segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que é necessário para ser estrategista em #SM

A partir de hoje, o blog passará a ter mais informação e menos opinião. Afinal, "rata de internet", sei que uma de minhas melhores habilidades é fazer boas pesquisas para encontrar conteúdo estratégico.

Com tanta novidade rolando por aí, contada de tantas formas diferentes, nada mais apropriado que usar este espaço de comunicação e informação eclético para dividir - com agora meus 200 leitores -  o que de mais bacana encontrar em minhas buscas para estudos e análises - que não páram, não importa a atividade na qual esteja enfronhada.

Como o infrográfico é uma das formas mais completas e bacaninhas de estudar, porque alia um visual criativo com um texto dinâmico e curto, começo com este. Ele resulta de dados tirados do Linked In em ofertas de empregos postados para a área de #SM (mídias sociais)) e um relatório do Altimeter Group.

A fonte primária foi o meu próprio jornal, desenvolvido a partir de tweets e posts dos meus #twigos, o  "The + Mosaico Daily", sobre o qual postei no blog empresarial e é uma das primeiras referências de minhas leituras diárias.  Depois de passar pelo infográfico, você ainda vai dizer que as mídias sociais são bobagem, gratuitas e desenvolvidas por gente sem noção? #pensenisso


[INFOGRAPHIC] http://on.mash.to/roWark

domingo, 25 de setembro de 2011

SMW-SP: gostinho de quero+


Passada a semana em que aconteceu, simultaneamente, em importantes capitais, o Social Media Week deixou no ar um gostinho de quero +.  

Para mim e para algumas pessoas que cá e lá comentaram, o SMW-SP pecou. Mas, por que, se o Lucas Couto e demais curadores reuniram gente #tudodebom #salvesalve, como costumo me referir em rede ao que gosto muito?

Alguns pensamentos provocadores e ou percepções. 
  • A maioria de nossos especialistas não teve tempo para deslanchar em novidades, e, por isso, não saiu do lugar comum: o que mais se ouviu foi o Lucas dizer “estamos estourados de tempo”.  Mentira?
  • Poucos conseguiram realmente ensinar a quem se dispôs a ir pessoalmente a um local longe para aprender: foi raro ter um momento em que números decorrentes de respostas do dia a dia vivido por agências, empresas de monitoramento, clientes etc. foram apresentados. Há exceções, mas - reforço - raras.
  • O exercício de achismo - apenas para gerar reverberação no twitter - foi demasiado, especialmente nos debates.  
  • Enquanto isso, assuntos como geolocalização, o uso de infográficos, o jornalismo online e o jornalismo-cidadão comparados às mídias sociais, a revolução que os tablets têm causado no dia a dia de consumidores, agências, empresas, ou seja, outros e não menos importantes temas envolvendo a comunicação, em geral, passaram batido.
A crítica estende-se também a quem investiu no SMWSP. Será que faltou grana para, a exemplo do que se viu em Bogotá, na Colômbia, termos, pelo menos, alguém de fora? Eu acho que nem precisaríamos de alguém de fora, porque temos talento de sobra aqui, o problema foi tê-los no palco com tempo para passar mais que uma experiência de eu acho isso e aquilo, mas novidade ou de pensamento novos para outros reverem suas estratégias e/ou aprenderem a criá-las. 

O fato é que não sou somente eu que tem comentado o fato de que os eventos de mídias sociais aqui estão cada vez mais repetitivos, sem sair da caixa e, pior, tornando-se um ambiente de uma tribo. Se as mídias sociais são um ambiente em constante #beta, se o brasileiro é um dos povos mais criativos, tudo isso ficou a dever nesta edição do SMWSP.

O que houve? Acabaram as novidades? Somos menos empreendedores que americanos e europeus, e, por isso, não tivemos a mostrar de realmente novo? Mesmo sem uma atração internacional para fazer um contraponto – até porque não precisamos disso - não houve quem pudesse ser comparado aos performáticos Gil Giardelli e Graça Taguti, que literalmente fazem a diferença em qualquer evento.

Institutos de pesquisa colocam o Brasil numa posição de relevância quanto ao uso das mídias sociais. Mas já perceberam como? Na qualidade de usuários e ainda, barulhentos, sem força para realmente emplacar uma revolução, por exemplo, como fizeram os ingleses nos ataques de agosto, ou ainda antes o leste europeu em massa contra as ditaduras locais.

Somos mesmo - ao que parece - revolucionários de sofá. E mesmo eu incluo- me na categoria. Afinal poderia ter voltado lá e twittado diretamente do evento, como fiz no primeiro dia? Mas, não: acabei fazendo-o ainda mais, mas relaxada em minha poltrona, eventualmente mudando para o escritório. Desencantei-me com a sistemática, a forma de apresentar etc., e não me levantei do sofá para voltar no dia seguinte. Nem por isso deixei de interagir com seu conteúdo, retwittando o que achava importante, ainda brincando com uma ou outra figura, parabenizando os vencedores do prêmio Epic e provocando outros. Mas e daí?

