Parafraseando o "colega de redes" e especialista em Marketing para Mídias Sociais, Nino Carvalho "quando passamos grande parte do tempo twittando, estamos trabalhando, sim". Provocamos reações ou estamos buscando respostas, retwittando informações e links de notícias importantes, acompanhando eventos, conversando com pessoas com as quais não teríamos a chance de "conhecer" se não fosse o twitter, fazendo pontes entre outras que querem se "falar" ou apenas... estamos observando! Isso eu faço o tempo todo - faz parte do processo final pelo qual meus estudos sobre as mídias sociais está passando agora. Observo as pessoas e seus comportamentos no twitter e em outras mídias também - até porque o twitter é ponte para várias outras.
Liberdade de expressão e responsabilidade sobre o conteúdo
Já abordei a liberdade de expressão várias vezes aqui neste espaço, mas nunca sob este ângulo: a tomada de consciência da possibilidade de interação por gente que antes não falava, não reclamava, não opinava, não reagia e que, de repente, está fazendo tudo isso, mas de uma forma muito estranha. Este divulgar, escrever, está virando um gritar e até "vomitar" como se toda esta carga de opinião estivesse, mesmo, contida por muito tempo. E isso tem ocorrido de uma forma tão avassaladora e descontrolada, que assusta.
Não se trata apenas daquelas dimensões hiperbólicas, superlativas, tsunâmicas, das quais falavam os autores do livro Groundswell não. É mais que isso - é um movimento local, brasileiro porque envolve o tão propalado acesso das classes C e D à internet - com a inclusão social promovida pelo governo Lula. Nada contra, diga-se de passagem, desde que se mantenha o respeito. E não é o que eu tenho visto, ouvido, acompanhado em eventos, noticiários e agora vídeos, blogs, twitter e outros locais da chamada mídia social.
Geisy x 2 mil alunos reacionários da Uniban
O caso da moça do vestido rosachoque justo da Uniban é emblemático. Tomou proporções acima de qualquer expectativa. E a onda começou com os próprios alunos, quem diria. Numa atitude reacionária, dentro da faculdade, eles começaram a atacá-la. De lá para filmes de celulares postados no YouTube e logo retransmitidos em Orkut, Facebook e Tweeter, foi um espirro.
A mídia tradicional acompanhou o desenrolar a semana toda, até que a aluna acabou expulsa da universidade, gerando nova onda de protestos, desta vez da sociedade civil. Agora, jornalistas, artistas, professores, advogados profissionais liberais, todos unidos ou sozinhos - passaram a opinar sobre a reação desenfreada dos alunos, a decisão claramente machista da universidade e sobre o direito de defesa da vítima, a moça. No dia seguinte a sua expulsão, até artigo de repúdio à decisão da universidade já circulava na Internet com mais de 2 mil assinaturas, quando eu mesma linkei o documento para referendar meu desagravo, lá pelas 15h, já usando minha fita rosachoque em meus apelidos no Twitter e no Facebook.
Manifestos a favor e contra vinham de todos os lados. O clima que se formou foi o de uma guerra civil midiática. E um cidadão, que chamou os alunos de revolucionários, aproveitou o episódio para atacar os professores que incitam os alunos ao comunismo (!?), bem na data em que se comemora os 20 anos de queda do Muro de Berlim! Está tudo aqui, neste vídeo, também postado no Youtube.
Sobre este caso, o que fica? A gente ainda não sabe - a Uniban, que hoje mesmo teve outro caso divulgado no BlueBus, parece estar voltando atrás na decisão da expulsão.
A moça, por sua vez, teve sua auto-estima abalada. Quem a viu em sua primeira entrevista no Fantástico, firme em seu direito de vestir o que bem lhe caísse no gosto, e ontem, de preto até o pescoço, assumindo certa dose de responsabilidade sobre o ocorrido, deve ter tido pena dela.
