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quinta-feira, 18 de março de 2010

A vez dos consumidores. Passado um ano, a mensagem é: O modelo de negócios unilateral - de cima para baixo - acabou


#WebExpoForum: A hora e a vez do celular para atualização das redes; a idade da internet, que está envelhecendo, junto com o País, a migração do foco da publicidade – da criação para a estratégia, ouvindo o consumidor ao invés de criar a necessidade para ele – e a era dos blogs; o que fazer para dar certo como marca. Tudo isso fez surgir da tarde da segunda metade do 1º dia de cobertura do evento, aqui pelo blog Mosaico Social o seguinte comentário da repórter Fernanda Hellmeister Martins, ao me entregar os textos que seguem: “Estou assimilando nestes encontros, durante o evento muito mais do que em anos na faculdade”. No mínimo emblemático da ainda enorme distância entre o que se aprende nos bancos das escolas e o que se vive no dia-a-dia das empresas e o que se vê de tendências de mercado.

Nessa tarde, pelas suas mãos, o blog cobriu assuntos de todos os grupos do fórum – é incrível a agilidade da Fernanda e sua sede de informação – estou encantada com ela. Espero que os leitores deste espaço também curtam e comentem. Amanhã tem mais!


• Do Workshop Web-Tech - “Os desafios da Gestão de Conteúdos para Multiplataformas: Dos vídeos ao vivo ou gerados por usuários às campanhas de marketing”. O palestrante foi Fabiano Carneiro, diretor de negócios da Endavomedia/Abrangenet;
• Do Whorkshop Web Business - Games Online e criação de redes de relacionamento” com Julio Vieitez, presidente da Level Up!;
• Do Congresso – o painel “Qual o novo modelo da publicidade 2.0”, com Enor Paiano (UOL), Marcelo Lobianco (IG), Marcelo Prais (AlmapBBDO) e Paolla Rodrigues (TIM);
• Do Whorkshop Web Business - “Blog como fonte de negócios”, com Edney Souza, diretor da Polvora! Comunicação.

Fabiano Carneiro: “Cresce o número de pessoas que atualizam suas redes pelo celular”.
Gerir conteúdos para multiplataformas não é para qualquer um. Que o diga Fabiano Carneiro que dirige os negócios da Endaviomedia/Abrangenet, para quem o grande desafio está em saber como ganhar dinheiro em cima do on-line, uma vez que os conteúdos gerados pelos usuários das redes sociais chegam perto de 1 bilhão. Com a crescente tendência dos conteúdos gerados ao vivo, e a necessidade de se possuir uma plataforma que padronize vídeos para que os usuários a utilizem da forma que quiserem, Fabiano – adepto da nova linha de pensamento pela qual é o consumidor o novo driver do mercado é quem sugere. “Não aceitem nenhuma plataforma que não facilite a entrada dos conteúdos nas redes sociais, como postar links, fotos, vídeos”, alertou. O seja, caberá a nós este trabalho de fazer a indústria nos dar o que, de fato, precisaremos!

“Fazer gestão de conteúdo não é simples, é necessário pensar em tudo, não se pode focar apenas na tevê, celular ou no computador. É necessário pensar em todas as três mídias simultaneamente”, frisou. De acordo com o diretor de negócios da Endavomedia, antes de se produzir um vídeo é prioritário se perguntar:
• Quem vai acessar esse vídeo?
• De onde vem o conteúdo?
• Como o usuário vai acessar esse conteúdo?
• Em qual padrão eu vou projetá-lo?
• Eu tenho a gestão desse conteúdo?

Os dados não mentem: “20% dos usuários de games têm mais de 20 anos”
Fundada na Ásia em 2002, a Level Up! Opera nas Filipinas, Índia e no Brasil, onde está presente desde 2004, associada à Tec Toy, empresa nacional consolidada no mercado de games. Aqui, é pioneira no mercado brasileiro de jogos online, a Level Up! desenvolvendo parcerias com os principais produtores de games do mundo. Graças a isso, a empresa oferece os melhores e mais aguardados conteúdos, com títulos totalmente traduzidos para o Português, além de comercializar, com exclusividade, acesso aos servidores Internacionais de jogos de grande sucesso. Coube ao seu presidente no Brasil, Julio Vieitez, uma tarefa bastante instigante: revelar os dados dos usuários de games no Brasil e no mundo.

