segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oito tendências para 2013: experiência do usuário é o foco


Todo começo de ano é a mesma coisa - a gente faz um  balanço do ano que passou, pensa no que deu certo, deixamos para trás o que não deu e focamos no futuro, nas enormes possibilidades que a mudança de calendário nos proporciona. Na esteira delas, as tendências. 

Em 2012, muita coisa aconteceu e o blog acabou ficando à deriva. Uma pena, de verdade, especialmente depois dele ter sido uma referência de trabalho, indicado para o Prêmio Mulher Imprensa do ano. Mas aquela fase passou - ufa! - e, motivada por algumas mudanças em curso e pelo início do ano, volto a escrever sobre tudo o que este blog abrange, num mosaico psicodélico e, talvez por isso mesmo, nem tão maçante. 

Para post número um de 2013, destaco oito tendências apuradas em troca de experiências e leituras diversas. Interdependentes, elas apontam para a a vez absoluta do usuário, portador de aparelhos cada vez mais conectados, menores e amigáveis. Em 2013, menor, individual e mais concentrado... é mais!

  1. A ascenção do móvel: Depois do boom dos tablets e dos smartphones, a indústria de dispositivos móveis para comunicação percebeu que reunir todas as funcionalidades em um só aparelho é a bola da vez. A utilização de tablets com fones de ouvido para fazer ligações juntando os melhores dos mundos em um só aparelho é tendência para este ano.
  2. Maior uso das  mídias sociais pelas empresas: o que será do velho e-mail, a gente ainda não pode dizer, mas verdade é que as empresas cada vez mais usam as mídias sociais para fazer contatos e fechar negócios, além de recrutar novos talentos. Que o digam o Twitter, Facebook e o Skype,  alternativas a ligações e encontros diretos entre clientes, prospects e, por que não dizer, jornalistas.   
  3. Aumento do Social CRM: como decorrência da tendência anterior, a migração do antigo CRM para os canais sociais - as empresas vão investir cada vez mais para que o backoffice atenda ao Social CRM - e tudo isso em ambiente virtual, na nuvem. 
  4. Experiência do usuário: essa é a bola da vez em termos de tendência. Por isso, as empresas de todos os tamanhos têm-se preparado para oferecer plataformas de relacionamento  cada vez mais amigáveis,  que permitam não somente gerar a melhor experiência entre usuário e marca, mas este relacionamento seja quantificado e qualificado. 
  5. ROE substituirá o ROI: o foco das empresas de quantificar o ROI - Retorno será migrado para o impacto do engajamento entre usuário e marca - o ROE, retorno sobre engajamento. Este ano, as KPI (Indicadores chave de desempenho) vão definitivamente substituir as métricas quantitativas de número de seguidores e curtições em mídias sociais.
  6. Curadoria Social: essa é pra quem lida com conteúdo e faz um link com um dos últimos posts escritos aqui no blog. O processo de filtragem de informações relevantes para nichos de leitores vem ao encontro da preocupação em proporcionar a melhor experiência aos leitores.
  7. Uso de vídeos: o mundo vivenciará um aumento exponencial do uso de vídeos para alavancar ideias e vendas.  
  8. A era do Big Data: ainda no quesito conteúdo, agora na área jornalística, a certeza de que entramos definitivamente no mundo do big data - o que levará a sociedade a se municiar de informação relevante para cobrar mais de seus governos  e melhorar as condições de vida das populações.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Folha de S. Paulo vai sediar 1o Encontro dos hackshackers no Brasil

( http://pinterest.com/pin/152981718562709589/)
Depois da realização, em junho, do primeiro hackathon, ou maratona envolvendo programadores e jornalistas, iniciativa do jornal O Estado de São Paulo em conjunto com a Casa Digital, em São Paulo, agora é a vez do jornal Folha de S. Paulo reunir estes mesmos profissionais para discutir e desenvolver ações de jornalismo de dados.  
O lançamento do primeiro capítulo Hackhackers SP  foi anunciado esta manhã do dia 12 de julho, durante a palestra Jornalismo de Dados do 7º Congresso Internacional da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, pelo jornalista e membro do Centro Internacional para Jornalistas – ICFJ, Gustavo Faleiros.
O anúncio confirma senão uma tendência, pelo menos uma forte intenção das empresas jornalísticas focadas em criar uma cultura voltada ao jornalismo de dados. Além de jornalistas, são esperados programadores, analistas de sistemas, designers e outros profissionais interessados na relação entre o jornalismo e a tecnologia para formar grupos de trabalho que visem a apresentar ideias em cima do mapeamento digital, HTML5, web scraping (= traduzido como sendo a raspagem dos dados coletados em bases de dados disponíveis na web) e até aplicativos para celulares. O evento, cujas informações estão sendo discutidas neste MeetUp, vai acontecer no próximo dia 16 de julho, de 19 às 22h, no auditório do 9º andar do prédio da Folha de S. Paulo, em São Paulo.