Minha opinião é a de que ela não foi pelada, não atentou contra o pudor, não foi sequer de biquini. Foi com uma roupa colada, sim. Imprópria? Talvez. Mas, e daí? E o que falar dos homens que se coçam na frente de todos ajeitando o "bráulio" sabe-se lá por que motivos não mais de uma vez? Ou que literalmente abrem suas braguilhas e fazem da rua mictório público em qualquer hora, do dia ou da noite, para se aliviar? Que falso moralismo é esse? Homem pode pôr o dito cujo para fora, mas mulher não pode vestir nada colado? Gente, Marilyn Monroe foi mito e isso nos anos 50, 60... e estamos no século XXI!
Sobre sermos chamados de "eles" por Lula
Muda a cena - entra o artigo que li da Danuza Leão no Blog do Noblat, sobre sua decepção acerca do primeiro governo Lula, de como ela votou nele (ela, eu, todo mundo e o Zaqueu e aí...se arrependeu!) e o artigo, bem ao estilo Danuza-de-sempre, não tinha nada demais, estava muito bem escrito e retratava, com bastante fidelidade, o que havia acontecido com o nosso Presidente e como ele passou a tratar a imprensa que começou a censurar e as pessoas que deixaram de segui-lo, e bla bla bla. Eis que o que me chama a atenção é a quantidade de comentários sobre ele (artigo!) - 145. Curiosa, me pus a lê-los. Credo, o que era aquilo! Quem se dispuser a fazê-lo vai se horrorizar - é de ficar chapado/a, como eu fiquei e transmiti o recado esta manhã ao jornalista, via twitter. As pessoas se xingam, trocam verdadeiras ameaças. Aquele espaço virou mesmo um palanque político quando, duvido, tenha sido esta a intenção, pelo menos da Danuza ao escrevê-lo - já não sei a do Noblat, de divulgá-lo em seu blog.
O fato é que esta coisa de o poder da comunicação estar cada vez mais na mão das pessoas tem - como toda moeda - os dois lados da questão: as reações sejam revolucionárias ou reacionárias, se encontram e formam a pororoca nas mídias sociais interativas! E tornam-se estratosféricas, barulhentas, sem controle. No que isso vai dar, especialmente se estamos às vésperas de ano eleitoral? Eu não sei.
O que eu sei é que nas mídias tradicionais e mesmo nos blogs, como os de Noblat, artigos e matérias têm assinaturas, rostos. As pessoas assinam suas matérias, responsabilizam-se pelos seus conteúdos. Agora, e quanto aos que comentam? Muito do que eu li são ataques originários de apelidos como "Liga da Justiça", "A Bem da Verdade"... por que estas pessoas não se mostram, não aparecem, continuam no obscurantismo?
A democracia no Brasil tem muito o que crescer. O bullying está por toda parte. E a retórica está no auge. Se todas as pessoas têm realmente têm o que dizer e "na maior moral", por que se escondem atrás de um pseudônimo?
O Brasil tem que mostrar a cara! Usar as mídias sociais, sim, mas se for para comentar, falar de peito aberto, com nome, sobrenome, CPF e fotografia também. "Sem medo de ser feliz" - ou não é esse o bordão que Lula usou para chegar lá?
Jornalismo, mídia social e comunicação corporativa convergente, passando por mosaico (mesmo!) e outras artes e causas...
Mostrando postagens com marcador Ground swell. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O SOS to the world dado por um jornalista e como eu encontrei no Twitter sua "Message in a bottle"

Uma das razões do Twitter ser um poderoso concorrente no âmbito das mídias sociais reside no fato dele reconhecidamente ter uma ferramenta de busca extremamente eficaz. O Facebook se rói de inveja. Pode ter mais usuários, ter até criado uma versão lite para aumentar sua capacidade de adeptos, buscando integrar a turma do Orkut para sua plataforma, mas, não adianta. Está aquém do que mantém os sócios da plataforma do pássaro azul ser avaliado em US$ 1 bilhão e literalmente bancado, mesmo sem trazer para casa o outro ROI - o Retorno sobre O Investimento.
