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quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Brasil não conhece o Brazil: no dia mundial da saúde e do jornalista, um retrato do verdadeiro País

Não poderia ser pior. Apesar de o dia do jornalista estar lá, nos Trend Topics do Brasil, o que bombou mesmo foram as tags #realengo, #tragedianorio e, como consequencia, os pedidos de doação de sangue para ajudar os sobreviventes.

Já adianto que o que escreverei resulta apenas da reflexão do que li e troquei com #twigos em minutos pela cada vez mais lisérgica e pirada timeline do #twitter.

Pois quando se comemoraria mais um dia do jornalista - pelo menos aqui - e, mundialmente, o da saúde, um maluco, ao pior exemplo do que acontece nos Estados Unidos, entrou armado em uma escola do Realengo, bairro da zona Oeste da cidade, e resolveu atirar. Em meninas.

Um dia após a ficha cair na minha cabeça sobre os jornalistas daquele primeiro mundo barrarem os daqui na nova network criada para discutir o futuro do jornalismo - por mais que o Brasil tenha tido várias conquistas cá e lá, que todos lemos ao longo dos últimos oito anos como "nunca antes na história deste País" - o que aconteceu e pegou-nos de surpresa só mostrou que o Brasil não conhece o Brazil. E vice-versa.

Sem entrar no mérito dos detalhes da notícia que abalou a todos - aqui e lá fora (mais motivos para mostrar o lado negro do Rio de Janeiro, país sede das Olimpíadas e da Copa do Mundo -  o rapaz, ao copiar um modelito "consagrado" nos Estados Unidos, importado pelas famosas séries CSI, NCIS, Law & Order etc., fez o Brasil ser lembrado na agenda do primeiro mundo - como país de porta dos fundos. Por que?

Sobra corrupção para fazê-lo chegar a um ato desesperado deste. Dizem os especialistas que humilhação constante e longos períodos de baixa estima levam à insanidade mental. Se falta saúde mental, é responsabilidade do Estado garantir, com o dinheiro que enche cuecas e meias de políticos corruptos, os postos de atendimento e outros hospitais que evitem que a saúde do povo esteja sempre por um fio - orgânica e mental.

Quanto aos jornalistas?  Todos - de todas as plataformas - tevês, rádios, blogs, jornais etc., na rua. Há os jornalistas profissionais, que vão informar; afinal, todos foram honrar a profissão, com a melhor matéria, imagem, ângulo, testemunho.

Mas, no meio da desgraça, deste horror, o tema também virou pauta para vender espaço publicitário; transformou-se num show daquelas perguntas macabras que ainda teremos o desprazer de ouvir até domingo, nas revistas televisivas dominicais "o que a senhora sentiu ao saber da morte da sua filha?" enquanto a câmera se aproxima da mãe, desesperada, chorando, sentada à cama da filha, que nunca mais alegrará a casa... 

imagem: www.impaonline.com.br






Aos demais jornalistas que têm que cobrir esta outra agenda, caberá fazer do seu trabalho, um circo de horrores. E quem, também no meio disso tudo, ainda escarafunche, vá fundo na coisa para, quem sabe, transformar o seu trabalho em algo elegível a um prêmio Esso, não é mesmo? É... o Brazil não conhece... o Brasil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As # no Twitter! Porque é bom usá-las no mercado corporativo



As palhinhas sobre o que será abordado no Workshop da Mega Brasil

A partir desta semana, conforme abordado no Boletim Mosaico Social da Rádio Mega Brasil online, os tweets do Workshop sobre as mídias sociais do Congresso da Mega Brasil no tweeter @mosaicosocial começarão a ser postados sob a hashtag #workshopMegaBrasil2010. Por sua vez, as palhinhas do boletim começarão a ser postadas no blog, a começar pelo desta semana.

Um dos assuntos que pretendo abordar no Workshop do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010 será o uso corporativo das tags, ou hashtags no Twitter. Estas hashtags, reconhecidas pelo uso do símbolo (#) jogo da velha antes de uma palavra, um conjunto delas sem espaço ou alguma sigla pode, no mercado corporativo, ser de grande valia para um evento, um tópico específico, uma marca ou ainda um trend topic local ou mundial. No Brasil, onde o Twitter tem características específicas, a hashtag também assume outras, emocionais e, dependendo do tipo de evento ou negócio, podem ser significativas na hora de se medir o ROI – o Retorno sobre a Influência dos Tweets. Mas, por que e para quê existem as hashtags?

Mais que uma ferramenta de troca de mensagens, o Twitter é um poderoso search engine – um servidor de busca. As hashtags ajudam os usuários a fazer a ferramenta catalogar os assuntos de forma a que, na hora de procurá-los, eles sejam mais facilmente encontrados e de forma filtrada. Num momento de crise – a primeira e mais eficaz forma de se filtrar os tweets para uma rápida pesquisa sobre um acontecimento envolvendo sua marca é usá-la após uma hashtag. Que tal fazer agora uma busca usando algumas hashtags?