Presente

Um dos organizadores do evento, Gustavo Faleiros é apaixonado por geolocalização e, neste momento, realiza um projeto de jornalismo de dados voltado para as eleições com o Grupo Eco e a Folha de S.Paulo. Durante sua exposição, proferida no #congressoabraji ele falou sobre sua atuação na área: "Usamos mapas para tudo e cada vez mais. Como 95% dos dados disponíveis pelos governos dispõem de algum dado geográfico, é inevitável que venhamos a usar a  geolocalização para encontrar informações que podem virar matérias incríveis." 
Para ele, ainda que o jornalismo caminhe nesta direção, "as estórias vêm em primeiro lugar e esse é o propósito do jornalismo, que não deve abrir mão deste princípio básico". Para ele o público tem interesse em dados e quer contribuir, independentemente dos imensos desafios tecnológicos e da complexidade dos trabalhos. "Sem dúvida este é o nosso presente.”, concluiu.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

“Papos na Rede”: um projeto crowdsourcing


 Periodicidade do programa passará a ser quinzenal  

O nome já foi criado em ritmo social, demonstrando o potencial da primeira iniciativa de se criar  um encontro virtual para discutir temas referentes ao mundo digital.  Passados dois anos, o pioneirismo deu lugar a uma existência marcada pela consistência de conteúdos, periodicidade e fidelidade de seus participantes. Hoje, o "Papos na Rede" é uma experiência bem-sucedida de crowdsourcing e co-working. 
Por trás da ação de aprofundar a discussão sobre o frenético lançamento de novidades que pululam nas redes desde ainda antes de 2010 estão a tenacidade, a disciplina, a obstinação e a dedicação da jornalista Marcia Ceschini, de Araraquara. No aniversário de dois anos do programa, ela reforçou a preocupação de “alimentar nossos seguidores de novidades e boas dicas de artigos, cursos, livros e tudo mais que possam acrescentar em nossa busca constante por comunicação digital e cibercultura”. Por meio de um rápido pingue-pongue, Marcia contou a este blog um pouco sobre a história do programa que, com certeza vale #RF #RT!