O Twitter se mantém na preferência porque é muito mais do que um meio de troca de mensagens, quizzes engraçadinhos ou de jogadas ao ar de sentimentos obtusos entre colegas, amigos, desconhecidos ou pseudo-intelectuais, dentre outras ações a ele atribuídas diariamente por geeks – como eu, não vou negar – que curtem a plataforma e a utilizam das mais diversas formas. Pode ser jornalismo de serviço, teaser de campanha ou diversão apenas, como recentemente admitiu o jornalista William Bonner, que em muito pouco tempo se tornou um fenômeno do espaço com suas interativas para escolher a cor da gravata com a qual ele apresentará o JN da noite.
Graças ao seu poder de ferramenta de busca, o Twitter pode pautar a mídia tradicional e criar histórias como esta, que aconteceu comigo e foi mote do podcast semanal que tenho desde Abril, com exclusividade, na Rádio Mega Brasil online, às 2as feiras (13h30), com reprises às 3ª.s (11h30) e 4as- feiras (21h30).
Redirecionamento profissional
Redirecionamento profissional? Que responsabilidade! Mas foi exatamente este o feedback que recebi de um colega uns 20 anos mais jovem que eu depois de uma ajuda dada a partir de um twitte seu, um SOS to the world, encontrado, assim, como uma "Message in a bottle".
Primeiro parêntesis: ‘cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...’
Cada um encontra na vida a sua forma de marcar sua existência. Eu achei a minha. Em parte, isso envolve certa dose de gentileza (sem modéstia alguma, de verdade!). Ora, ela tem a ver com um estender a mão a alguma pessoa – o que, não raro, é mal interpretado e me faz pagar altos preços.
O que eu sei é que eu não vejo nada demais em ajudar as pessoas e esta característica é genética, mamãe era assim, minha irmã gêmea também, acabou formando-se enfermeira – quem sabe aí não resida o fato de eu ter escolhido o Jornalismo e abandonado a Química Industrial e, nas mídias sociais, este viés de jornalista de servição, vez por outra twittando sobre que ruas evitar quando uma tempestade cai sobre São Paulo, que já me engoliu um carro, quase comigo dentro?
SOS to the world
Parêntesis à parte, – estava eu lendo sobre jornalismo no tal espaço de busca do Twitter, onde vou de vez em quando buscar outros assuntos... Era meado de Agosto, uma tarde. De repente, uma frase solta me chama particular atenção. “Alguém sabe onde encontro um bom curso de pós-graduação de jornalismo fora do Brasil?” Coincidência, justamente quando eu acabara de terminar um extenso trabalho de pesquisa a respeito disso e não mais usaria as informações colhidas em noites e mais noites em claro pulando de links em links na Europa e nos Estados Unidos?
Outro parêntesis: Nada acontece por acaso
Se existe algo no que eu realmente acredito é que religião não é necessariamente o seguir de uma relação de dogmas - mas uma energia maior que existe sobre a Humanidade – que cria uma carga positiva quando estamos atrás de alguma coisa que faz com que todo o cosmos conspire a favor. As coisas acontecem ou se fazem acontecer.
Alguém esteve à procura de uma informação e resolveu se ajudar ou tentar ver “qual era a das mídias sociais” ao jogar a esmo, “no mar da tsunami que se tornou a web 2.0” sua “message in a bottle”, parafraseando Sting e sua banda The Police, não? Ou apenas como faziam os náufragos de antigamente, sozinhos na ilha diante da imensidão do mar, a espera de um... milagre. A diferença era a de que, desta vez, fui eu quem achou a garrafa.
Louco? Bizarro? Sinistro? Esta é a maravilha da vida e o melhor da humanidade! Ou como outras pessoas pensam - Aquele Lá de Cima falando ou agindo por meio das pessoas, simplesmente e que moveu-as para a web 2.0, conforme tentaram dizer os autores do Ground Swell ao explicar a vontade das pessoas se acharem e buscarem alternativas de comunicação para resolver questões para as quais não tinham respostas.
