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sexta-feira, 28 de março de 2014

A internet mudou a comunicação, e a comunicação tem mudado o mundo dos negócios. Por que não o congresso da Mega Brasil Comunicação?

Existem coisas que a gente já sabe que vai encontrar todos os anos, mais ou menos na mesma época. É assim com o carnaval, a páscoa e outros feriados; mas é assim também com alguns eventos, que já entraram para a Agenda dos acontecimentos de mercado.  Na área de comunicação corporativa, por volta de março e abril, há mais de 15 anos colegas e profissionais já se acostumaram à movimentação que rola para participar do único congresso do tipo no País: o Congresso da Mega Brasil Comunicação. 
Algumas características não mudam nunca; ele acontece em três dias, geralmente em maio e em São Paulo, agrega o lançamento do Anuário Brasileiro de Comunicação Corporativa e sempre termina com a sessão Crème de la Crème, um fechamento geral dos trabalhos. Pelo menos nos últimos 10 anos tem sido realizado no Centro de Convenções Rebouças, e a razão é simples. Bem localizado, permite acesso pelo metrô, tem várias linhas de ônibus que passam pelo local, além de estacionamentos na redondeza. Claro que o tráfego na Avenida Rebouças vem piorando a cada dia, mas, onde não? Este ano, com as obras de atualização em curso naquele local, certamente algumas mudanças físicas serão observadas; e para melhor.
Ainda assim, o evento sempre traz novidades- já houve sessão de cinema com discussão do tema com o diretor, desfile de moda corporativa com dicas de como se maquiar, sessão de ginástica laboral, evento para discutir o jornalismo literário, exposições de fotos... Este ano notícia que vai dar o que falar é a palestra inspiradora, em que um ex-executivo vai contar sua experiência de deixar o mercado, virar dona de casa e... gostar da experiência.  A novidade mesmo é a primeira edição do Fórum do Pensamento, que colocará na mesma mesa o professor e cientista José Goldemberg, o empresário Jorge Gerdau, o presidente do Grupo Abril Fábio Barbosa e o professor e consultor em comunicação Gaudêncio Torquato para debater O Brasil dos sonhos e o Brasil real.  Fora isso, o congresso atualizou seu nome; antes chamado Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, passou a ser o Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa. A hashtag também mudou; de #congresso4em1, agora é conhecido por #CBCC2014.  Por fim, o evento está mais enxuto.
Marcado para os dias 6, 7 e 8 de maio, no mesmo batlocal, a 17ª edição do evento tem como tema central Inteligência e comunicação estratégica na era da sociedade participativa. Vão ser 30 atividades, entre conferências, mesas-redondas e palestras temáticas. Destaques? Vários: A Conferência Magna de Abertura, feitapelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. Em ano de eleição, ele vai focar seu discurso em ética e cidadania; A homenagem à jornalista Míriam Leitão, com a entrega do PrêmioPersonalidade da Comunicação 2014. No quesito conferências internacionais, que este ano trarão executivos da Weber Shandwick e da GolinHarris, a criação e distribuição de conteúdo como oportunidades de negócios para marcas e como potencializar a dinâmica das informações no ambiente digital em engajamento.  Até maio, as inscrições podem ser feitas aqui com desconto e com pacotes especiais para várias categorias. Agora, se não der para estar lá, haverá como ter uma ideia geral do conteúdo das palestras pela cobertura online para o  Jornal da Comunicação Corporativa, para Twitter e Facebook. Novamente, vou coordenar o time que vai escrever as matérias, que sempre traz gente de várias tribos, entre jornalistas, relações públicas e internacionais e publicitários.  Não dá para entregar o jogo todo nos textos, mas vai ficar o gostinho de quero mais... no ano que vem!

domingo, 31 de outubro de 2010

Sinal dos tempos: a partir de amanhã o povo nas mídias sociais não poderá mais ser ignorado

Enquanto escrevo estas linhas, o Brasil pode, se quiser, começar a escrever uma nova história para sua vida política, econômica, social e internacional. Não importa o agente vencedor das eleições; a ele e seu partido caberão a responsabilidade de manter o País na agenda mundial. E não apenas como líder reclamante dos países emergentes.

A quem ganhar daqui a pouco caberá o dever de casa de manter olhos e ouvidos ininterruptamente abertos aos agentes sociais, indivíduos ou simplesmente povo. Porque pode ser que a nossa participação nas mídias sociais tenha sido infinitamente menor e menos expressiva que a dos americanos, que gerou o efeito Obama, levando-o à Casa Branca. A despeito do caloroso teor emocional dos conteúdos postados, não resta dúvida de que “nada será como antes” na história deste Brasil. O povo – nós – e, quando digo nós, digo todo mundo que usa as mídias sociais – e não somente quem tem diploma, demonstrou insatisfação com o status quo:
Da Política de compadres, que só faz imortalizar a corrupção pela qual nosso País é conhecido desde o tempo das capitanias hereditárias;
Da Educação atrasada, que esvai-se entre aqueles que jamais absorveriam os “desacordos” ortográficos por não saberem, simplesmente, escrever; e mesmo sem estes, esquecem-se de preposições, craseiam artigos senão masculinos para não mencionar concordâncias e outros absurdos que diariamente desfilam em timelines e textos inteiros de blogs;
Do leonino sistema financeiro, que consome nossas reservas internas, tornando o Brasil um País somente virtualmente sadio, literalmente para inglês ver. Porque, sob bases tão frágeis, com um endividamento caseio que assombra a antiga classe média sem emprego ou a nova classe média, inebriada com a facilidade de crédito, como pode um País estar bem se dados recentes mostraram que segundo Dados do Banco Central, nos últimos cinco anos, o número de brasileiros com dívidas superiores a R$ 5 mil, considerando todos os tipos de empréstimo, saltou de 10 milhões para 25,7 milhões.
Da cuecalização do dinheiro dos impostos que pagamos ou não, mas que o povo, somatório de todas as classes econômicas do Brasil, não quer ver em meias e cuecas de ninguém de partido algum, mas revertidos em benefícios ao... povo.

Sinal dos tempos, cada País tem o resultado de mídias sociais que merece pela educação que dá a seu povo. Aqui, a polarização evidenciou-se pelo calor emocional, pelas baixarias, “naturais” de um povo sem educação, que não tem conteúdo para discutir – o que se viu, inclusive, entre os próprios candidatos, infelizmente, refletindo o nível de seu povo. Uma pena.

Sem considerar esta ou aquela legenda, ao assistir ao vídeo a seguir, que mostra – como podemos pensar em mudar, sem reinventar a roda, mas absorvendo o que está se fazendo ou pensando lá fora também, deixo como sugestão o repensar de uma nova realidade. Que pode tornar os brasileiros vanguardistas, quem sabe.



Seja qual for a pessoa que vier a ser escolhida para, em 1º de Janeiro, assumir o Brasil que pensamos para nossos filhos, netos e bisnetos, desafio que deve estar além dos interesses caudilhescos, não quero, para meus descendentes, a exemplo do que a personagem do sociólogo do filme de José Padilha disse, que seu futuro seja o de que eles venham a viver em Bangu 1. E você?