Afinal, o programa se chama mesmo “Papos na Rede”? Conte um pouco da história dele.
A ideia surgiu como um encontro para discutir comunicação digital e cibercultura e evoluiu para um projeto crowdsourcing. Cada um dos envolvidos cedeu e/ou continua participando com sua expertise: o Treina TOM entrou com a plataforma do encontro; a agência SocialTag/Setesys, com o blog; a SmartIs, que nos cedeu o domínio na web passou a hospedar o site, que, durante o primeiro ano, foi um patrocínio do Grupo Connection Sud. Além disso, a Vilage Marcas e Patentes está finalizando o processo do registro da marca – “Papos na Rede”. Cada membro da equipe doa seu tempo para twittar ou escrever no blog. O diferencial do projeto é ser 100% free e baseado na troca mesmo de expertise, para que os participantes tenham informações sobre comunicação digital e cibercultura. Apesar de pioneiro, quando o criei, hoje o programa não é o único. Existem vários podcasts atuando na mesma direção, mas o que é bacana é perceber que o “Papos na Rede” também gerou ideias para outras pessoas/empresas criarem seus espaços de discussão e até cursos pagos online de comunicação digital.
Hoje vocês são uma equipe de 16 pessoas, você e mais 15, e se apresentam como um projeto de crowdsourcing e co-learning. Mas quando você idealizou este projeto, ele era um encontro virtual para disseminar a experiência dos convidados entre os players e interessados nessa nova forma de fazer negócios usando a internet. Como foi que o “Papos na Rede” foi se tornando o que ele hoje é?
Muito do “Papos na Rede” vem de uma vontade minha de que o projeto se mantenha. Da escolha dos palestrantes, passando pelo conteúdo do blog, sou eu quem organiza o chat e a equipe do twitter e faz o resumo do webinar.  Destas 16 pessoas, seis se revezam nos twittes, daí cada hashtag ser a inicial de quem twittou.  O Alex Camillo escreve posts para o blog e o Thiago Acioli transpõe as gravações dos webinares em mp3. Assim, quem não pôde participar, pode baixar o papo da rede.
Como acontece os encontros?
Inicialmente eram quinzenais, mas além dos pedidos para que ele fosse semanal,  houve uma boa demanda para que isso acontecesse. Foi em janeiro de 2011, quando também passamos a usar o Treina TOM, por sugestão do Israel Degasperi. Ele conhecia a ferramenta e nos colocou em contato com os criadores, a empresa E-Genial.  Hoje em dia, com a grande oferta de iniciativas similares em hangouts e podcasts, o volume de participantes tem diminuído. Minha intenção é voltá-lo quinzenal a partir de julho.
Vários nomes e assuntos passaram pelo “Papos na Rede” em dois anos de vida. Qual destes nomes/ conteúdos mais te impressionou e por que?   
Todos os nomes que passam pelo projeto são pessoas as quais admiramos profissionalmente, os participantes e eu. Costumo dizer que fazemos uma colcha de retalhos digital com a colaboração de cada um. Mas vou citar especialmente o fato de ter tido o Luli Radfahrer como palestrante. Fiquei muito feliz, porque ele não somente já conhecia o projeto quando fui convidá-lo, como foi extremamente atencioso com os participantes durante o encontro. E, claro, existem aqueles que, além de participar do webinar, como palestrantes, sempre ajudam, como o Tarcízio Silva, o Estevão Soares e o Bruno Scartozzini.  O Tarcízio, por exemplo, já lançou, em primeira mão para nossos participantes, três dos ebooks que organizou, e  vai lançar aqui também, em julho, o seu mapeamento dos profissionais de Social Media. O Estevão Soares, por sua vez, faz questão de citar o programa e a mim em todas as suas palestras. O Bruno me ajuda na sugestão e convite dos nomes a serem entrevistados.  Há outros nomes, e a jornalista Samantha Shiraishi, além de ter palestrado, também sempre cita o projeto. Eu a considero uma madrinha digital do Papos.
Conte uma história ou uma passagem inusitada criada em função do programa. Ou o relato de quem participou do projeto e mudou sua vida... abraçou a causa das mídias sociais e hoje é sucesso...
O fato mais inusitado foi quando participei do Social Media Brasil ano passado. Fui tratada como “celebridade” pelos participantes do evento. Não tinha noção do alcance do meu nome e do “Papos na Rede”. A maioria já conhecia o projeto e teve quem pediu para tirar foto comigo. Outro registro interessante é o de que jovens profissionais como o Kauê Krischnegg Pereira e Myla Connor, entre outros, sempre citam o “Papos na Rede” como fator de mudança em seus rumos de estudos e profissionais. Isso é muito bom.
E, claro, pegando carona com a pergunta de cima, em como este projeto mudou sua vida profissional e pessoalmente?
Profissionalmente me ajudou e tem me ajudado muito, pois além de aprender muito com todos durante os chats, por me tornar uma referência na iniciativa, sou convidada para palestrar em várias universidades e até em eventos de comunicação digital, como aconteceu no Digital Arena e no Social Media Vale do Paraíba e Social Media São Paulo.
O Papos fortaleceu minha imagem e tornou-me conhecida. Pessoalmente me permitiu estar próxima de autores e palestrantes de renomes que admiro muito.
Quais os próximos passos?
Sobreviver aos novos concorrentes, trazer novos palestrantes e manter o interesse dos participantes. Obviamente quero poder manter sua ideia original de não ser cobrado, do conteúdo continuar sendo compartilhado de maneira crowd e co-learning.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Findo o #congresso4em1, hora de preparar-se para o 7º #congressoabraji



Compartilho aqui a minha grade de participação no evento:


MEU ROTEIRO

12.07 - 09h00
JORNALISMO DE DADOS (EM ESPANHOL E PORTUGUÊS)
Eixo: Fundamentos da Reportagem
Palestrante(s): Gustavo Faleiros (Knight Fellow do Centro Internacional para Jornalista-ICFJ)Sandra Crucianelli (Fopea)
12.07 - 14h00
JORNALISMO QUE FAZ HISTÓRIA
Eixo: Fazer jornalístico
Palestrante(s): Leonêncio Nossa (O Estado de S.Paulo)
13.07 - 09h00
NOVAS FRONTEIRAS DO JORNALISMO
Eixo: Jornalismo on-line
Palestrante(s): Sarah Cohen (Duke University/EUA)David Kaplan (Global Investigative Journalism Network/EUA)
13.07 - 14h00
JORNALISMO: EM BUSCA DA QUALIDADE MULTIPLATAFORMA
Eixo: Fazer jornalístico
Palestrante(s): Sérgio Dávila (Folha de S.Paulo)Ascanio Seleme (O Globo)
13.07 - 16h30
JORNALISMO INDEPENDENTE ON-LINE
Eixo: Jornalismo on-line
Palestrante(s): Edu Trevisan (Lei Seca - RJ)Antônio Martins (Outras Palavras)
14.07 - 09h00
FINANCIAMENTO DO JORNALISMO: PARA ALÉM DOS ANUNCIANTES
Eixo: Fundamentos da Reportagem
Palestrante(s): Gustavo Faleiros (Knight Fellow do Centro Internacional para Jornalista-ICFJ)Natalia Viana (A Pública)
14.07 - 11h00
CIDADES SUSTENTÁVEIS
Eixo: Avulsas
Palestrante(s): André Trigueiro (Globo News)Luanda Nera (Rede Nossa São Paulo)
14.07 - 14h00
ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE: O PARADOXO DO DESENVOLVIMENTISMO
Eixo: Economia
Palestrante(s): Hugo Penteado (Nosso Futuro Comum)Saulo Rodrigues (UnB)
14.07 - 16h00
SUPER SESSION: PAGE ONE
Eixo: Jornalismo on-line
Palestrante(s): Rosental Calmon Alves (Centro Knight para o Jornalismo nas Américas)David Carr (NYT/EUA)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sociedade do conhecimento: o que fazer com tudo isso


Nem bem o #congresso4em1 acabou, com todas as suas experiências, contatos, momentos incríveis, sou convidada pelo Antonio Carlos Amorim, o Carl, como os colegas de trabalho e amigos o chamam, para participar de uma palestra sobre a era do conhecimento no novo mundo, "Palestra Atuando no Novo Mundo"Parece que ele entrou no meu drive, porque o conteúdo do que ele vai apresentar no dia 20 de junho, no Instituto de Engenharia, em São Paulo, passa exatamente por onde quero focar meu treinamento a partir de agora.
Diretor da Amorim.bz, empresa de consultoria voltada para auxiliar empresas e pessoas a aproveitarem o potencial representado pelas novas tecnologias, internet, redes e mídias sociais em seus projetos pessoais, de negócios ou de aprendizado - da qual faço parte como parceira de negócios -, Carl é engenheiro de negócios, com 25 anos de experiência na gestão de empresas e projetos de vários tamanhos para grupos privados e governos. Seis anos atrás, começou a criar e articular redes sociais, a primeira sendo a Rede da Engenharia e, entre seus projetos maiores, a TEIA MG, de massificação de uso da Web do Governo de Minas. Pós-graduado em Marketing pela ESPM, MBA em Finanças pelo IBMEC e com mestrado em Administração pelo Mackenzie, Carl é o típico executivo do momento. 
Antenado, bem relacionado, devorador de conteúdos os mais diversificados e atuais, ele é o tipo que se recusa a  acreditar “que as pessoas tenham prazos de validade ditados pela tecnologia do momento”. Por isso, é capaz de se reinventar e, por causa de todo o conhecimento que vem adquirindo ao longo de, pelo menos, dez anos de amizade e admiração, eu aceitei ao convite e agora divulgo seu trabalho.  

O que fazer com tudo isso?

O evento é uma palestra de duas horas cujo resultado poderá ser a elaboração, mais a frente de um workshop de oito horas. “A ideia nasceu de inúmeras conversas e trabalhos com pessoas que têm conhecimento, mas, por não conseguir entender os conceitos básicos da Sociedade do Conhecimento, acreditam que o problema é não entender de tecnologia”, disse Amorim, explicando ser este o motivo de tornar estas pessoas “resistentes às mudanças e arautos dos bons e velhos tempos”.  Para ele, que viu tantos talentos desperdiçados, “é hora de mostrar para as pessoas que a experiência delas é mais válida do que nunca, bastando apenas alguns ajustes de conceitos para que naveguem em águas tranquilas”, complementou.  
Em função de o evento acontecer dentro do Instituto de Engenharia, Amorim espera o primeiro e maior público-alvo do evento sejam os engenheiros, mas acredita que advogados, pequenos empresários, comunicólogos e cientistas sociais, entre outros profissionais, possam tirar bastante do conteúdo programático. “Meu público-alvo é todo mundo acima de 35 anos, que ainda tem dificuldade para entender a oportunidade que a internet e a Sociedade do Conhecimento representam”. Falou e disse! 


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Curadoria na web. O que é, como fazer etc.


Fonte: http://bit.ly/HWpXWR  

Com base no artigoescrito pelo CEO Steven Rosembaum, da Magnify.net (apresentada como a maior plataforma decuradoria de vídeos na internet), para o blog da Fast Company, sobre curadoria de informação, o blog vai dar umas diquinhas de como você pode fazer este trabalho e tornar-se um super-herói da internet para o mercado no qual atua.  Por que?