Virtualmente, o Twitter fez o trajeto da mensagem da garrafa deste jornalista e serviu a sua causa. Do meu lado, ao deparar-me com ela, pensei apenas em colocar todo o trabalho de noites investidas em algo que não mais me serviria à disposição de alguém que pudesse torná-lo útil. Apesar de não conhecê-lo, ele não seria a única pessoa a quem eventualmente ajudaria, mas a primeira que o faria assim, via mídias sociais... por que não? E logo em seguida veio outro... mas aí é outra história. Afinal, não é essa, de alguma forma, a ação por trás das mídias sociais?
(foto: http://www.crestahouse-cornwall.co.uk/images/message-in-bottle.jpg)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O milagre da multiplicação da Web 3.0: mais um vídeo para mostrar o novo mundo conectado
Volta e meia o assunto vem à tona. Mas é porque tem um motivo: é simplesmente inexorável. Nosso mundo está cada vez mais semântico. As redes já se falam e a uma velocidade inimaginável - ou você acha que não significa nada o fato de eu começar a falar disso há apenas alguns meses e agora, já twittar e poder subir fotos no Flickr (considerado o melhor site entre todos,pela revista Time!)? Ou ainda, ouvir e compartilhar as músicas que mais gosto e estão no Last.fm, fazer com que meus pios sejam lidos imediatamente por Plaxo, Facebook e, nesta última rede, incluir mais um sem número de aplicativos, além de linkar outras pessoas de outras redes, também?
Isso são os computadores conversando entre si, trocando, compartilhando - é a rede entre eles - o passo que veio depois que as pessoas passaram a fazê-lo, conforme já postei aqui, ao falar do livro-bíblia Ground Swell (um dos 100 melhores livros sobre mídias sociais que um dinamarquês lançou hoje numa lista incrível e divulgou esta manhã para o mundo virtual e que compartilho aqui com vocês).
Graças ao desenvolvimento de programas que se ajustam, como o vídeo a seguir - ao qual tive acesso também pelo twitter - mostra, o mundo da tecnologia ficará cada vez mais conectado e sem fronteiras.
Blogosfera: o grande buzz do momento
Correm boatos de que o fim da blogosfera está próximo - assunto que foi pauta do dia de hoje entre os twitteiros de plantão, por causa de matéria veiculada na imprensa escrita. Se isso é especulação ou intriga da oposição, o certo é que a própria blogosfera em si é o grande buzz (assunto do momento) dos tempos.
Hoje fiz um laboratório de twitter cuja conclusão não foi outra senão a de que a própria mídia tradicional usa a blogosfera - e o twitter - outro ameaçado pela força do Facebook - para pautar seus veículos: @bluebus, @bbcbrasil, @g1 e outros endereços de veículos de comunicação existentes ainda antes da nuvem de redes e do twitter bebem nas mesmas fontes internacionais que eu ou qualquer outro mortal com um mínimo de acesso e vontade de ler diretamente àqueles que produzem notícias. A diferença é que eles podem ou não dar os créditos para o que blogam ou twittam. Eu prefiro abelhar - como disse - porque, como defensora de quem foi lá, fez a matéria, postou e tudo o mais, posso até repassar o conteúdo, mas sempre dando a César o que é de César.
De qualquer forma, ficou 250% claro que o twitter - em que mídias como Wall Street Journal, Times, The Economist, The Guardian, a própria BBC World, CNN e mesmo a Info e tantos outros veículos que twittam suas manchetes, chamando para seus sites de notícias leitores do mundo todo, é o grande pauteiro da imprensa brasileira.
Graças a este ambiente todo tem sido possível o desenvolvimento de aplicativos em tempos cada vez mais curtos - tem sido possível juntar pessoas de países, línguas, culturas tão diferentes, mas com objetivos tão comuns - para criar novas ferramentas, para mudar o mundo. Imagine que existe um aplicativo que calcula quantos twittes os brasileiros dão por segundo: são, em méda 7! Por segundo! É uma loucura. Tirando certo percentual de abobrinha, tem muita gente tuittando e retuintando conteúdo de qualidade para ajudar neste processo. No mundo todo, o tráfego do twitter explodiu 15x para 44,5 milhões, em Junho, segundo a comScore.