Passados três anos do boom deste novo movimento no mundo dos negócios, e hoje, após a terceira edição do SMWSP, só posso lamentar nossa posição de colônia neste latifúndio. Ainda vamos gramar muito para mostrar a diferença que poderíamos. Pior, tenho certeza de que sobram cases brasileiros de sucesso que poderiam ser apresentados de forma mais brilhante, para ajudar a explicar e ensinar o que se deve ou não fazer para se dar bem nesse ambiente, e mais gente, de valor e diferente das "sempre as mesmas". Se as mídias sociais são a sociedade em dolby surround, onde estão nossos verdadeiros especialistas e suas maravilhosas ações para fazer a diferença e compartilhar conhecimentos? (Imagem: http://bit.ly/one5Hk)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Colar": arte para poucos...


... ou apenas #necasdepitibiriba!

http://bit.ly/nQFLgr
Sempre fui CDF; tanto que, até na faculdade de jornalismo, acabei oradora da turma. Vou morrer achando que foi porque era ótima aluna, escrevia bem, tinha algum conhecimento, adquirido, em sua maior parte, lá mesmo, na faculdade. Se tiver sido por outro motivo, bom, xapralá...

Fato é que até um outro "causo", no qual o Pingelli Rosa tascou-me um 0,2 em uma prova de Física, na faculdade de Química da 
UFRJ, acho que minha única recuperação havia sido de Geografia, no “científico” (quem lembra da nomenclatura?). Injustiça; apenas porque respondi a uma prova de forma diferente da que queria a professora Rosalina – nome do qual jamais me esquecerei (há coisas para as quais, sim, dizemos jamais e há coisas que a gente nunca esquece além do primeiro sutiã).

Reação intempestiva imediata como a de 15/16 anos, de rasgar a prova na cara da 'psora', sair da classe batendo a porta da sala e ir fumar no banheiro (o ápice da ação mais rebelde da época, afinal estudava em colégio ser de freiras, fazer o que, né?) minha nota não poderia ser nada além de um vermelho 
(=sofrível) para “macular” meu boletim. Mas nem me lembro mesmo da matéria em cuja prova tentei colar.

Quem tem culpa no cartório parece carregar a "letra escarlate" antes ainda que lhe seja alcunhada em praça pública.  

Olha a situação: provavelmente, eu me contorcendo para tentar ler alguma coisa daqueles hieróglifos, escritos em corpo 4 (o menor apresentado por qualquer editor de texto que se preze é 6 – mas estávamos na era ainda antes da pré-história informática, cola se escrevia na munheca) daquele maldito texto que pudesse me ajudar nas respostas da prova para a qual não tinha estudado #necasdepitibiriba. De repente, escuto em forte brado: “Vaaanyyyyyyyyy!”  

Nem sem o que ele queria. Poderia ser qualquer coisa, mas e eu lá, dei-lhe o direito da dúvida?  “Não tô colando não, ‘fessor’.”  

“Ótimo saber disso, mocinha. Então, aproveita e muda de lugar. Vai lá pra frente, que eu acompanho sua prova com mais carinho, tá bom?”

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cinco Marias, 5 Marias... nada! Eram 5 Laubés!

Voilá
Manhêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê, a  Gina pegou minha boneca.
Manhêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê, pede pra Milene devolver a Susi - a cabeça dela tá colaaaaaaando!
Manhêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê, pô a Lele não deixa eu montar a escola das minhas bonecas para eu dar aulaaaaaaaaa!


Para abrir, desfaz o lacinho...

Faz as contas!  Uma mãe + irmã mais velha + irmã mais nova + irmâ gêmea + euzinha = Cinco, cinco Laubés! Sentiu a situação?  Em épocas de presentear a galerinha haja bolso cheio... ou criatividade!

Colocar a meninada para fazer  algo que possa unir o útil ao agradável, gerando satisfação pessoal de ter criado algo seu, superbacana, e ainda, poder presentear sua melhor amiga com algo exclusivo, pra depois criar um campeonato de Cinco Marias... Bora fazer juntas?

Pode ser colorido, em forma de fuxico, pode ser de tecido molinho ou de almofada mesmo, o que importa é curtir... o caminho até o presente - e quem escolhe atalhos, jeitos de fazer, o processo todo é você!

Assim, depois do tal bolo de fubá que resolvi fazer para o fim de semana, sentei-me para fazer... o presente da Marina M. Marini. Pensei. Presentes atuais ela deve ter de montão, mas e aquelas Cinco Marias que faziam a nossa alegria na mesma idade?  A geração de crianças da atualidade pode nem saber, mas a gente se divertia de montão com coisas supersimples.