O país que mais usufrui dos jogos online é a Coréia do Sul, com 45% de sua população conectada nos games. “O Brasil tende a crescer muito em 2010”, adiantou, dizendo que o Grand Chase é o game mais jogado em todo mundo. Como é sabido, tanto fora quanto aqui no Brasil, em geral, a maioria dos jogadores é de homens, “as mulheres tem participação pequena”, complementou. Mas, alguas outras revelações causaram surpresa:

1) A idade dos jogadores está aumentando – 20% dos homens que compram e jogam têm mais de 20 anos
2) O mundo dos games acontece numa escala de 24/7. “No ano passado 30 mil pessoas passaram o reveillon jogando um de nossos jogos” (credo! * nota da editora – Vany Laubé) e isso se deve ao fato de que jogos também são formas de relacionamento. “É praticamente impossível alguém jogar online sem se relacionar.”
3) A média de uso dos jogadores por dia é de duas horas e meia. Durante o mês são gastos 60 horas dentro de cada jogo.

Com tanto envolvimento com os games, não é de se estranhar que haja vários casos de namoro e casamentos entre pessoas que se conheceram jogando. Outro dado revelado, mas sem números.

Publicidade: passado o boom do sucesso das mídias, a pergunta continua – para onde vai?


Marcelo Lobianco (@Lobianco) apontou para o cuidado que as marcas devem ter com seus consumidores – quem não os ouvir vai se dar mal: “a publicidade digital é diferente da publicidade tradicional, não devemos confundir as duas”. Para Enor Paiano, antigamente o foco do marketing estava na Criação. “Hoje além de pensar nisso, é preciso antes, pensar na Estratégia”. Paolla Rodrigues da TIM deixou sua mensagem em torno de como fazer comunicação nesse ambiente digital. “Começa por entender que esse ambiente está em transformação”, disse Marcelo Prais.”Em mídia estamos vivendo um grande momento agora. A voz do consumidor está aparecendo muito forte”. Paolla Rodrigues acha ainda que marcar presença na web 2.0, significa ser relevante, levar conteúdo, envolver pessoas com a marca. O trabalho das redes sociais é extremamente importante, mas é necessário dedicar tempo e recursos. “Empresas: sempre escutem seus consumidores atentamente na web 2.0”, conclamou Paolla.

A era dos blogs


Edney Souza (@interney), daPolvora!Comunicação teve foco na relação das empresas com seus blogs e demais redes sociais. Ter um website não significa apenas uma oportunidade de publicar conteúdo, é necessário que as empresas estejam atentas e dispostas a conversar com as pessoas. “Reputação se consegue produzindo um material de qualidade, e audiência através de uma boa divulgação”, informou. Para o diretor, a instituição que quer vender um conceito e entrar nas redes sociais deve criar um canal com conteúdo exclusivo e logo compartilhá-lo com outras redes. Nos textos, deve-se tomar cuidado para que não pareça comercial, “é necessário que o leitor interprete o conteúdo como serviço”.

“Devemos sempre pensar no comportamento do usuário, conhecer esse comportamento, desejo, anseios e produzir algo alinhado a isso. Qualquer coisa a mais será visto como excesso de propaganda“.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

8a. Tela Viva Móvel - A batalha dos portais móveis


Como fabricantes de equipamentos, operadoras e portais de Internet estão se armando para criar ambientes de distribuição de aplicativos e conteúdos para telefonia celular, e quais modelos devem prevalecer na comercialização de Serviços de Valor Adicionado


No segundo grande painel “A batalha dos portais móveis”, apresentado durante o 8a Tela Viva Móvel, promovido pela Converge Comunicações, no dia 20, no Centro de Convenções Frei Caneca, o encontro entre executivos das grandes operadoras, Vivo e Oi, dos portais Uol, Terra e iG, e dos desenvolvedores de conteúdo para celular PMóvil e Takenet, girou em torno do futuro do conteúdo da internet móvel. Na esteira das discussões, como desenvolver esse material para atender aos usuários mais exigentes e sedentos por cada vez mais mobilidade.