E assim, blogosfera e redes semânticas vão se multiplicando em progressões que, a esta altura, já ultrapassaram as conhecidas geométricas que aprendemos na minha época de antes do segundo grau (rs!)
Para que todos os mortais entendam e cada vez mais - como isso já funciona e como muito em breve tudo isso vai mexer com o cotidiano - senão o nosso - dos nossos filhos e netos, aqui vai um upgrade do vídeo que postei há poucos meses sobre a web 3.0.
Apesar deste não estar traduzido (porque é bem recente), as figuras bastam para quem não domina o inglês ter uma noção bem marcante do que significa tudo isso.
O reconhecimento de voz
E, linkando este post ao de ontem (suitando, como se diz em bom jornalismo), imagine a rapidez com que tudo isso pode acontecer se os comandos para que estas maravilhas ocorram vierem de aparelhos que passem a reconhecer nossa voz? Mas nada em inglês, não. Falo do bom português. Ideal seria o brasileiro, mesmo. Mas já me darei por satisfeita se, aproveitando a carona da recente mudança ortográfica que uniu países de Língua Portuguesa de vários continentes, nosso Governo pensar em criar uma política de tecnologias de reconhecimento de voz para computadores. Seria um mérito e tanto para este Governo que se diz tão pró-povo, que tanto cobra das empresas ações politicamente corretas, mas que não criou ainda uma política clara sobre isso e que beneficiaria tanta gente. E deixo clara minha visão de que não falo de pessoas com habilidades especiais, não. Estas se beneficiariam também. Falo, sobretudo, de qualquer brasileiro que sabe que o futuro é a tecnologia sem teclado.
Aproveitando o modismo do pio do pássaro azul, #prontofalei.
Isso são os computadores conversando entre si, trocando, compartilhando - é a rede entre eles - o passo que veio depois que as pessoas passaram a fazê-lo, conforme já postei aqui, ao falar do livro-bíblia Ground Swell (um dos 100 melhores livros sobre mídias sociais que um dinamarquês lançou hoje numa lista incrível e divulgou esta manhã para o mundo virtual e que compartilho aqui com vocês).
Graças ao desenvolvimento de programas que se ajustam, como o vídeo a seguir - ao qual tive acesso também pelo twitter - mostra, o mundo da tecnologia ficará cada vez mais conectado e sem fronteiras.
Blogosfera: o grande buzz do momento
Correm boatos de que o fim da blogosfera está próximo - assunto que foi pauta do dia de hoje entre os twitteiros de plantão, por causa de matéria veiculada na imprensa escrita. Se isso é especulação ou intriga da oposição, o certo é que a própria blogosfera em si é o grande buzz (assunto do momento) dos tempos.
Hoje fiz um laboratório de twitter cuja conclusão não foi outra senão a de que a própria mídia tradicional usa a blogosfera - e o twitter - outro ameaçado pela força do Facebook - para pautar seus veículos: @bluebus, @bbcbrasil, @g1 e outros endereços de veículos de comunicação existentes ainda antes da nuvem de redes e do twitter bebem nas mesmas fontes internacionais que eu ou qualquer outro mortal com um mínimo de acesso e vontade de ler diretamente àqueles que produzem notícias. A diferença é que eles podem ou não dar os créditos para o que blogam ou twittam. Eu prefiro abelhar - como disse - porque, como defensora de quem foi lá, fez a matéria, postou e tudo o mais, posso até repassar o conteúdo, mas sempre dando a César o que é de César.
De qualquer forma, ficou 250% claro que o twitter - em que mídias como Wall Street Journal, Times, The Economist, The Guardian, a própria BBC World, CNN e mesmo a Info e tantos outros veículos que twittam suas manchetes, chamando para seus sites de notícias leitores do mundo todo, é o grande pauteiro da imprensa brasileira.