Abrindo a bolsinha...
Então, Marina, segue seu presente que, porque curti demais fazer para você, mostro em primeira mão ainda, sem dá-lo a você! :o) 

Se você quiser, podemos pensar em fazer isso juntas na festa do ano que vem, ahááá!  Pode ser regada apenas a um bolinho e um Ki-suco, como sua mommys escreveu no Facebook. Imagina só; você e umas amigas fazendo suas próprias Cinco Marias (ou 5 Marias)?

Levo pano, enchimento, cheirinho, agulha, linha de bordar e a gente se diverte ouvindo as músicas que você mais gosta e, claro, fuxicando horrores da vida alheia. Afinal, reunir amigas e não fofocar é como "tipo assim" ir pra Disney e passar longe do castelo da Bela Adormecida, né? Ainda que você esteja mais para Hogwarts e prefira outras "bruxarias", te garanto. Essa aqui é divertida pacas.


Abracadabra. Hora de trocar com as amiguinhas e brincar!
Vany: fazendo arte de tarde!    Taí, gostei do nome... vai virar marca, rsrsrs :O)

Um tiro ou dois?


Imagem: http://bit.ly/rjOAnw

Era Janeiro de 1994. Minha irmã gêmea – a Giiiiiiiiiiinaaaaaaa - morava na Flórida e eu já havia estado com ela mais de uma vez. Desta, porém, tinha levado mamãe para passar o reveillon.  De novo “na América” nunca fui para Nova York? Até então, mimadinha (confesso!) na maioria de minhas viagens ao exterior - tipo assim marido preparava tudo e eu só fazia entrar no avião”, precisava logo reverter isso. Sujeito de minha própria história, morava sozinha, fazia tudo sozinha; não era de bom tom ter isso em meu currículo de vida. Não de Vanyzinha. Meta:  comprar passagem de Orlando para “the city that never sleeps” ou trocar de nome (quebraria um galhão, mas, convenhamos, melhor viajar).    

Ótima promoção, passagem doméstica destas que se paga a ida, e a volta é praticamente de graça. Arranjei de ficar na casa de uma amiga de outra irmã (alguma vantagem de ter várias irmãs a gente tem que ter). E foi muito bom. Mas, claro, tem coisas que a gente, mesmo falando inglês, precisa de um tempo para assimilar a malemolência do “ser minhoca da terra”.   Que o diga a bendita mexerica, bergamota, tangeria e por aí vai...

Aconteceu quando fui a uma lanchonete tomar um café expresso. Um simples expresso. Saio do Rio de Janeiro, vendida para o mundo como uma das cidades mais violentas (ooooh!) – mesmo àquela época – e venho para NYC – a torre de Babel. Entro numa coffee shop para tomar um simples café, faço meu pedido para ouvir, da moça do caixa, na bucha: “One or two shots?”  

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos Pais

É hojeeeeeee!



Precisa de + alguma coisa?

#carpediem

Aquele cabelinho, hein?


Imagem: http://bit.ly/qntGmN
Será que acontece com outras pessoas? Vez em quando perco um fio de cabelo, e ele se enrosca bem na alça do sutiã, lá no meio das costas, numa região em que, para arrancar, só mesmo fazendo curso completo de contorcionismo para integrar Cirque de Soleil. Natural, portanto, ter a percepção de que o que  me coça e traz demasiado desconforto deve ser um suplício de proporções semelhantes a qualquer ser humanamente normal.  Ledo engano.

Era 1995 ou 1996; sabe aquela consultoria internacional para o cliente de salvatagem do navio encalhado em São Francisco do Sul – onde também deixei meu coração? Lembro-me como se fosse ontem a ida ao escritório central do cliente no Brasil, Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro. 

A diretora, muito simpática, recebeu-me britanicamente, talvez resultado do próprio estilo do ambiente de trabalho. Quando estava para sair, também muito educada, acompanhou-me ao elevador. De camiseta regata – estávamos em pleno verão – aliás, quando não é verão no Rio de Janeiro? – braços de fora, falava de efemérides... Pouco acima da altura de seu colo direito estava lá, um "cabelinho enorme", preto. Deveria causar-lhe o maior desconforto. Conversa vai , conversa vem, ia ficando cada vez mais incomodada com a situação.

O andar era alto; edifício antigo. Elevador demorando uns 250 anos para chegar e a gente naquele papo mole de quem já se despediu mil vezes e não tinha mais o que dizer. Não deu outra. Era demais pra mim.

“ Com licença”, disse, indo direto com minha mãozinha retirar o tal cabelinho que “deve estar te incomodando demais, deixa eu te livrar deste pesadelo”.  Puxei.  Tava preso.