Não há dúvida de que são altos e primordiais os investimentos para todas as mudanças que estão por vir. Fernando Carril, gerente Geral do Uol e Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo apresentaram diversos cases, além dos números de custos com o que está sendo desenvolvido para melhorar seus serviços. Na hora do debate com os demais convidados, o que falou mais alto foi mesmo o conteúdo a ser desenvolvido.

Sem cartas na mesa

Para Uol e Terra, este último representado pela diretora Elisa Calvo, o acesso móvel tornou-se muito significativo, tanto que os dois portais já possuem conteúdo específico para diversas marcas de celulares, inclusive patrocinados por anunciantes. A diretora não revelou números de investimento ou métricas de resultados. Afinal, o dito popular de que “o segredo é a alma do negócio” ainda vale, e muito. Ricardo Ferro, gerente de mobile do iG, o portal, disse que também investe forte no futuro, revelou ter 2 milhões de page views/mês e acredita ser um erro entre as empresas o fato de esconder esses números, porque isso certamente poderia atrair mais participação da publicidade, ainda crua no assunto. “É preciso colocar os números de audiência para o mercado para incitar investimento de publicidade. Isso também serviria de parâmetro para formalizar a métrica.”

Ao falar dos usuários apenas ao final do debate, as empresas revelaram uma preocupação com seus clientes, porém, com muitas restrições para agradá-los plenamente, como o conteúdo exclusivo. Elisa diz que o Terra, assim como o Uol, possui páginas exclusivas para celular, como é o exemplo do conteúdo dedicado a Dysney e o TV Terra. “Por exemplo, o Lost (seriado americano) entra simultaneamente na TV a cabo e no Terra Vídeo. O episódio fica aberto para download, porém, todo o conteúdo ainda é liberado apenas para iPhone.”

Marcelo Costa, diretor da Takenet, diz que o modelo iPhone acessa mais Youtube do que qualquer outro celular, mas é apenas por ter um ícone na tela de entrada. Ele diz que é preciso facilitar ao máximo a interface com o usuário, pois ele tem dificuldade em encontrar uma URL, por exemplo. A tendência é a pessoa usar o que lhe foi ofertado, isso se for realmente atrativo para ela. O executivo da Vivo fez uma revelação audaciosa. Disse ser contra qualquer tipo de livre troca de arquivos pela internet. Enfatizou que a operadora coloca seu conteúdo à disposição, mas que, ao cobrar por isso, garante uma operação mais segura para seus usuários. "Uma parte desse conteúdo, dependendo do patrocínio, é possível de ser gratuita", mencionou, citando a campanha para a cantora Mallu Magalhães.

Sobre isso o iG preferiu apenas dizer que o conteúdo não deve ser adaptado para celular, a não ser via browser, limitado a uma tela pequena. Porém, haverá um momento em que os modelos serão compatíveis. Ferro foi enfático: “A TV iG também tem conteúdo exclusivo para o celular, no caso iPhone. Mas isso se deve única e exclusivamente ao fato de a maioria das marcas de celular não permitirem abrir certos tipos de conteúdo ou porque costumam cobrar caro pra isso.” Reportagem e texto de Liliane Rodrigues

Redes sociais para celulares: uma aposta que deve ser das operadoras


O Mosaico Social esteve em mais um evento realizado pela Converge Comunicações. Desta vez, o assunto foi o 8º Tela Viva Móvel, encontro sobre conteúdos para celular e entretenimento móvel que reuniu operadoras e outros fornecedores e clientes de toda a América Latina durante ontem e hoje no Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo. Liliane Rodrigues esteve ontem por lá e foi conferir as novidades.

Na primeira delas, intitulada "A Era das Redes Sociais e os Serviços de Valor Adicionado", alguns consensos e polêmicas também: quando o assunto é modelos de negócio, por exemplo, fica claro que além da própria publicidade, novos modelos devem ser sustentados também pelas operadoras, já que elas são as principais responsáveis por integrar celular e internet. Segundo os debatedores Omarson Costa, diretor da Microsoft e Gustavo Alvim, gerente de conteúdo e aplicações da Oi, isso poderia ajudar muito pessoas que não têm condições de pagar por esses serviços. Os fabricantes também seriam envolvidos, mas de maneira mais amena.