Graças a este ambiente todo tem sido possível o desenvolvimento de aplicativos em tempos cada vez mais curtos - tem sido possível juntar pessoas de países, línguas, culturas tão diferentes, mas com objetivos tão comuns - para criar novas ferramentas, para mudar o mundo. Imagine que existe um aplicativo que calcula quantos twittes os brasileiros dão por segundo: são, em méda 7! Por segundo! É uma loucura. Tirando certo percentual de abobrinha, tem muita gente tuittando e retuintando conteúdo de qualidade para ajudar neste processo. No mundo todo, o tráfego do twitter explodiu 15x para 44,5 milhões, em Junho, segundo a comScore.
E assim, blogosfera e redes semânticas vão se multiplicando em progressões que, a esta altura, já ultrapassaram as conhecidas geométricas que aprendemos na minha época de antes do segundo grau (rs!)
Para que todos os mortais entendam e cada vez mais - como isso já funciona e como muito em breve tudo isso vai mexer com o cotidiano - senão o nosso - dos nossos filhos e netos, aqui vai um upgrade do vídeo que postei há poucos meses sobre a web 3.0.
Apesar deste não estar traduzido (porque é bem recente), as figuras bastam para quem não domina o inglês ter uma noção bem marcante do que significa tudo isso.
O reconhecimento de voz
E, linkando este post ao de ontem (suitando, como se diz em bom jornalismo), imagine a rapidez com que tudo isso pode acontecer se os comandos para que estas maravilhas ocorram vierem de aparelhos que passem a reconhecer nossa voz? Mas nada em inglês, não. Falo do bom português. Ideal seria o brasileiro, mesmo. Mas já me darei por satisfeita se, aproveitando a carona da recente mudança ortográfica que uniu países de Língua Portuguesa de vários continentes, nosso Governo pensar em criar uma política de tecnologias de reconhecimento de voz para computadores. Seria um mérito e tanto para este Governo que se diz tão pró-povo, que tanto cobra das empresas ações politicamente corretas, mas que não criou ainda uma política clara sobre isso e que beneficiaria tanta gente. E deixo clara minha visão de que não falo de pessoas com habilidades especiais, não. Estas se beneficiariam também. Falo, sobretudo, de qualquer brasileiro que sabe que o futuro é a tecnologia sem teclado.
Aproveitando o modismo do pio do pássaro azul, #prontofalei.
Future Internet Video from Castemelijn on Vimeo.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Ayrton Senna, Ground swell e "The Internet Symphony" Global Mash Up
Hoje faz 15 anos que o acidente trágico da curva de Tamburello tirou a vida do talvez único corredor de Fórmula 1 a ultrapassar os limites de ser apenas o melhor entre os melhores corredores de carro de corrida da história da humanidade. Ayrton Senna (1960-1994) não foi apenas corredor porque seu legado vai muito além disso.
Quem fez hoje uma rápida varredura pelos vídeos postados no Youtube em sua homenagem ao longo dos últimos anos não pôde deixar de se emocionar com a quantidade de comentários, vindos do mundo todo, em todas as línguas, de pessoas de todas as idades (inclusive crianças à época em que ele morreu) especialmente feitos nesta data.
A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma depois dele; isso é incontestável. Mas, no mundo todo, o vazio deixado pelo líder nato, pelo homem de caráter que nunca desistia de seu objetivo, que não deixava de se divertir quando era o momento mas não perdia o foco quando necessário, está presente ainda hoje em cada um que teve o privilégio de vê-lo todos os domingos abrilhantando o Brasil mundo afora. Exemplo como muito poucos homens deste País, infelizmente, que devemos preservar e perpetuar entre nossos filhos, para as gerações futuras.