Só mesmo sendo super-herói para achar trigo no meio de tanto joio de uma troca de apenas um dia de movimento na web, que totaliza, nas contas do CEO: 250 milhões de fotos enviadas para o Facebook, 864 mil horas de vídeo carregados no YouTube, e 294 bilhões de emails enviados. E isso sem contar check-ins, solicitações de amigo em redes, ou os pinos de Pinterest... 

Quem 

A figura do curador emerge da realidade assustadora de que, mesmo com bons metadados, os programas por trás de redes e provedores consideram os dados trocados na web como "um amontoado de informações"... e ainda que os algoritmos tenham melhorado na detecção de spam, eles não estão acompanhando a tsunami de troca em tempo real.  Os números ultrapassam os zettabytes e, para se ter uma ideia,  um  zettabyte é um trilhão de gigabytes;  ou seja o número 1 seguido de 21 zeros à direita.

Steven Rosembaum acredita que só mesmo uma parceria entre seres humanos engajados e máquinas para nos livrar de um dilúvio de informações não “tratadas”.  E esta parceria é a curadoria; o ato pesquisar, contextualizar e organizar as informações de uma área específica.  Curadores são aquelas pessoas que atualizam conteúdos, tornando-os consistentes sobre o que é interessante, o que está acontecendo de mais novo e bacana dentro daquela área de conhecimento ou informação.   São como um filtro crítico que ajuda os consumidores a encontrarem conteúdo relevante de seu nicho, sem ruídos.

A página que Mimbo, nova rede de empreendedorismo criada no Brasil no início do mês lança oficialmente hoje, a MimboCult, é uma experiência que pode virar curadoria de assuntos ligados ao empreendedorismo e negócios. A intenção é a de que esta página esteja  entre a web e os leitores ou participantes da rede, utlizando todas as ferramentas à sua disposição para "pescar" na web, e puxar para fora do fluxo de dados pérolas de sabedoria, notícias, novas vozes, e outros detalhes importantes. Para complementar este trabalho, a rede contará com uma equipe de blogueiros que vão trazer para aquele espaço temas de interesse. Eu estarei entre eles, falando de comunicação corporativa.

Como

Mas, como atuar como um curador?
  • 1    Pesquise muito sobre um assunto específico.
  • 2    Encontrado o conteúdo de interesse, busque adicionar contexto relevante de acordo com o públic-alvo do material. Opinião sempre conta de forma positiva se você entende daquele assunto.
  • 3    Sempre atribuia ao criador seu crédito, preferencialmente puxando um link para a fonte,  respeitando os direitos de publicação. 
  • 4    Ao usar imagem, atribua a fonte ou, em caso de não poder usá-la, busque junto ao seu criador a aprovação para seu uso.

Com estes pequenos cuidados, você pode repassar assuntos com algo mais, sem ferir a etiqueta do mundo web – aliás do mundo todo, virtual e real.  Quer saber mais sobre o tema? Rosembaum dá a dica: Maria Popova, editora do Brain Pickings,  está ajudando a criar um Código de Curadores.   

Acompanhe alguns exemplos de experiências de curadoria e... mãos à obra (clique em cada um dos nomes a seguir para ser linkado diretamente às suas páginas)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não é infográfico, mas diz tudo

Aos poucos, a programação do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2012 vai sendo atualizada, provando a medida de sua competência - em gênero, número e grau de importância - em toda a América Latina.  Clicando na figura, você é linkado diretamente à página que constantemente apresenta as novidades sobre o que vai movimentar o Centro de Convenções Rebouças, lozalizado em São Paulo, de entre 29 e 31 de maio.


As inscrições podem ser feitas diretamente aqui, até o dia 29 de abril, com desconto de mais de 40%. Se você quiser vir em esquema de caravana, a Mega Brasil criou sete diferentes pacotes dependendo se você é profissional corporativo, de governo, professor etc.. Vale a pena conferir aqui ainda antes de bater o martelo sobre sua participação. 
A cobertura do evento vai ser feita por meio de uma equipe #tudodebom coordenada por mim no Jornal da Comunicação Corporativa e em entrevistas ancoradas pelos colegas Cássia Gargantini e Sérgio Lapastina, na Rádio Mega Brasil online. No mais, vale seguir todas as mídias relacionadas ao evento:  Além do Jornal da Comunicação Corporativa, o Blog, TwitterFacebook. A hasthtag este ano é #congresso4em1.  #boranessa