Ambos concordam sobre a importância destas novas mídias para o ambiente móvel, uma vez que o Brasil já dispõe de 26 milhões de usuários, com crescimento cada vez maior e pessoas investindo cada vez mais tempo nestas redes. Entre os casos apresentados, Alvim, pela Oi, focou os que mais são abordados, como os que envolvem música interativa e independente, citando a conexão entre o portal para mobile, a rádio Oi Fm e os shows promovidos pela operadora.

Se para Omarson Costa, diretor da Microsoft, é preciso estabelecer uma conexão cada vez maior entre a TV, Internet e Celular, porque isso integra uma estratégia de marketing muito forte que está, inclusive fazendo o nome do Windows Mobile mudar para Windows Phone, o executivo, que também apresentou cases como o MTV Day, trabalho desenvolvido pela Microsoft, TIM, Samsung e MTV na Itália, envolvendo grupos musicais e a interatividade via celular, disse que, no Brasil, o case de sucesso mais recente é o Samsung Scrapy, direcionado ao público usuário do Messenger. E isso por uma causa muito simples. “ O Messenger representa a maior comunidade do mundo em número de usuários: 42 milhões”.

No debate, a hora da verdade

Passadas as apresentações, o painel pegou fogo quando começou o debate e o assunto levantado foi o de como levar as redes sociais ao usuários que não possuem recursos (créditos ou smartphones, por exemplo) e obter rentabilidade com isso. Fabrício Bloisi, presidente da Compera nTime, disse ter realizado estudos recentes no Japão para ter a dimensão do futuro deste tipo de serviço no mundo. Como lá, a maioria dos usuários possui contas pós-pagas e se conectam às redes sociais via celular, muitas vezes mais do que via internet comum, ele afirmou que, com esses dados e a situações do Brasil como País emergente mas ainda pobre, “é possível levar esses recursos às camadas mais populares. Para que isso ocorra, é preciso que os anunciantes analisem o perfil de cada pessoa para aplicar uma propaganda eficaz”.

Melissa Beltrão, da Yahoo Brasil, defendeu maior participação dos anunciantes para que a internet móvel possa atingir a todos e aproveitou para falar sobre o lançamento da nova página mobile, que permite ao usuário personalizar seu celular com todas as suas redes sociais prediletas, desde Flickr, Youtube, Facebook, Orkut até a integração de emails como Yahoo e Hotmail. Este projeto já existente nos Estados Unidos para celular e web, deve começar a funcionar no Brasil apenas para celular, para depois ir para a página da web. Para a executiva, o produto também é importante para chamar a atenção do usuário, tentando fazê-lo identificar-se com os serviços.

E quem paga a conta?

Uma das questões mais polêmicas deste painel foi a de como convencer a mídia a pagar o valor de propaganda: mobile marketing x mobile advertising. O diretor da Microsoft, Omarson Costa, afirmou que o cliente deve conhecer e entender o usuário, seja ele de SMS, web (browser) ou celular. “A internet possui a vantagem de ser aberta, uma experiência infindável ao navegante e isso lhe interessa muito, é um perfil bem menos complexo do que o usuário de SMS”, disse. Porém, o mesmo diretor acredita que o Twitter é uma rede de usuário de ciclo pequeno, diferente do que geralmente acontece em outras redes, como Messenger. "O ciclo de vida dentro de uma rede mobile, por ser curto, deve sempre ser modificado e melhorado em vários aspectos, como design."

A unanimidade foi alcançada quando se afirmou que toda a rede em mobile será baseada em advertising, porém, ficou claro que isso deve ser encarado como aposta. Por não ser algo que gere retorno rápido e muitas vezes nem gere retorno, é preciso ter uma receita saudável para iniciar um trabalho como esse. Para os debatedores, a América Latina é o servidor mais caro do planeta, ironicamente, uma vez que é onde se concentram os países pobres ou em desenvolvimento. Isso não só inibe usuários interessados em novas tecnologias como requer integradores fortes para investir em novos modelos para diminuir os gastos e atingir a massa. Reportagem e texto de Liliane Rodrigues

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Oficina de twitter para uso corporativo apresenta técnicas detalhadas de monitoramento e cases de empresas que utilizam o pio das mais diversas formas

Fidelizar,esclarecer, atender, vender e discutir tecnologias para melhorar seus produtos são algumas das ações já desenvolvidas por companhias do mundo todo no céu dos passarinhos.




Manoel Fernandes, jornalista nascido no Recife – apesar de repetidamente insistir que seu forte sotaque é gaúcho, escreveu dois anos atrás que uma das primeiras lições aprendidas por ele é que não há fórmulas ou regras para entender o mundo da internet, suas novas ferramentas e personagens. Que este sempre foi um grande erro da mídia tradicional.

Passado o desafio de entender a regra número 1 deste novo mundo, o publisher da revista Bites resolveu abraçar outro, não menos difícil: o de reduzir as resistências do mundo corporativo a este universo, apresentando como as empresas podem se integrar a ele. De tempos em tempos, Manoel Fernandes e sua fiel equipe formada por André Victor, Zeni Bastos, Socorro Macedo e, mais recentemente, Ana Cavano e Renato Mendes, cria workshops, seminários e, como hoje, oficinas. O assunto do momento, o twitter, foi o tema do evento realizado na manhã deste dia 6 de maio, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo.

Dissecado em uma breve explicação sobre seu nascimento, foi logo apresentado em suas várias ferramentas de uso e monitoramento, grande parte delas desconhecida da maioria do público presente. Para ajudá-lo na tarefa contou com o depoimento do especialista René de Paula, da Microsoft, que deu seu depoimento sobre como ele utiliza o pio do pássaro azul em seu cotidiano, dentro e fora da companhia.

Melhor que o MSN

O princípio do twitter foi o de atender ao anseio das pessoas de se conectarem abertamente. Foi criado em 2006, por Evan Willians e Jack Dorsey, com uma verba inicial de US$ 55 mil, para ser algo ainda mais fácil que o Messenger – mas como uma estrutura de SMS que pudesse, especialmente, ser usada via rede móvel, ou seja, o Twitter foi criado visando a estrutura de mobilidade do celular. Nos Estados Unidos, toda uma estrutura de acordos foi desenvolvida com as operadoras para a possibilidade de uso do Twitter via celular; daí a explicação para os tais 140 caracteres – ou, o que mais tarde se chamou de microblogar. (Ah, entendi, e você?)

Uma de suas grandes sacadas é a simplicidade em termos de sistema, cuja plataforma é baseada no API (Application Programming Interface). Em poucas palavras, como está na Wikipedia, “programas que não querem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços”.

Não demorou muito para se criar o verbo “twittar”, a exemplo de outros, incorporados da informática e da computação, como “printar” e “deletar”, ou mais recentemente também, “postar” (e, aqui, fazendo um comercialzinho básico, como está na dica desta semana do Boletim Mosaico Social, da Rádio Mega Brasil Online.

Manoel Fernandes mostrou as maiores audiências no twitter e explicou como criar perfis, mandar mensagens abertas ou direcionadas para uma pessoa, explicou a diferença entre seguidor e amigo e detalhou o Search.twitter, Twitterdeck, Twittervisor, Tweetstats, Tweeterholic, Tweeteranalyzer, Tweetgrid, Twitterfall e o Migre.me, esta última uma plataforma brasileira. Depois, apresentou vários cases de empresas que estão twittando a valer mundo afora. O Mosaico Social participou ativamente do evento, twittando o tempo todo e usando parte das ferramentas apresentadas durante a oficina. Algumas das sacadas podem ser acompanhadas aqui ao lado, já que agora o blog traz as atualizações do twitter para os leitores na própria página à medida que os estudos sobre as novas ferramentas vão sendo aprofundados. No próximo post, um pouco do que o René de Paula falou – e que me deixou particularmente mais tranquila por achar que aquele grito de alerta não foi um momento de insanidade, mas exatamente o contrário. Até lá. Foto de Marcelo Marques

sexta-feira, 20 de março de 2009

Web Expo Forum 2009: Shakespeare, Churchill, Benjamin Franklin e Steve Jobs:

De citação em citação, em comum, a sinergia sobre a publicidade e as mídias celular e internet não serem apenas mais um nicho, mas os nichos

Quem foi conferir as novidades que a Converge Comunicações levou para o último dia dos workshops web business do Web Expo Forum 2009 (www.webexpforum.com.br) saiu do evento com muitas idéias e estratégias na cabeça e câmeras, celulares e dicas de como usar tudo isso na mão. Vai ter muita gente fazendo e “subindo” filmes para Youtube, com as dicas detalhadas que o diretor da Divisão de Comunicação Digital da S2, Rubens Meyer deu para a platéia que o prestigiou no workshop Uso de vídeo nos sites 2.0, um dos mais concorridos da manhã. De dois outros, falando de marketing para o ambiente móvel, o público leva de Marcelo Castelo, sócio da F.biz (Mobile Marketing 2.0) e depois, do diretor de planejamento Pedro Reiss (Marketing 2.0), a informação de que não é mais cabível ignorar celular e internet como mídias de relacionamento com o consumidor. Com tamanha riqueza de conteúdo, a decisão interna da dupla do blog não poderia ser outra, senão a de estender o resultado da cobertura do evento pelos próximos dias, para abordar com mais conteúdo o que foi apresentado pelos apresentadores.

Celular é mídia sim


Quase todo mundo hoje tem acesso a computador e literalmente todo consumidor tem um celular; é inegável. “Ignorar estas possibilidades de relacionamento é ficar fora do mercado, porque não se trata mais de lidar com nichos”, disse Marcelo Castelo. Não faltaram casos de sucesso para os dois representantes da F.biz provarem a tese. Campanha envolvendo envio de aplicativo por Bluetooth, SMS para o qual o cliente liga para um 0800, baixa um jogo que transforma seu celular num joystick e, ao brincar, conseguir pontos e descontos em compras de produtos em supermercados, o uso do código 2D e sua evolução para o 3D, as campanhas de fidelização envolvendo mais de uma marca etc.. Todos eles e outros estão à disposição em www.mobilepedia.com.br, site, aliás, pela empresa administrado e à disposição para compartilhamento de experiências.

Castelo, o sócio, foi futurista, ao preconizar o fim do teclado como tendência e o rápido aumento dos aplicativos para aumentar o uso das ferramentas touch screen, seja do i-Phone como das demais fornecedoras de celulares, que estão se mobilizando para atender a esta nova era sem volta e que brevemente será migrada para as Tevês também. "Apesar de não ser do interesse das mídias tradicionais que os celulares e a internet apareçam como veículo de fidelização e de mídia interna, externa ou de publicidade e vendas, temos métricas cada vez mais consistentes de que estas mídias já são significativas", mostrou.

Se até as Casas Bahia – um dos maiores anunciantes de Tevê – aderiram à internet, conforme saiu recentemente na mídia e foi, inclusive um dos casos apresentados no workshop, é sinal de que, pelo menos, os ovos estão sendo postos em cestas mais diversificadas... sinal dos novos tempos!

Dicas práticas para o sucesso em mobile marketing

Didático, Pedro Reiss entregou mais o jogo e como ajudar a convencer o empresariado a entrar nele:

• Estamos vivendo o fim da era do awareness para entrar na era do engagement
• Parafraseando Shakespeare, o empresariado deve ouvir mais seu público, ao invés de falar mais.
• Usando as palavras de Winston Churchill, ainda que a estratégia seja linda, de vez em quando vale a pena dar uma olhada nos resultados. E, neste caso, vale mais a pena errar barato – usando ferramentas baratas e que sejam rápida e facilmente trocadas do que gastar tubos para perceber o erro depois.
• E, como Steve Jobs, não usar o design apenas porque é bonito, mas porque terá usabilidade.
• Para finalizar, Benjamin Franklin: tudo em seu lugar e um lugar para tudo, ou seja, menos na home page, mas que esta tenha muitos links para todo e qualquer tipo de acessibilidade.