Ayrton Senna foi e continua sendo um exemplo de retidão e perseverança, credibilidade e liderança, mas, sobretudo, da crença na humanidade e nos valores que ele viveu e defendeu e que ainda existem dentro de cada um de nós, a despeito do desemprego, do bulliyng, do terrorismo e da guerra, da fome e da miséria, da falta de ética e compostura políticas, da loucura do trânsito e da ganância de poder etc. De coisas que coletivamente estamos cansados de ver, mas que, individualmente, por meio das mídias sociais, estamos resgatando em movimentos anárquico-tecnológicos - segundo me fez entender o livro Groundswell, de Charlene Li e Josh Bernoff, do Forrester Research. Sua conclusão do que estamos vivendo passa por isso: estamos cheios do que vimos e passamos, carentes de poder lidar com o status quo e ávidos por nos conectarmos para fazer nossa revolução contra as instituições, mas, desta vez, com o devido apoio da tecnologia como "instrumento bélico" e tendo o ambiente virtual como economicamente propício para desenvolver nossas ações...
Por tudo isso, e para homenagear Ayrton Senna, uma pessoa global, um representante da humanidade mais do que do Brasil apenas, escolhi este filme, que tem tudo a ver com o que acredito que as novas mídias possam fazer pelo mundo - a mensagem de otimismo e de fé que Ayrton Senna sempre passou e que se ele ainda estivesse aqui, certamente, estaria twittando, blogando e multiplicando, provando que podemos fazer um mundo melhor com as nossas habilidades e tecnologias que criamos. Trata-se apenas de focá-las para seu uso com responsabilidade, dignidade, respeito ao direito público e privado onde cada um deve ficar, e, aproveitando o fim da Lei de Imprensa no Brasil, decretado ontem, pelo Supremo Tribunal Federal, com liberdade e direito de expressão.
Quem fez hoje uma rápida varredura pelos vídeos postados no Youtube em sua homenagem ao longo dos últimos anos não pôde deixar de se emocionar com a quantidade de comentários, vindos do mundo todo, em todas as línguas, de pessoas de todas as idades (inclusive crianças à época em que ele morreu) especialmente feitos nesta data.
A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma depois dele; isso é incontestável. Mas, no mundo todo, o vazio deixado pelo líder nato, pelo homem de caráter que nunca desistia de seu objetivo, que não deixava de se divertir quando era o momento mas não perdia o foco quando necessário, está presente ainda hoje em cada um que teve o privilégio de vê-lo todos os domingos abrilhantando o Brasil mundo afora. Exemplo como muito poucos homens deste País, infelizmente, que devemos preservar e perpetuar entre nossos filhos, para as gerações futuras.
Ayrton Senna foi e continua sendo um exemplo de retidão e perseverança, credibilidade e liderança, mas, sobretudo, da crença na humanidade e nos valores que ele viveu e defendeu e que ainda existem dentro de cada um de nós, a despeito do desemprego, do bulliyng, do terrorismo e da guerra, da fome e da miséria, da falta de ética e compostura políticas, da loucura do trânsito e da ganância de poder etc. De coisas que coletivamente estamos cansados de ver, mas que, individualmente, por meio das mídias sociais, estamos resgatando em movimentos anárquico-tecnológicos - segundo me fez entender o livro Groundswell, de Charlene Li e Josh Bernoff, do Forrester Research. Sua conclusão do que estamos vivendo passa por isso: estamos cheios do que vimos e passamos, carentes de poder lidar com o status quo e ávidos por nos conectarmos para fazer nossa revolução contra as instituições, mas, desta vez, com o devido apoio da tecnologia como "instrumento bélico" e tendo o ambiente virtual como economicamente propício para desenvolver nossas ações...
Por tudo isso, e para homenagear Ayrton Senna, uma pessoa global, um representante da humanidade mais do que do Brasil apenas, escolhi este filme, que tem tudo a ver com o que acredito que as novas mídias possam fazer pelo mundo - a mensagem de otimismo e de fé que Ayrton Senna sempre passou e que se ele ainda estivesse aqui, certamente, estaria twittando, blogando e multiplicando, provando que podemos fazer um mundo melhor com as nossas habilidades e tecnologias que criamos. Trata-se apenas de focá-las para seu uso com responsabilidade, dignidade, respeito ao direito público e privado onde cada um deve ficar, e, aproveitando o fim da Lei de Imprensa no Brasil, decretado ontem, pelo Supremo Tribunal Federal, com liberdade e direito de expressão.
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