há quem aposte no fim do papel e quem continue achando que haverá os que pagarão pelo papel por hábito. b. Há quem espera que se pague pelo conteúdo completo de matérias cujo material à disposição na web seja apenas um chamariz. c. Há outras opções...
Fato 2: Hoje, do Oiapoque ao Chuí, de Nova Iorque a Londres, passando por outras cidades de países mais longínquos, todas as Redações trabalham com menos da metade dos profissionais que costumavam contratar há cerca de 10 anos. As habilidades dos colegas também devem ser outras e, mesmo aqui no Brasil, uma ampla discussão envolvendo a mudança da grade do currículo foi realizada. Ser multiprocessado é qualidade sine qua non para qualquer jornalista trabalhar. Em síntese, ele deve: a. Saber dirigir (veículo de verdade, não necessariamente de comunicação!), b. Escrever o melhor Português – porque erro é fator de unfollow e, num processo de seleção, de fator de escolha. c. Fotografar - se não também filmar. d. Fazer o texto para matérias impressas, além de blogs, podcasts etc.
Além disso, as Redações passaram a contar com a figura do repórter-cidadão – enviando material via You Tube, Twitter e outras plataformas – graças à crescente mobilidade e convergência digitais.
E não devemos nos esquecer dos blogueiros. Eles têm representado uma fatia cada vez mais importante e representativa no mundo das mídias sociais – e sem essa de achar que são concorrentes. Convidados para eventos criados especialmente para eles reverberam notícias e opiniões sobre as mais novas sensações tecnológicas, entre outros importantes fatos.
Furos jornalísticos tão importantes no passado não superam a relevância da credibilidade de conteúdo nas mídias sociais. Quantidade de seguidores nem sempre significa qualidade de conteúdo. E novos medidores de resultados surgem a cada dia para provar aos investidores em mídias sociais que isso é verdade. Nas mídias sociais, faltando credibilidade, sobrarão posts negativos, tweets tipo “mimimis” além de outros resultados que, para melhorar a marca, só com muito trabalho de PR (e aí, entramos na seara da Comunicação Empresarial, que merece, por si só um artigo!).
Não confunda nuvem com fumaça. As mídias sociais são mais um mundo onde se pode ser bem sucedido, mas não é para todos, não. O conselho de que “o que é bom para uns pode não ser para muitos outros”, vale para empreendedores e jornalistas. Como já abordei em vários podcasts, sem saber objetivo, público, mensagem etc., melhor pensar duas vezes antes de se aventurar com blogs corporativos, perfis em twitter e facebook e campanhas visando viralização. Ainda que um dos bordões dos defensores das novas mídias seja o de que “se você errar, dá para consertar rapidamente e de forma barata”. Vai correr o risco?
Sem pânico! Este post não tem nada a ver com desgraceiras de fim de mundo anunciadas por eras de Aquário, civilização maia ou filmes hollywoodianos. Trata-se apenas do óbvio. O ano começa a acabar.
E, ao despontar, Dezembro tem ar de epílogo. Isso porque suas atenções se voltam para as celebrações das realizações do ano e as expectativas do que será 2010. Se para as empresas americanas isso já era fato desde Outubro, por causa do ano fiscal, obrigando as áreas de Marketing a criarem seus planos estratégicos para o ano seguinte já por volta daquele mês, aqui, pelo menos, a coisa é mais ou menos assim, de última hora, mesmo - coisa de brasileiro.
Vejamos a imprensa. Se não estiver quase toda embrenhada na elaboração acelerada de seus programas de retrospectiva - televisionados ou impressos - também está, por meio de algumas publicações, premiando os maiores e melhores nas várias categorias existentes e novas, estas últimas surgidas na esteira das mídias que aconteceram com a web 2.0 e que se consolidaram ao longo do ano.
Eu, em fase final de ano sabático, encontro-me naquela fase de edição de todo o material "downlodeado", lido, impresso, estudado, rabiscado, entrevistado, anotado, gravado e (ufa!) fotografado. Resumindo: numa crise total, ampla e irrestrita. Se pudesse hibernar, fechar-me em copas, tornando-me apenas escritora, seria o Paraíso. Mas, além de multiprocessada, sou #mulher,#donadecasa, #provedora,#maecomfilhos etc..
Assim, seja para o livro das mídias sociais - que poderia virar uma enciclopédia em fascículos (rs!), de tanta coisa que cada assunto permite discorrer -, quanto para o outro, o do meu lado Vany anormal, a verdadeira personagem, em carne e osso, que teve um dia um namorado Rui, com quem não viveu as peripécias da outra - a da série - mas, certamente, tem muito em comum em micos e situações dantescas e até inéditas - e que, pelo menos, se não virar livro, pode se transformar mesmo em roteiro para continuação da série imortalizada pela fantástica dupla Torres & Guimarães (quem sabe?), o fato é que ainda tenho um caminho árduo até que o parto de cada um seja feito como quero, e não a fórceps, como são capazes, ambos, de saírem, por cumprimento de prazo. Pior, com aquela sensação de que "ai gente, será que não dava ainda pra fazer um último copy antes do prelo?".
Neste caminho, que envolveu organizar toda a sorte de material apurado, decidi compartilhar o acervo de vídeos que me inspiraram em meus estudos e, claro, nas horas de recreio também. Quase ao apagar das luzes de 2009, surge mais um canal de mídia social meu: o You Tube. E agora queria convidar você para conhecê-lo. Mas por que?
Compartilhar é uma das palavras-chave das mídias sociais e por isso este convite ou, até, presente. Lá está uma importante parte das fontes nas quais bebi de uma água pura, criada por gente muito boa, que me abasteceu durante estes meses (grande parte do material em inglês!).
São materiais riquíssimos, que, complementados com a série de entrevistas, eventos, livros e outros tantos outros textos e trocas de informações, vão dar no que der e espero ter competência para passar tudo o que aprendi e apreendi. De qualquer forma, achei que seria bacana oferecer as video-aulas para quem se interessar!
A este endereço de You Tube incluem-se os demais. Se você ainda não tem, aqui vão: